Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
48 Capítulo 48 – Doce União
Notas iniciais
Quando os primeiros raios solares surgiram no horizonte, a população dos Lobos começou a se levantar e rapidamente fazer suas tarefas. Faltava pouco para a tão esperada Lua de Sangue que aconteceria esta noite, sendo que ainda havia muito a fazer... Começando que hoje teriam quatro casamentos. Todos os noivos que desejavam se unir antes da ‘grande lua’.
Alguns lobos ficaram resposáveis por caçar logo de madrugada e outros para colherem frutos e verduras, tudo para que os ninshins já casados pudessem preparar o banquete daquela noite.
Outros garantiam que o local da cerimônia ficasse pronto e lindo, além de que os demais aprontavam a arena para a festa.
Três pequenos arteiros não foram diferentes. Conforme combinaram, eles acordaram bem cedo e saíram de casa. Encontraram-se na porta da graciosa e pequena cabana do curandeiro da Vila, e foi o entusiasmado Sayuri que bateu insistentemente à porta.
Demorou um pouco, mas logo a porta fora aberta por um descabelado e sonolento Yamato. Esse trajava apenas uma calça folgada, deixando seu peitoral forte e cheio de cicatrizes à mostra. — O que...?
— Wahh! Tem de se vestir antes de atender a porta. — Chizuru gritou escondendo os olhos.
— Bom dia, Tio Yamato! Tio Shou está? — Nanami perguntou animado. Ele nem reparou que seu tio trajava apenas a calça do pijama, e foi empurrando-o para dentro da casa, para que os três pudessem entrar também.
Yamato olhou meio pasmo. — Ele está dormindo! O que fazem aqui tão cedo?
Sayuri pulou a fim de conseguir estapear a cabeça de Yamato. Nem parecia que o frágil gatinho vermelho estava desafiando um perigoso assassino. — Esqueceu? Hoje é o grande dia... O casamento.
— Viemos para raptar Shou! Iremos dar um dia de ‘noivo’ para ele... Ah, para Megume também, mas esse não sabe de nada ainda. — Chizuru comentou com um sorriso sonhador. Ele estava tão feliz com a ideia de Sayuri. Parecia realmente divertido. Se perguntava se fazia parte da tradição dos gatos.
Os olhos de Yamato se arregalaram, e não demorou em que um largo sorriso surgisse. Sim! Era hoje que se casaria com seu lindo lobinho e provaria de seu sabor... Seu corpo lindo... E estaria ligado a ele para o resto de sua vida.
— Er... Ele está dormindo. Apenas não façam barulho, porque Minky, o Imperador e Eiji ainda dormem. — Alertou Yamato.
Um sorriso nada casto surgiu na face de Sayuri. — Quer dizer que meu pai e Eiji dormiram juntinhos? Safadinhos. — Falou sem receber uma resposta afirmativa, mas ganhou de presente um belo tapa. — Ai! Por que me bateu Chizu-chan!?
— Pare de ser safado. Vamos logo acordar Shou, porque ainda temos que buscar Megume e Misaki!
— Misaki? — Indagou Yamato.
— Bem, é que... Meu pai Naoki conversou comigo e Kensuke, e ele queria renovar os votos. Mas papai Misaki ainda não sabe. — Contou Nanami saltitante. Ele deixou os três conversando, e correu até o quarto para acordar Shou. Sem mesmo permitir que o lobo curandeiro se desse conta do que o estava atacando, Nanami o puxou da cama e o levou todo o caminho para sala.
— O quê...? — Shou estava com os cabelos castanhos escuros desgrenhados, o pijama azul claro amassado e o rosto marcado pelo travesseiro.
Yamato sorriu docemente para ele. — É hoje amorzinho.
Os olhos de Shou se arregalaram. — Oh céus! Eu... Eu esqueci completamente... Depois de toda essa loucura. Oh! Nem mesmo terminei de costurar minhas vestes. — Falou desesperado.
— Não se preocupe Shou-chan! Cuidaremos de tudo. Vamos!— Disse Sayuri. Ele agarrou a outra mão de Shou, enquanto Nanami tinha a outra, e assim arrastaram o curandeiro para fora de casa, com Chizuru logo atrás.
— Depois leve Minky para casa do Alfa. — Chizuru gritou acenando para Yamato e correndo atrás do trio.
Eles percorreram a vila com Shou reclamando que deveriam tê-lo deixado pelo menos pentear os cabelos, escovar os dentes e trocar de roupa. Mas o trio sapeca nem estava dando importância.
Os Aldeões nem ousaram olhar atravessado, considerando que era a Cadela Alfa envolvida, e sabia perfeitamente como o Alfa era protetor de seu esposo.
Rapidamente chegaram a frente à casa dos pais de Maiko, e agora foi Sayuri quem bateu à porta. Quem abriu fora Maiko, aparentando ter acabado de tomar banho.
