Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada

50 Capítulo 50 - O gatinho de Ryo


Notas iniciais
Hannah: Ahh! Gostando da lua de sangue? Espero que sim, estamos realmente empolgadas com ela. Foi divertido escrever... Mas, preparem os corações, a tensão vai voltar. kkk Adoro ser cruel. Enfim, obrigada pelo carinho de todos que estão lendo e seus comentários. Espero que aproveitem o capítulo e boa leitura!

Capítulo 50 — O gatinho de Ryo

A floresta inteira estava sendo iluminada somente pelo brilho avermelhado da Lua de Sangue. O que permaneceria pelas próximas horas durante o período especial dos lobos.

Ryo tinha ouvido os rugidos dos outros lobos e sabia que o acasalamento já estava acontecendo. Que os grandes lobos já estavam correndo atrás de seus companheiros.

Mas que diabos? Não estava acontecendo consigo.

Todos os anos, Ryo sempre se controlou, utilizando da poção especial que o curandeiro da matilha preparava para os solteiros. Mas neste ano, Ryo havia se casado com Sayuri e já estava pronto para qualquer coisa.

— Só faltava esse maldito remédio ter me feito com problemas. — Porque problemas sexuais ele não tinha absolutamente nada. Então porque seu lobo ainda permanecia escondido fundo e se recusando a sair?

Os lobos, quando solteiros, normalmente bebiam algo para acalmar seus animais e evitar de fazer alguma besteira. Somente poderiam participar do período de Lua de Sangue, se tiverem algum companheiro e o desejo de acasalar. Normalmente, casados.

Ryo se sentou em uma rocha, apenas utilizando uma yukata, de uma única camada, sendo que à noite estava fresca. Ele cheirou o ar, esperando ansiosamente por Sayuri. Estava muito mais ansioso do que quando iria se casar, o mesmo sentimento de se unir pela primeira vez.

Ele sentiu seu corpo suar, então seu leque começou a trabalhar.

Os minutos foram se passando, sendo sentidos por Ryo como extensas horas. Os uivos eram ouvidos ao longe, e o resto era somente o som habitual da floresta densa e úmida que cercava a Vila de Akai.

Ryo farejou um coelho, então algum quadrúpede passear do outro lado dos arbustos, porém seu lobo não queria caçar. Também, não era hora para isso… Não agora que uma intensa fome estava começando a pegá-lo.

Não era uma fome comum, uma fome como estava acostumado a sentir. Era quase sobrehumano.

O aroma doce e viciante veio às suas narinas como o mais delicioso perfume, o fazendo até mesmo levantar de sua rocha. Ryo inspirou fundo a doce fragrância sentindo seu corpo reagir intensamente pelo frescor. Sua pele arrepiou e em menos de alguns segundos, Ryo havia se transformado em sua terceira forma, adquirido a pelagem preto acizentado por todo seu corpo. Seu kimono se foi, deslizando em trapos pelo chão. Seu corpo se ergueu em sua maior altura, muito mais alto, seus músculos tonificando e seu focinho se estendendo, assim como suas orelhas em atenção e seus olhos intensos.

Ryo não sabia como de repente ele havia se transformado, mas não foi apenas porque ele simplesmente quis, ou o seu lobo, mas o cheiro de Sayuri, mesmo que ainda ao longe, o fez despertar imediatamente. A luz da lua agindo sobre ele era como um afrodisíaco. Ryo estava na ganância, ele precisava urgentemente encontrar sua alma gêmea, seu companheiro para toda vida. Então obtê-lo sobre a luz do luar, o que marcaria para sempre a relação deles.

Ele saiu caminhando e arfando, seguindo o cheiro de seu companheiro a espera de encontrá-lo próximo. Mas não foi assim de fácil, porque Ryo estava se aprofundando em uma parte mais selvagem da floresta, mais densa.

Um miado de surpresa o assustou, deixando Ryo perplexo ao ver um gatinho laranja, pequeno e fofo abaixar as orelhas no momento em que o viu. O que Sayuri estava pensando ficando em sua forma de gato?

Ryo de abaixou, ajoelhando sobre uma perna e olhando para Sayuri que miou para ele curioso, mas um pouco hesitante.

— Está é minha terceira forma... — Ryo falou. Sua voz estava rouca, um pouco diferente de como costumava ser, mas pareceu acalmar Sayuri. — Por que está em sua forma animal, gatinho?

