Akai Ito

5 Impulsos por tantas vontades


Notas iniciais
A linda da MoyMoy voltou a ser minha beta ♥ enton, betado e revisado, desculpem qualquer erro.
OMG uma 2° recomendação da Sweet Death, obrigada linda ♥
Capitulo dedicado à ela, a Vivi-chan e a Thatyane Santana que me mandaram lindas MPs.
Leiam as notas finais, por favor.

– Você não cresceu tanto assim, shounen... Tem dormido e se alimentado direito? – Tyki caçoava de Allen.

– Comida é o que não falta no estômago do Allen... – Disse Mana, fazendo todos, menos Allen, darem risada.

– Há, há. Muito engraçado. – Allen cruzou os braços, fazendo bico. Todos gostavam de caçoar de seu tamanho… Ou da falta dele.

Fazia pouco tempo que chegaram à casa de Mana, estavam atualmente na cozinha tomando café. Enquanto Neah e Mana faziam planejamentos sobre diversas coisas, Tyki pediu a Allen para que mostrasse os arredores: queria ir ao local onde há muito tempo não via, o albino aceitou prontamente.

Assim que saíram de casa, avistaram Yukiko parada na porta, mostrando que iria sair. A mulher ficou extremamente surpresa ao ver Tyki, ela o conhecia, afinal, quando ele foi embora junto do pai e Mana, tinha apenas seis anos. Depois de todo o comentário de como ele estava bonito, e como havia crescido, pediu para os dois comprarem algumas coisas pra ela; estava começando a preparar as coisas para o aniversário de Yuko, que seria à tarde.

Mesmo que Tyki fosse sete anos mais velho que Allen, eles se davam muito bem, como se a diferença de idade não existisse. O moreno comentava sobre sua vida em Portugal, ele estava lá por causa de sua mãe, que estava muito doente, e mesmo que Neah e ela não fossem casados, ainda eram bons amigos, por isso, fez presença nos últimos anos de vida da mulher.

Allen não fazia diferente. Disse sobre quase tudo que fizera desde a ida do primo a seu país natal, no entanto deixou a parte dos sonhos que tivera para “um outro” momento; o albino sabia que não tinha como esconder algo do moreno, ele o conhecia bem demais. Depois de passar no mercado para comprar as coisas de Yukiko, voltaram para sua casa a fim de entrega-las.

– Ah... Vou ser professor de física na sua escola... – Comentou Tyki, que acendia um cigarro.

– O que? Sério? – Inclinou-se um pouco para frente, olhando melhor no rosto do primo.

– Sim. – Soprou a fumaça.

– Ah é, e as namoradas? – Allen riu. – Pareço até meu pai falando assim, né? – Seu comentário fez Tyki rir junto, enquanto bagunçava seus cabelos brancos.

– Nenhuma, estou solteiro há um bom tempo… Não acho ninguém que me interesse. – Recostou-se no banco da praça na qual estavam, olhando para as folhas de cerejeira da árvore à frente.

Allen suspirou, fazendo o mesmo que Tyki; brincava com os botões da blusa que usava, distraído. Estava um pouco ansioso, dali algumas horas seria a festinha da Yuko... Passaria mais tempo com Kanda. Já havia confirmado para si mesmo, aqueles sonhos fizeram sua mente e com que começasse a gostar de Kanda… O fizeram olha-lo com outros olhos.

Passaram um tempo em silêncio, até que decidiram que era hora de ir. Allen mandou uma sms para Lavi e Lenalee, Yukiko havia pedido para chama-los. Ao chegar em casa, foram direto para o quarto, Tyki se jogou na cama de Allen. Antes mesmo que pudessem fazer qualquer coisa, Mana bateu à porta, entrando assim que recebeu permissão.

– Yukiko quer saber se vocês podem ajuda-la a arrumar as coisas na casa dela. – Encostou-se ao batente da porta.

– Ajudamos sim. – Disse Allen, se levantando da cadeira do computador.

– Ah não, shounen… Eu estou cansado, foi uma longa viagem. Diga a ela que eu peço desculpas, mas ainda comparecerei à festa. – Tyki colocou um dos braços sobre o rosto.

– Tudo bem, eu ajudo sozinho.

Saiu do quarto com seu pai em seu encalço, surpreendeu-se ao ver Kanda parado em sua porta. Sorriu para o moreno, saindo com ele; assim que entrou na casa, foi recebido por um monde de balões, e logo ouviu a deliciosa gargalhada de Yuko e uma risadinha baixa de Yukiko.

