Notas iniciais
Miky-san:

Olá *--*
Aqui está o capítulo dessa semana! Tivemos bastante trabalho, mas ainda sim conseguimos deixar tudo certinho e postarmos como sempre fazemos. Espero que gostem do capítulo, e aproveitem cada momento dele ♥
Aqui está o link do desenho, essa foi a vez do Shou:
http://miky-san.blogspot.com.br/2013/09/akai-ito-shou-personagem.html

Boa leitura!!

Capítulo 10 — Forte Atração


Nanami seguiu para a sala de jantar, aonde Kensuke disse que estaria lhe esperando. Apesar de ter vestido o kimono fofo, Nanami teve que usar um kinagashi, que era uma espécie de camada sobre o kimono, bem quentinha que o manteve seguro do frio que naquela noite estava fazendo.



Seu estômago estava fazendo pequenos roncos por estar vazio por muito tempo. Nanami não tinha tido tempo neste dia para aproveitar de uma refeição melhor do que algumas frutas aqui e ali.



Ele ainda estava tão envergonhado depois do momento pós-banho, em que seu corpo reagiu tão estranho. Nanami fez o máximo para pensar em coisas nojentas, e não em Kensuke e como o beijo foi delicioso. Oh não, ele pensou de novo e começou a ter uma reação!



Mas não, não novamente, Nanami se encostou à parede e respirou muito profundo, tentando direcionar seus pensamentos para algo que não fosse Kensuke. Ele estava tão estranho ultimamente!



Nanami teve sua atenção desviada por um aroma inebriante no ar. O Cheiro maravilhoso de comida o pegou pelo estômago e o fez tremer. Era tão gostoso, como se fosse a comida dos céus e dos sonhos famintos de Nanami.



Caminhou pelo corredor e então o andar de baixo, até que chegou a sala de jantar. Seus olhos cresceram por ver a mesa posta com diversas comidas deliciosas — ou ao menos aparentavam ser — quentinhas e esperando por ele. Kensuke veio com um sorriso para ele e estendeu a almofadinha para Nanami sentar-se à mesa tradicional. O pequeno sentou-se sobre a almofadinha e Kensuke entregou-lhe um par de hashis dourados.



— Oh... Está... Eu... — Nanami ainda estava com a mente nublada pelo cheiro e aparência deliciosa de toda a comida sobre a mesa. — Parece delicioso. — Disse por fim falou quando olhou para Kensuke. Este com um sorriso cálido para ele.



— Fora ser um Alfa grande e mau, eu também posso agradar meu esposo de vez em quando. — Nanami teve suas bochechas coradas ao pensar que Kensuke havia cozinhado e preparado tudo aquilo tão rápido. Ele estava impecável, aliás, nada de dedos cortados e comida sobre a roupa. Sem falar que isso o fez pensar diferente de antes, vendo somente a fachada de um Alfa lobo devorador de gatinhos.



Ugh, ele iria engordá-lo e engordá-lo, até devorá-lo no café da manhã. Isso o fez tonto, mas mesmo assim, nada lhe fez tirar o apetite.



— O-Obrigado... — Nanami agradeceu sem jeito, ajeitando os hashis em seus dedos e ainda esperando sua permissão para comer. Ele não iria simplesmente assaltar a comida, antes mesmo de Kensuke sentar-se a mesa. O mesmo não tirava os olhos de si, e isto o fez um pouco desconfortável.



— Não vai comer?



— Sim, vou! — Nanami não perdeu tempo, rapidamente ele colocou os alimentos nas cumbucas de porcelana, como arroz, feijão branco, havia uma porção de saladas diferentes, carne cozida com vegetais e mais alguns bolinhos diferentes. Mas tudo cheirava tão bom. Nanami provou um bolinho, e mal conteve um gemido. — Hmmmm!



Kensuke teve sua mandíbula cerrada. O que foi aquilo? Que gemido delicioso que o pegou de surpresa. Ele ficou praticamente duro no mesmo momento, e isso o fizera suspirar.



— Gostou? — Indagou sem jeito, se colocando para comer também.



— Está tão bom... Hmm! — Nanami falou de boca cheia. — Do que são esses bolinhos maravilhosos?



