Notas iniciais
Hannah: Minna... Acharam que esquecemos? Não! Aqui estar mais um lindo e fofo capítulo. Ohhhh! Altos perigos, cuidados e romance... Tudo feito com carinho para vocês. Fiquei triste... Mmimi... Não recebemos mais recomendações. São maus.! ohhhhhh... Que isso... Os comentários tem sido lidos e empolgantes... Agradecemos a cada um dele. Imenso beijo.

Capítulo 18 — Forasteiro

Shou pensou que fosse morrer quando escutou o grito de seu filho vindo da esquerda do Vilarejo. Ele largou o seu trabalho e correu para onde estava o tumulto, lágrimas enchendo seus olhos em puro desespero.

— Minky! Onde está meu filho!? — Ele gritou tentando se infiltrar na multidão de lobos que estavam próximos a sua tenda.

Kensuke apareceu logo atrás deles com seus betas e guerreiros. Minky brilhou no momento em que lhe viu, correndo para seus braços. Havia um corpo sangrento no chão. Mas Shou mal pode reparar, sendo que estava ocupado o suficiente verificando seu filho. Ele olhou em todo o corpo de Minky.

— Você está bem? Está ferido? Aonde dói? — Ele já estava chorando, e voltou a abraçar sua pequena criança. Seiji ajoelhou-se ao lado dele e tocou seu ombro, dando-lhe um suave aperto como apoio.

— Nanami? — Kensuke viu Nanami correr para ele depois que ele deixou as crianças assustadas com seus pais.

— Ken-chan! — O pequeno neko correu para ele e o abraçou.

— O que houve? Quem é esse homem? Ele tentou feri-los? — Kensuke perguntou no alto de suas preocupações, pronto para mandar executar o estranho se este já não estivesse morto. Ele só se perguntou quem havia feito às feridas e arrancado tanto sangue do mesmo. Nanami não tinha uma gota de sangue nele. Apenas Minky que estava chorando inconsolável nos braços de seu pai. Ele sentiu pena por Shou, ele não merecia estar passando por isso.

— Havia um monstro! Um lince! — Nanami gesticulou para o tamanho do animal. — Ele era enorme! Tentou atacar Minky quando ele correu para os arbustos para pegar uma bola! Então esse homem apareceu e salvou Minky antes que ele fosse devorado! — Nanami estava com seus olhos enormes e arregalados enquanto contava toda a história e acenava com as mãos para todos os lados.

Kensuke estava percebendo que como ele estava tão agitado, deveria estar tão assustado quando as próprias vítimas. Ele abraçou seu pequeno gatinho antes que esse sucumbisse e viesse a desmaiar.

— Ryo, reforce a segurança ao redor do Vilarejo por esta noite, peça para vasculharem o território em busca do Lince e ordene para levarem aquele estranho para Shou cuidar. Eu tenho que verificar Nanami. — Kensuke deu sua ordem e saiu com Nanami em seus braços. Ele não tinha como lidar com a matilha com o estado assustado em que Nanami se encontrava.

Shou estava completamente seu fôlego, por sorte Seiji e Ryo estavam por perto. Ele havia visto o que Nanami contou ao Alfa, e isso fez seu coração pulsar de alívio, mas medo ao mesmo tempo, pois seu pequeno bebê havia quase sido morto por uma criatura selvagem.

Ele pediu que levassem o homem inconsciente para sua tenda, enquanto ele levou seu filho exausto em seus braços. Ele deu prioridade a sua criança quando entrou. Minky parecia exausto depois de tanto que chorou, seu pequeno deveria ter ficado traumatizado. Mas foi os céus que trouxe aquele homem estranho para o Vilarejo para salvar seu pequenino.

— Graças ao deus dos lobos... — Ele murmurou, depois de ter vestido roupas limpas em Minky e o colocado para dormir. Ele beijou seu filho e foi para o estranho. Era óbvio que todos sabiam que ele era um gato, visto que seu sangue exposto dizia a todos quem ele era.

