Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
12 Capítulo 12 – O sabor do pecado
Notas iniciais
Capítulo 12 – O sabor do pecado

— Eu sempre o quis... Sempre o desejei... Shu-chan. Sonho em beijá-lo... Marcá-lo com meu cheiro, como meu... — Yunsuke sussurrou. E não ficou somente nas palavras, ele inclinou-se para frente e cedeu um beijo quente e profundo, arrancando-lhe um gemido em sua garganta. — Sempre desejei tocá-lo e amá-lo, somente eu... — Suas mãos percorreram suas coxas e o interior delas, passeando até que chegasse à parte mais íntima. — Por isso eu não quero... Não quero ficar sem você.
Antes que controlasse, Shuichi estava chorando emocionado, ele sempre quis ouvir isso, mas ele sabia que não era algo que Yunsuke realmente desejava dizê-lo... Ele não estava sóbrio para lhe confessar algo tão importante seriamente. Mesmo que seu coração quisesse acreditar, sua mente negava.
Um sorriso curvou seus lábios enquanto um grunhido baixo retumbava no peito de Yunsuke. Ele tocou os dois pulsos do irmão e suspendeu colocando-os acima de sua cabeça.
— Não as movam...
Shuichi não entendia o que estava acontecendo. Ele lutou contra o impulso de se mover, e em vez disso ficou em silêncio, enquanto Yunsuke inclinou-se para frente e tomou os seus lábios novamente, em um beijo mais exigente.
Shuichi tentou entender o que acontecia, mas a sua mente vagava entre seus sonhos e a realidade. Com os seus pulsos sobre a cabeça e com Yunsuke pairando acima dele, era difícil reagir contra, mesmo que no mundo de sua mente, sabia que precisava.
Sempre soube que seu irmão usava o comando como um manto, afinal, fora treinado para assumir um reino... Isso sempre teve um efeito no gêmeo mais novo... Mas Shuichi sabia que não poderia se render a isso agora.
Shuichi enrolou uma mão em um punho para resistir ao impulso de estender a mão para tocar o seu irmão...
Yunsuke era belo... Era engraçado pensar pelo fato de que eram iguais, mas a beleza dele era na sua personalidade... Tão viril e marcante...
Uma onda de necessidade lavou sobre Shuichi. A sua respiração acelerou enquanto olhava para o corpo de seu irmão, que agora encontrava de joelhos sobre o futon, em meio às suas pernas abertas.
Como irmão, desde crianças tomavam banhos juntos ou nadavam, então Shuichi teve o prazer de ver o corpo de seu irmão desenvolver. Claro que nos últimos anos não teve mais esse privilégio, mas sempre imaginou o que aquelas roupas sob medida escondiam. 1,88 metros de puro músculo e força. Energia suficiente para facilmente forçá-lo a fazer sua exigência.
Em seguida, seu olhar ergueu admirando o peito largo para o rosto bonito de Yunsuke. A mandíbula forte, a boca firme desenhada na linha reta de consideração, o nariz ligeiramente romano. O comando absoluto, o controle sólido nos olhos.
Os ombros de Shuichi foram relaxando e seu queixo se inclinando para baixo, as ondas escuras do seu cabelo caíram desarrumadas para frente enquanto ele jogava a atenção a Yunsuke.
— O que vai fazer?
— Vou fazê-lo meu... — Yunsuke murmurou lentamente. Na mesma medida, ele desfez do nó da fita de sua Yukata azul-escuro. Ele jogou-a fora e lentamente deslizou o tecido por seus ombros, revelando a pele pálida, tal como os músculos tonificados pelos treinos constantes.
O olhar de Shuichi piscou. — Não podemos... Somos irmãos... — Murmurou inseguro. Ele sabia desse fato, mas por anos, desejou o irmão... Não tinha como negar.
— Podemos tudo... — Yunsuke disse com a voz rouca, que fez todo corpo do outro arrepiar.