– Ora, Tyki não veio?

– Ele está cansado, pediu desculpas por não vir ajudar, mas disse que vai aparecer aqui na festa. – Allen respondeu, enquanto se agachava e Yuko pulava em seu colo, enchendo-lhe de beijos. – Oi pra você também, pequena.

– Bem, pelo menos você está aqui! Encha os balões com o Yuu enquanto eu e Yuko terminamos de confeitar o bolo e os cupcakes, ok?

Afirmou com a cabeça, Yuu lhe entregou um pacote com os balões, enchendo-os. Estranhou o simples fato do moreno não falar nada até agora, nem ao menos implicou com ele quando estourou sem querer um balão que enchia. Olhava-o fixamente, balão após balão, e nenhuma palavra era trocada entre eles – até tentou puxar um assunto, mas Yuu simplesmente o ignorava. Fez um bico, emburrado. Aquela situação não lhe agradava.

Quando terminou de encher todos os balões do pacote, se levantou com o intuito de ir à cozinha falar com Yukiko para ver o que mais ele tinha que fazer, porém, sem querer, pisou em um balão, este não estourou, mas fez com que escorregasse, fechou os olhos e protegeu o rosto, esperando o impacto com o chão: que não veio. Afrouxou as pálpebras, olhando para cima, dando de cara com o rosto de Yuu perto do seu… Perto de mais.

Perdeu-se na imensidão negra de seus olhos, e poderia afirmar que nunca se cansaria de olha-los; sua respiração ficou presa quando este notou que seus rostos se aproximavam lentamente, suas pálpebras começavam a se fechar conforme o rosto de Yuu ficava mais perto e, quando faltava pouco para seus lábios se colarem, ouviram Yuko chamar Allen ao lado deles; a garotinha olhava com curiosidade os dois garotos que se afastaram rapidamente, com as faces coradas. Allen por pouco não escorregou no balão de novo.

– Pre-preste mais atenção, baka moyashi. – Kanda gaguejou indo terminar de encher os balões.

O albino seguiu a moreninha até a cozinha, Yukiko perguntou se já havia terminado com os balões, quando respondeu que sim, ela entregou-lhe um pote de brigadeiro, pedindo para enrola-los e passar no granulado. Lavou suas mãos, e sentou-se à mesa, começando a modelar o chocolate, sua cabeça estava nas nuvens e sentia seu rosto ficar vermelho novamente, ao lembrar-se que quase beijou Kanda.

Respirou fundo, não podia ficar perdido em pensamentos agora, talvez depois, mas agora não. Ainda mais ao notar que estava parecendo uma garotinha apaixonada. Repreendeu-se mentalmente, dando atenção ao que Yuko dizia completamente animada.

-*-

Passou o pente nos cabelos úmidos, já havia terminado de se arrumar completamente, soltou um muxoxo quando Tyki passou a mão em suas madeixas brancas, bagunçando o que tinha arrumado.

– Fica mais bonito assim, descolado… Quem sabe não tem umas gatinhas da sua idade na festa.

– E quem disse que eu quero uma garota. – Murmurou para si mesmo, torcendo para que Tyki não tenha ouvido nada, o que não adiantou muito, pois o moreno ouviu, contudo preferiu não dizer nada, pelo menos no momento.

Saíram de casa com Mana e Neah, dirigindo-se à casa da frente. Era início da tarde, o aniversário não podia se ocorrer à noite, afinal, era festa de criança. No quintal já se via várias delas e Yuko no meio, que, de tão entretida que estava com os amiguinhos, nem notou Allen passando.

Assim que adentraram a residência, o olhar do albino começou a vagar pelo recinto, procurando uma única pessoa, o encontrando encostado numa parede e, por Deus, como ele podia estar tão lindo vestido tão simples. Trajava uma calça jeans negra justa, cinto de couro e nele tinha uma corrente, uma camisa branca e uma jaqueta também preta por cima, seus cabelos negros estavam soltos, alguns fios passavam por cima do ombro, a carranca comum em seu rosto, mas isso não o tornava menos bonito; era o que Allen achava.

– Quer um babador, shounen? – Tyki sussurrou em seu ouvido, gargalhando ao ver Allen vermelho, batendo em seu braço. – Opa, opa, opa… Quem é aquela belezinha? – O moreno apontou para um ruivo que corria em direção de Kanda, Allen o reconheceu como sendo Lavi.