Shou cortou a blusa que ele usava e jogou a capa longe, começando a tratar os sérios ferimentos do ombro do estranho.

— Era o seu filho...? — O estranho falou ainda de olhos fechados.

Shou pulou sentindo que seu coração iria sair pela boca depois do susto.

— Uh, me assustou! — Shou colocou a mão no peito respirando fundo e então voltou a limpar os ferimentos. — Sim, Minky é o meu filhinho. — Respondeu emocionado, mas engoliu o choro. Ele não iria dar o luxo de derramar suas lágrimas na frente de ninguém mais. O que importava era que seu filho estava a salvo em sua casa, e a todo o momento Shou estava colocando um olho sobre ele. — Obrigado por salvá-lo... Devo a você minha vida pelo que fez por ele. Quero recompensá-lo de alguma forma, mas agora preciso cuidar de seus ferimentos.

— Que sorte que é o curandeiro... — O estranho riu fazendo uma careta. Shou olhou para o rosto do homem por um instante. Ele era bonito, mas não era momento de reparar em algo assim.

— Sim, é melhor ficar quieto, estou limpando o mais rápido para não infeccionar. — Shou falou seriamente enquanto fazia seu trabalho.

Yamato abriu os olhos, pela primeira vez olhando para o homem dono de uma voz tão perfeita. Era o som mais doce que seus ouvidos já haviam captado.

E era o ser mais belo em que seus olhos já haviam pousado. Ele nunca pensou que um dia encontraria um homem tão lindo. Em seus pensamentos isso parecia tão impossível, mas aqui estava a prova de que homens assim existiam.

Ele deve ser comprometido... Visto que até já tinha um filho.

— Onde está a mãe de Minky? — Ele perguntou rouco. — Ela devia estar aqui para cuidar dele, não? — Indagou com desdém.

Shou riu em deboche e então aplicou uma anestesia. Yamato vaiou com a dor da picada.

— Não há mãe. Eu sou a mãe, ou melhor, o pai. Único. — Aquele lindo rapaz parecia ter se irritado com sua pergunta. Yamato queria erguer sua mão e acariciá-lo, mas com a dor que estava sentindo, isso pareceu meio impossível para ele.

— Isso não é possível. — Mas deixe para lá. — Como é o seu nome, bonito?

Shou olhou para ele completamente desacreditado.

Que cretino, estava chamando-lhe de bonito? Esse cara está louco? Por acaso ele não está ferido e morrendo de dor na maca de sua pequena clínica sendo remendado? Shou perguntou se ele não estava delirando por causa da anestesia. Ele não se lembrava em seus estudos se anestesias faziam as pessoas delirar.

— Se esta apto para flertar, deve está bem e pode ir embora. — Disse fazendo menção de levantar, mas o desconhecido segurou seu pulso.

— Não fique com raiva, docinho... Nunca lhe disseram que o melhor remédio para dor é o riso? — O gato assassino ditou. — É uma bela casa... Se não tem esposa, quer dizer que cuidar de tudo sozinho? Curandeiro, casa e filho? Não é pesado para uma única pessoa? — Yamato perguntou.

— O que foi? Está fazendo investigação da minha vida? — Shou perguntou terminando de saturar os cortes feitos pelo Lince. Sabia que sendo um Were, o forasteiro iria curar rapidamente, mas não custava ajudar.

Yamato riu, mas se arrependeu quando a dor veio. — Apenas curioso... Para ter certeza que não tenho concorrentes. — Disse com sorriso sensual. Ele viu o lobinho virar a face corada e guarda as coisas na maleta. Para Yamato foi a coisa mais linda que já tinha visto. Ele certamente iria adorar devorar aquele lobinho. Tal pensamento assustou Yamato. Desde cedo apreendeu a não envolver sério com ninguém, com a vida de assassino, criar raízes era o maior erro. Pensar que queria ter algo verdadeiro com aquele curandeiro, o assustou. — Estou com sono...

— É o efeito do remédio... Dorme um pouco, ajudará se recuperar e assim poderá ir embora. — Shou disse levantando-se. Ele seguiu para a sala que era sua clínica e guardou seu material. Ele segurou firme na prateleira e respirou. Era muita emoção em um único momento.