— Uh, bolinhos de camarão? Você nunca os comeu antes? — Kensuke olhou para ele surpreso.



— Não... Nunca pude comprá-los, eram muito caros. Mas é tão bom... — Nanami nem sequer reparou no que disse. Até que o silêncio de Kensuke o incomodou por um momento. — Uh... Bem...



— Hm, eu não entendo. Você disse que nunca pode comprá-los? Seu pai... Digo, o Imperador de seu povo, nunca pode comprar-lhe? — Kensuke parecia perdido e ansioso, isso deixou Nanami fora de si. O que diabos ele responderia? As vezes ele falava cada coisa! Precisava se auto castigar!



— Oh não, não foi isso que eu quis dizer... Eu tinha uma mesada! É isso! — Boa ideia Nanami, continue assim. — E sempre que eu ia para comprar na loja de bolinhos, sempre estavam muito caros e eu acabava por comprar outros tipos de bolinhos. — Ele explicou tentando parecer ao máximo natural.



— Oh sim. — Kensuke demonstrou entendimento e deixou por isso mesmo. Mas bem, ele meio que ficou desconfiado. — Há um mercador nosso que comercializa frutos do mar. Então sempre temos garantido, muito peixe, camarão e lulas, além de outros. Posso lhe fazer bolinhos sempre que quiser.



— Oh! — Nanami brilhou. Mais daqueles bolinhos deliciosos? Kensuke faria? Que anjo que ele era! Oh não, Alfa mau, Alfa mau. — O-Obrigado, mas não quero tomar o seu tempo Ken-chan.



Kensuke se questionou de ser apelidado por Nanami daquela forma tão carinhosa. Será que era uma mania sobre ser um gato? Eles eram muito carinhosos por acaso? Eles não eram nada legais quando se tratava de negociações. Aliás, o que Kensuke sabia sobre essa espécie?



Ele olhou para Nanami, vendo-o comer como se saboreando cada porção que ele devorava. Kensuke ficou maravilhado em como a linguinha cor-de-rosa passeava pelo lábio inferior e então pelo superior.



Fez-lhe feliz saber que Nanami estava adorando a refeição que ele tinha preparado especialmente para aquela noite, apesar de que Kensuke queria ter tido mais tempo para cozinhar algo mais complexo, como assar uma carne e fazer um bolo.



— Eu serei honesto com você Nanami. — Kansuke começou com algo que ele queria lhe dizer desde um tempo atrás, mas só agora teve coragem. — Antes que viesse para cá, eu tive um par de horas em que pude estudar um pouco sobre a cultura e tradição de seu povo, pois queria agir de forma que pudesse agradá-lo e não deixa-lo assustado em como nós somos diferentes.



Nanami deixou de comer para prestar a devida atenção ao seu marido. Uh, essa palavra "marido", era um pouco estranho, fez o rosto de Nanami ficar quente.



— Eu queria me desculpar pela nossa noite de núpcias. Eu jamais quis lhe assustar. Eu não fui gentil como eu gostaria de ter sido... Eu pensei somente em mim e não em você, eu não estava muito bem também, espero que me entenda. Foi um casamento de ultima hora, e eu tive que aceitar mesmo sem conhecê-lo.



— Er... Eu bem que entendo... Foi o mesmo pra mim... — Nanami olhou para ele debaixo de seus cílios e corou um pouco mais. Ele sentia que estava ficando vermelho.



— Como você foi o príncipe de Masao, com certeza foi informado antes de vir para cá, em como é o acasalamento dos gatos, sim? O ritual e tudo mais. Eu sei que é casto, e eu li que os príncipes são puros, e somente descobrem sobre o ritual de acasalamento, um pouco antes de se casarem.



Nanami engasgou, ele tossiu e ficou roxo, tomando litros de suco para se recompor. Deuses! Ele não sabia nada sobre esse tal de ritual que os gatos faziam para se acasalar. Ele não sabia nem ao menos o que era um acasalamento.



— Er... Sim... Quero dizer... Acasalamento, tem que ficar juntos... Muito juntos, não é? — Gaguejou sentindo cada membro de seu corpo tremer violentamente por dentro. Esperava que Kensuke não percebesse o seu nervosismo.



