Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada

35 Capítulo 35 - Noite de núpcias


Notas iniciais
Miky-san: Olá queridos *--* Espero que gostem do capítulo que preparamos, temos cenas quentes e ainda um pouco de suspense... Assim como espero que gostem do desenho também... Não ficou grande coisa porque fiz rapidinho ontem. http://miky-san.blogspot.com.br/2014/03/akai-ito-roan.html Quero agradecer a todos que lêem e àqueles que comentam *--* de coração, nos deixa muito animadas, por isso Akai ainda tem um longo caminho a percorrer. Boa leitura!!

Capítulo 35 — Noite de núpcias

Todo o caminho foi tenso para Sayuri, sua mão ligada a de Ryo suava, mas em momento algum Ryo quis soltá-la, apenas manteve o aperto firme, mas sem machucá-lo.

Sayuri estava visivelmente corado e de cabeça baixa, nervoso por demais, até mesmo ousou a dar um tropeço quando ele nunca antes o fez usando salto alto. Por sorte o reflexo de Ryo era rápido e ele pegou Sayuri em seus braços antes que este caísse de cara no chão.

— Opa! Foi quase... — Ele sorriu quando tomou Sayuri pela cintura. Ele aproveitou o momento para ter suas mãos alisando por trás da cintura do gatinho. — Está bem Sayuri?

— Ah... Hum. — Sayuri assentiu, sua franja cobrindo os olhos quando ele olhou para baixo do peito de Ryo. —Desculpe.

Ryo soltou uma risada e tomou novamente a mão de Sayuri. — Não há necessidade de se desculpar, não fez nada... Estou aqui para te proteger. — E piscou para ele.

Sayuri brilhou e teve um sorrisinho adornando seus lábios rosados. Ryo estava cada vez mais gentil com ele. Aquele homem sério e tenso, se transformava em um doce quando estava com ele. Sayuri amava essa caracteristica de Ryo, ele o amava realmente.

— Pronto, chegamos. — Ryo e Sayuri estavam de frente para grandes portas de cerrar, provavelmente o quarto de núpcias. Sayuri não se lembrava de ter visto este quarto ou corredor no palácio em toda a vida. — Seu pai criou este quarto com a intensão de que você vivesse nele quando se casasse, mas pelo jeito viveremos nele apenas por uma noite.

Sayuri se emocionou em saber que seu pai havia tido todo o trabalho de preparar um quarto para eles. Em sua mente estava imaginando que simplesmente iria para seu quarto normal, ou o que Ryo esteve hospedado por esses dias.

Sua boca se abriu quando adentrou o recinto. Havia um grande futon em meio a grande sala revestida de madeira como um dojô. Pétalas de flores estavam por toda a parte com um cheiro agradável que fez Sayuri se arrepiar. Havia somente um conjunto de travesseiros fofos. e um lençol, as janelas estavam cobertas com cortinas brancas pesadas.

Sayuri adorou o estilo simples e bem organizado do quarto, e ainda assim, parecia tão romântico, tão diferente do que imaginou. Já que sua mente sempre lhe trouxe imagens de seu quarto no castelo, não de um quarto diferente.

Seus olhos fitaram a pequena caixa que estava ao lado da cama, aberta e bem decoradas com flores silvestres. Havia dentro uma variedade de alguns produtos. Uns ele não conseguiu identificar, porém um especial lhe chamou a atenção e fez seu rosto corar o pior do vermelho. Era óleo cheiroso, usado como lubrificante pelos gatos. Sayuri havia lido sobre a receita em um livro de educação sexual dos gatos.

Pulou de surpresa quando braços fortes rodearam sua cintura e um duro corpo precionou contra o seu próprio por trás. Sayuri imediatamente sentiu o membro de Ryo duro contra suas nádegas e isso fez o ar fugir de seus pulmões.

O nariz de Ryo afundou na curva entre seu pescoço e ombro a aspirou profundamente seu cheiro. Sayuri arrepiou-se até mesmo sentir seu rabo expichar, o que era algo que somente acontecia com ele quando estava prestes a explodir de vergonha.

— Ry-Ryo... — Choramingou. Ryo havia substituido suas fungadas por beijinhos suaves sobre a pele acetinada do pescoço de Sayuri.