Há muito ele tinha aprendido ser sozinho. Quando jovem – com 14 anos – teve sua inocência roubada. Ele se apaixonou pela pessoa errada, e essa apenas soube regá-lo de mentiras e ilusões... E no final, o fez se entregar achando que se acasalaria, mas alguns dias depois... Quando viu-se grávido, foi abandonado... O pai de seu filho foi embora atrás de riquezas e glorias.

Shou sabia que se não fosse pela amizade de Kensuke, Ryo e Seiji, jamais poderia continuar vivendo. Foram seus amigos que o ajudou a enfrentar a vergonha diante de toda Matilha, a rejeição de seus pais e a dificuldade de criar um filho sozinho. Mas Shou havia conseguido... Ele doou-se unicamente ao filho e profissão... Mas a solidão era presente... De que nunca teria alguém para si. Esqueceu a sensação de ser tocado, amado e desejado...

Aquele forasteiro... O fez sentir algo há muito tempo morto dentro de si... O sabor de ser desejado e cortejado. Não... Ele vai embora... Ele não é daqui. Shou recriminou a si mesmo em pensamento. Não iria ser burro de novo, não deixaria ser enganado novamente.

Respirando fundo, ele pegou um cobertor feito de retalhos – que ele próprio costurou – e seguiu para a sala. Ao entrar, encontrou o forasteiro adormecido. Seu corpo se achava meio torto. Afinal, ele era grande e robusto, não caberia no pequeno sofá... Shou ajeitou o belo homem e o cobriu com o cobertor de retalhos.

Ele olhou pela janela e reparou que o sol começava a esconder-se no horizonte... Logo seu filho acordaria com fome... E agora tinha mais uma boca para alimentar, assim, o lobinho seguiu para a pequena cozinha a fim de preparar uma boa refeição. A noitezinha quando Minky estivesse alimentado e de banho tomado, iria verificar o esposo do Alfa. Nanami parecia bastante assustado. Porém tinha fé que Kensuke o ajudaria a se acalmar rapidinho.

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Nanami encolheu-se contra o corpo do Alfa enquanto era levado nos braços de volta para casa. Havia ficado realmente muito assustado com tudo.

Havia se passado alguns dias que fugiu e no final acabou salvo por Kensuke, e esse finalmente o alegou. Ao retornarem para a cidade dos Ôkami, as coisas pareciam estar tomando um rumo certo. Kensuke anunciou o acasalamento deles e igualmente disse que Sayuri iria viver na casa deles como amigo de Nanami.

Nos dias que transcorreram, o lobo líder não tocou no gatinho de maneira maliciosa, mas eles tiveram momentos para conversarem, brincar e interagir... Eles iam se conhecendo. Nanami sentia-se mais e mais encantado com o lobo. Para ele, Kensuke era o mais lindo e forte... E a forma gentil com o Alfa vinha lhe tratando, somente contribuindo para um sentimento verdadeiro crescer dentro de si... Mas tinha somente uma coisa que lhe deixava amuado... Que Kensuke não fez aquilo com ele de novo.

Kensuke era gentil, se preocupava com ele e até elogiava quando fazia algo certo, mas não dormia na cama com ele ou fazia coisinhas. Nanami achava inseguro com isso, considerando que o seu marido não o queria... Ou que tivesse feito algo errado.

Kensuke invadiu a casa deles com tudo e seguiu para o segundo andar superior da casa. Ele colocou Nanami com cuidado sobre o leito e gritou por Sayuri.

O príncipe entrou apavorado no quarto. Não havia ido brincar com as crianças, pois ficara responsável pelo jantar daquele dia. Queria preparar algo bem gostoso, visto que Ryo iria jantar ali. Bem, o Beta estava indo muito ali recentemente, quase todos os dias, ou almoçava ou jantava... E Kensuke parecia de olho nisso.

— O que foi? — O ruivinho disse ofegante pelo susto e correria.