Sayuri pareceu ponderar, aproximando-se e então subindo por um braço de Ryo, suas pequenas e finas garras contra a pelagem escura. Sayuri pareceu gostar, ele ronronou com o cheiro de seu marido, e foi um ronronar excitante para os ouvidos de Ryo.

O gatinho laranja pulou, transformando-se de imediato em um Sayuri de costas, totalmente nu, apenas uma pequena corrente com contas contornando seus quadris.

Ryo então percebeu que ele tinha vindo em sua forma de gato por estar nu e evitar que outros o vissem tão indecente em seu caminho para cá. Também porque era uma forma mais esperta, pois pelo perigo, poderia fugir rapidamente.

O grande lobisomen se colocou em pé. Assistiu como Sayuri parecia tremer e arrepiado somente em sua presença. Quando o mesmo se virou para ele, o rosto de porcelana de seu gatinho corou vários tons de vermelho.

— Neh, Ry-Ryo... Você está enorme! — Encarou um lugar em especial no lobo. Ryo olhou para baixo vendo sua ereção, que já não era pequena, estar vários centímetros maior. Estava grossa e pingava pré-sêmen por toda a extensão. Também, com Sayuri completamente nu, a apenas um metro dele, usando somente uma correntinha de contas brilhantes em torno do quadril, era impossível de não se sentir excitado.

Ryo arfou, devorando seu gatinho com os olhos. A cauda de Sayuri balançava suavemente pelo ar, indicando que Sayuri estava ansiando por ele. Suas orelhas ruivas estavam baixas e trêmulas. Sayuri também arfava, sua pele estava enrubescendo, se concentrando mais cor em suas bochechas. Seus olhos estavam brilhantes e desejosos. Ryo não perdeu o vislumbre daquele pênis ereto, como se prestes a gozar, pingando a prova de sua excitação. Sayuri era branquinho até lá, com a cabecinha vermelha borbulhante.

— Humm... Parece tão saboroso. — Rosnou entre os dentes.

— Ryo, você está tão selvagem. — Sayuri, ao invés de se afastar, se aproximou. Seu nariz empinando, cheirando o aroma de Ryo, uma mistura de selvagem e seu lado humano. Isso era tão bom.

Ryo quebrou o espaço entre eles e puxou Sayuri pela cintura, o elevando no ar. Sayuri gritou até que foi posto no chão novamente, mas com suas costas contra o tronco de uma grande árvore. Ryo abaixou seu focinho embrenhando-o no pescoço de Sayuri, cheirando seu aroma florido e doce, deixando sua grande língua áspera lamber desde a mandíbula até sua clavícula.

O lobo parou o que fazia, vendo as doces frutinhas avermelhadas já apontando para ele, de excitação e pelo choque térmico da brisa fresca.

— Você vai me comer, Ryo-chan? — Sayuri perguntou, levando um dedinho a boca. Suas pernas se tornando mais abertas sugestivamente. — Eu esperei tanto por esse momento... Você é um lobo lindo, eu amo como você é, Ryo.

E isso pegou Ryo de surpresa, fazendo seus olhos arregalarem. Imaginou de início que Sayuri não iria gostar de sua terceira forma, porque era um pouco monstruoso se pensasse bem. Seu nariz gelado escostou no meio peito de Sayuri descendo até o umbigo, era um gesto de carinho, onde seu lobo queria se esfregar nele.

— Você me torna louco, gatinho. Vou te comer... Devorá-lo, até não sobrar nada de Sayuri. — Ryo rosnou, o que fez Sayuri rir e gritar de surpresa quando uma língua quente circulou um de seus mamilos. Uma garra negra e afiada arranhou seu outro mamilo vez ou outra, ameaçando perfurar a pele, mas sem machucá-lo.

Sayuri apontou seu peito para frente, amando o carinho e desejando ter aquela enorme língua em seu pênis.

— Você me quer tanto Ryo? — O ruivinho perguntou ofegante, sua voz lasciva. — Então me chupe...

Ryo gostou de como Sayuri estava safadinho. Ele sabia que seu companheiro sempre foi assim e havia piorado depois do casamento. Mas ele amava isso e ele sempre queria mais. Embora Sayuri se tornasse tímido na cama, sempre que se escitava ele se soltava mais do que deveria.

