– Meireida… — sussurrou Ciel, mas alto o bastante para que o demônio escutasse, virando-se para encará-lo da forma mais decidida que podia. – Faça qualquer coisa para que eu pare de pensar!

Sebastian sentiu uma vibração passar por seu corpo ao escutar aquela ordem. Os olhos chorosos e o ar decidido. Sorriu de forma diabólica, se curvando diante de seu pequeno mestre.

– Yes, my lord! – respondeu Sebastian, com o sorriso diabólico em seus lábios.

Em uma velocidade sobre humana, Sebastian fez com que as roupas que Ciel usava desaparecessem, deixando o jovem conde exatamente como viera ao mundo, para o deleite do demônio. Surpreso com o movimento inesperado, Ciel tentando esconder seu próprio corpo, apesar de já saber que o mordomo o conhecia perfeitamente. Porém, Sebastian não lhe permitiu tal coisa, aparecendo atrás do pequeno conde e lhe segurando as mãos, impedindo que ele ocultasse o próprio corpo.

- Não bocchan… não se escanda de mim – falou, em um tom baixo e roco, próximo a orelha do menor.

Ciel sentiu um arrepio passar por todo seu corpo. Olhou de relance para o demônio, mas se manteve o mais firme que podia. Não queria demonstrar qualquer fraqueza para ele naquele momento. Com um único movimento, Sebastian segurou Ciel em seu colo no estilo noiva, levando-o em direção a cama e o colocando sobre a mesma, se afastando então para poder apreciar a bela visão que tinha. O corpo de Ciel era pequeno e delicado, não importava o tempo que passasse, parecia que ele nunca cresceria e tal coisa o deixava ainda mais irresistível na concepção do demônio.

O rosto bonito coberto de um delicado tom carmim. Os olhos grandes e infantis com um brilho envergonhado. Os lábios pequenos e rosados. O corpo esguio e tentador, que nunca havia provado dos prazeres sórdidos. Prazeres que apenas um demônio seria capaz de lhe apresentar.

- Pare de olhar Sebastian… — mandou, virando o rosto envergonhado com o fato do demônio não ter tirado os olhos de seu corpo um único instante.

- Não vai me permitir apreciar a bela vista, bocchan? – indagou, erguendo a mão direita e retirando as luvas com a boca.

Era um movimento comum que o demônio usava, mas que sempre provocará o pequeno. Tanto que Ciel não conseguia deixar de se excitar com aquilo. O demônio com que havia feito um contrato sempre o provocava. Havia sido assim desde o primeiro momento.

- Não há nada que você já não tenha visto, por isso não precisa ficar olhando! – sentenciou, encolhendo as pernas de forma instintiva para esconder momentaneamente o fato de já estar começando a se excitar com tudo. Desde quando o quarto parecia estar rodeado de uma aura excitante e um cheiro afrodisíaco?

- Mas essa é uma situação tão especial, bocchan. Você finalmente me deu a ordem mais deliciosa de todas – declarou Sebastian, começando a remover as peças de roupas que lhe cobriam o corpo, sabendo que o olhar do menor seria atraído para o pequeno show que fazia.

- Eu só mandei você fazer com que eu não pense em nada… — sussurrou, lutando contra os próprios olhos que cismavam em vislumbrar o belo demônio que se despia.

- Nesse caso, basta o bocchan me ordenar para parar nesse momento – lembrou Sebastian, sorrindo de forma presunçosa enquanto subia na cama ficando sobre o corpo do menor. – Ordene e eu pararei imediatamente, sem lhe tocar nem mesmo um fio de cabelo.

Ciel engoliu em seco ao escutar aquilo. Contra sua vontade, ou não, seus olhos desceram pelo corpo que o demônio exibia sem qualquer pudor. Ombros largos e fortes. Peito forte, com vários músculos salientes. Os olhos de Ciel desceram um pouco mais e um frio percorreu sua espinha. Definitivamente, havia muita diferença entre um corpo infantil como o dele e o corpo de um homem adulto como o de Sebastian. Diferença o bastante para que o menor tremesse só de imaginar como aquilo iria caber em si.

- Algo errado bocchan? Estou esperando a contraordem – declarou Sebastian, que se divertia com as expressões que o menor fazia. Era fofo.

Ciel virou o rosto rapidamente, sentindo suas bochechas corarem. Não admitiria em voz alta, mas desejava que o demônio fizesse o que quisesse com seu corpo.

- Eu não volto atrás no que digo… — resmungou, tentando parecer que não queria aquilo, mas falhando miseravelmente.

Sebastian soltou uma leve risada ao ver o modo encantador, como seu bocchan parecia querer resistir até o último segundo. Aproximou-se ai dele, segurando o queixo do menor e o forçando a lhe olhar nos olhos, para então roçar seus lábios nos do menor sem beijá-lo diretamente.