– Lavi, o meu amigo, por quê? – Ao olhar no rosto de seu primo, viu que ele secava o ruivo, nem ao menos tentando disfarçar. – Quer que eu te ajude a falar com ele?

– Com certeza. – Allen puxou Tyki pela mão, levando-o até onde estava seu amigo.

– Oi, Lavi! – Pulou nas costas do amigo, rindo quando este quase perdeu o equilíbrio pela surpresa.

– Oe, Allen! E…? – O ruivo olhou para Tyki.

– Tyki Mikk, meu primo. – Allen segurou a risada ao ver Tyki sorrir completamente sugestivo para Lavi. – Olhe lá o que vai fazer, não se esqueça de que isso é uma festa de criança. – O albino levantou-se na ponta dos pés, e sussurrou no ouvido de seu primo, nem notando o olhar atento de Kanda para si. – E a Lena, Lavi? Ela não viria com você?

– É, viria, mas Komui acabou passando mal, ela teve que ficar cuidando dele. – Respondeu o ruivo, encostando-se ao lado de Kanda.

Iniciaram uma conversa qualquer, mas Kanda, obviamente, não participava, apenas fitava Allen, que, de tão submerso na conversa, não percebia. O albino usava uma camisa social com as mangas dobradas até o cotovelo, um colete cinza escuro por cima, uma calça que parecia ser social: simples, porém marcante. Os cabelos brancos um pouco bagunçados dava um charme ainda maior. Allen realmente é uma pessoa muito bonita.

Começou a pensar no incidente de horas atrás, quando quase o beijou. Não sabia se ficava irritado ou aliviado pela chegada de Yuko, era tudo ainda muito confuso. E ainda tinha aqueles sonhos que não lhe dava descanso em nenhuma noite. Novamente, depois de um tempo, sonhou que tomava o corpo de Allen… Ainda mais intenso do que das outras vezes. Mas o que tudo isso queria dizer? Suspirou fechando os olhos. Era melhor esfriar a cabeça.

Afastou-se dos três, que ainda conversavam, indo procurar por sua mãe, a qual estava na cozinha. A ajudou a servir os convidados, logo indo procurar Yuko, tinha que ficar de olho nela para que não fizesse nenhuma besteira. Achou-a brincando de pega-pega com os coleguinhas, sentou-se numa cadeira que havia por perto. Encostou-se, pensativo.

E, quando achou que teria paz, fora enganado completamente. Algumas garotas, provavelmente irmãs mais velhas das crianças, ou filhas de alguns amigos de seus pais, apareceram, cercando-o. Respirou fundo. Sua mãe havia lhe implorado para que fosse educado com as pessoas, mas as vozes estridentes dessas garotas estavam lhe dando nos nervos. Não prestava realmente atenção no que elas diziam, mas podia ouvir alguns “Nossa, como seu cabelo é lindo”, ou “Você é muito bonito…”. Garotas fúteis com as suas futilidades. E, por um momento, passou-se em seus pensamentos, que queria ouvir a voz de Allen.

É. Não podia negar… Sempre dizia que a voz dele era irritante, mas era pura mentira. Sua voz suave e gentil, nem fina e nem grave, era simplesmente maravilhoso ouvir. Queria mesmo que o albino aparecesse ali para lhe salvar, aquelas garotas já estavam lhe cobrando a atenção que não queria dar, inconformadas de serem ignoradas por ele. Tão logo seu desejo fora realizado, Allen apareceu do lado de fora, chamando-o, porém nada garantia que seria como queria.

– Kanda? – O albino se aproximou, sequer percebendo os olhares das garotas para cima dele.

– Ahh! Esse garoto é tão lindo! – Uma delas comentou, provavelmente, se encantaram com a aura pura de Allen. – Qual seu nome?

– Allen. – O garoto sorriu. – Prazer em conhecê-las. – As garotas soltaram um gritinho agudo, rodeando o menor em seguida.

– Seu cabelo é branco natural? – Uma garota pegou uma mecha do cabelo claro, sentindo a maciez.

– Sim... – Respondeu sem perder o sorriso. – Sou realmente albino.

– Uau! Seus olhos são prateados, eu nunca vi essa cor… Tão bonito! – Outra garota segurou seu rosto entre as mãos, olhando em seus olhos. – E essa marca? – Passou o indicador na marca em sua testa.