— Poderia ajudar Nanami com o banho? — Kensuke perguntou levantando e afastando lentamente de seu esposo. Sua vontade era dele mesmo dar banho e cuidar de Nanami, mas temia não conseguir se segurar.

— Ah... Tah... Mas o que aconteceu? — Sayuri perguntou meio preocupado. Ele correu até Nanami e o abraçou. Seu amigo tremia e parecia prestes a chorar. — Nana-chan se machucou?

— Não... É... Um Lince atacou as crianças enquanto brincavam... Por sorte, um viajante passava e os salvou, mas Nanami ficou em choque... Eu vou... Preparar um chá para ele. — Dito isso, Kensuke saiu correndo.

Nanami ficou olhando triste por onde seu marido saiu. Ele sentiu um aperto em seu coração. — Ken-chan...

— Nana-chan, tudo bem? Se feriu? — Sayuri perguntou enquanto retirava as sandálias e meias de Nanami.

O gatinho loiro negou com a cabeça. — Não... Eu fiz algo errado?

— Como? Por que diz isso? — Sayuri perguntou. Ele viu os gatos Preciosa e Lobo entrarem no quarto e irem se esfregar em Nanami.

Nanami mordeu o lábio inferior e as lágrimas venceram a barreira e seguiram caminho por sua face pálida. — É que... Ken-chan... Ele não... Fez aquilo de novo.

Sayuri olhou sem entender. — Aquilo? — Como uma lâmpada piscando, veio o clarão em sua mente. — Você diz... — O príncipe corou de vergonha e por que visualizou em mente o Alfa e seu amigo fazendo amor. — Ele não... Fez amor contigo de novo? — Perguntou recebendo uma negação da parte de Nanami com a cabeça.

— Eu... Achei que... Eu tinha feito tudo direitinho... Que ele havia gostado. — Nanami disse ofegando.

— Aposto que fez... E ele gostou. Afinal, Nanami é gostosinho. — Sayuri disse pensativo. Ele imaginava os motivos de Kensuke não tocar no amigo. — Tem apenas 3 dias que perdeu sua virgindade... E é ainda novinho...

— Mas sou casado. — Nanami disse fazendo bico com os lábios.

— Ok! Confie em mim! — Sayuri disse piscando, e então gritou. — Kensuke! Alfa... Nós ajude... Nanami... — Ele gritou encenando desespero, no que puxou a gola do kimono rosa de Nanami, permitindo que seu ombro ficasse à mostra, e depois abriu a parte inferior, a fim de deixar as pernas roliças ficarem visíveis.

— Say-chan... — Nanami reclamou e tentou ajeitar suas roupas, mas quando Kensuke apareceu desesperado na porta, ele ficou constrangido.

— O que foi? — Kensuke ditou ofegante, dando sinal que havia corrido.

— É, nada... Apenas que Nanami queria lhe pedir algo. — Sayuri disse levantando e saindo do quarto rapidamente. Sua vontade era espiar, mas achou que seria indelicado e também tinha um jantar especial para fazer.

Kensuke buscou respirar para se acalmar e então se aproximou da cama. Ele ajoelhou no futon de frente para Nanami, e disse:

— O que foi? O que quer me pedir, gatinho?

Nanami abaixou a face. Ele iria dar uns bons cascudos em seu amigo depois por isso. Ele mordeu os lábios e apertou as mãos. — É que... Eu apenas... — Não sabia como pedir. Não era bom com as palavras. — Eu quero saber o que fiz de errado?

Kensuke olhou sem entender. — Como assim?

Nanami levou as mãos aos cabelos loiros com mexas rosas e puxou alguns, mas Kensuke retirou as mãos dele gentilmente, impedindo que se agredisse. — É que... Você não dorme aqui... E Chizu-chan disse que esse seria o nosso quarto, então deve dormir na cama comigo... E... Não fez mais aquilo...

— Aquilo?

— É... Que me tocou com as mãos, os dedos... Entao tiramos as roupas... E você... Chupou... — Apontou para seu baixo-ventre... — E depois colocou o seu piu-piu... Digo, p-ê-n-i-s... — Soletrou. — No meu...