— Sim, muito juntos. — Kensuke estava comendo tranquilamente enquanto olhava para ele com uma sobrancelha erguida. Parecia desconfiado.



Kensuke estava desconfiado. Ele percebeu exatamente o momento em que Nanami começou a tremer e o medo surgiu dele em ondas para atingi-lo com uma porção de sentimentos negativos.



— Olhe, não vamos mais falar sobre isso, tudo bem? Apenas desfruta de seu jantar. — Então Kensuke sorriu e continuou a comer.



Nanami estava perdido, mas ainda com fome. Mesmo que o assunto lhe tivesse assustado um bocado, ainda sim ele estava faminto e comeu o máximo que poderia sem ser deselegante.



— Estava muito bom Ken-chan. — Ops, mais uma vez ele havia lhe chamado daquela forma. Não era de propósito, mas Nanami não sabia ser tão formal em uma conversa, além de que mesmo que Kensuke fosse o alfa, se sentia estranho chama-lo de Kensuke-sama, ou mestre, algo assim. Esperava que isso não o deixa-se zangado.



— Que bom que te agradou. Se quiser, posso tomar um tempo para ensiná-lo há cozinhar algum dia.



Nanami torceu o nariz, ele não queria ter que pagar mico como fez para Chizuru quando o mesmo inutilmente tentou ensiná-lo a fazer sopa e alguma salada.



— Algum dia, talvez. — Murmurou com um biquinho. — Nós já iremos dormir? — Nanami perguntou enquanto ambos se encaminhavam para o quarto.



Kensuke estremeceu, será que o menor não sabia o que exatamente eles iriam fazer agora? Um jantar romântico, uma conversa, então eles indo para o quarto. Eles eram um casal, estavam casados. O que se podia esperar que acontecesse agora?



— Somente venha comigo. — Sorriu gentilmente e tomou Nanami por sua pequena mão, trazendo-o mais para perto e para o quarto.



Nanami ficou parado de costas para Kensuke, enquanto olhava para o grande futon. Uh, bem... Ele teria que dormir com ele, não é? Não havia sido assim na primeira noite deles juntos, e muito menos quando ele chegou a aldeia.



O futon realmente era bem grande e caberia uma dezena de Nanamis em todas as posições possíveis.



— Acredito que hoje você não esteja assustado, não é? Tivemos pouco tempo juntos, mas ainda sim eu pude conhecer mais um pouco sobre você. E... Acredito que não me ache tão ruim? — Kensuke disse em um tom um pouco indiferente, visto que ele não era um ser todo amável e carinhoso, mas ele esperava que Nanami não tivesse medo dele tanto quando na noite de núpcias.



Ele precisava definitivamente cumprir o acasalamento com Nanami o mais breve possível, antes que alguém descobrisse que Nanami não foi desposado por ele. Teve uma série de características que poderiam demonstrar isso, como o seu cheiro que deveria estar todo espalhado em Nanami, a marca da mordida em seu pescoço, um pouco à mostra, além de outros pequenos detalhes que seu esposo teria depois que o acasalamento acontecesse.



— Nós vamos ter que... Dormir juntos? — Era óbvio, mas Nanami teve a ânsia de confirmar. Seu coração mais uma vez voltou a bater tão forte e tão rápido, ainda mais quando sua cabeça se virou e olhou para Kensuke por cima do ombro. Ele estava se aproximando, tão perto. E muito antes que percebesse, Kensuke o abraçou por trás e pela cintura, seus corpos se unindo e tocando-se, mesmo que por cima de um par de roupas.



A sensação estava lá! Estava lá novamente! Nanami gemeu quando sentiu a respiração quente do grande lobo de encontro com seu pescoço, e em seguida, lábios quentes e úmidos roçarem sua pele ali.



Nanami estremeceu inteirinho, seu íntimo reagindo novamente, com a mesma sensação estranha que ele sentiu após aquele beijo no banheiro. Kensuke tinha um corpo grande, quente, abraçando o seu sem muita força, mas sem chances para deixa-lo ir.