- Não se preocupe bocchan, vou fazer com que se sinta muita bem… — sussurrou em um tom roco, que fez com que um arrepio passasse pelo corpo do menor. Por algum motivo, Ciel teve a certeza de que naquele momento, sentiu como se uma onda de calor estranha desprendesse do corpo do demônio, atingindo seu corpo.

Sebastian terminou com a distância que ainda tinham, selando seus lábios com os do menor em um beijo intenso, enquanto suas mãos passeavam pela cintura do menor, causando diversos arrepios no menor. Ciel não conseguiu fazer nada, a não ser fechar os olhos e gemer, enquanto sentia sua boca ser explorada e devorada pela do demônio, soltando diversos gemidos no ato.

Sebastian desceu os beijos pelo pescoço de Ciel, que não sabia como descrever as sensações que percorriam seu corpo naquele momento, seu coração parecia que iria sair pela boca, devido à força com que ele se batia em seu peito. O maior continuou os beijos
até abocanhar um dos mamilos rosados de Ciel, fazendo com que ele gemesse mais alto.

Ciel jamais havia sentido aquelas sensações tão intensas. Os toques do demônio pareciam fazer com que um fogo se alastrasse por sua pele, fazendo com que um desejo começasse a acender seu baixo ventre. Ele estava tão inebriado que quando viu Sebastian desceu seus beijos, para então abocanhar seu pequeno falo que latejava desejoso, segurando-o com uma das mãos e usando a outra para começar a estimular a entrada de Ciel acariciando-a.

Ciel gritava devido todas as sensações que percorriam seu corpo. Sentia o calor úmido da boca de Sebastian envolvendo seu falo, chupando-o com avidez e aquela mão tão atrevida tocando sua entrada. Era tão estranho… tão novo… tão gostoso…

De sua boca só saiam gritos. Sua mente havia se tornado uma névoa branca, enquanto a única coisa que conseguia racionar era o prazer que percorria seu corpo. Quando diziam que os demônios eram a encarnação da luxúria, estavam completamente certos. Ciel tinha certeza sobre isso naquele momento.

- Sebas… tian… ahhh… — gemeu Ciel, com os olhos semicerrados, sentindo seu corpo inteiro estremecer. Sentia como se dezenas de correntes elétricas começassem a percorrer seu corpo.

Sebastian sabia o que estava por vir, mas não iria deixar que seu pequeno bocchan terminasse a diversão tão rapidamente. Com um sorriso sádico nos lábios se afastou o falo do menor, recebendo gemidos protestantes.

- Estou agradando bocchan? – indagou de forma sarcástica, vendo com deleita a face completamente vermelho do menor e o feito subindo e descendo, procurando ar.

- C-cale a boca… — rosnou Ciel, tentando manter ao máximo que podia seu orgulho. Não queria admitir que estava gostando, por mais que seu corpo berrasse diante das atitudes do demônio.

Sebastian riu daquela resposta. O mais lhe atraia em Ciel era justamente aquele orgulho, era o que deixava o menor tão tentador. Ver o modo como ele tentava mantê-lo, mesmo com seu corpo ardendo por seus toques só o tornava ainda mais apetitoso. Sebastian voltou a se inclinar na direção do menor, lambendo e chupando a região do pescoço e do colo, sabendo que ali nasceriam marcas roxas mais tarde, mas era justamente essa sua intenção.

O demônio segurou Ciel pelo pescoço, puxando-o em sua direção e lhe beijando-o lascivamente para em seguida virá-lo na cama, deixando de costas. O movimento assustou um pouco o pequeno conde, que virou o rosto para ver o que o demônio pretendia fazer consigo.

- Sebastian… o quê… ahhh! – Ciel gritou alto, sentindo a dor lhe rasgar, fazendo com que fechasse os olhos, tentando impedir duas pequenas lágrimas de caírem.

Sebastian havia mordido seu ombro direito com força, perfurando a carne com as presas. O gosto do sangue de seu bocchan preencheu sua boca, deleitando-o por vários segundos, antes de se afastar e lamber o ferimento que havia causado. Sabia que aquilo deveria ter assustado Ciel, mas era algo que ele queria fazer e não deixaria nada no mundo impedi-lo.

Como uma forma de se desculpar, com o pequeno conde, se pôs a lamber e beijar a nuca do menor, recebendo pequenos ofegos e gemidos leves, ainda que um pouco doloridos. Tocou e acariciou as costas do menor, deixando que seus dedos escorregassem por toda a extensão, até chegar às nádegas do menor. Ciel soltou uma exclamação ao sentir os dedos longos tocarem sua entrada, acariciando-a, enviando uma corrente elétrica por toda sua espinha.

Quando sentiu o primeiro dedo lhe invadir, Ciel não conseguiu conter o gemido de desconforto e dor. Era uma sensação estranha, mas nem por isso era completamente ruim. Sentia aquele dedo ir e vir, tocando-o com um cuidado que ele não esperava de um demônio. Não demorou muito para que viesse o segundo e o terceiro, agora causando uma sensação completamente diferente, mexendo com a sanidade do menor, que nem mesmo conseguia mais fingir, ou conter seus gemidos.