Os olhos de Kensuke se arregalaram, e ele não pode impedir o sorriso. Seu esposo realmente era a coisinha mais adorável. Ele sentou-se na cama e puxou Nanami para seu colo e tocou seu rosto.

— Eu o quero... E apenas não dormir aqui, por que não resistiria em tê-lo em meus braços... Você é ainda tão novinho... E deve estar dolorido. — Kensuke disse com paciência.

Nanami arregalou os olhos. Ele olhou para o peito de Kensuke e brincou com a trança dele. — Eu posso... Aguentar... Eu quero lhe fazer feliz.

— E tem me feito. — Kensuke disse. Sem dizer mais nada ele esmagou os lábios deles juntos. O beijo de Kensuke tinha promessas de futuro, porque ele tinha visto o momento em que os dias com Nanami seriam melhores do que ele havia esperado.

Kensuke empurrou a sua língua dentro da boca de Nanami, explorando, degustando o gostinho único do seu gatinho. Não poderia ajudar quando Nanami gemeu e rendeu-se ao ataque do seu companheiro. Ele moveu-se deitando Nanami no futon e o cobriu com seu peso.

Para seu desânimo, Kensuke rompeu com ele. Seu companheiro saiu da cama, e antes que Nanami pudesse perguntar que estava errado, desapareceu no banheiro. Felizmente, Nanami não tinha tempo a render-se a sentimentos de confusão ou de abandono, quando seu marido voltou carregando um pequeno tubo. Lembrou terem usado algo parecido na caverna, e isso fez Nanami corar mais ainda.

A antecipação percorreu o corpo de Nanami quando o Lobo abordou-o mais uma vez.

— Gatinho, preciso de você. — Ele murmurou com voz rouca. — Eu preciso tanto de você.

Kensuke arrastou Nanami para seus braços. Por um tempo, Nanami não podia falar. Ele apenas aguardou e permitiu o seu marido manobrar sobre os travesseiros. Se derreteu quando Kensuke cobriu seu corpo e apossou novamente de seus lábios.

Suas mãos não ficaram paradas, elas acariciaram e arranharam as coxas roliças de Nanami, sentindo toda maciez da pele. Ele findou o beijo vendo como os lábios desenhados e delicados de Nanami ficaram rubros e inchados. Sentindo-se satisfeito, ele desceu o beijo, saboreando a pele do pescoço – marcando como seu — Kensuke foi descendo. Ele retirou o tecido do caminho até que encontrou os precisos seixos.

Nanami choramingou ofegante. Sentia o seu corpo pegar fogo, e choques de prazer percorrendo sua coluna.

— Kensuke...

O lobo abaixou a boca sobre o mamilo rosado e chupou como uma criança faminta. Ele lambeu e mordiscou, para por fim retornar a chupar.

A respiração de Nanami gaguejava quando o calor úmido envolveu seu mamilo. Ele realmente era bem sensível ali, e Kensuke parecia gostar de provocá-lo.

- Ke-Ken-chan! — Nanami contorcia-se com o toque da língua quente e macia de Kensuke sobre seus mamilos. O pênis de Nanami estava ereto, tão duro e gotejava aonde encostava no abdômen do Alfa. Kensuke por sua vez estava com um sorriso malicioso, amando a forma como Nanami respondia aos seus toques.

O próprio Alfa estava tendo um momento difícil em se conter, sendo que não era nada fácil ter que lidar com o controle de seu lobo que queria saber apenas de fodê-lo duro e selvagem. Mas seu gatinho não foi feito para ser levado duro e da forma como seu lobo gostaria, Kensuke não tinha o que reclamar mesmo assim, ele estava satisfeito com o que tinha, era ainda mais do que ele merecia. Nanami era a coisa mais linda que apareceu em sua vida.

Nada se igualava ao pequeno neko debaixo de seu corpo.