— Ah, bom dia... — Ele os comprimentou sorrindo, mas olhou engraçado para um Shou todo descabelado. — O que fazem aqui tão cedo?
— Viemos buscar Megume! — Nanami anunciou radiante. Ele queria fazer aquele momento perfeito para seus amigos.
— Com Megume? Por quê? — Maiko perguntou desconfiado. Aqueles meninos eram encrencas, sabia perfeitamente disso.
Sayuri suspirou. — Pare de perguntar demais, saberá mais tarde. — Falou empurrando Maiko do caminho suavemente e entrando na casa, não demorou em que saíssem arrastando uma sonolenta raposinha para fora. Diferente de Shou, Megume tinha os cabelos penteados, mas ainda estava de pijama.
— Eh... Onde estão levando meu Megume!? — Maiko gritou, mas foi totalmente ignorando pelos demais. O trio arrastou os dois noivos em sentido a casa do Alfa, onde organizaram o spá de dia dos noivos.
Nanami já tinha expulsado Kensuke, Ryo, Seiji e Naoki de casa, dizendo para eles irem ajudar os demais em organizar a cerimônia. Misaki se encontrava terminando a mesa de café da manhã quando os cinco chegaram.
— Oh! Temos visitas! — Disse empolgado. Ele estava feliz, já que podia estar sempre pertinho de Nanami e agora também daquele feiticeiro lindo.
— Hoje será especial. Vamos aprontá-los para a festa dessa noite. — Anunciou Chizuru.
— Teremos banho no ofurô, massagem com óleo de ervas, cabelos, unhas, depilação e sono de beleza. — Sayuri contou saltitante os detalhes.
— Para que isso tudo? — Shou perguntou enquanto passava as mãos sobre os cabelos tentando domar os fios rebeldes.
— Oras... É o grande dia de vocês. O casamento sagrado. Tudo precisa ser perfeito. — Disse um Chizuru sonhador. Mal podia esperar quando chegasse o dia dele.
Misaki olhou divertido e Megume com uma grande interrogação sobre a cabeça. — Casamento? É o de Shou, mas o que eu e Megume temos a ver com isso?
Nanami olhou culpado. — É que... Falei com Ken-chan... E... Decidimos que Megume se casará com Maiko... E pa-Naoki quer casar com Misaki! — Terminou de explicar sorridente.
— Misaki? — Perguntou Shou e Megume curiosos.
— Sim, Myra é um apelido... Descobrimos que seu nome verdadeiro é Misaki! — Nanami explicou, ele correu para abraçar manhosamente seu pai – que não sabia que era pai.
— Oh... É um nome tão bonito sabem... Eu gosto! — Admitiu Misaki. — Eh? Eu vou me casar? Com Naoki? — Seu rosto corou imensamente. Ah! Ele era tão bonito, seria como um sonho casar com ele.
— Vamos animar as coisas. Primeiro o café da manhã reforçado. — Chizuru disse batendo nas mãos dos demais. O dia prometia ser agitado para todos.
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Lentamente o dia transcorreu, e quando o sol desapareceu no horizonte, as tochas de fogo iluminaram a Vila e todo o local onde aconteceria a cerimônia e a festa, já se encontrava prontos.
Seguindo a tradição, o círculo sagrado se achava rodeado por tochas flamejantes, desenhos peculiares escritos nos troncos das árvores que cercavam o ambiente e as copas, deixavam um espaço aberto para que os raios lunares tocassem cada local.
Os jovens que sempre treinavam instrumentos musicais estavam postos em um lado, tocando vários tipos de tambores, flautas, gaitas entre outros. A melodia sedutora e suave invadia, acariciando os ouvidos de cada ser.
Praticamente quase todos os aldeões estavam presentes, apenas alguns ficaram para cuidar dos últimos preparativos para a festa.
O ancião era quem realizaria a cerimônia, afinal era o alfa anterior e símbolo de sabedoria e respeito.
Os noivos da noite: Yamato, Maiko, Naoki e outro jovem, se encontravam vestidos com kimonos negros, mas com vários detalhes em pele de animal. Colares com contas e outros adereços, tudo a fim de trazer boas vibrações aos casais.
O Alfa estava do lado direito do altar, vestido impecavelmente em um kimono azul escuro e os cabelos negros soltos. Ao seu lado, se achava Nanami em seu belo kimono rosa claro com flores cerejeira estampado, os cabelos loiros – um pouco abaixo dos ombros, pois haviam crescido desde que chegou em Akai – parcialmente presos para trás com fitas delicadas na cor branca. O seu sino estava adornando sua orelha de gato e sua farta franja repousava em sua testa.
Do lado esquerdo estavam os betas da matilha: Ryo com Sayuri ao seu lado, e Seiji com seu noivo Chizuru. Um mais belo que o outro.