- Está gostando bocchan? – indagou Sebastian, sua voz baixa e roca sendo sussurrada próxima ao ouvido do menor. – O que está por vir é ainda melhor…

- Sebas… tian… ahh… pare de… brincadeiras… ahh… — ordenou o menor, sentindo seu corpo inteiro tremer e arder como se estivesse em chamas.

Sebastian riu e retirou os dedos de dentro do corpo de seu bocchan, recebendo um gemido de protesto e desagrado pelo ato. Mas logo daria algo a Ciel, que faria se esquecer completamente do mundo.

Com cuidado o mordomo se colocou atrás de Ciel, começando a forçar seu falo contra a entrada do mais novo, tentando não machuca-lo mais do que o necessário. Inevitavelmente, Ciel gritou.

–AAHH! Sebas… tian… AAH! – gritou Ciel, que sentia seu corpo sendo rasgando ao meio, conforme o mordomo avançava em seu interior, enquanto agarrava-se ao lençol da cama, tentando assim conter um pouco de tudo aquilo que perpassava por seu corpo.

Sebastian parou por um momento, dando algum tempo para que Ciel se acostumasse. Ele não queria que o menor sentisse apenas dor. Escorregou as mãos pelas laterais do corpo pequeno, fazendo um carinho gentil. Quando deduziu que o jovem conde já estava mais acostumado, iniciou movimentos calmos e lentos de vai e vem, recebendo em troca alguns gemidos cortados e dificultosos.

– Ahh… Se… hmm… Sebastian… — a voz do menor clamou, entre os gemidos que escapavam de seus lábios, fazendo com que o sorriso do mordomo apenas aumentasse.

Vendo que era o prazer que começava a tomar conta de seu bocchan, Sebastian começou a intensificar seus movimentos, saindo e entrando com mais força e rapidez do pequeno corpo. Os gemidos aos poucos iam se transformando em gritos e as palavras se tornavam cada vez mais enroladas. Ciel não conseguia, mesmo que tentasse, formular qualquer pensamento definido. Sentia seu corpo inteiro queimando, enquanto aquele cheiro… aquele aroma tão diferente parecia sufoca-lo, lhe causando ainda mais prazer.

Quando o mordomo, de forma repentina, parou o que fazia Ciel quase chorou de frustração. Olhou para trás, tentando encontrar sua voz para ordená-lo a continuar, mas não foi preciso. Sentiu as mãos grandes e fortes lhe segurarem pela cintura e virá-lo, enquanto o mordomo se sentasse na cama o colocando em seu colo. Ciel sentiu o outro posicionar-se novamente em sua entrada, para então fazer com que se sentasse sobre o falo do maior.

Involuntariamente, Ciel se agarrou ao pescoço do mordomo demônio, deixando que um gemido mais sufocado deixasse seus lábios. Naquela posição, Ciel sentia muito mais do que na primeira.

- Mova-se bocchan – sussurrou Sebastian, percorrendo a extensão do pescoço do mesmo com língua, enquanto suas mãos circundavam a cintura delicada, para lhe ajudar.

Ciel entendeu e começou a levantar e abaixar o quadril, permitindo a saída e entrada do falo em seu corpo. Fechou os olhos e se agarrou mais ao pescoço do demônio, gemendo com mais ênfase, perdendo qualquer inibição que ainda poderia ter, movendo-se o mais rápido que seu corpo lhe permitia.

Sebastian sorrio com o modo como o menor já estava completamente desinibido. Apertou com mais a cintura fina, enquanto abria a boca e voltava a morder com força o pescoço do menor, perfurando a carne e sugando o sangue adocicado. Nesse momento Ciel gritou mais alto do que nunca havia gritado antes, talvez o navio inteiro o houvesse escutado naquele momento. Diferente da primeira mordida, que havia lhe causado dor, aquela pareceu multiplicar seu prazer em infinitas vezes.

O prazer que percorreu seu corpo foi grande mais, fazendo com que se desfizesse em gozo entre os dois corpos, para que então sentisse fortes jatos quentes baterem contra as paredes de sua entrada. Sentia a essência de Sebastian inundá-lo e escorrer para corra de seu corpo, parecendo completar seu êxtase naquele momento.

Seu corpo inteiro ficou mole, deixando-se quase em um estado de inconsciência. Sua mente estava repleta de uma nevoa densa, onde nenhum pensamento conseguia se formar. De forma inconsciente, sentiu seu corpo ser movido e deitado sobre a cama, para depois um lençol fino lhe cobrir o corpo.

- Descanse um pouco bocchan – sussurrou Sebastian, depositando um último beijo sobre os lábios de Ciel, que nem mesmo percebera quando havia fechado os olhos e adormecido.