Os olhos de Kensuke se arregalaram momentaneamente, ele suspirou, deixando o outro mamilo. Ouviu o resmungar de Nanami e seu ofegar em seguida. Seus olhos percorreram o peito abaixo dele e então o rosto de Nanami. Olhos como fendas, brilhantes e lagrimosos, seu rosto rubro e lábios inchados e vermelhos. Era tão belo, tão perfeito que seu coração pulsou tão forte em seu peito.

Foi um momento como nenhum outro em sua vida. Kensuke se deu conta de que seus sentimentos por Nanami haviam crescido mais do que ele esperava em tão pouco tempo. Por isso ele não esperava... Mas já tinha noção desde o início que viria a acontecer. Nanami era irresistível, lindo e altamente comestível.

Seu controle fugiu para o espaço, e por cima do tecido do kimono, Kensuke segurou seu pênis duro como pedra, não era hora ainda... Precisava cuidar de Nanami se queria entrar em seu calor quente.

Kensuke tocou a pele de seda, tão macia e quentinha, arranhando vez ou outra, mas nada que pudesse feri-lo ou marcá-lo, exceto aos seus chupões que Kensuke fazia questão de deixar por toda a parte, como exibição apenas para ele, para o seu mais intimo deleite.

Nanami arqueou as costas quando Kensuke afundou seu rosto em seu mais intimo, entre suas pernas. Nanami gritou para o alto surpreso pelo alfa estar tocando sua língua ali... Entre suas bolas... Kensuke tinha uma língua bem grande, talvez fosse coisa de ser lobo, ou ele podia transformar apenas essa parte dele.

- O-O que...? O que está fazendo... Ken-chan? — Nanami questionou entre um gemido e outro. Kensuke deslizou suas mãos pelas coxas roliças e apalpou as duas nádegas redondinhas e fofas de Nanami, apertando sua pele a ponto de deixar avermelhada. Aproveitando a entradinha exposta de Nanami, Kensuke foi um pouco mais além e lambeu sobre a fenda rosada, contornando enquanto sentia Nanami tenso e apertado. Pouco a pouco o gatinho afrouxou e tornou-se mais relaxada. Kensuke deixou seu apêndice quente e úmido deslizar pelo buraquinho em um vai-e-vem que fez Nanami ver estrelas.

- Ke-Ken-chaaaannn! Uuunn! — Ele gemeu tentando desesperadamente frear suas voz, mas estava tão bom que não queria que ele parasse. Sentia-se estranho, mas estava tão bom quanto da ultima vez. Kensuke era mesmo bom nisso, em fazer Nanami sentir coisas de outro mundo. — Ke-Ken... Tão bom...

- É bom Nanami? — Kensuke recuou e se reergueu em seus joelhos. Nanami se apoiou em seus cotovelos.

- Porque parou? — Nanami não entendeu, olhando de forma pidona para Kensuke que deu-lhe um sorrisinho sexy.

- Agora vem a melhor parte, se lembra? — Kensuke se inclinou sobre Nanami, beijou seus lábios sensualmente e lento, para então afastar-se e segurar o tubo que havia buscado no banheiro.

- Oh! — Nanami corou pior e mordeu seu lábio inferior. Ele esperou por Kensuke continuar, mas ele somente o virou deslizando as grandes mãos em seu corpo, enquanto seus olhos devoravam cada centímetro de Nanami, Kensuke parecia... Pervertido. Nanami teve que dar uma risadinha.

- O que foi? — Kensuke não deixou de notar a risadinha de Nanami. — O que é engraçado?

- A forma como me olha... É engraçado! — Nanami sorriu para ele, mas em seguida tentou esconder com as mãos.

- Seu... — Kensuke riu internamente, mas encenou para Nanami, rosnando atrás de seus dentes e mordiscando aqui e ali entre as coxas de Nanami. — O que vem a seguir Nanami?

Nanami arregalou os olhos para Kensuke e mordeu seu lábio inferior novamente.

- Eu te fiz uma pergunta, espero que me responda. — Kensuke disse um pouco mais duro, mas era parte de seu jogo. Nanami pareceu mais excitado, visto que ele tornou-se mais ofegante e seu pênis vazou consideravelmente. — O que vem agora?