Ele moveu as mãos pelas pernas de Shuichi, retirando o tecido do kimono de algodão branco, permitindo que as pernas tentadoras fossem reveladas. As suas unhas curtas arrastaram pela alva pele, deixando vergões rubros como marca que passou ali. Não resistindo, Yunsuke inclinou-se e beijou todo o caminho que tinha feito com as mãos e unhas, arrancando gemidos de Shuichi.
— Ahh... Yu-chan.... — Shuichi gemeu involuntariamente. Ele queria voltar aquele som a sua boca... Era vergonhoso. Suas bochechas rapidamente coraram e ele mordeu os lábios inferiores para segurar os demais gemidos que ameaçavam sair.
Suas mãos, ainda elevadas acima de sua cabeça, agarraram a fronha de seu travesseiro com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
Sua boca foi jogada para trás, quando os beijos e lambidas de seu irmão chegaram ao seu baixo-ventre. Ao olhar para baixo, deparou com seu kimono inteiramente aberto e seu corpo sutilmente firme à mostra. Shuichi não era necessariamente androgênio, afinal desde pequeno trabalhou com espadas, mas não chegava a ser musculoso. Tinha um corpo magro e com músculos firmes.
— N-não... Pare com isso... É vergonhoso... — Murmurou com a respiração sôfrega. Seu peito subia e descia conforme sua respiração acelerava.
Yunsuke ergueu a face, e o seu olhar varreu como uma carícia quente sobre cada centímetro de seu corpo, fazendo seus mamilos se apertaram e uma gota de líquido escoar da ponta de seu pênis.
— Perfeito. — Uma dica de um sorriso ousou puxar as bordas da boca de Yunsuke. — Não se mova! Deixe-me amá-lo...
Yunsuke inclinou-se para frente e tomou os lábios perfeitos de Shuichi em um beijo profundo. Ele saboreou o gosto do irmão, que era como néctar para si. Sua língua lambeu a costura da boca de Shuichi, forçando sua passagem.
Quando a mão forte de Yunsuke apertou o falo do gêmeo menor sutilmente, fez Shuichi gemer. Yunsuke aproveitou-se para enfiar a língua na caverna deleitosa, e gemeu ao sentir o sabor do irmão mais forte. Com gula explorou a bocas pecaminosa, ao que se deitou sobre ele.
Shuichi sentiu-se completo com o peso de seu irmão sobre si. Cada fibra de seu ser o desejava... Mas o fio de responsabilidade vibrou dentro dele, e forçou a recusar. Moveu suas mãos para os ombros de Yunsuke e o empurrou. Não conseguiu afastar muito, apenas quebrar o beijo.
— Não! Somos irmãos e você está noivo. Não podemos... Está bêbado Yunsuke. — Disse firme. Mesmo que sua face se achava vermelha e arfava profundamente, se recusava a ceder.
Yunsuke não gostou de ser negado. A razão tinha ido passear e somente o desejo o dominava. Ele segurou os pulsos do irmão e pressionou os braços contra o futon.
— Eu o quero... E o terei... Não resista. — Disse firme, fazendo Shuichi fraquejar e um gemido fino deslizou dos lábios de Shuichi.
A mão de Yunsuke foi imediatamente para o pênis do irmão, e seus dedos se fecharam em torno da largura rígida. Os únicos sons que quebravam o silêncio eram o zumbido suave da mão trabalhando em seu comprimento e as bordas duras de suas respirações. Ele passou o polegar sobre a coroa, recolhendo a umidade e seu ritmo foi acelerando a cada curso, a construção indo em direção ao clímax.
— Lindo... — Yunsuke ditou sensualmente, fazendo Shuichi conter um gemido. — Chupe meus dedos, deixe-os agradáveis e molhados.
Yunsuke voltou-se a sentar sob suas próprias pernas em meio as do irmão, e as puxou fazendo com que Shuichi as segurassem. Ele olhou com luxúria para o casulo escondido entre as bochechas da bunda linda de Shuichi, e isso fez sua ereção pulsar.