Nanami não soube entender porque ele não quis fugir dessa vez. Ele foi virado nos braços fortes, e seu rosto afundou no peito másculo, forte, e só então Nanami percebeu o quanto era pequeno comparado a Kensuke.



Grande Alfa mau.



— Não tenha medo, meu pequeno gatinho. Eu prometo que cuidarei tão bem de ti. — Kensuke sussurrou perante o seu ouvido. — Deixe sua meia forma aparecer, quero ver o quão belo ficou o sino que te dei.



Nanami ficou tenso e choramingou. Porque ele estava assim? De repente ele se sentiu carente e fraco, incapaz de se libertar dos braços fortes ao seu redor, e ansioso por alguma coisa que ele não soube.



Kensuke não podia ver como estava ficando lá em baixo, então Nanami tentou afastar o seu quadril, para que ele não percebesse como seu pênis ficou estranho através do tecido.



Sem mais, Nanami forçou sua meia forma para fora de seu corpo, e dolorosamente esta apareceu. Ele não estava muito acostumado a ela, por isso sentia um pouco de dor e o drenava um pouco de suas forças. Logo duas orelhas fofas tomaram o lugar de suas orelhas humanas, e uma longa cauda branca e fofinha balançou para um lado e para o outro.



Kensuke ficou impressionado em como Nanami era lindo, e ainda melhor com suas características de gato. Antes de conhecê-lo, pensou que teria nojo, ou que não gostaria de vê-lo assim, pois a raiva o consumia. Mas por algum motivo, agora, Nanami parecia um verdadeiro anjo, tão inocente e puro como Kensuke nunca viu antes.



Ele caiu por desejo pelo pequeno gatinho, e seus olhos brilharam quando Nanami estremeceu com uma carícia em suas costas, e o sininho tilintou. Imaginou como seria na cama enquanto o estivesse tomando, Nanami se contorcendo de paixão por ele, e Kensuke se tornando ainda mais excitado com o som do sino tocar enquanto ambos se moviam em sintonia.



Nanami olhou para ele com tanta inocência em seu olhar, e medo, havia uma pontada de medo misturado com uma insegurança, que mostrou a Kensuke que ele era completamente inexperiente. Perdido, por assim dizer.



O sorriso de Nanami desvaneceu-se junto com a cor rosa em seu rosto, quando o seu olhar deslocou abaixo. Ele sentia-se estranho e seu coração batia como louco.



Ele sentiu dos dedos calejados de Kensuke em seu queixo e foi forçado a erguer o olhar. Quando encarou os olhos negros, sentiu tudo em volta deixar de existir.



— E-eu... — Murmurou incerto. Sem perceber os seus olhos azuis caíram sobre os lábios do lobo. Reparou como eles eram bem desejosos e carnudos. Isso o levou a recordar do beijo que eles compartilharam mais cedo, e isso fez seu corpo pequeno estremecer. — V-você vai fazer aquilo de novo?



— O que é aquilo? — Kensuke perguntou suavemente, algo estranho para ele que sempre usava a postura de alfa, mas de repente perto daquele gatinho, sentiu a necessidade de ser manso e gentil. Não queria Nanami mais assustado do que estava.



— Aquilo... — Nanami disse. Ele estava envergonhado de dizer. — Quando seus lábios se juntaram ao meu... Vai fazer de novo? — Sua face ardia de vergonha, mas sua curiosidade era maior.



— Ah, o beijo? Você quer? — Kensuke perguntou. Ele sentiu ganas de apertar o gatinho em seus fortes braços. Ele era simplesmente adorável.



— Sim... Beijo... Nunca tinha feito antes. Fez-me sentir estranho. — Nanami disse na sua inocência.



— Isso é somente para nos dois... Somente um casal pode fazer. Entendido? — Kensuke ditou. Pelo que pode perceber se esposo era o cúmulo de ingenuidade. Se ele não sabia o que era um beijo, certamente não saberia o que era fazer amor. Não queria que alguém se aproveitasse dessa inocência e tocasse no que era seu. Nosso, seu lobo rosnou em seu interior.