O Imperador de Masao e Eiji se encontravam na primeira fileira, tendo Minky ao lado deles, e o pequeno lobo estava saltitante com a perspectiva que seu pai e Yamato iriam se casar finalmente, que ele seria oficialmente filho de Yamato.
Os pais de Maiko estavam na primeira fileira do lado esquerdo, felizes que seu filho fora absorvido pelos crimes e estava se casando. Podia não ser exatamente o que imaginaram, mas ambos gostaram de Megume, e tinham fé de que os dois seriam felizes juntos.
Logo o silêncio caiu e todos deram espaço formando um círculo perante os desenhos antigos. Ficando atentos as falas do ancião.
— Assim como essa terra é antiga, o nosso povo vagueia por ela. Somos feitos de batalhas e sangue, lutas e coragem. Mas acima de tudo, compaixão. Existem guerras e guerras por toda parte... Aquelas forjadas por bravura e honra, e aquelas por ação e tolerância. — Chao ditou as palavras tradicionais para todos os acasalamentos, como um ritual tradicional dos lobos. — E como festejo a força para as uniões que serão seladas aqui hoje, os jovens guerreiros se apresentarão! — Disse firme, e então a música voltou a ser tocada mais forte e alta.
Logo um corredor ladeado de pessoas foi aberto, e por ele um grupo de guerreiros desfilou com suas roupas feitas de pele de animal, com pinturas corporais e postura altiva. Seis guerreiros fortes e solteiros.
Eles seguiram até o círculo onde todos os guerreiros tomaram uma extremidade. Não demorou em que eles deixassem a magia percorrer seus corpos. Logo seis lobos surgiram e uma batalha começou. Não era cruel ou sangrenta, era mais uma dança lupina, que denunciava graça, beleza e coragem daqueles jovens.
Corpos se moviam belamente, e todos ficaram maravilhados pela luta que ocorria. Era o ritual sagrado que acontecia antes da cerimônia de casamento.
Quando a luta deu o seu ‘fim’, os lobos inclinaram-se perante o Alfa, mostrando submissão. Kensuke se aproximou deles tocando o lado de seus pescoços. E assim, todos aplaudiram. Os lobos retiraram-se na forma animal e todos aldeões voltaram a posição anterior.
Os tambores soaram alegremente e as nuvens se moveram permitindo que a lua cheia ficasse totalmente exposta, foi então que na extremidade do tapete florido, os cinco ninshins se colocaram. Todos pareciam bem nervosos, principalmente Misaki, Megume e Shou. Todos tão lindos em seus kimonos e decorativos.
Shou segurou o lábio inferior nos dentes. Ele confessava, estava assustado. Olhou para todos. Haviam os que sorriam felizes, mas percebeu os olhares de desdém para ele. Seus pais eram os que mais lhe menosprezava. Porém quando seus olhos encararam os de Yamato, tudo ao redor deixou de existir e somente o que importava era seu amor.
Seu forte guerreiro estava tão lindo... Mal podia acreditar que realmente se casaria com ele.
Shou vestia um kimono azul bem claro bordado com fios de prata. Os cabelos eram presos em coque alto e alguns fios soltos na nuca e na face. Do lado esquerdo de sua cabeça havia uma tiara prateada com pedras de safira que fora um presente do casal Alfa.
Ao seu lado, Megume usava um kimono vermelho sangue bordado em dourado, já seus cabelos estavam soltos e decorados com uma tiara de flores brancas. O pequeno estava corado e descrente. Sua vida toda ele foi menosprezado – principalmente por seus pais – e somente descobriu o amor e carinho através de Maiko. E mesmo depois de toda a dor que passou em seu cativeiro, era Maiko que lhe dera forças para continuar e ser firme.
Misaki era mais sorridente. Ele tinha adorado passar o dia com Nanami. E ainda mais o kimono e acessórios que o pequeno tinha escolhido especialmente para ele. Kimono rosa suave, a faixa na cor branca com detalhes prateados. Os cabelos trançados e entre eles pequenos flores de cerejeiras. Tinha uma jóia que pousava sobre sua cabeça e morria em um pingente na testa.
Os outros ninshin que se casaria, estava igualmente lindo e radiante.
A música se tornou suave e o quarteto começou a andar lentamente pelo tapete de flores em sentido ao altar, para serem recebidos por seus futuros maridos.
Quando eles chegaram ao ponto, foram recebidos com um beijo suave na testa por seus noivos, ficando lado a lado de seu par. Todos viraram em sentido ao ancião, e fizeram silêncio para acompanhar suas palavras.
— Estamos reunidos no círculo sagrado para celebrar essas uniões maravilhosas. E perante a nossa deusa Lua, somos testemunhas que eles deixam de ser dois para se tornarem apenas um. — O ancião discursou.
Todos acompanhavam maravilhados com cada palavra dita pelo ancião Chao.