- Uh... — Para Nanami estava tão embaraçoso como o inferno. — Vo-Você coloca o seu p-ê-n-i-s no meu... Lá! — Nanami apontou para baixo de seu ventre e seu rosto queimou em chamas. Kensuke teve que rir em vê-lo soletrar "aquela" palavra de novo.

- É pênis... O meu pênis... — Kensuke voltou-se para Nanami e sussurrou a frente dele. Sorriu em como Nanami teve seu rosto ainda mais vermelho se isso era possível, seus olhos arregalados, então ele engoliu em seco.

-Pê-Pênis... — Repetiu quase em um miado. Kensuke adorou.

Ele queria brincar um pouco mais. As reações de Nanami eram adoráveis!

- Me mostre aonde colocarei meu pênis em você. Toque-se. — Kensuke ordenou rente a orelhinha de neko de Nanami. O mesmo estremeceu o que fez as orelhas de Nanami se abaixarem fazendo o sininho de casamento vibrar e tilintar. Kensuke amou como o som passou por ele como uma carícia e deixou uma sensação ainda mais erótica vindo de Nanami. Aquele era seu desejo desde que dera o presente a ele.

Nanami — mesmo muito envergonhado — fez como Kensuke disse. Sua excitação passava fora do controle, suas pequenas mãos tremiam, não precisaria de muito para ter Nanami gozando. Mas Kensuke faria o máximo para aproveitar o máximo de seu pequeno esposo.

As pequenas mãos deslizaram sobre seu próprio abdômen, descendo por sua pele macia acariciou sobre seu pênis duro e inchado, e então suas bolas. Kensuke apenas ficou a assistir, sentindo saliva acumular. Nanami tocou sua própria entrada tremulamente...

- Aqui... Onde você... Onde sua língua... — Nanami mordeu seus lábios, difícil dizer. — Entre em mim Ken-chan... Tome-me como fez daquela vez... — Nanami pediu com seus lindos olhos azuis céu a brilhar. Ele poderia não ter noção de como disse, mas aquelas palavras tiveram um efeito tão grande em Kensuke que ele não resistiu ao seu próprio lobo e atacou.

- Gyaa! — Nanami gritou quando Kensuke ergueu suas pernas, joelhos até o peito, e puxou seu quadril para ele, deixando o traseiro bonito de Nanami totalmente à mostra aos olhos predadores de Kensuke. — Ke-Ken-chan!

Kensuke afundou dois dedos de uma só vez — sem antes ter certeza de tê-los muito bem lubrificados com o óleo cheiroso — então espetando dentro de Nanami. O gatinho gritou, estremecendo com o toque dentro de si, Kensuke teve certeza de que a queimadura passasse, e os gemidos de dor, agora transformados em gemidos prazerosos de Nanami, passou a mover-se.

De dois passou a três, então quatro dedos suficientes para alargar Nanami para algo muito maior que veria. Com a noção de seu tamanho, Kensuke respirou muito fundo para se conter e se concentrou em ter Nanami alargado para ele.

Nanami gemeu em protesto com os dedos que o encheram escaparam de seu buraquinho, antes que pudesse resmungar, o que saiu por entre seus lábios fora um longo gemido. Kensuke afundou centímetro por centímetro de seu pênis duro como pedra. Ele havia retirado suas roupas em tempo recorde e agora amava seu esposo como ele merecia.

- Meu doce gatinho... Meu companheiro... — Sussurrou de olhos fechados enquanto concentrava-se em afundar lentamente em Nanami, sentindo-o tenso e tremendo abaixo dele. Quando seus olhos se abriram, emoção varreu por dentro dele, Nanami estava ofegante e se contorcendo. — Tudo bem querido?

- Humm. — Nanami mal pode responde-lo, Kensuke estava novamente fazendo aquelas coisas com ele, fazê-lo sentir coisas de outro muito. Grande lobo, porque ele o fazia se sentir incrível. Por mais que não havia sido nada confortável o momento da penetração, agora sentia-se cheio e prazer pulsava em seu baixo ventre. Nanami se segurou para não gemer quando ele fez um singelo movimento dentro dele, mas foi impossível.