— Você cheira maravilhosamente... Como o perfume natural das rosas. E aposto que saboreia tão doce... — Ryo sussurrou roucamente contra a orelha de pelúcia de Sayuri. O mesmo extremeceu no sentimento de ter Ryo falando roucamente com ele daquela forma tão sensual. De repente ele estava tremendo da cabeça aos pés.

— Você gostou de como decorei o quarto para nosso momento especial? — Ryo perguntou mais tranquilo quando percebeu Sayuri tremer incontrolavelmente em seu abraço. — Alguém me disse que você amava rosas.

Sayuri sorriu e se virou no abraço, com as mãos timidamente no peito de Ryo, alisando sobre o tecido de seu kimono de casamento.

— Ah, hum... Ficou muito bonito e... Romantico. Eu amei Ryo-chan. — Sayuri olhou Ryo por debaixo de seus cílios. O que diabos estava acontecendo para ele agir daquela maneira? Estava nervoso como o inferno, e ele nunca ficou dessa forma antes, nem mesmo em momentos críticos como o dia em que fora sequestrado.

Ryo percebendo como Sayuri estava nervoso, sorriu internamente. Ele não queria que Sayuri tremesse da forma em que fez, mas sentia uma vontade ainda maior de protegê-lo do mundo, envolvê-lo em seus braços e mostrar a ele como bom poderia ser estar com ele. Foi como um desafio, será que ele conseguiria fazer Sayuri elevar ao céu enquanto o amava?

Ryo soube naquele momento de que ele era capaz disso, seu amor pelo pequeno neko era tão grande que o fazia ser capaz de tudo por ele.

— Ryo? — Sayuri perguntou quando percebeu o olhar de Ryo queimar sobre ele, seu olhar faminto como se quisesse devorá-lo. Isso fez Sayuri sentir algo quente dentro dele, somente o olhar de Ryo fez irradiar uma quentura gostosa até sua virilha. — O que foi?

— Você está tão lindo... — Ryo beijou a bochecha de Sayuri e ficou com os lábios por lá, acariciando a pele macia de seu rosto. — Desde que te vi pela primeira vez, me tornei apaixonado por você... Mal posso acreditar que agora seja o momento em que vou te amar e torná-lo meu para sempre.

— Ryo... —Sayuri choramingou emocionado, e o sentimento bom o fez envolver seus braços ao redor do pescoço de Ryo e abraçá-lo, mesmo que Ryo tivesse que se curvar pela diferença de altura. — Te amo... Te amo!

— Eu também, bebê gatinho. — Ryo tomou Sayuri pela cintura e de repente o teve em seus braços com um gritinho por parte dele, como se o peso de Sayuri não fosse nada. Para assim o depositar sobre o futon muito fofo e seu corpo cobrir o menor, para então selar seus lábios e iniciar um beijo suave, que pouco a pouco tornou-se mais apaixonado.

Ryo acariciou a língua de Sayuri na sua, tocando cada cantinho de sua cavidade quente e umida. Ficou-o assim saboreando um ao outro até que o ar faltou em seus pulmões, e a visão que Ryo pegou fez seu coração se encher de carinho e seus olhos brilharem. Sayuri estava ofegante, suas bochechas vermelhas, e seus lábios rosados, inchados e umidos após o beijo. Seus olhos verdes perfeitos entreabertos com um brilho de excitação neles.

Ual, ele pode fazer isso apenas com um beijo.

— Eu vou te amar agora... Se algo te incomodar, por favor, me diga. — Ryo falou sincero acariciando o rosto de Sayuri, tocando os traços de sua mandíbula e então seus dedos roçando em seus lábios doces que ele não resistiu em prová-los novamente.

Sayuri gemeu em meio ao beijo e seu corpo respondeu lindamente, ao que seus braços rodearam o pescoço de Ryo e o mesmo abraçou sua cintura, fazendo com que ambos os corpos ficassem colados. Calor pasou pelo gatinho, com a sensação de Ryo rente a ele, mesmo que ainda vestindo roupas.

Ryo por sua vez estava tão excitado que poderia jurar que com mais um gemido daqueles provindo de Sayuri, o faria gozar em suas roupas. Era como uma alavanca para um calor tremendo dentro dele. Sayuri era tudo e muito mais que ele sempre quis encontrar em um companheiro.