Os ‘noivos’ tomaram da bancada pequenas caixas e estenderam-nas para seus ninshins. Megume foi o primeiro a abrir a caixa, e seu sorriso cresceu quando tomou gentilmente o enfeite de cabelo que era dourado com pedras rubis. — Obrigado! — Agradeceu saltitante.
Seguindo os outros dois ninshins, veio à vez de Shou. Ele abriu com cuidado a caixa e sentiu seu coração vibrar quando visualizou o cordão dourado com o pingente em formato de lua na pedra esmeralda. — É lindo... Eu… — Murmurou emocionados, seus olhos se enchendo de lágrimas.
— Este é apenas um simbolo de todo meu amor por ti. — Disse Yamato. Claro, deixou para depois o detalhe que pediu a seu irmão para encantar o colar com um feitiço de proteção para Shou e Minky.
E finalmente Misaki. O gatinho abriu a caixa com cautela, mas ao invés de uma jóia ou tesouro, havia uma foto. Misaki a pegou com imenso cuidado. Na foto, ele viu Naoki, ele e uma pequena criança. Seu coração apertou. Sentia que havia se esquecido de algo muito importante.
— Um dia... Vai se lembrar quem foi e o que eu sou na sua vida. — Naoki sussurrou somente para Misaki ouvir.
O gatinho não foi capaz de dizer nada, mas sentia que algo vibrava dentro de si.
— Vocês aceitam seus noivos em matrimônio, para cuidar, zelar por seu bem estar e protegê-lo até o fim de suas vidas e além dela? — O Ancião perguntou aos ‘noivos guerreiros’.
— Aceito! — Os quatro ninshins responderam emocionados.
— Então, perante a deusa lunar, declaro unidos pela força do matrimônio... E que seus dias sejam regados de paciência, dedicação e amor. — O ancião concluiu.
Todos bateram palmas em celebração aos casamentos concretizados. Os músicos voltaram a tocar e o casal alfa e betas foram os primeiros a se aproximarem para dar os parabéns.
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Aquela noite foi esplêndida.
Yamato havia passado praticamente o dia inteiro preparando a casa, deixando tudo em ordem e conversando com os betas sobre como funcionava a Lua de sangue que seria no meio da noite, exatamente quando a lua atingiria o ponto mais alto no céu estrelado.
Mal se lembrava do último casamento em que participou. Que fora justamente de seu irmão Naoki e Misaki. Pensando nisso, ele se lembrou exatamente de como eles eram felizes antes da tragédia. Misaki mal sabia, mas ele tinha tanta sorte por estar vivo, por ter Naoki e seu filho bem ao seu lado. Quando a memória dele voltasse… Yamato não sabia como seriam as coisas com ele, mas com certeza bem emocionante.
Enquanto ao próprio Yamato, aqui em meio a festa animada dos lobos, se sentia um pouco desconexo. Seu Shou não estava à vista, e ele desejava encontrá-lo, porém tantas pessoas assim, até mesmo sua visão de pantera não estava ajudando.
— Oi tio. — Nanami chegou ao seu lado bebericando uma pequena taça com suco de frutas. — Você viu Kensuke?
— Ele está logo ali conversando com os betas, vê. — Yamato apontou para um grupo em uma das mesas. Kensuke estava relaxado, ria abertamente e bebia algum suco. Yamato tinha percebido que os lobos não gostavam muito de bebida alcoólica.
— Oh… — Nanami se moveu para sair, mas de repente parou, olhando intensamente para seu tio. — Está procurando por Shou? Eu o vi com Sayuri e os outros, ele parecia estar à sua procura também. — Como se adivinhasse.
Bom menino. Yamato afagou os cabelos de Nanami e agradeceu, se infiltrando em meio à multidão. Os lobos estavam muito bem vestidos, a festa decorada, além de que animação rolava solta. Havia tanta comida variada que Yamato estava se controlando para não passar mal de tanto comer.
Ele andou pouco até que chegou onde estava Shou. O grande momento o esperava. Yamato estava tão ansioso que sentia suas mãos suarem, seu rosto gelar e seu coração bater mais forte.
Por um momento ele travou, olhando apenas a figura de agora seu “esposo” rindo de alguma piada boba que os meninos lhe contaram. Ele estava lindo com aquelas vestes que se resumiam em um kimono que arrastava ao chão, muito bonito e todo enfeitado. Seu cabelo em um coque, com algumas pequenas florzinhas enfeitando. O quão feminino pareceria para os gatos? Pois bem, mas Yamato aquilo era a maior formosura que seus olhos já pousaram.
Seu refresco ficou para trás sobre uma mesa. Ele caminhou casualmente até se intrometer no grupinho, tendo olhos admiradores de Shou sobre ele, e os sorrisos mais satisfeitos dos outros ninshins.