Ele empurrou a modéstia de lado, estendeu a mão por sua coxa e circulou as pontas dos dedos sobre a pele enrugada de seu casulo. Era tentador empurrá-los para dentro e arranhar aquela coceira por mais, mas ele se conteve. E esperou. E foi logo recompensado.
Shuichi sentiu o tremor em seu corpo. — Isso é... Estranho Yun-chan...
— Você quer mais? — Yunsuke perguntou com a voz rouca.
A língua de Shuichi disparou para fora para passar em seu lábio inferior.
— Eu... Pare Yun-chan... Por favor... — Ele implorou para que o irmão parasse, mas em seu interior queria que ele prosseguisse.
— É tão quente aqui... Parece querer me sugar... — Yunsuke disse com calma. Sem retirar os olhos da bela face do irmão, ele empurrou um segundo dedo dentro.
Shuichi olhou para Yunsuke. Lendo o desejo e a necessidade clara como o dia, no calor do seu olhar. Nos olhos muito lindos abafados e o leve rubor manchando suas bochechas.
A luxúria cravou seus sentidos, misturada com uma emoção maliciosa de se colocar em exposição para o prazer de Yunsuke.
— Muito bom, Shuichi. Você quer outro?
— Sim... Por favor. — Ele sabia que devia recusar aquela loucura, mas ser tocado por Yunsuke era um sonho se realizando.
Um gemido apertou seu peito quando seu irmão empurrou um terceiro dedo. Seus olhos se fecharam enquanto sua entradinha era tocada e estirada, deixando a sensação de queimadura percorrer seu corpo.
Apoiando uma mão na parte de trás de sua coxa, Yunsuke a empurrou, levantando seus quadris para cima. Então se inclinou para jogar saliva em seu buraquinho.
— Lindo! — Ele murmurou com a respiração abanando seus testículos, fazendo seu pênis saltar. Com a outra mão, Yunsuke traçou o períneo até sua entrada com um dedo, espalhando o líquido. O mais leve dos toques, apenas uma carícia molhada e escorregadia que o deixou se arqueando, precisando de mais. Mas Yunsuke recuou. — Muito bom. No entanto, acredito que você vai precisar de um pouco mais. — Ele pegou a toalha da mesa de cabeceira e colocou-o debaixo de seus quadris.
Shuichi ofegou quando Yunsuke espalhou um córrego lento e fino de óleo em seus testículos. Inclinando mais o frasco, ele derramou uma quantidade generosa sobre a expansão suave da pele diretamente acima de seu buraco. O óleo viscoso deslizou para baixo fazendo cócegas na sua pele, revestindo seu buraco, e em seguida, seguindo em sua rachadura.
Dessa vez, três dedos lubrificados, penetraram juntos causando uma corrente elétrica no corpo de Shuichi. Suas costas arquearam e seu corpo entrou em chamas. Ao que seu olhar nunca deixava o de Yunsuke
A respiração de Shuichi fraquejou, suas mãos ficaram imóveis e seu pênis endureceu ao ponto de dor. Ele olhou para Yunsuke.
O desejo frenético e a necessidade batendo em suas veias tropeçaram. — E-eu.. — Ele engoliu em seco de volta a incerteza, chamado sua confiança em Yunsuke.
O gêmeo mais velho continuou estirar seu irmão ao passo que se inclinou para frente. Com gula, sua boca apossou de um dos mamilos rosa... Lambeu, mordeu e chupou o pequeno seixo com fome.
— Não... Yun-chan... Eu vou... Eu vou derreter... Pare... — Ele implorou incerto. Sabia exatamente o que seu irmão fazia com seu corpo, mesmo que nunca havia fez isso antes.
Shuichi mexeu os quadris e puxou o pulso para baixo, para que Yunsuke pudesse deslizar em cima.
— Tão bonito. — Disse Yunsuke admirando sua obra de arte... Como deixou o mamilo vermelho e inchado, não resistindo partiu para dar o mesmo tratamento ao outro, arrancando a sanidade de Shuichi.
— Sim... — Shuichi gritou, arqueando-se para trás, estendia a mão esquerda para segurar a maior parte dos duros bíceps de Yunsuke.