Tão feliz como estava, só ficaria melhor se Sayuri ficasse nu. E curiosidade veio a ele de saber como Sayuri seria nu, embora ele já soubesse que não havia nenhuma novidade visto que ambos eram homens... Mas foram tantas as vezes em que Ryo havia imaginado Sayuri sem roupas.

Os lábios de Ryo vagaram até o pescoço de Sayuri, e o invés de beijos ternos e doces, ele chupou a pele e mordiscou provocando arrepios no menor. Suas mãos grandes apertaram a cintura se deliciando em como era fina e curvada, ele se perguntou se era normal.

Sem esperar por mais, Ryo virou Sayuri na cama, deixando-o de barriga para baixo. O mesmo tentou olhá-lo sob o ombro curioso, para então ver que Ryo estava desamarando seu obi, até puxá-lo completamente fora de seu corpo e descartá-lo.

Vendo que Sayuri estava todo envergonhado, Ryo depositou pequenos beijinhos em seus ombros, conforme puxava o kimono para baixo de seus braços, até que ele estava fora do corpo de Sayuri.

Inclinando-se para trás, os olhos do lobo cresceram em puro desejo ao ver as costas do corpo esquio de Sayuri, a pele branca e acetinada à mostra, e descendo mais, ele engoliu em seco ao ver o par de montes de cor mais clara que o resto do corpo, com uma aparência tremendamente macia. Ryo nunca pensou que um dia veria um bumbum tão lindo.

Ele não resistiu e suas mãos foram direto para as nádegas de Sayuri, apalpando-as e apertando em seus dedos. Sayuri soltou um gritinho e se contorceu com a carícia inesperada. Ele clamou por Ryo, e a boca do mesmo caiu em seus ombros mordiscando sua pele e então arrastando beijos molhados pela curvatura de suas costas.

— Ry-Ryo... —Sayuri suspirou, seu corpo esquentando com as carícias de seu agora, marido.

— Amo quando diz o meu nome... Meu coração se aquece cada vez que me chama.

— Ryo! — Sayuri gemeu o nome de Ryo quando os lábios dele estavam perto de suas nádegas. — Po-Por favor! — Nem mesmo sabia o que estava pedindo, sua mente estava embranquecendo, como se apenas Ryo e o que ele fazia fosse o que existisse em seu mundo.

O lobo então chegou aos glóbulos gêmeos e mosdiscou a pele, cedeu leves chupões e marcou a pele alabastro de Sayuri. Ryo estava sorrindo em como o corpo de Sayuri reagia a cada carícia sua.

Virando Sayuri de frente para ele, seus olhos cresceram em descrença. Nunca em sua vida ele imaginou ver alguém que fosse da forma como sayuri fazia. Ele era simplesmente... Feito para o sexo. Seu corpo inteiro parecia o melhor pedaço para ele degustar. Ryo estava com olhos enormes e brilhantes para os ombros pequenos, os mamilos inchadinhos e avermelhados, a barriga sequinha com uma cintura realmente fina! Seus quadris arredondados, com um pênis mediano, sem pelo algum adornando, e a cabecinha avermelhada vazando rios de pré-sêmen.

A expressão no rosto de Sayuri era doce e desejosa, ele demonstrava todo o seu amor, o seu desejo por Ryo. E isso fez o lobo louco, ele atacou os lábios de Sayuri em um beijo quente. Suas mãos vagaram pelo corpo do menor, alisando a pele pálida, marcando vez ou outra.

Os braços do menor rodearam seu pescoço, enquanto ele recebia o beijo quente e molhado, até saliva escorrer seus lábios. Sayuri parecia louco para ceder a Ryo, e o mesmo louco para comê-lo inteirinho. E era exatamente isso o que ele iria fazer agora.

— Eu vou te comer Sayuri... Devorá-lo... Não posso esperar mais... — E uma de suas mãos se atrapalhou para pegar o óleo lubrificante ao lado da cama, derrubando os demais produtos que ele nem fez esforço para saber de que serviam.

— Nnn... — Sayuri apenas gemeu e fez algo que Ryo não imaginou que ele seria capaz tão cedo, ele abriu as pernas e segurou debaixo de seus joelhos, expondo-se completamente, com aquela expressão excitada que fazia Ryo se derreter e seu coração. — Po-Por favor Ryo-chan... Eu te quero... — E dito isto, foi a gota d´agua para Ryo. Rapidamente despejou lubrificante em seus dedos, e então uma quantidade generosa em seu pênis.