— Desculpe interrompê-los, mas creio que seja nossa hora de nos despedir deles, Shou. — Yamato proferiu, reparando que Shou sorriu meio de canto, envergonhado de alguma forma. Percebeu isso por além de seu rubor fácil nas bochechas, ele tinha esse costume de colocar a franja para trás da orelha.
— Obrigado garotos… Vocês me deram um grande dia. — Shou agradeceu. Ele recebeu abraços de Chizuru, Maiko e Megume, além de Sayuri.
Afastando da festa, Yamato envolveu um braço ao redor dos ombros de Shou, sussurrando doces palavras em seu ouvido.
— Então esta noite será especial, hã?
Shou corou mais forte, se afastando daquele braço em seus ombros.
— Si-Sim, foi especial sim. — Continuou caminhando mais rápido que o normal, embaraçado, o que deixou Yamato muito interessado.
Amava todas as reações de seu amado lobinho. A forma como ele era firme e fazia bem o seu trabalho, sempre dando o seu máximo — era incrível. Mas ainda mais lindo, quando ele era vulnerável, envergonhado e inquieto ao seu lado.
— Você está andando rápido demais. Para que a pressa? — Yamato indagou divertido.
Shou parou abruptamente, se virando para ele com olhos grandes, sua expressão engraçada.
— Desculpe Yamato… Estou nervoso— Shou admitiu.
A pantera sorriu com Shou inquieto. E se aproximou olhando para os lados percebendo que ambos estavam em uma rua praticamente deserta e próxima as casas deles. A vila inteira estava reunida em um único lugar, comemorando o casamento coletivo.
— Não me importo… Na verdade, acho super fofo vê-lo assim. —Yamato o abraçou contra o peito e beijou suas têmporas. — Não se sinta assustado.
— Não estou assustado, somente… Faz tanto tempo desde minha última vez que… — Ele novamente se moveu para colocar sua franja atrás da orelha.
Yamato o calou com um beijo quente e carinhoso. Foi tanto amor em um pequeno gesto que pareceu ter deixado Shou zonzo.
— Para mim, nunca aconteceu uma primeira vez para o meu lobinho… E Minky foi um presente dos céus para não deixá-lo solitário até o momento que viesse a me conhecer. — Disse Yamato o abraçando carinhosamente em seu corpo.
Shou pareceu derrete perante as suas palavras, ele afundou seu rosto no peito de Yamato e envolveu seus braços em torno de sua cintura, apertando forte contra ele.
— Yamato… Você é tão único… Só você mesmo para gostar de alguém como eu. — Choramingou.
Um suave riso de Yamato o fez relaxar do abraço apertado.
— Sim, só eu mesmo para ter a sorte de me casar com o lobo mais lindo de toda Akai. Nem mesmo em minha terra, em Masao, eu nunca tive o privilégio de ver alguém tão belo… Tão doce.
Shou olhava para ele intensamente, para então tomar o rosto de Yamato em suas mãos e beijá-lo delicadamente.
— O que pretende? — Shou perguntou quando se afastou apenas um pouco. — Vamos para casa ou…
— Minky estará com as outras crianças em um acampamento com os ninshins solteiros. Eiji e o Imperador estarão tomando chá com o Ancião Chao, e provavelmente passariam a noite lá. Portanto, temos a sua casa só para nós dois.
— A nossa casa. — Shou corrigiu com um sorriso. — Você pensou em tudo…
Aquela noite seria silenciosa em Akai. Primeiramente porque todos estariam na floresta em suas principais formas de lobo para o acasalamento, e segundo que as crianças e solteiros estariam em um acampamento protegido. Isso só significava uma coisa, total privacidade para o casal recém-casado.
Enfim em casa, Shou correu para a cozinha, com Yamato em seus calcanhares.
— Hei, onde você está indo?
— Está com fome? Posso fazer algo e… — Uh, eles já tinham comido na festa. — Talvez você esteja com dor de cabeça, quer algum chá para alívio. Pode ter má digestão e…
— Não, obrigado. Eu me controlei com a comida, já fiz digestão. — Yamato sorriu de lado, aparecendo covinhas em suas bochechas.
Shou olhou-o admirado, corando instantaneamente.
Nervoso, ele caminhou por Yamato em direção à sala de estar, mas antes mesmo de ultrapassá-lo, pisou em sua própria barra do kimono, prestes a ter um tombo feio. Sorte que seu agora “marido” nunca permitiria algo assim. Yamato o impediu de escorregar, pegando-o em um abraço forte, em seguida o transformando e tendo Shou em seus braços como uma princesa.
— O-O que está fazendo?! — Shou se assustou. — Não precisa me carregar.
— Se não fizer, você vai fugir. — Ele riu, carregando Shou até os aposentos do casal. — Falta pouco para dar meia noite. — Disse dando um último vislumbre do relógio que eles tinham no corredor.
A meia noite parecia apavorar Shou.