— Menino levado... — Será devorado pelo lobo. Ryo não perdeu tempo em abaixar sua lingua por todo o abdômen e chegar ao ponto crucial. Lambeu toda a extensão do pênis de Sayuri, consequentemente o fazendo gemer e pressionar sua ereção contra a lingua de Ryo e seu focinho.

Sayuri suspirou quando Ryo forçou as garras em seu quadril e o fez virar de frente contra o tronco. Ele se inclinou para frente, quase abraçando o tronco e empinou seu bumbum, suas pernas de abrindo mais. Ryo ajoelhou atrás dele e então o apêndice quente e molhado lambeu entre as nádegas de Sayuri, as garras separando suas bochechas. Ryo grunhiu quando percebeu que Sayuri usava um plug vermelho.

— Você até mesmo se preparou... — E ele bobo se preocupando se conseguiria controlar seu lobo para preparar Sayuri antes de fodê-lo, realmente não estava seguro que poderia se controlar por muito tempo. Seu pênis latejava duro e todo seu corpo ansiava para tocar Sayuri, agarrá-lo, entrar fundo nele. E foi assim que ele fez.

Ryo retirou o plug, penetrando toda a sua lingua dentro. Sayuri gemeu profundo, mas gemeu ainda mais arrastado quando essa lingua saiu, e em seguida a cabeça do pênis de Ryo veio em sua entradinha, beijando-a, para então, penetrá-lo pouco a pouco.

— Sente isso bebê? Meu pau enorme dentro de você? — Ryo sussurrou entre os dentes perto da orelha de gato, vendo Sayuri estremecer consideravalmente todo o corpo conforme ele penetrava seu grande mastro dentro dele. Os gemidos de Sayuri eram deliciosos, agudos, arrastados, ora gritados quando ele se sentia à borda.

— Uh... Pare Ryo... — Implorou falsamente. Sayuri mordeu seu lábio inferior para abafar seus gemidos, mas eram inevitáveis.

Com Ryo daquela forma, seu corpo queimava em explosões deliciosas, como vários orgasmos se misturando, sem ainda chegar a borda. Seu lobo mantinha uma agarre firme de seus quadris, que provavelmente deixaria hematomas mais tarde. Mas isso de nada importava, apenas que se sentia muito bem.

Ryo entrava e saía habilmente, ora intensamente, ora duro e selvagem, atenuando o cio em que eles estavam. Era comum que Sayuri fosse influenciado pelo cio de Ryo, a lua influenciava a todos para um acasalamento perfeito, seja aonde fosse, até mesmo transando contra uma árvore como eles estavam.

O lobo deixou seu gatinho para virá-lo de frente para ele, ergue-lo no ar com gritinhos e fazê-lo envolver suas pernas roliças ao redor de sua cintura. Ryo o penetrou novamente tão duro que sentiu Sayuri falhar a respiração, não foi exatamente o machucando, mas tinha acertado em cheio seu ponto doce. Sayuri choramingou entre gemidos e respirações afoitas, suas mãos agarrando os pelos maiores no pescoço de Ryo, enquanto ele mesmo se esfregava no corpo do lobo.

— Isso me faz viciar em você, gatinho... Quero transar com você todos os dias. — Ryo sussurrou emocionado pelo prazer, todo o tempo batendo dentro de Sayuri, grunhindo pelas sensações sublimes que ele sentia ao entrar e sair daquele lugarzinho apertado e doce. Sentia como seu pré-sêmen misturado com o lubrificante fazia tão molhado e pegajoso em seu pau, o próprio pênis de Sayuri chorava e estava tão duro contra ele, que Ryo sabia que seu gatinho estava muito perto de vir.

— Ry-Ryo... — Sayuri gemia o nome de Ryo a cada estocada. — M-Mais fundo... Mais! — E Ryo não podia dizer não a um pedido tão especial como esse.

Ele apertou Sayuri em seus braços, o abraçando contra a árvore, enquanto investia tudo dele em seu gatinho, acertando várias vezes seu ponto doce. Não demorou em que Sayuri gritasse mudo para cima, deixando em seguido um gemido arrastado e longo sair dele, enquanto seu pênis explodiu cordas peroladas brancas contra seu peito e o de Ryo. Seu canal se fechando e estrangulando Ryo, o imobilizando, expremendo-o até que não mais resistiu e seu lobo uivou, enchendo Sayuri profundamente e ainda vazando entre suas nádegas.