— Eu serei o único... O seu único, Shuichi. — Yunsuke sussurrou, sua voz rouca e embargada em emoção. Shuichi podia sentir a respiração quente do mesmo contra seu pescoço, e seu corpo tremeu ainda mais em quão quente se sentiu no aperto.
Shuichi percebeu o que o falo de seu gêmeo encontrava ereto e era muito bem dotado e ainda maior do que o seu pênis — alguns centímetros. Isso o assustou por um momento, mas logo as carícias voltaram sobre ele e não pode pensar em mais nada.
Sua mente girou no que estava sentindo. Yunsuke, apesar de estar embriagado, sabia exatamente o que fazer e estava firme. Shuichi, bem estirado, sentiu quando algo tocou sua entrada, seda quente o penetrou lentamente, o que gerou ardência por não ser nada pequeno.
O pânico o tomou novamente e ele tentou se empurrar longe, sua entrada apertou, mas a palavra de seu irmão, tão suave e deliciosa o fizera esquecer quem ele próprio era, e seu coração falou mais alto, se rendendo completamente.
Yunsuke gemeu quando deslizou um pouco mais rápido do que pretendia. Shuichi choramingou, mas foi muito breve, para em seguida, apenas gemidos lamuriosos e repletos de prazer saíssem por seus lábios.
Não foi tão gentil como deveria ser, mas foi bom o suficiente para que ambos enlouquecessem. O prazer de uma primeira vez para Shuichi não foi o que ele esperava, mas provavelmente porque a seu coração, apenas pertencia a Yunsuke, cada sentimento bom nele era de seu irmão.
Yunsuke parecia perdido na paixão, fazendo amor tão loucamente com ele, com seus olhos brilhantes para Shuichi, devorando-o completamente, até que nada de si restasse.
Yunsuke gemeu na visão de seu membro escorregando para fora e então voltando para casa. Shuichi o apertava tão bem, era tão quente que ele mal podia resistir. Ele foi mais rápido e duro, sentindo seu ápice chegar.
O gêmeo menor abraçou o seu irmão em torno do pescoço, enquanto as mais belas sensações passaram por ele. Sentia-se tão cheio, a fricção entre seus corpos era devastadora, logo Shuichi foi pego de surpresa quando um orgasmo passou por ele tão forte que o fez gritar para alto e seu corpo convulsionou. Yunsuke não foi diferente, ele estava louco no mar que se chama Shuichi e bebeu das sensações maravilhosas do corpo de seu amado, o arrastando para o mesmo precipício. Ele se viu gozando duro e gemendo rouco, até que uma sensação pior passou por ele e suas garras tiveram que passear pela carne de seu amado, desenhar que ele era apenas seu... Apenas seu...
A escuridão veio em seguida para ambos, pelo quão duro seus corpos suportaram o prazer avassalador.
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— Eu senti mesmo a sua falta. — Nanami estava olhando fixamente para seu amado amigo, segurando sua mão e a acariciando entre seus dedos. Sayuri não era tão diferente dele, talvez por tamanho, mas ele era sensível... Frágil, como Nanami sabia muito bem disso.
Enxugou uma lágrima que ameaçava cair assim que se lembrou de que Sayuri era bem mais forte do que ele, mas que não merecia passar por algo assim. Ninguém aguentaria passar por tudo isso. Para Nanami, Sayuri apenas merecia a felicidade, tudo o que fosse feliz era para Sayuri, porque Sayuri era um arco-íris para ele, todo cheio de cor e carisma.
O sorriso de Sayuri era lindo. Os seus longos cabelos ruivos eram uma beldade, e tudo nele esbanjava beleza. Nanami nunca o invejou, afinal ele teve o mais importante que foi a atenção de seu amigo, enquanto todos o odiavam sem nem ao menos o conhecer.