Porém quando a porta se fechou e Yamato colocou Shou de pé, percebeu como seu amado estava deslumbrado com o quarto deles.
Completamente diferente.
Havia um futon grande o suficiente para caber três casais dentro. O chão estava envernizado como madeira nova, brilhava assim como as paredes por estar tão limpo. Novos quadros decoravam uma parede, assim como uma escrivaninha, um closet reformado com novas portas. Cortinas brancas e suaves decoravam a janela de vidro liso. No criado mudo e baixo, um de cada lado da cama estava porta retratos de fotos de Minky e Shou, assim como fotos antigas de Yamato e Naoki.
— Bem, ainda não está como eu gostaria… Um pouco simples talvez, porém acho que agora podemos chamar de um quarto de casal. Se não gostou, posso pedir que remodelassem como era antes, sem problemas. — Yamato falou um pouco preocupado, mas assim que viu no rosto de Shou um sorriso tão amplo e brilhante, sua preocupação se foi.
— Eu adorei! Nossa… Ficou tão… Tão bonito! — Seu próprio rosto demonstrava “incrível”, porque ele estava muito surpreso. — Você fez tudo? Tudo isso?
— Sim. Antes só havia uma cama de solteiro, e bem… Agora nós somos um casal que dormirá na mesma cama, ou seja… Não há como caber nós dois em uma cama de solteiro. — Explicou, ele abriu a boca para dizer algo mais, porém foi silenciado e surpreendido quando Shou ficou na ponta dos pés e agarrou para um beijo quente e profundo.
Yamato ficou extasiado ao descobrir que Shou poderia ter aquele poder em um beijo. Quente, doce, suave… Saboroso, quase apimentado. Até que ele sentiu um roçar, não apenas um abraço, mas sim, tendo o corpo de Shou se esfregando nele.
O obi não ajudava muito, além dos enfeites no caminho, assim como laços e flores.
Yamato tentou se afastar um pouco do aperto de Shou, ofegando.
— Calma bebê… Temos a noite toda para aproveitar. — Yamato falou carinhoso, ao que uma de suas mãos embalou um lado do rosto de Shou, percebendo suas bochechas queimando e um novo brilho em seu olhar.
— Eu… Eu acho que… Já deu meia noite… — Shou suspirou profundo, mas seu corpo de nenhuma maneira queria se acalmar. Ele não podia se afastar da pantera, seu corpo e sua carne, tudo nele queria tocar Yamato e se fundir com ele. Era como uma coceira que nunca iria embora. — Eu preciso… Preciso de você Yama-chan…
O simples mencionar “Yama-chan” deixou Yamato em êxtase.
Então quer dizer que o cio dos lobos praticamente iniciava mesmo à meia noite. A lua lá de fora já devia estar vermelha.
Yamato empurrou um Shou para cama, deixando-o cair sobre o futon fofo e macio, admirando aqueles olhos negros brilhantes, seu coque frouxo e mechas soltas dando algum ar um pouco exótico ao seu amante.
— Parece que nós iremos nos divertir muito. — Murmurou. Não deixou de se sentir animado, no momento em que ouviu um coro de uivos pela noite, todos vindo ao longe e de todas as direções. A caçada aos seus companheiros iria começar.
Mas Yamato não teria que se preocupar em caçar Shou, apenas de ter que lidar com seu cio.
— Eu preciso… Eu não posso… Oh Senhor dos lobos! — Shou gemia suas palavras sem ao menos ter um toque de Yamato sobre ele. Sua pele queimava como se mergulhando em lava, e seu íntimo estava tão necessitado. Se sentia como se fosse explodir.
— Isso é perigoso, bebê. — Yamato riu, se colocando sobre o mais novo, mas sem pressionar seu peso. Ele estava tão ansioso, mal sabendo por onde começar. Ele sonhou tanto com esse momento desde que conheceu seu lindo lobinho.
Shou choramingou e seu corpo pegava fogo. Ele se virou na cama, empurrando seu bumbum bem em direção a ereção de Yamato, esfregando seu quadril ao dele.
— Uh… Shou… — Yamato gemeu, abraçando o outro apertado em seus braços e beijando o pescoço dele. — Você é tão gostosinho… Estou desejando tê-lo sem roupa e poder afundar nessa sua bundinha deliciosa. Você está pronto para mim, bebê?
Shou se arrepiou até dos cabelos a unha do dedão do pé, respondendo com um ofegar. Seu quadril ainda esfregava contra a ereção de Yamato.
— Te quero… Logo… Tão logo…
Yamato sorriu. Os seus caninos à mostra brilhando com a suave luz vermelha que provinha da janela. Ele moveu suas mãos desamarrando o grande laço do obi atrás das costas de Shou, deslizando a faixa fora da cintura do corpo menor e fora do futon.