Seus dedos foram entre as nádegas fofinhas, se deliciando com a visão do buraquinho rosa tomar um de seus dedos e engolí-lo por completo. Oh como era apertadinho... Ryo quase se perdeu imaginando como seria ter seu pênis longo e grosso dentro do canal apertadinho e quente de Sayuri.

— Ahh... Uh! — Sayuri suspirou e depois gemeu quando um dedo entrou nele e passou a se mover para dentro e para fora. Ele já tinha feito isto consigo mesmo antes e sabia como era bom, porém nunca imaginou que fosse incrível se fosse Ryo a fazê-lo.

Não se comparava nada a ele próprio se tocando como fazia algumas vezes quando estava em sua privacidade, Ryo estava fazendo-o querer gritar.

— Está tudo bem bebê? — O lobo perguntou estendendo sua língua quente e lambendo o lado do rosto de Sayuri. O carinho fez o gatinho se derreter e empurrar no dedo de Ryo.

— Hum, sim... Mais... Por favor, mais! — Implorou com sua voz trêmula, Ryo não esperou e acrescentou mais um dedo, intensificando seu vai-e-vem, e tesourando, afrouxando, fazendo tudo para ter Sayuri bem esticadinho para ele.

Logo eram três dedos dentro do calor quente do menor, Ryo beijou o peito de Sayuri e então retirou seus dedos para fora, agora chegando seu melhor momento e mais esperado para ele.

— Vou tê-lo Sayuri, você é meu agora, sempre... — Ryo sussurrou quando ensaboou seu pênis com mais uma porção de lubrificante e apertou a base para não perder prematuramente com a visão linda do corpo de Sayuri implorando pelo seu, o buraquinho dele piscando, brilhando e avermelhado.

— Sempre seu... — Sayuri respondeu até gemer alto quando a ponta do pênis de Ryo penetrar lentamente. Ele era enorme! Sayuri pensou que poderia ser partido em dois, embora a sensação de queimação fosse estranha, pois mesmo que doesse um pouco, era gostoso.

Ryo se concentrou em entrar pouco a pouco, levou tudo de seu controle até que ele estivesse inteiramente dentro de Sayuri. Era ainda mais apertado do que pensou, quente, macio e gostoso. Seu pênis foi agraciado e Ryo se sentiu como se estivesse no céu, em seu doce lar.

Sayuri fez uma careta com a sensação de queimação, mas que Ryo a fez desaparecer quando o beijou lentamente e doce, até que passou e ele sentiu uma sensação de prazer avassalador invadir o seu ser.

Ryo bateu contra ele. E uma e outra vez, até que Sayuri havia esquecido até mesmo seu próprio nome. Seu mundo se resumiu somente em Ryo e no mar de sensações que ele estava mostrando a ele.

Suas pernas se elevaram mais abertas e Ryo tocou em seu pênis fazendo-o estremecer, os dedos de Ryo se lambuzando com o pré-sêmen de Sayuri e usando-o como lubrificante natural para então envolver o punho em seu falo e começar a acariciá-lo em seu ritimo.

Mas Sayuri realmente foi à loucura quando Ryo estocou exatamente sobre um ponto que o fez gritar e arquear-se totalmente, transformando seu grito em um gemido longo e arrastado.

Ryo vendo aquilo continuou mais intenso, deliciando-se com as sensações que o abraçavam como fogo e brasa. Seus olhos ainda brilharam ao ver aqueles mamilos inchadinhos e agora em picos pelo prazer que Sayuri estava sentindo. Ryo caiu de boca sobre o mamilo direito e mamou nele famintamente, chupando-o em seus lábios e lambendo a carne avermelhada.

Sayuri soltava sons tão doces, vez ou outro miava. Era lindo. Sua mão continuou a acariciá-lo, enquanto seu pênis trabalhava dentro dele entrando e saindo intensamente, e sua boca molhada trabalhava em chupar e lamber o outro mamilo carente.

O gatinho apertava os lençóis debaixo dele até os nódulos de seus dedos ficarem brancos. Ele tentava em vão controlar seus gemidos, mas de nada era útil, pois naturalmente eles atravessavam sua garganta. Seus sentimentos estavam uma bagunça entre amor, paixão, desejo e loucura.