Ryo se manteve parado enquanto sentia seu corpo retornar a sua forma meia lua, somente com orelhas e rabo. Sayuri ainda estava abraçando-o apertado e ofegante.

— Você está bem? — Enfim perguntou. Sayuri gemeu quando o pau de Ryo deslizou meio duro para fora, e então o colocou de pé, ao chão, mas ainda o abraçando.

— Uh... Sim. — Sayuri respondeu, seu rosto corando. — Isso foi tão... Mágico. — Disse, e então beijou contra o peito de Ryo, recebendo um sorriso amplo e brilhante de seu marido.

— Você está preparado para mais? — Ryo perguntou vendo os olhos de Sayuri arregalarem. — Eu sinto muito, mas hoje eu vou te comer a noite inteira, rawn. — Ryo brincou com suas palavras, mas realmente sabia que isso iria acontecer, seu lobo apenas aliviou a primeira tensão, mas em breve voltaria com força total.

— Eu sempre estou preparado para você. — Sayuri respondeu, escondendo seu rosto esvergonhado no peito de Ryo. — Você é tão gostoso, Ryo-chan!

— Gatinho sem vergonha! — Ryo soltou uma gargalhada, puxando Sayuri de volta para cima em seu colo, e agora aproveitando sua forma, tomou os lábios doces e avermelhados de seu amado, em um beijo quente e molhado.

–oo0oo-

— Conta uma história? — Minky pediu saltitante. O pequeno estava muito animado, primeiro porque seu pai e Yamato tinham oficialmente se casado, o que significava que Yaya-chan era seu papai de verdade agora, e segundo, ele amava acampar. Era sempre muito divertido.

Chizuru torceu os lábios. Na verdade estava um pouco triste, pois ele queria estar aproveitando essa noite de Lua de Sangue diferente. Queria que fosse sua primeira lua de acasalamento, mas seu pai e irmão realmente não permitiram que se casasse. Sua raiva era que Seiji concordou com eles! Disse que queria que fosse especial, somente para os dois.

— Por favor, Chizu-chan. — Um dos meninos pediu.

Chizuru suspirou. Sabia que não deveria descontar nos outros suas frustrações. Ele se sentou ao lado de Minky e todas as crianças se sentaram de maneira que formaram um circulo.

— Vejamos... Querem história do quê?

— Gatinho! Fofo como Nana-chan! — Um menino em torno de seus cincos anos pediu. A verdade era que as crianças principalmente amavam muito Nanami, pois o gatinho tinha muita habilidade com elas.

— Uhh! Um gato e um lobo... Vejamos... — Chizuru falou pensativo, e então começou a contar as Aventuras do Gato Travesso, obviamente usou o cunhado como inspiração.

Chizuru era um ótimo contador de histórias, tanto que até alguns adolescentes e jovens se aproximaram para ouvir e prestaram muita atenção.

O moreno concentrado na história, não percebeu o par de olhos que o admiravam. Alguns sentinelas – que haviam ingerido o remédio – cuidavam da segurança do acampamento, e entre eles estava Seiji.

O beta estava atento aos possíveis perigos, mas ainda se dividia em admirar seu noivo. Sabia plenamente que Chizuru estava com raiva dele, devido ao não ter aceitado acasalar agora. Claro que Seiji gostaria, mas também sabia que seu lindo lobinho merecia o melhor.

Seiji suspirou e olhou para a lua. Logo! pensou, até que voltou sua atenção quando o bruxo se aproximou. Key tinha se disponibilizado em ajudar na patrulha.

— Até que os lobos são bem organizados. — Comentou.

Seiji sorriu.

Sabia que os gatos – principalmente os de Masao – achavam que os lobos eram selvagens e nada civilizados.

— Nosso alfa tem trabalhado duro para isso. — Seiji respondeu. — E você, ficará conosco? Porque acredito que os pais de Nanami viverão aqui agora.

Key olhou para a escura floresta. — Naoki é um grande amigo e mestre... Tenho aprendido muito com ele. Mas... Acho que devo primeiro conversar com o Alfa, sabe... Saber se me autoriza ficar...

Seiji riu. — Só recomendo não ficar muito perto da Cadela Alfa, porque senti uma aura ciumenta de Kensuke para você. — Seiji achava hilário ver seu Alfa e amigo todo ciumento com o esposo, considerando que eles se casaram por conveniência.

Key estremeceu. — Nem me fale... Achei que fosse morrer!