— Príncipe. — Ryo se aproximou e ajoelhou-se ao seu lado e olhou dele para Sayuri. — Ele ainda está sob o efeito do remédio, mas provavelmente acordará faminto. — Ele estava dizendo para Nanami cozinhar algo para ser mais preciso. Nanami olhou para ele meio que indagando, mas assentiu.
— Eu farei uma sopa que Chizuru me ensinou a fazer. Cuide bem dele, Ryo-chan. — Nanami tocou o ombro do mais velho e o mesmo meio que se surpreendeu no ato, ainda mais com a intimidade que Nanami demonstrou acrescentando o "chan" em seu nome.
Nanami saiu do quarto, deslizando calmamente a porta para não fazer barulho, então correu em suas meias em direção à cozinha. Ele se perguntou como faria a tal sopa. Chizuru o ensinou, algumas vezes seguidas, mas... Nanami não se lembrava de praticamente nada!
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Os olhos de Ryo estavam brilhando, não só pela luz da lamparina, mas por um sentimento estranho que ele particularmente não conhecia.
Era estranho, cálido e quente demais para algo que antes ele havia sentido por alguém. Se perguntou se era o que Seiji tanto falava que sentia por Chizuru e de quando olhava para ele. Seus olhos se arregalaram, era uma completa surpresa que isso estivesse acontecendo com ele.
Céus! Nunca esperava que ele fosse a próxima vítima do amor.
Ryo se aproximou, vendo Sayuri sorrir em meio ao sono. Ele estava sob o efeito de remédios que Shou receitou para ele, uma mistura de ervas que davam muita sonolência se ingeridas da forma que ele fez.
Seus olhos se deleitaram com cada pequeno detalhe do rosto perfeito do gatinho ruivo. Seus longos fios avermelhados estavam bem espalhados sobre o travesseiro e futon. Seu corpo parecia bem confortável, assim como estava com um ombro à mostra. Sayuri tinha a pele mais bonita e de aparência mais macia que Ryo já tinha visto. Ele ficou imóvel quando os cílios também ruivos, grandes e curvados tremeram, e seus lábios avermelhados se separaram, um suave "nnn" fez Ryo aguçar todos os sentidos. Ele não entendeu como pode sentir-se tão nervoso por somente observá-lo daquela forma... Pareceu indecente que seu corpo estivesse reagindo, então ele tentou pensar em outra coisa e olhar ao redor.
— Nana... — Sayuri teve seus olhos abertos em fendas e olhando para o teto. Sua própria voz estava embargada em sono. — Ryo? — Perguntou depois de um tempo.
— Ah... Oi. — Ryo voltou a observá-lo. Sentia-se um tremendo idiota, ele sabia que não deveria se apaixonar, ainda mais por um gato amigo do príncipe, então provavelmente que era alguém importante, como um filho de um nobre ou um primo. Ryo sentiu-se mal, porque Sayuri nunca que iria se sentir atraído por alguém como ele...
Como poderia? Alguém tão inexpressivo, que tinha tanta dificuldade apenas para conversar normalmente com as pessoas e sendo antissocial. Sayuri nunca olharia para ele, então seria melhor que Ryo se colocasse no lugar aonde ele devia estar.
— Onde está... Nanami? — Sayuri perguntou sonolento, olhando para ele agora.
Ryo engoliu em seco, mal compreendendo o seu coração que quase parou de bater quando obteve o olhar de Sayuri sobre ele.
— Ele foi obter um jantar. Provavelmente deve estar faminto, não? — Forçou para a pergunta sair. Sentiu-se talvez um pouco tímido, ou melhor, nervoso.
— Hmm. Fome. — Sayuri assentiu e sorriu para ele. Um sorriso tão natural e brilhante que fez o coração de Ryo crescer e explodir dentro dele.
— Er... Hum... — Piscou nervosamente, procurando o que dizer. — Ele teve algumas aulas de culinária com o príncipe Chizuru, irmão mais novo do nosso Alfa, então... Ele com certeza está preparando algo delicioso para sua aprovação. — De repente Ryo queria fazer tudo e mais um pouco para agradar Sayuri e vê-lo sorrir mais daquela forma.