Ryo estava amando-o de uma forma que ele nunca imaginou que seria tão intensa. Seu corpo reagiu de uma maneira totalmente sem controle, levando para longe qualquer vestígio de sanidade que Sayuri poderia ter.

Ryo bateu em seu ponto doce diversas vezes, e seus dentes afiados perfuraram o ombro do gatinho bebendo dele pela primeira vez, fazendo com que o orgasmo viesse sem controle, pegando Sayuri de surpresa fazendo-o gritar para o alto e gemer até o final quando seu pênis explodiu na mão de Ryo. O lobo, por sua vez, gemeu roucamente entre os dentes assim que liberou a mordida, quando o canal de Sayuri apertou estrangulando seu pau, que em uma última e profunda estocada, esvaziou seu prazer fundo dentro dele.

Ryo se apoiou em suas mãos e joelhos para evitar cair sobre sayuri quando o cansaço do alívio veio. Ele se retirou, ambos gemendo com a sensação da perda. Ryo se colocou ao lado do ruivinho, ambos tão ofegantes como se todo o oxigenio do quarto tivesse fugido para longe.

Quando passou, Sayuri, ainda meio entorpecido choramingou e se arrastou para o peito de Ryo, definitivamente emocionado que ele havia tido sua primeira experiência com aquele que ele amava de todo o coração. Sayuri havia sido reivindicado, e ele havia feito o mesmo que apostava que Ryo nem tinha percebido muito, ele poderia morder, mas dessa vez escolheu arranhá-lo, e nas costas de Ryo estavam a marca de suas unhas em cortes muito finos.

Olhou para cima, para ver Ryo olhar para ele e então fechar os olhos e suspirar. Ele havia dormido. Sayuri se achou tanto, ele realmente havia feito isso.

Ele sorriu, sua vida não poderia estar melhor. Seu coração iria explodir de alegria.

Não demorou em que ele também dormisse exausto.

–oo0oo-

Nanami sentia como se estivesse pisando em nuvens. Estar naquela Vila que tanto o feriu não doía mais, porque ele sentia perfeitamente que ali não era sua casa... Que agora pertencia a Akai.

Igualmente não o incomodou não estar na festa, ele realmente não se sentiria bem lá, e dado que Ryo ou Sayuri não estavam mais lá, tudo que queria era apenas curtir seu marido. Após a troca suave de carinho no jardim do castelo, os dois resolveram passear um pouco na cidade, claro, ainda perto do castelo.

Quase todos estavam na festa, então as ruas da cidade estava parcialmente vazias. A leve brisa que soprava acariciava os cabelos loiros claros de Nanami e o fez tremer um pouco. Ele acabou aproximando mais de Kensuke. O gatinho ergueu a face e encarou o marido, somente para receber um sorriso caloroso.

— Quer voltar? Estar frio! — Kensuke ditou.

Nanami negou com a cabeça. — Estou bem! Podemos andar mais um pouco? Vamos à ponte, é lindo a lua de lá. — O loirinho disse puxando o marido pela mão, o fazendo segui-lo. Os dois passaram a correr e rirem, até que chegaram a ponte que passava pelo rio que cortava a cidade. Eles andaram nela até estar ao meio, e então se encostaram no corrimão.

— É bonito! — Kensuke falou. Dava para ver perfeitamente a lua refletida na água cristalina do rio.

— Sim, sempre que ficava triste vinha aqui... Ficava vendo o brilho do sol ou da lua na água e silenciosamente pedia para o amanhã ser um dia mais feliz. — Nanami disse com o semblante um pouco melancólico.

— E agora é? — Kensuke perguntou aproximando-se mais do pequeno e acariciando seu rosto.

Nanami corou e se sentiu enfeitiçado pelos olhos âmbar de seu marido. Ele ficou na ponta dos pés para alcançar a boca de Kensuke, mas esse impediu e sim, o abraçou. — Sim... Eu sou imensamente feliz... Contigo... Eu te amo, Kensuke!

— Meu gatinho lindo... Você é minha vida. — O Alfa se declarou, e então se inclinou colhendo os lábios de Nanami nos dele, iniciando um beijo lento e carregado de sentimentos.