Nanami afirmou com a cabeça, fazendo o sininho tilintar. — Sim, somente eu e Ken-chan. — Ele disse. Tao logo ficou na ponta dos pés, fechou os olhos e fez beicinho com os lábios, esperando por seu beijo.



Kensuke deu uma risadinha. Seus braços rodearam com mais firmeza a fina cintura do loirinho e o puxou para junto de seu corpo. Sem esforçou, o levantou do chão com apenas um braço e o outro ergueu permitindo que sua grande mão acariciasse a bochecha rosada. Pode sentir como a pele era suave e macia, e além de muito cheirosa.



Sem nenhuma pressa, Kensuke inclinou a cabeça para frente, primeiramente embrenhou o rosto contra a curva do pescoço do gatinho, puxando o ar para seus pulmões e deixando-se ser agraciado com o maravilhoso cheiro. Tinha uma pitada de orvalho matinal, mel e vinho... Como voltar para casa.



— O que... Está fazendo...? — Nanami perguntou inseguro. — Não vai... — Mas não terminou com a sua sentença de palavras, pois antes, sua boca foi tomada suavemente. O beijo iniciou apenas com um roçar de lábios, e aos poucos o lobo moveu sua boca, saboreando o gosto impar do loirinho.



Nanami gemeu em contentamento deixando-se levar por aquele momento único. Ele sentia como que sua alma se unisse ao do seu esposo somente pelo tocar de seus lábios. Perdido no beijo suave, não reparou que Kensuke moveu-se com ele nos braços ou que o deitou delicadamente sobre o fofo futon.



Quando sentiu o colchão em suas costas e o peso do moreno sobre si, Nanami abriu a boca para murmurar algo, mas isso apenas serviu para dar espaço para Kensuke. Esse aprofundou a língua dentro da boca do esposo e desfrutou do doce sabor. Com cuidado – para não assustá-lo – ele esquadrinhou cada cantinho da deliciosa boca, chocando a sua língua contra a de Nanami, e o incentivando a seguir os seus momentos.



O beijo era quebrado por frações de segundos apenas para dar tempo para ambos respirarem, e logo era retornado. No começo do mesmo, Nanami estava inseguro, mas à medida que avançava, pode desfrutar do que Kensuke fazia consigo e até se atreveu a mover sua língua contra a dele.



— Ahh... — Gemeu quando teve os lábios inchados soltos, e arqueou o corpo, quando a boca maliciosa do marido capturou a pele alva do pescoço, lambendo e chupado, certamente deixando um roxão. — Eu... Me sinto... — Nanami ia falar como sentia seu corpo ferver, mas uma terceira voz fez presente atrapalhando o momento deles.



— Kensuke! Alfa! — A voz firme ecoou, denunciando que vinha da entrada da casa.



— O que? — Kensuke disse irritado. Será que as pessoas não poderiam resolver seus próprios problemas de vez enquanto? Ele estava ocupado. — Basta ignorar e ele vai embora. — Disse para Nanami. Ele maravilhou com a forma que o gatinho encontrava-se. As bochechas vermelhas, as orelhas eriçadas, os lábios vermelhos e inchados e arfando profundamente. Ele fez menção de retornar a beijá-lo, mas o chamando tornou-se mais perto.



— Kensuke desgraçado venha me ajudar.



Ele reconheceu sendo a voz de seu beta e amigo, Ryo.



— Oh inferno, alguém não poder transar nessa casa. — Murmurou irado. Ele olhou para Nanami, lamentando ter que deixa-lo, mas sabia que ser não fosse atender o amigo, esse iria invadir o quarto, e ninguém devia ver seu esposo no estado atual. Somente ele devia ter o prazer dessa visão. — Não saia daqui, volto logo! — Kensuke levantou ajeitando o seu kimono. Ao olhar para Nanami e ver o belo kimono rosa bagunçado e mostrando sutilmente as coxas pálidas e roliças, fez menção de voltar, mas fechou as mãos em punhos e saiu do quarto.