— Isso é bom... Que me lembre, Nanami não sabia esquentar nem o leite. — Sayuri riu, uma risada tão gostosa que fez Ryo incrivelmente feliz, como se Sayuri estivesse rindo para ele.
Quem dera que fosse somente para ele. Um sentimento possessivo atravessou-o, e sentiu certo ciúme do nome de Nanami atravessar mais os lábios belíssimos dele, do que seu próprio nome.
Ryo sorriu, algo que ele não costumava fazer sempre, talvez porque nunca antes sentiu tanta alegria como agora. Sua vida sempre foi pacata, todos os dias eram as mesmas coisas. As caças às vezes eram emocionantes, mas nada se comparava ao sentimento de agora.
Era tão recente que Ryo tinha medo de desaparecer tão rápido quanto veio para ele.
— Nanami me disse que você é um beta do Alfa, estou certo?
— Sim. — Ryo respondeu, sua língua coçando querendo dizer mais, só que o que diria?
— O-Obrigado... Você me salvou. — Sayuri não tinha tido a oportunidade de agradecer direitinho. — Eu não sei o que poderia ter me acontecido se não chegasse a tempo.
Apesar de Sayuri estar em um território completamente distinto, lobos ferozes ao seu redor, ele não estava com medo para nada agora. Vendo que Nanami estava bem e com uma aparência muito melhor do que costumava ter, o fez sentir-se melhor em seu interior.
Mas para ser sincero consigo mesmo, Ryo não era assustador para nada. Ele era bonito, incrivelmente bonito. Talvez o homem mais bonito que seus olhos já haviam pousado. Ele só... Sentia-se tímido — talvez pior ainda do que fosse — nervoso por algo que ele não sabia identificar.
Ryo foi tão gentil com ele e o tratou tão bem, isso o fez se sentir quente e confortável, seu corpo já não doía mais e estava curando rápido.
— Eu... Somente fiz meu trabalho. Nunca o deixaria sabendo que aqueles monstros iriam maltratá-lo. — Ryo engoliu visivelmente, e Sayuri se perguntou porque ele estava nervoso. Talvez fosse alergia a gatos.
— Você... Não tem nada contra gatos? É que lobos e gatos... — Sayuri enrolou em sua própria língua.
— Não... Eu gosto de gatos! — Ryo falou com um toque de desespero. — Não me importo se es um gato, não o vejo como uma ameaça.
Sayuri teve suas bochechas coradas em um tom morango, ele sabia que Ryo percebeu pelo olhar espantado em seu rosto. O que estava acontecendo com ele? Ele mal tinha conhecido o beta e já estava caindo tão rápido por ele?
Até parece que tinha alguma chance com um homem tão bom feito ele... Ele podia lhe dizer que gatos o agradavam, mas isto estava longe de ser uma total verdade. Lobos eram inimigos dos gatos por natureza, ambos sempre se odiaram com todo o sangue e coração.
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Kensuke saiu de seu escritório massageando os seus ombros. Ele passou um bom tempo dentro enquanto se afundava em trabalho para não precisar pensar em Nanami. Mas foi inútil, porque as piores coisas passaram por sua mente.
O que aquele tal de Sayuri tinha haver com seu esposo? Será que eles eram amantes antes de Nanami vir para cá? Por que Nanami o olhava com tanto amor daquela forma? Tudo aquilo o intrigou e claro, o deixou tão furioso como nunca antes havia sentido.
Kensuke havia tido tanto trabalho para se aproximar de Nanami até agora, e simplesmente chegava outro e tomava toda a atenção do menor. Enquanto caminhava pelo corredor, ouviu um barulho alto vindo da cozinha que lhe chamou a atenção. Rapidamente o grande Alfa correu, e quando chegou no local, Nanami estava espatifado no chão e uma dúzia de batatas rolando pelo assoalho de madeira.
— Nanami, o que está acontecendo aqui? — Kensuke perguntou com sua voz de trovão. De Nanami somente veio um gemido. — Deuses. — Kensuke bufou e então se ajoelhou erguendo Nanami em seus braços.