Entretidos na troca de sentimentos, os dois não perceberam que um grupo de oito homens todos vestidos de preto se aproximaram, na verdade... Kensuke percebeu, mas manteve discreto quanto a isso. Foi quando uma fecha voou em sentido a eles que o lobo moveu-se com maestria colocando Nanami atrás dele e segurou a flecha com a mão antes de acertá-lo. Ele reparou que a ponta da fecha estava envenenada.

Seus olhos tornaram-se selvagens e os caninos surgiram. — Quem ousa!? — Ditou em fúria.

— Ken... Ken-chan... — Nanami murmurou incerto.Ele agarrou o tecido do kimono do marido e manteve-se escondido. Não estava entendendo o que acontecia, e por que estavam sendo atacados.

Os oitos soldados se aproximaram com suas espadas sacadas, rodeando o casal. Todos tinham as faces escondidas por máscaras, mas era possível perceber que eram gatos. Nenhum deles respondeu a pergunta de Kensuke, apenas moveram-se para atacar.

Kensuke afastou-se de Nanami, apenas o suficiente para que pudesse lutar e não permitir que os bandidos chegassem ao seu esposo. As garras de Kensuke surgiram, e com habilidade sem igual ele lutou contra os atacantes. Um a um ele derrubou, sem ao menos perder o fôlego... Mas quando ele derrubou o último bandido, uma flecha veio em sua direção e dessa vez não fora rápido suficiente para segurar. A fecha entrou em seu ombro.

— Kensuke... — Nanami gritou e correu até o marido. Ele segurou Kensuke pelo braço.

— Estou bem... Não acertou nenhum ponto vital... — O Alfa respondeu sério. Ele puxou a fecha jogando-a fora, mas foi ai que tudo começou a girar. Suas pernas falharam e ele acabou tombando em seus joelhos.

— Ken-chan... O que foi? — Nanami perguntou desesperado. Seus olhos estavam marejados pelas lágrimas que ameaçavam cair.

— A flecha... Estava... Envenenada... — Kensuke respondeu com a respiração falhada. — Precisa ir... Vá até o castelo... — Ele ordenou.

Nanami ajoelhou ao lado dele e o ajudou a se sentar. — Não... Não vou deixá-lo aqui. — Disse firme. Em hipótese alguma estaria indo embora deixando seu marido sozinho, correndo o risco de ser morto.

— Na-nami... Vá... — Kensuke implorou. Pontos negros começaram a surgir em sua visão, e ver alguma coisa coerente estava tornando-se difícil.

Nanami se assustou quando ouviu o som de palmas batendo, então olhou para cima. Ele deparou-se com mais quatro soldados, mas o que fez o medo crescer em seu coração foi deparar-se com Hachiro. O conselheiro tinha um sorriso malicioso.

— O que...? — Nanami disse incerto. Ele nunca gostou daquele homem, e agora menos ainda. Recordava que fora ele quem mandou sequestrá-lo, ameaçou se não acatasse a ordem de tomar o lugar de Sayuri para casar-se com o Alfa dos Lobos e fora a aura negra que o rodeava.

— Que casal lindo, não! E eu pensando que o lobo o comeria vivo. — Hachiro disse. O velho aproximou-se com ajuda de sua bengala. Os quatro soldados estavam ao seu lado e prontos para atacar.

— O que fez com meu marido? — Nanami indagou feroz. O seu lobo havia perdido os sentidos, mas ainda podia sentir que ele respirava, mesmo que fraco. Nanami estava disposto para lutar com todas suas forças, mesmo sendo menor e sem treinamento algum de luta.

— Apenas um veneno que irá fazê-lo dormir por horas... Afinal, não podemos matar o Alfa dos Lobos, do contrário teremos outra guerra. — Hachiro disse sem retirar o sorriso de seu rosto. — Não queria fazer isso... Mas são ordens.

— Que ordens? Fazer o que? — Nanami perguntou tremulo. Ele sentia o desejo de chorar, mas firmou em sua mente que não choraria, que seria forte por seu marido desacordado.

Hachiro sorriu abertamente. — Aparentemente meu sócio tem interesse em um gato estúpido como você... O motivo ainda não descobri... Mas se desejo obter sucesso no meu objetivo, tenho que agradá-lo... Afinal, e com ajudar dele que terei Masao em meu poder.