Tão delicadamente retirou as camadas de kimono que Shou usou no casamento, foi descendo longe de seu corpo, revelando sua pele branca, rosada, e com uma aparência tão macia quanta a pelúcia.
Yamato estava louco para prová-lo, suas mãos coçavam para tocá-lo. Ele virou Shou de costas para cama, tomando seu tempo para ter um vislumbre daquele corpo nu, excitado e louco por ele. Se colocando ajoelhado, Yamato trabalhou na própria faixa que prendia sua yukata, e deslizou as vestes fora de seu corpo, revelando um peito forte e definido, coxas torneadas e músculos salientes. Tudo nele gritava força e fez encher d'água a boca de Shou.
— Nossa, Yama-chan... Você é tão... Tão gostoso. — Shou surpreendeu a pantera, mas a fez rir também.
— Diria que eu estou muito mais animado aqui. Você é muito melhor do que em meus sonhos. — Aproximou-se da orelha peluda de Shou, a vendo cair para baixo trêmula. — Eu vou comê-lo esta noite...
— Yamato! — Shou choramingou às palavras de Yamato, arqueando seu corpo e sentindo seu pênis ereto pingar pré-sêmen. Ele fez questão se que sua ereção roçasse contra o abdômen do mais velho, desenhando linhas molhadas com ele. — Eu preciso tanto... Não me faça implorar!
— Eu amo quando você implora... — Yamato admitiu. Ele tinha percebido que Shou não estava normal para o sexo. Era como se sua aura e tudo ao redor dele fosse quente como lava, sua excitação dolorosa esvaindo de seu corpo em ondas e o contagiando. O corpo de Shou estava corado, seu pênis tão duro como rocha deslizando em seu abdômen.
Yamato desceu seus lábios aos de Shou, beijando-o suave e doce, para então ter sua língua profundamente na boca dele, brincando com a outra, degustando de seu sabor único, algo como cereja e mel. Ele nunca tinha provado nada tão viciante quanto beijá-lo.
Seus lábios desceram pelo queixo de Shou acariciando a pele macia, cedendo beijos em seu pescoço e chupadas em seus ombros. Yamato trabalhou nos carinhos, sentindo as mãos de Shou criarem garras, e muito se contendo, tendo Shou arranhando seus ombros e costas.
— Ah... Meu lobo... — Ele choramingou.
— O que tem seu lobo, bebê? — Yamato mordiscou um mamilo.
— Meu lobo o quer... Eu o quero... Entre em mim! — Shou ergueu suas pernas, segurando atrás de seus joelhos, e expondo todo o seu intimo para Yamato.
Calor emergia das bochechas do mais novo, seus olhos em fendas, estando ofegante. Yamato puxou para trás em seus joelhos, olhando o que o esperava. Seu pênis já duro como aço, vazou consideravelmente por ver aquele buraquinho rosinha e piscando para ele.
Inclinando-se para ele, ele voltou a pegar um mamilo na boca, sentindo-o inchar e endurecer em seus lábios.
— Bom... Gostoso... — Shou falou entre gemidos.
A pantera, mesmo se controlando em seu mais profundo, continuou a degustar carinhosamente. Afinal ele queria que "a primeira vez" de Shou, fosse diferente. Fosse algo que ele pudesse se lembrar de depois com carinho, e sempre querer repetir com ele. Não pensando que ele era um selvagem ou que somente lhe importava o sexo e não o amor.
Yamato o amava, jamais iria querer ter seu lobinho ferido. De forma alguma.
Acariciando com as grandes mãos as coxas roliças e as nádegas redondinhas, macias ao seu aperto, Yamato comemorou interiormente seus dedos tocando a pequena abertura de Shou. Seus olhos se arregalaram ao ver que estava lubrificado e muito lascivo ao toque, quase derretendo. Ele penetrou um dedo sem dificuldade, alargando aquele buraquinho e acariciando as paredes internas.
— Dói amor? Você está assim tão... Tão bom aqui... Apertadinho e molhado. — Yamato já havia introduzido mais dois dedos, fazendo vai e vem e tocando em um ponto que fez Shou gemer alto e se arquear.
— Ahhhn... N-Não... Foda-me Yama-chan... Me dê! — Shou implorou entre suspiros. Os dedos de Yamato dentro dele estavam tão gostosos, mas não parecia suficiente. Ele pensou que sentiria arder ou queimar pela introdução de algo em seu ânus, como foi há muitos anos atrás quando foi violado. Mas... Agora parecia tão fácil. Shou sabia sobre isso, afinal ele era um curandeiro. Ele só não imaginou que viria a acontecer com ele. Todos estes anos tomando remédios para evitar de entrar no cio, e agora... Ele estava praticamente implorando para ser penetrado. — Eu preciso gozar... Dói!