Nanami permaneceu deitado por mais alguns minutos. Ele levou uma das mãos a altura de seu coração, e ficou sentindo-o pulsar como louco. Ele ainda não podia acreditar no que havia acontecido consigo. Não sabia descrever o que Kensuke havia feito, mas não podia negar que gostou. Sentiu-se especial sendo tocado e beijado por ele daquela forma, e ponderou imaginando o que teria acontecido se alguém não tivesse aparecido para atrapalhar.



Mais calmo, ele sentou na cama e ajeitou sua roupa, escondendo as partes de seu corpo. Voltou a sentir a sensação estranha em sua parte íntima. E mesmo que envergonhado, tocou sentindo como encontrava duro. — Por que o meu pintinho está assim? — Perguntou em baixa voz, mas não tinha ninguém para responder naquele momento.



“Onde Ken-chan foi?” — Indagou em pensamentos. Ele levantou e cautelosamente saiu do quarto. Pode ouvir duas vozes discutindo, mas não entendeu o que falavam, e isso apenas o fez se aproximar mais. Desceu o lance de escadas e encostou contra a parede que estava para a sala.



— O que é isso Ryo? Viramos caso de caridade?



Pode perceber pela voz de Kensuke que estava com raiva, e isso fez Nanami se encolher, mas a curiosidade não permitiu que fosse de voltar ao quarto, apenas aproximou-se mais tentando ver o que acontecia. Deixando o corpo escondido atrás da parede, ele inclinou o corpo permitindo que seus olhos captassem a cena. Viu o beta da Matilha com alguém nos braços, mas não dava para ver quem era por que Kensuke estava na frente.



— Não estou fazendo caridade. Apenas patrulhava a fronteira das nossas terras e encontrei o grupo de bandidos. Eles iam estuprar esse jovem... Uma criança praticamente... — Ryo disse firme. Ele mostrava irredutível. O beta normalmente era algo que não se importava com muita coisa, tirando sua posição de beta, amizade com Kensuke, Seiji e Shou, ele não apegava a muitas pessoas, mostrava-se sempre frio e distante, e vê-lo tão preocupado com algo era incomum.



— Ok! Santa bondade. Agora, por que não vai para sua casa? Ou vê Shou? — Kensuke perguntou. Na verdade ele queria expulsar o amigo e voltar rapidamente para o quarto e continuar de onde parou.



— Porra Kensuke! Dá para ajudar? — Ryo indagou irritado.



— Você vai falar comigo direito. Não esqueça que sou seu alfa. — Kensuke grunhiu. Ele não aceitava que ninguém quisesse sobressair sobre ele, nem mesmo seu pai. Ele era o lobo mais forte das últimas dez gerações de sua família, e manter ele controlado nem sempre era fácil.



— Apenas me ajude... — Ryo pediu inclinando a cabeça para o lado em sinal de submissão. — Ele é um Were Neko... Sabe que se os demais descobrirem, vai ter confusão. Aceitam em parte seu esposo por causa do tratado, mas muitos aqui ainda são preconceituosos ou tem medo.



Quando Nanami ouviu a palavra “Neko” a curiosidade lhe sobressaiu a qualquer medo ou vergonha. Ele saiu de seu esconderijo e aproximou dos dois. Colocou-se do lado de Kensuke e seus olhos arregalaram quando caíram sobre a pequena figura que o beta segurava.



— Sa-Sayuri... — Sua voz saiu quebrada e aflita.



Os olhos dois mais velhos foram em sua direção.



— Nanami, por que não esperar no quarto? — Kensuke ditou. Era mais uma ordem, mas mesmo com sua irritação, tentou sair suave.



— O que fez com ele?! Por que o machucou! — Nanami disse ignorando a ordem de seu marido. Aproximou-se de Ryo e tocou com carinho a bochecha do amigo, seu único e verdadeiro amigo, por quem se sacrificará e casou-se com o Alfa da Matilha dos Lobos.



Ryo olhou abismado para a ‘cadela alfa’. — O conhece?



— Claro que sim, ele é Sayuri... O pri... Meu amigo. Éramos muitos próximos em Masao... E nem tive chance de despedir-me dele quando vim para cá. — Disse. Ele devia tomar cuidado, por pouco não revelou que Sayuri era o verdadeiro príncipe. Isso não devia está acontecendo. Sayuri devia está em segurança na vila dos gatos, e não aqui. Se Kensuke descobrisse a verdade, colocaria os dois gatos em perigo.