Seiji gargalhou, e rapidamente retornou os olhos para Chizuru. O ninshin encontrou seu olhar, mas corou e desviou a face, continuando com o que fazia. Assim que a lua terminasse, Seiji pretendia conversar com o Ancião e marcar oficialmente a data do casamento. Ele tentou outras vezes, mas o Ancião ficou muito indeciso.

Enquanto seguia a noite tranqüila para quem estava no acampamento, dentro de uma das barracas armadas, um casal vivia um momento doce e um pouco estranho.

Misaki se achava deitado de costas contra o colchão da barraca e olhava para o teto. Com os braços encolhidos contra o corpo. Ele não sabia o que iria acontecer. Ainda não podia acreditar que aquele homem lindo tinha se casado com ele.

Nanami havia explicado o que significava a noite de Lua de Sangue e que o efeito era somente para os lobos. Todos no acampamento eram aqueles que não podiam ou não eram influenciados pela lua. Então, eles não participariam. Mas, se tinha se casado, deviam estar na lua de mel... Misaki não sabia o que fazer.

Ele olhou disfarçado para Naoki. O feiticeiro desligou a luz do lampião, e fechou a porta de tecido da cabana. Ele se moveu e deitou ao lado de Misaki, com a cabeça apoiada em um braço.

— Tudo bem anjo?

Misaki olhou sem jeito. — Uh... Sim! Neh, Nao-chan... Por que você... — Ele parou.

— O que loirinho? — Naoki perguntou curioso. Ele olhou divertido, adivinhando o que seu amado queria dizer. Naoki sabia que tudo ainda era muito estranho para Misaki, que não havia se lembrado do passado.

— Uhh! Agora que me casei contigo... Eu sou pai de Nanami também? — Misaki perguntou. Havia um brilho todo especial em seus olhos.

— Ohh, você é lindo demais. — Naoki o elogiou animado, ele cobriu o corpo de Misaki com o dele e o abraçou forte, aninhando seu rosto na curva do pescoço e ombro de Misaki.

— Não é verdade... Homens não são bonitos. — Misaki falou com um bico, embora Naoki fosse lindo de morrer e Nanami uma gracinha. Sentiu seu coração alegre pela proximidade de Naoki.

Naoki levantou a cabeça e encarou os olhos do loirinho. — Sim, é o papai de Nanami também.

— Mas seu pai verdadeiro não ficará com raiva? — Misaki perguntou inocentemente.

Naoki sorriu. Sua língua coçava para dizer a verdade para Misaki, mas o gatinho tinha que lembrar naturalmente. — Não... Sendo você, ele ficará feliz. Agora... Que tal dormirmos?

— Mas e a lua de mel? — Misaki perguntou sem pensar.

Naoki sorriu faceiro. — Uhh! Tudo em seu tempo meu amor... No momento certo. — Falou gentil. Inclinou para frente e se apossou dos lábios rosados de Misaki, em um beijo doce e suave.

Quando se separaram, Misaki ergueu a mão e tocou os lábios, sorrindo em seguida. Ele sentiu a ternura infiltrar-se através daquele beijo.

— Temos mesmo que dormir? — Misaki perguntou.

Naoki riu. — Uhh, pequeno... Se dormirmos cedo, acordaremos cedo e poderemos passear. Gostaria de ir à cachoeira ou ir a uma gruta mágica? O levarei com imenso prazer.

Misaki sorriu empolgado. — Sim! Eu quero... Mas podemos tomar café da manhã com Nanami antes? Sinto saudades dele. — Falou sentindo um aperto em seu coração.

— Sim, vamos tomar café da manhã com nosso lindo filhote. — Naoki deitou-se de costas para o colchão da barraca e puxou Misaki para seus braços, ficando agarradinhos.

Os dois ficaram conversando baixinho, enquanto Naoki acariciava os cabelos loiros de Misaki, até que o gatinho foi o primeiro a adormecer – considerando o dia agitado – e o feiticeiro ficou mais alguns minutos acordado. Claro, Naoki tinha colocado uma barreira em volta do acampamento para proteção de todos, e assim, seguro, deixou-se levar para a terra dos sonhos... E sonhar que finalmente teriam paz e poderiam curtir muito seu esposo e filho.