– Eu tenho essa marca desde que nasci…

– Você é tão gentil! Estou realmente encantada. – A menina tinha um sorriso imenso no rosto. Todas elas soltaram outro gritinho quando Allen deu uma risada.

– Não se pode tratar às damas com falta de respeito. – Suas ações cavalheiras eram totalmente apreciadas pelas garotas, que apenas faltavam agarra-lo. Mas tinha uma pessoa ali que não estava gostando nada disso, faltava pouco para Kanda simplesmente puxar Allen pela mão e sair dali.

– Oh. Eu posso realmente me apaixonar por você! – A garota que tocava seu cabelo disse ainda mais encantada. – Por favor, fique comigo!

– Tch. – Antes mesmo que Allen pudesse responder, Kanda segurou em sua mão, puxando-o de encontro ao seu corpo, abraçando-o. – Não encostem mais um dedo nele. – Disse ameaçadoramente e entre dentes, arrastando o albino, que tinha o rosto completamente vermelho.

– Ka-Kanda! O que... O que foi isso? – Tentou dizer sem gaguejar, falhando; na sua mente apenas passava o fato de que a mão do moreno era quente e grande, segurando tão firme a sua.

Entretanto, em resposta à sua pergunta, nem mesmo Kanda sabia o que fora aquilo. Ele se perguntava do por que ter reagido daquele jeito na hora em que aquelas garotas começaram a toca-lo, o moreno só sabia que havia ficado possesso. Apenas pensava que aquelas meninas estavam tocando no que não deveriam e que estavam tocando no que era seu. E o que diabos de pensamentos eram aqueles? Queria se bater por causa disso.

Parou abruptamente, sentindo Allen bater em suas costas. Virou-se para o menor, puxando-o novamente, levantando seu queixo com o indicador e o polegar, olhando fixamente em seus olhos. Ali ele tentava achar a resposta para todas as suas perguntas que envolviam o albino, porém somente achou um misto de sentimentos… Sentimentos que nem ao menos sabia como nomea-los. Aqueles olhos prateados eram tão difíceis de serem lidos, ao mesmo tempo em que mostravam tanta coisa. Ficou assim por um tempo, até soltá-lo, suspirando novamente naquele dia.

Por que se sentia tão perdido quando estava perto de Allen? Por que ele lhe fazia sentir coisas que nunca imaginou que iria sentir? Grunhiu em desagrado, dando as costas ao albino, saindo andando. Bem, não sabia se era seguro deixa-lo sozinho no momento, afinal, aquelas garotas podiam aparecer e… E o que é que estava pensando? O problema não seria dele se as garotas aparecerem novamente, Allen não pareceu nem um pouco incomodado enquanto elas o enchiam de perguntas. Andava absorto em pensamentos, nem ao menos olhando para trás, ignorando Allen que ainda estava parado do jeito que o havia deixado.

Entrou na casa; mais pessoas haviam chegado, consequentemente: mais barulho, mais sujeira, mais gente irritante. Veias estouraram em sua testa. Sabia que sua mãe não deveria ter feito essa festa, mas… Como poderia dizer isso a ela quando esta estava tão animada, assim como Yuko? Seu pai era sempre sério e neutro, nunca negava nada às duas… Assim como ele.

– Cadê o shounen? – Ouviu a voz de Tyki, virou a cabeça, encontrando-o acompanhado de Lavi.

– Quem? O moyashi? Ta lá fora.

– Ele estava atrás de você… – Tyki semicerrou os olhos, fitando-o sério. – Fez algo com ele?

– Tch. Claro que não. – Saiu de perto dos dois. Olhou para trás, vendo-os sair, provavelmente, indo atrás de Allen.

Foi para seu quarto, fechando a porta e se recostando nesta. Sua cabeça latejava um pouco. Fechou os olhos e franziu o cenho, tentando normalizar a respiração que se tornou descompassada, escorregou até o chão, colocando as mãos na cabeça. Kanda não queria admitir, mas estava querendo evitar aqueles sentimentos que lhe dominavam, não queria aquilo… Era tudo culpa dos sonhos. Dos malditos sonhos. Era por isso que estava evitando Allen.

-*-

Tyki e Lavi saíram correndo atrás de Allen, por alguma razão, estavam preocupados com o outro. Ambos encontraram-no numa parte isolada, agachado, o rosto entre os joelhos; aproximaram-se rapidamente parando ao lado dele, se surpreendendo ao notar a voz meio chorosa.