— Desculpe Ken-chan. — Nanami estava tão envergonhado e seu nariz estava vermelho, provavelmente dolorido. — A sacola com as batatas rompeu... Eu tentei pegá-las, mas acabei tropeçando no meu kimono. É muito grande sabe?
Kensuke olhou desconfiado para Nanami, normalmente um príncipe como ele devia saber muito bem como andar com kimonos como aquele, na verdade todos sabiam sobre isso.
— Como tropeçou? Devia prestar mais atenção. O que aconteceria se batesse à cabeça ou se machucasse seriamente? — Kensuke o repreendeu, e Nanami assentiu. Ele pareceu não levar tão a sério, porque em seguida estava sorrindo brilhantemente para ele.
— Hein Ken-chan, preciso preparar o jantar para Sayuri, você poderia me ajudar? Eu sou um desastre pra descascar batatas. — Nanami pediu tão inocentemente, mas ele não esperava ver uma reação tão brusca como a de Kensuke agora.
— Irá cozinhar para aquele... — Kensuke sentiu seus caninos descerem e sua expressão certamente ficou pesada. — Você deve cozinhar somente para mim e ninguém mais! — Ele acabou dizendo alto demais.
Nanami tremeu, mas parece que tentou contornar a situação.
— Ke-Ken-chan...
— Não adianta me vir com ‘Ken-chan’. Já pensou em como as pessoas achariam se te visse me chamando dessa forma? É ridículo, um esposo deve tratar-se respeitosamente seu marido, ainda mais se ele é o Alfa. — Kensuke bufou, afastando seus cabelos do rosto. — Nanami, não entendo como um príncipe como você não sabe tais coisas. Você já devia há tempos, saber cozinhar a melhor comida e agora me diz que não sabe descascar batatas? De que mundo você veio?
De um mundo muito pobre e solitário.
— E-Eu... — Nanami abaixou a cabeça mostrando-se completamente arrependido.
Kensuke estava tão nervoso como nunca antes. Ele se moveu para sair da cozinha, mas parou ao segundo passo quando ouviu Nanami fungar. Pequenos gemidos e lamurias vieram quando Nanami caiu em lágrimas, tentando apartar o choro com as mãos, mas sendo inútil para seu coração ferido.
Ele chegou abrir a boca para proferir algo, mas antes que o fizesse, voltou a fechar com os lábios apertados. Suas mãos fecharam em punhos, ao ponto que as suas unhas feriram as palmas das mãos. Sem dizer mais nada, e ignorando a culpa e o desejo de consolar o gatinho, ele seguiu para seu próprio quarto.
Ele seguiu pelo corredor e parou em frente ao quarto de seu ‘incomodo’ hospede. Pela pequena fresta da porta aberta, pode ver o ruivinho sorrindo docemente de algo que Ryo dizia. Kensuke estranhou. Seu amigo e beta não era o tipo de pessoa mais sociável, normalmente ele conversava mais abertamente somente com Seiji e Kensuke, e mesmo assim, algo feito cautelosamente.
Quando os olhos do gatinho caíram sobre si e ele sorriu, Kensuke virou a face e saiu rumo ao próprio quarto. Ele abriu e fechou a porta de correr com tudo.
Respirando fundo, ele seguiu para o banheiro. Quem saber um banho o ajudaria se acalmar. Tudo em sua volta parecia um caos, e como um líder, precisava de controle, mas não estava tendo isso ultimamente... Contudo, isso mudaria em breve.
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Ele limpou as lágrimas com a barra de seu kimono, mas de nada adiantava, pois elas voltavam a cair insistentemente. As palavras de Kensuke magoaram profundamente. Realmente tinha considerado que eles haviam começado a se dar bem... Mas tudo não passou de mera ilusão. O Grande Lobo jamais se orgulharia dele no final.
Ignorando suas limitações e falta de habilidade, Nanami agachou no chão e recolheu cada batata as colocando de volta na cesta. Após recolhe tudo, levantou-as levando sobre a bancada.