— Como?! — Não estava confuso. Ele sabia que aquele velho era mal, mas não doido. Se tinha entendido bem, Hachiro estava o sequestrando para dar a alguém que o ajudaria a um golpe de estado.

— Peguem-no, não tenho a noite toda! Tenho que voltar a festa antes que o Imperador perceba. — Ordenou.

Os soldados gatos seguindo as palavras do conselheiro moveram-se para pegar Nanami, mas antes que alcançassem o gatinho loiro, uma nevoa branca apossou de todo o lugar, e um vulto negro atacou cada um deles, os fazendo cair no chão. O desconhecido parou em frente a Nanami e Kensuke.

Nanami olhou para o homem que acabara de salvá-los. Reparou nas costas largas, os cabelos castanhos claros e a capa desgastada que cobria o corpo dele.

Os olhos de Hachiro se arregalaram. — Como ousa? — Ele gritou de raiva.

— Não permitirei que o machuque, nunca. — O desconhecido ditou. Ele ergueu o que parecia um cajado com uma pedra verde na ponta e apontou para Hachiro.

O conselheiro gritou como sentisse muita dor quando uma luz o atingiu, e então pareceu perder a consciência e caiu no chão desacordado.

Nanami abraçou Kensuke com força, quando o homem que acabara de ajuda-lo se virou para ele. Seus olhos arregalaram-se em total descrença quando viu a fisionomia dele. Aparentava um pouco mais velho, mas os traços... Olhos e cabelos eram idênticos à foto que tinha.

— Co-como... Quan... — O gatinho gaguejou. Ele praticamente entrou em choque e era incapaz de pronunciar qualquer coisa. Apenas ficou olhando para aquele homem.

O mesmo sorriu e aproximou-se dele. O feiticeiro se agachou na frente dele e levou uma mão ao ferimento do alfa. Sua mão brilhou, e a respiração de Kensuke acalmou. Ainda estava desacordado, mas parecia apenas dormir agora. — Não se preocupe... Seu marido ficara bem...

— Não vá... — Nanami pediu. Finalmente as lágrimas vieram e seu peito apertou. Tudo era muito complexo para ele entender, primeiro seu tio aparecia na vila, mas aparatemente sem saber da ligação deles ou fingia não saber, depois o gato desmemoriado que descobriu ser seu pai progenitor... E agora aquele feiticeiro que era a copia viva de seu pai Naoki.

O feiticeiro deu lhe um suave sorriso. — Tudo bem... Vamos nos reencontrar novamente... Em breve, apenas mantenha o segredo que sou eu... Sim!

O som de passos se aproximando chamaram a atenção de Nanami, e ele olhou para o lado vendo soldados, e quando retornou a visão para falar com o feiticeiro, este havia desaparecido.

— Alteza, tudo bem? — Quem indagou fora o General Eiji.

— Er... Fomos atacados... — Nanami disse abraçando o marido. — Esses soldados nos atacaram primeiro... E depois ele...— Apontou para conselheiro caído no chão.

As sobrancelhas de Eiji arquearam. — Tem certeza? Essa é um acusação séria... Ele é o conselheiro de Masao!

— E eu o Cadela Alfa de Akai, e este meu marido... O Alfa! Esse homem mandou os soldados dele nos atacar... Queria matar meu marido e me sequestrar. — Nanami disse firme. Não deixaria ninguém confundir as coisas. Somente por que era um gato e nasceu em Masao, não deixaria que o tratasse com descanso como sempre fizeram. Como Kensuke disse, ele era o companheiro do Alfa e as pessoas deviam trata-lo com total respeito.

— Sim, confio em suas palavras. — Eiji disse se curvando. — Homens, levem esses soldados a prisão! E igualmente o conselheiro Hachiro.

— Senhor... — Um soldado ditou incerto.

— Obedeçam! Eles atacaram o Alfa e seu companheiro enquanto nos visitavam em tratado de paz... Devem ser punidos por isso. — Eiji disse convicto. Ele se agachou perto de Nanami e Kensuke. — Vamos levá-lo para que o curandeiro o trate, e depois falaremos com o Imperador! Ele precisa saber!

— Sim! — Nanami concordou acenando com a cabeça. Tudo que queria era que seu amado ficasse bem, e que o mistério de seus pais fosse logo desvendado.

Continua...