Kensuke sorriu e lentamente moveu-se, levando a sanidade de Nanami para bem longe, amando-o com cada fibra de seu ser.

Controle, concentração foram o que permitiram Kensuke a tomar Nanami da primeira vez. Foi quase impossível para ele se manter, mas foi coisa dos deuses ter Kensuke controlando a situação. Nanami contorcia-se e mal continha seus gemidos. Kensuke não se preocupou se alguém ouviria, ele tinha esse direito. Amar Nanami era sagrado.

Nanami deu um grito mudo quando Kensuke moveu-se mais e mais, entrando e saindo dele, as mãos grandes enterradas em seu quadril, enquanto ele investia tudo nele em Nanami.

O gatinho miou quando prazer sucumbia em sua espinha e espalhava por todo o seu corpo. Os toques de Kensuke em sua pele era como chamas flamejantes. Sentia-se tão cheio, tão incrível, Nanami estava ofegante quando em mais uma estocada, sentiu ser acariciado em um ponto totalmente novo para ele.

Como da ultima vez... Era isso o que ele estava querendo. Toda santa vez em que foi tocado ali, Nanami sentiu que ia morrer. Seu corpo convulsionou e ele gritou para o alto. -Kensuke! — Gritou o nome dele enquanto sentia Kensuke arrastá-lo para um abismo muito profundo e ao mesmo tempo voar para o alto. O que maldições estava sendo aquilo? Nanami não sabia, mas somente sabia que era incrível.

- Uh... Meu doce Nanami... — Kensuke abraçou-o fortemente em seus braços, seu quadril fazendo todo o trabalho. O grande Alfa abraçou o pequeno neko em seus braços fortes e aconchegantes, sentindo seus corpos coincidirem e se moldarem como se feito um para o outro perfeitamente, friccionando e levando um ao outro a atingir sua libertação.

Nanami gritou, sentindo o prazer mais alucinante que sua curta vida lhe permitiu sentir. Kensuke não foi diferente, sentindo um laço totalmente novo formar-se entre eles. Ele rugiu, sua semente jorrando no mais profundo de Nanami e sentindo o líquido quente e perolado de Nanami entre eles.

Kensuke continuou na mesma posição fortemente abraçado ao corpo de Nanami, sentindo o pequeno amolecer em seus braços com o alívio. Mas ele não o soltou de imediato, algo dentro dele vibrou e Kensuke não pode deixar de segurá-lo um pouco mais em seus braços.

Quando sua respiração melhorou e sentiu a de Nanami abrandar, ele abriu os olhos lentamente curtindo o momento. Kensuke só não esperava ver o que viu. Pareciam haver milhares de pequenas estrelinhas em torno deles, e um fino fio vermelho estava ao redor deles envolvendo Nanami em Kensuke.

Kensuke segurou tão forte dentro dele, mas seus olhos se encheram de lágrimas no momento em que aquele ilusão estava diante dele. Ele estava vendo o laço entre ele e Nanami, o fio vermelho estava envolvendo representando suas almas conectadas, que o destino havia conectado.

Aquilo era para acontecer, Nanami era sua alma gêmea. Nada menos daquele que Kensuke esperou toda a sua vida para encontrar.

Lágrimas brilharam nos olhos do grande Alfa, ele não teve como esconde-las, não queria que Nanami o visse tão emocionado, mas por sorte quando delicadamente afastou Nanami para a cama, o mesmo estava ressonando tranquilamente, cansado e em um delicioso sono.

Kensuke sorriu com a visão meiga de seu companheiro de alma. Nanami era seu mundo agora, tudo para ele. Não haveria outro.

Continua!!

Notas finais
Miky-san: Olá! Espero que tenham gostado do capítulo, fizemos com imenso carinho *--*
Infelizmente não pude fazer o desenho... Mas semana que vem me esforçarei para fazer um desenho bem legal!
Obrigada por ler ♥ Até a próxima!