– Não sei por que, mas… Mas eu sinto o Kanda tão distante. – Os outros dois trocaram olhares.

– Sabe onde é o quarto do japa? – Sussurrou Tyki no ouvido do ruivo, vendo-o confirmar. – Ótimo.

O português puxou Allen pela não, o levantando, quando este menos esperava colocou-o sobre o ombro, como um saco. O albino começou a se debater, pedindo para o primo lhe soltar, sem sucesso; Lavi guiava Tyki pela casa, pararam para falar com Yukiko, perguntando onde estava Yuu, a mulher respondeu que em seu quarto. “Ótimo” pensou Tyki mais uma vez “Vai facilitar mais as coisas.”.

-*-

Olha Yuu, eu realmente não queria fazer isso… Lavi dizia atrás da porta do quarto de Kanda.

Fazer o que? Ta achando mesmo que vai entrar aqui? Nem em sonhos. – Respondeu o moreno, confiante de que o outro não entraria.

Eu consegui a chave mestra com o Komui. – O ruivo abriu a porta, entrou por esta com Allen em seus braços, jogando-o em cima de Kanda na cama, pegou a chave de dentro do quarto, saindo em seguida antes mesmo que Kanda pudesse reavir. – Só sairão daí quando tiverem se resolvido! – E fechou a porta, trancando-a.”

O sonho foi interrompido quando a porta se abriu, assim, empurrando Kanda para o chão. Levantou-se, apenas para ir ao chão novamente ao ter algo jogado em cima de si, esbravejou ao perceber uma cabeleira branca, Tyki e Lavi na porta do quarto, pegando a chave.

– Só o soltaremos quando for a hora de cantar parabéns. – Falou o moreno, fechando a porta e a trancando. – Até lá, deem um jeito nisso. – Comentou já do lado de fora do quarto.

Allen e Kanda encararam a porta temporariamente, sem notarem a posição que estavam. Até que Allen sentou-se no quadril de Kanda, ainda olhando para a porta, o moreno dirigiu seu olhar para o menor sobre si e… Por que ele tinha que estar sentado justamente nesse lugar? Seu sonho do dia ainda fresco em sua mente e, com certeza, o modo como Allen estava sentado só estimularia o que não deveria.

– O que foi, Kanda? – Allen esqueceu a situação que se encontrava, olhando o moreno inocentemente.

– Sai… Sai daí, moyashi. – O menor olhou para baixo e, ao notar onde sentava, sentiu certas… “coisas”. Num pulo, se levantou envergonhado.

– De-desculpe. – Sentou-se encostado na porta, de cabeça baixa, não tinha coragem de encarar o moreno.

Kanda se sentou onde estava, encarando Allen, que mordia os lábios e brincava com um dos botões da camisa.

– Sabe o que eles quiseram dizer com “Deem um jeito nisso?” – Perguntou ao menos. Allen negou com a cabeça, sem proferir nada. – Tch.

Tão logo, ficaram em silêncio. Allen queria dizer tantas coisas, mas, por alguma razão, a presença de Kanda o estava deixando sem jeito; seu olhar intenso lhe encarava de uma forma… Como se o estivesse vendo nu. Ao pensar isso, se encolheu um pouco, querendo fugir das vistas do moreno, que, vendo-o daquela forma, todo acanhado, tinha vontade de agarra-lo.

Passou a mão pelo rosto, arrastou-se até estar de frente para Allen, puxou-o pelo braço, fazendo com que o garoto se sentasse em seu colo. A outra mão livre levou à nuca do albino, com isso, Allen ergueu o rosto. E, novamente naquele dia, seus rostos estavam extremamente próximos.

– O que…? – Sua voz saiu sussurrada.

– Não me pergunte, nem eu sei o que estou fazendo. – E juntou seus lábios nos do menor.

E aquilo nunca lhe pareceu tão certo… O que fazia se irritar mais ainda.

Notas finais
Eu demorei né? Desculpe por isso, fiquei até o começo da semana sem net. E provavelmente o próximo cap vai demorar também. Comentei que tenho um seminário pra fazer, pois é, vou ter que começa-lo agora, fazendo tudo as pressas pro começo das aulas. Foda. Por essa razão, o 6° capitulo de Akai e o 3° de Desenhos vai demorar pra chegar.
Entre pequenos intervalos eu estarei escrevendo!!
Até mais~