–oo0oo-

Megume mordeu o lábio inferior e arrastou o pé direito pelo chão. Ele sentia um nervosismo imenso crescer dentro dele, e seu coração pulsava como louco. Não podia evitar. Afinal, mesmo que sonhara inúmeras vezes com esse momento. Casado com seu amor. Não teve esperança real que se realizaria, não quando ficara tanto tempo preso no cativeiro daquela bruxa maluca, e teve sua honra manchada.

Mas, havia sido salvo pelo poderoso feiticeiro, teve suas feridas curadas e reencontrou seu amor. E estava ali, casado oficialmente com Maiko.

Seus sogros tinham sido gentis, e a Cadela Alfa juntamente com seus amigos o acolhera com carinho, incluindo no circulo de amizade.

Megume puxou o ar com força para seus pulmões e o deixou sair lentamente. Olhou para si, para a linda camisola que havia ganhado de presente de casamento de Nanami. Ela era rosa bem claro e bem delicada. Com as alças finas, o tecido brilhante na região dos mamilos e a saia rodada em um tecido transparente.

Usava por debaixo uma roupa intima delicada, em tecido de cetim e cheia de babados, igualmente rosa. Ok! Era vergonhoso usar roupas assim, mas segundo Sayuri e Nanami, era perfeito para sua lua de mel e que Maiko babaria.

Seus cabelos arrumados em um coque frouxo, deixando que algumas mechas brancas caíssem em sua nuca e face, dava um toque todo especial.

Sabia do significado da Lua de Sangue para os lobos, mas igualmente era consciente que Maiko havia tomado o remédio que o curandeiro criou para cortar os efeitos, ao mesmo os mais drásticos. Segundo Maiko, Megume ainda estava sensível e ainda pouco ferido, não seria ideal lidar com a fúria do acasalamento lunar – que no futuro certamente teriam a oportunidade.

Megume sorriu. Para a raposinha era tão romântico a consideração e o cuidado de Maiko para com ele – em sempre pensar em seu bem-estar primeiro. O amava tanto e desejava criar uma família linda com seu lobo. Sim!

Respirando fundo mais uma vez, Megume criou coragem e seguiu para a porta do banheiro e a abriu. Espiou o quarto e então saiu. Seu coração pulsou quando se deparou com Maiko sentando no futon.

Eles estavam na casa de Maiko – aproveitando que seus pais estavam na floresta curtindo a Lua de Sangue. Iriam morar com os sogros por enquanto. O quarto de Maiko havia sido reformado para um casal e se achava lindo.

— O-Oi! — Megume disse envergonhado.

Maiko olhou para ele e arregalou os olhos, corando as bochechas.

Ele se levantou da cama e aproximou-se de Megume. Em seu olhar havia ternura e em seus lábios um sorriso malicioso, denunciando seu desejo para com seu ‘esposo’.

— Está tão lindo... O ser mais belo e encantador que já tive o prazer de olhar. Tenho orgulho em tê-lo como meu esposo. — Maiko falou acariciando a face terna de Megume.

O lobo se achava vestido uma yataka preta que era presa por uma faixa de modo frouxo, e seus cabelos negros soltos. Diferente de outros lobos machos, Maiko era de estatura menor e mais esquio, quase sendo confundido com um ninshin, mas nem por isso deixava de ser forte.

O lobo chegou mais perto e de repente sua boca apertou-se contra a de Megume, as suas línguas estavam lutando pela supremacia enquanto exploravam a boca um do outro.

Ele enfiou as mãos nos cabelos de Megume. Os gemidos necessitados que escaparam da boca de Megume só serviu para inflamar o corpo de Maiko.

Tomando Megume em seus braços, ele fez seus corpos se tocarem, dividindo o calor mutualmente.

— Não precisamos fazer nada se não quiser. — Maiko disse entre o beijo.

— Eu quero... Muito... — Megume murmurou. Ele podia sentir as mãos de Maiko subindo nas costas e descendo até agarrar os seus quadris, fazendo suas durezas se esfregarem juntas.

Maiko os moveu lentamente até que ambos estavam sentandos sobre as pernas no futon. Gentilmente ele desceu as alças finas da camisola, fazendo questão de tocar a sedosa pele de Megume no caminho.

Maiko olhou para Megume e gemeu. Os lábios da raposa estavam vermelhos e inchados do beijo com um brilho molhado. Ele estava ofegante e seu cabelo estava uma bagunça, onde Maiko o agarrou.