— Eu o encontrei sendo mantido em cativeiro por alguns bandidos. Não sei nada sobre gatos, então será que o príncipe poderia ajudar? — Ryo perguntou com esperança brilhando em seus olhos. Sua ida à casa do alfa foi por esse motivo, que Nanami poderia ajudar.



— Os nekos curam rápido como os lobos, mas precisava de cuidados. Vamos leva-lo para o quarto... Temos que trocar suas roupas, limpar e tratar as feridas... — Nanami disse pensativo. — Shou! Ele pode ajudar. — Virou-se para Kensuke. — Poderia chamá-lo?



— O que? Não vou hospedar nenhum gato. Esses seres nojentos... — Ele ia falar mais alguma coisa, mas parou quando viu o olhar ferido de Nanami. — Eu... Não...



— Se não pode chamar Shou, eu mesmo cuidarei de Sayuri! Ele é meu amigo precioso. — Disse segurando o choro que ameaçou cair. Não ia chorar. Ele guiou Ryo para o segundo andar da casa, e o fez colocar Sayuri em um futon em um dos quartos de hóspedes. — Pode ir chamar Shou?



— Ah... — Ryo olhou para o ruivo inconsciente. Algo o impulsionava a ficar perto dele. Não queria sair a nenhum momento de perto. Mas era ciente que precisava do curandeiro. — Sim! Não demoro. — Ryo acariciou os fios vermelhos, e depois se levantou, saindo do quarto.



Nanami encarou o amigo com aperto no coração. — O que faz aqui Sayuri-chan!? — Perguntou, mas ninguém respondeu a sua pergunta. Ele se levantou e foi até o banheiro de seu quarto, pegando duas toalhas limpas, uma bacia com água quentinha e a caixinha de primeiro-socorros. Na volta, andou devagar para não derrubar nada, e conseguiu fazer.



Ao retornar ao quarto, colocou tudo ao lado da cama, e começou por retirar as folhas secas do cabelo do amigo, depois retirou o kimono sujo e rasgado, mas tratou de cobrir a nudez de Sayuri com o cobertor.



Foi então que sentiu um toque em sua perna, e ao virar-se descobriu o que era, viu seus dois gatinhos. — Preciosa e Lobo. — Murmurou surpreso. Ele tomou os dois gatinhos nos braços e fez carinho. Não pode mais segurar, deixou que as lágrimas transbordassem de seus olhos. A dor, medo e insegurança borbulharam em sua alma. As coisas pareciam somente piorar ou ficarem incertas.



Nanami chorou baixinho por algum tempo, mas logo colocou os gatinhos brancos no chão e seguiu para cuidar de seu amigo, limpando as feridas e o suor do corpo de Sayuri, ao menos até o médico chegar e cuidar melhor dele.



Lembrou-se de Kensuke, de como ele fora gentil, fez o jantar gostoso e do beijo... Mas quando recordou das duras palavras... De que tinha nojo de gatos, seu coração pareceu sangrar. Nanami limpou o rosto, recusando-se a chorar...



Foram alguns minutos depois que Shou entrou sendo acompanhado por Ryo, e Nanami afastou deixando que o curandeiro lobo cuidasse de seu amigo. Uma parte de si queria ir encontrar Kensuke... Mas outra tinha medo. Acabou optando por ficar e cuidar de Sayuri.



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Continua!

Notas finais
Hannah:

Olá lindos leitores. Primeiramente, deixo um abraço a todos que tem lido e um beijo aos que tem comentado. Quero deixar sincero agradecimento a: Little red riding hood, Alera e Kchan-lm pelas indicações. Elas me deixaram muito feliz.
Estamos escrevendo bastante empolgadas cada capitulo e as ideias andam fervendo.. Ohhh! Afinal, estamos recebendo vibrações boas.
Espero que tenham gostado do capítulo e do lindo desenho feito por Mi-chan... Gostaram de Shou? Ele certamente e uma coisinha bem comestível.
Beijo e não deixem de comentar
Bjs