Com a visão nublada pelas lágrimas, ele tomou a faca em mãos e pegou a primeira batata. Tentou lembrar como Chizuru havia ensinado, e descascou lentamente.
Levou mais tempo que outra pessoa, mas no final conseguiu as 10 grandes batatas descasadas, na panela com pouco de sal e sobre o fogo a lenha. Claro, igualmente conseguiu vários cortes nos dedos, mas nada que não fosse sobreviver.
Enquanto deixava as batatas cozinharem, Nanami foi lavar e cortar os temperos, e cortar os pãos em fatias. Acabou se distraindo, e deu um pulo quando sentiu o cheiro de queimado.
Desesperado, ele pegou a panela quente, sem atentar que estava quente, a acabou queimando as mãos. Nanami jogou a panela dentro da pia e abanou as mãos. As lágrimas de dor vieram enquanto ele olhava para suas mãos vermelhas. Rapidamente as colocou dentro do balde de água.
— Seu burro... Burro... — Grunhiu consigo mesmo. A raiva e dor apegavam em si. — Não pode fazer nada certo! — Nanami abaixou encolhido no chão e chorou. Quando conseguiu se controlar, limpou as lagrimas, ignorou a dor e foi ver se poderia salvar algo das batatas. As mesmas estavam bastante moles, mas por sorte, não estavam queimadas.
Tomou um nova panela, separou as boas e as amassou. Quando estavam bem homogêneas, colocou os temperos na medida em que Chizuru ensinou, adicionou leite e levou ao fogo, mas dessa vez ficou pertinho mexendo com a colher de pau.
Quando considerou no ponto, desligou e ficou olhando para a sopa de batata que tinha feito. Ele ainda não podia acreditar. Entre todos os desastres, havia conseguido fazer. Espero que esteja tragável.
Antes que pudesse tomar as tigelas para colocá-las, Ryo entrou na cozinha sério:
— Príncipe, a sopa... — Ryo parou de falar ao ver o desastre na cozinha. Havia cascas de batata, tempero, panela e água no chão... Além de diversas vasilhas sujas. — Qual foi o furação que passou por aqui?
— Ah... — Nanami fez beicinho e olhou envergonhado. Escondeu as suas mãos atrás para que Ryo não visse. — Está pronto... Ia levar agora!
— Ah, pode deixar que levo para ele. Você trabalhou bastante e deve estar com fome. Por que não come? Aposto que o alfa gostaria também. — Ryo disse. Ele tomou duas tigelas e as encheu com a sopa, as depositando na bandeja, e depois tomou uma vasilha pequena para colocar os pãozinhos, e um bule para chá. — Obrigado por seu trabalho, certamente alimentando-se, ele ficará melhor.
— Huhum! — Nanami murmurou. Ele viu Ryo sair da cozinha, e então, quando se encontrou sozinho, ele desabou no chão. Suas mãos se achavam vermelhas e inchadas, fora o fato de que estavam cheias de cortes. Normalmente um Were curaria rápido, mas em seu caso sempre foi mais lentamente.
Ele suspirou cansado. Seu precioso amigo merecia um sacrifício maior do que isso. Apenas esperava que a sopa tivesse ficado boa. Forçando a ser levantar do chão, Nanami começou a arrumar tudo. Claro, após alguns pratos e copos quebrados, ele conseguiu arrumar tudo.
Queria um banho, mas não desejava encontra-se com Kensuke. Então o pequeno gatinho loiro, saiu pelas portas do fundo da bela casa. Iria dar uma volta, e mais tarde voltaria.
Escondendo as mãos na manga do kimono e ignorando o frio, ele seguiu sem rumo certo. Quem saber iria ver Shou, ele poderia ajudar com as suas queimaduras e do motivo ficar longe de seu marido.
Continua...
Notas finais
Aqui está o link do desenho de hoje:
http://miky-san.blogspot.com.br/2013/09/akai-ito-shuichi-e-yunsuke-personagens.html
Obrigada por ler ♥
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