Yamato, com um sorriso muito malicioso, sentindo suor pingar de suas têmporas, acariciou seu próprio pau, tentando aliviar um pouco a pressão. Ele retirou seus dedos da profundidade de Shou, acariciando a cabecinha de seu pênis na aberturinha rosada.
— Você está lubrificado... Isso é coisa de Ninshin? — Yamato perguntou ofegante, com os seus músculos flexionando com sua respiração difícil.
— Si-Siiiim! — Uivou, e foi o som mais doce que Yamato já tinha ouvido. Seu corpo havia se movido automaticamente. Seu pênis se afundou de uma só vez naquele canal tão apertado, macio e confortável. Seu corpo inteiro tremeu na penetração e ele sentiu Shou estremecer inteirinho, seu rosto se contorceu em prazer único, e seus dedos brancos por segurar com força nos lençóis.
— Isso é tão perfeito... Quero gozar... — Yamato murmurou se contendo. Seu pênis parecia estar no paraiso, e o simples movimento poderia fazê-lo gozar. Droga, estava difícil.
Shou mordeu seu lábio inferior e então não aguentou prender a respiração, ofegando, sua língua para fora e um fio de saliva escorreu de seus lábios. Seus olhos em fendas com lágrimas contidas. Deixava pequenos gemidos saír, como um filhote. Era tão fofo, tão erótico!
Yamato caiu para frente, sua língua penetrando a boca de Shou tão eroticamente, em um beijo quente, molhado e tão excitante para fazer um orgasmo. Uma mão ele segurou firmemente em uma das coxas de Shou, a outra ele a moveu para brincar com um mamilo umido, beliscá-lo, senti-lo durinho em seus dedos.
Shou gemia entre o beijo e o prazer sublime entre eles quebrou, tendo Yamato iniciado os movimentos. Seu pênis grande e grosso deslizando para dentro e para fora. O som molhado e o bater de suas pélvis uma na outra, além dos gemidos que ambos compartilhavam, enchiam o quarto.
Yamato abraçou a cintura de Shou e o puxou para ele em seu colo, quando forçou-se a sentar. Seu pênis encaixando profundamente dentro dele, fazendo-o uivar de prazer. Acariciando suas nádegas macias enquanto o penetrava duro e intenso, em seguida, movendo uma mão para frente entre eles, tomando o pênis solitário de Shou em seus dedos milagrosos, iniciando um vai e vem devagar e gostoso.
Shou gemia contra a orelha de Yamato, seu quadril seguindo as investidas de seu amado. Yamato aproveitando todas as oportunidades de tocá-lo em seus pontos mais sensíveis, seus beijos alcançando os mamilos, seu pescoço, todo o seu rosto, fez Shou sair fora das linhas. Suas costas arqueando ao máximo, um gemido alto e agudo deixando sua garganta, e finalmente seu orgasmo explosivo cortando por ele, espirrando cordas brancas de sêmen perolado entre eles, até mesmo atingindo seu peito e queixo.
Yamato cerrou a mandíbula, segurando com força nos quadris de Shou quando seu próprio orgasmo veio para ele, forte e avassalador. Ele soltou um grunhido que se tornou um grande rosnado. Seu pênis cresceu além das proporções, sua mandíbula doendo assim como seus caninos. Suas garras vieram arranhando as costas de Shou em finas marcas vermelhas. Seus caninos felinos perfurando o ombro de Shou e o fazendo gritar para o alto. Novamente Shou veio, mais sêmen salpicando seus peitos. Yamato sentiu seu pênis explodir, seu sêmen respingando nas profundezas de seu amado lobinho.
Eles caíram na cama. Abraçados e ofegantes.
Yamato experou seu pênis voltar ao normal, se retirando de Shou. Ele se colocou ao lado de seu agora, esposo.
— Isso foi tão... Sublime. — Nunca que ele havia tipo um orgasmo tão explosivo. Na verdade ele nunca tinha mordido alguém, e a sensação de fazê-lo foi espetacular. — Não sabia que o cio dos lobos era assim tão... — Ele não soube como terminar a frase, haviam tantas palavras que poderiam se encaixar. Incrível, esplêndido, avassalador...
— Humm. — Shou se ergueu na cama e sentou-se. Seu cabelo uma bagunça, mas ele parecia tão sexy. Aquela expressão era tão... Oh meu deus dos Gatos! — Eu quero de novo Yama-chan... Dói... — Ele esfregou seu próprio pênis, já duro novamente e vazando. Eles estavam melados, suados, mas Shou não parecia nem um pouco se importar.
Yamato sentiu seu pau contrair instantaneamente. Criando vida em sua virilha e ficar duro como pedra. O cheiro que seu amado exalava e o fazia excitado além do possível.
Pelo jeito ele estava indo a ficar muito cansado essa noite, mas claro que valia a pena. Ele esperou tanto para que este momento chegasse. Aproveitaria cada segundo de seu lindo lobinho.
Continua...
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