Maiko gemeu e descansou sua testa contra a de Megume. — Desculpe, bebê, mas eu simplesmente não podia adiar por mais tempo.

Sorrindo mutuamente, Maiko moveu as mãos e terminou de retirar a camisola rosa de seu esposo, admirando o corpo pequeno e delicado, agora sem os hematomas. Graças que Megume estava se recuperando bem dos ferimentos.

— Tão belo... Maiko elogiou. Inclinou-se para frente e encheu os ombros de Megume de beijos molhados, até sua boca chegar nos mamilos pequenos e duros.

Continuou descendo, lambendo o estômago de Megume plano, ele não era muscular, mas Maiko não se importou. Ele sempre preferiu os homens menores, não musculosos.

Ao chegar à delicada cueca, ele levantou seu olhar do corpo de Megume e finalmente chegou a seus olhos. — Tem certeza? Podemos esperar...

Megume negou com a cabeça. — Eu quero... Muito... — Mesmo um pouco trêmulo.

Maiko se endireitou e desfez do laço da faixa da yataka que usava e então retirou a peça, revelando seu corpo nu e sutilmente trabalhado.

O gemido necessitado que saiu de Megume no que seu pênis estremeceu nos confins da peça íntima.

Os olhos de Megume percorriam o corpo nu de seu marido... Com desejo. No passado, quando se conheceram, eles chegaram a se amarem várias vezes, mas desde que Megume havia sido resgatado, esta seria a primeira vez, e agora, como casados.

Maiko puxou Megume e o deitou rapidamente no futon, para então se instalar entre as suas pernas e descer a ultima peça de roupa, os deixando inteiramente nus.

Maiko não poderia ter evitado o gemido que escapou dos seus lábios no primeiro toque de seus corpos nus mesmo se sua vida dependesse disso. Enfiando os dedos nos cabelos macios e sedosos de Megume, ele puxou a cabeça para trás até que ele estava inclinado no ângulo certo em que Maiko poderia tomar posse daqueles lábios novamente.

Suas mãos não ficaram paradas, elas trataram de tocar e acariciar o corpo lindo de seu amado.

Beijando mais em baixo no pescoço de Megume indo em direção ao seu peito, Maiko podia ouvir os gemidos escapando da raposa.

Quando sua boca encontrou o pequeno mamilo rosa, Maiko colocou a língua para fora e lambeu a pequena protuberância rígida antes de tomar o pequeno pedaço em sua boca e chupar. Mordendo suavemente o mamilo duro.

Megume foi capaz unicamente de gemer alto, contorcendo seu corpo e ansiando por mais.

Maiko fez o mesmo com o outro mamilo de Megume antes de lamber com a língua. Megume se contorcia e gemia embaixo dele, empurrando seus quadris contra Maiko.

— Maiko, por favor! É tão bom... — Os gemidos suaves de Megume tornavam cada vez mais altos.

Ele desceu pelo corpo e quando ele finalmente chegou à ereção dura, o esforço tornou sua respiração irregular com a necessidade, e simplesmente abriu a boca e engoliu o pênis até a raiz.

Maiko usou a sua língua, ele lambeu a fenda, provando o pré-sêmen que tinha recolhido, deliciando-se com o sabor de Megume.

Lambendo até a veia do comprimento do pênis de seu companheiro, Maiko deslizou para as bolas apertadas sem pelos. Tomando uma de cada vez entre os lábios, Maiko rolou as pequenas bolas dentro de sua boca antes de chupar, antes de deixar ir.

Chupando dois de seus dedos em sua boca, o olhar de Maiko percorreu o corpo de seu companheiro até que seus olhos se encontraram.

Ele olhou para Megume, a raposinha parecia absolutamente adorável.

Megume sentia seu corpo em chamas, implorando para unir-se completamente com seu amado, selando plenamente a união deles.

— Maiko... — Megume sussurrou o nome de seu amado.

— Levante suas pernas, bebê! — Maiko ordenou.

Prontamente Megume obedeceu, ansioso por Maiko. Suas pernas se levantaram, e ele as segurou com os braços, expondo-se totalmente.

Megume gemeu quando Maiko esfregou um dedo em torno do seu buraco, delicadamente aplicando pressão antes de empurrar para o interior.

Ele se concentrou em relaxar o seu corpo porque ele não queria impedir Maiko de chegar onde ambos queriam chegar.

O dedo trabalhou sem pressa, apenas servindo para aumentar o desespero de Megume.

— Mais... Por favor, Maiko...

— Não quero te machucar bebê… — Maiko disse quando ele empurrou um segundo dedo dentro de Megume.

A raposa gemeu longamente e projetou o corpo para trás.

Maiko empurrou rápido e profundo um par de vezes os dedos antes de curvá-los e acariciar as glândulas magicas dentro do canal de Megume, o fazendo literalmente gritar de prazer.

O lobo acrescentou um terceiro dedo ao buraco ganancioso de seu amante. Os quadris de Megume empurravam por sua própria vontade. — Estou pronto... Por favor... — Megume sabia que não podia esperar mais, do contrário, chegaria antes de consumar o ato.

Quando Maiko retirou os dedos, Megume choramingou com a súbita sensação de estar vazio.

Maiko arrastou até seu corpo e reivindicou os seus lábios em um beijo que deixou o seu coração acelerado.

— Se doer, me fale.

— Oh sim, agora... Por favor... — Megume pediu.

Maiko riu quando ele abriu a tampa e esguichou uma quantidade generosa do óleo perfumado sobre seu pênis. Megume observou quando Maiko agarrou seu eixo e, lentamente, espalhou o líquido viscoso.

Megume baixou as pernas e viu quando Maiko se acomodou entre elas, suas coxas roçando as bochechas da bunda de Megume. Maiko pegou na base do seu pau e foi gentilmente provocando contra o buraco de Megume.

— Maiko... Eu te amo... — Megume declarou, quando o ar fugiu de seus pulmões e Maiko entrou em Megume em um impulso suave e rígido.

Lentamente, Maiko acomodou-se no calor de seu esposo, e inclinou apoiando sua cabeça contra o peitoral de Megume, enquanto puxava o ar para seus pulmões, e tentava evitar gozar naquele momento, quando o calor de Megume o rodeava.

A raposa enfiou os dedos nos cabelos de Maiko, e a outra mão agarrou os lençóis, buscando amparo. Ficaram parados por alguns minutos, ambos buscando o controle necessário.

Maiko começou a mover. As estocadas ficavam cada vez mais profundas, proporcionando que os dois gemessem mais e mais alto.

O lobo retirou uma de suas mãos da cintura do menor e começou a masturbá-lo na mesma velocidade em que o penetrava, dobrando o prazer de sua raposinha.

As bocas se chocaram, as línguas se enroscaram e o ato tornava-se mais descomunal, ao mesmo temo que uma corrente frenética tomava conta de ambos.

Megume movia seus quadris, facilitando as estocadas de Maiko, fazendo com que seus corpos movessem em uníssino.

A raposa tinha a face corada, os lábios abertos e a pele úmida... Juntando aos seus gemidos eram os ingredientes perfeitos para levar Maiko ao êxtase.

— Ahh... Megume... Meu anjo... Eu te amo tanto. — Maiko declarou sem medo.

Não demorou muito para que Megume mergulhassem inteiramente naquele mar de sensações, e projetando sua cabeça para trás, gemesse alto enquanto da fenda de seu pênis jorrasse a prova de seu prazer.

Precisou de mais algumas estocadas para que Maiko seguisse seu esposo de perto. Sentiu o aperto do canal de Megume, que o agarrava, e então jorrou dentro dele com força.

Os gemidos se misturaram, e as respirações ficaram ainda mais afoitas. Ambos desabaram totalmente gastos, respirando profundamente enquanto seus corpos ainda sentiam e latejavam do turbilhão de sensações compartilhados.

Até que, delicadamente Maiko saiu de dentro do corpo de Megume, mas ainda cobrindo o corpo dele com o seu, ele procurou os lábios deliciosos de seu esposo, e trocou um beijo lento e gentil.

Megume se sentia tão feliz e maravilhado, sua lua de mel, fora melhor do que imaginara... E pensar que consumara o ato com Maiko, dava um novo sentido a esperança de uma vida feliz ao lado de seu amado.

No final do beijo ambos sorriram. Seus olhos brilharam de forma única. Abraçaram-se. À noite para os dois ainda era uma criança em visto de tudo que os corroíam, e a saudade que ansiavam eliminar.

Continua...

Notas finais
Miky-san: Olá! *---* Obrigada a todos por lerem! Espero que tenham gostado do capítulo, porque para nós foi mega empolgante escrevê-lo! Até a próxima, beijinhos