Akai Ito

2 Corpos que se atraem naturalmente


Notas iniciais
Revisei depois que a moymoy betou pra mim. Então, perdoem se houver qualquer errinho.
Esse cap. é a versão do Kanda do outro cap. Mas farei isso apenas dessa vez.
Enfim, mais falatório nas notas finais.
Boa leitura.

“– Ahn... Vai com mais… Ah! Calma, Yuu…

– Tch, a culpa é sua por ser tão apertado, moyashi. – Kanda apertava as coxas do menor abaixo de si, se esforçando ao máximo para não se mexer.

Suas respirações estavam aceleradas, o albino tinha suas unhas cravadas nos ombros do moreno, tentando relaxar para que o outro pudesse se mover. A culpa não era sua, Kanda que era grande demais. Este, por sua vez, agarrou o membro do menor, acariciando-o lentamente.

Sem se conter, Allen murmurou, relaxando involuntariamente com tal carícia, rebolando brevemente. Kanda segurou a cintura de Allen, saindo quase completamente de dentro dele, voltando com força, acertando sua próstata imediatamente. Os olhos claros – que nem ao menos sabia quando havia os fechado – se abriram em surpresa, arqueando seu corpo, um gemido arrastado escapou.

Sorrindo ao ver o menor gemer, Kanda repetia os movimentos, acelerando-os conforme os gemidos de Allen, que enlaçou suas pernas na cintura do moreno, juntando-os mais, suas unhas, agora, deixavam marcas vermelhas nas costas deste.

Os lábios se chocaram novamente, as línguas batalhando por espaço, se separaram apenas quando o membro de Kanda acertou novamente sua próstata, um fio de saliva ainda os interligava enquanto Allen gemia seu nome.

– De... De novo... Ahh~

O sorriso não abandonava seu rosto; somente ele, Kanda Yuu, conseguia fazer o todo certinho e cavalheiro, Allen Walker, se contorcer e gemer, perdido no prazer que apenas ele poderia concedê-lo.

Sentindo o ápice próximo, tais movimentos tornavam-se erradios. As mãos ainda exploravam os corpos, lábios que se encontravam entre os gemidos e suspiros de prazer; mordidas que deixavam marcas no corpo suado. Em uma última estocada, Allen gozou, sujando ambos os abdomens, sua entrada apertou o membro de Kanda, o que o fez preenche-lo com seu sêmen em seguida.

– Ahhhn! Yuuu~ – Agarrava-se aos ombros de Kanda, deleitando-se, sua voz soou manhosa na orelha dele.

– Hmm... Allen… – Apertou a cintura do menor, caindo sobre ele. – Você é um maldito por gemer justamente na minha orelha. – Retirou-se dentre ele, se jogando para o lado.

– Desculpe. – Sorriu levando as mãos ao cabelo de Kanda, acariciando.

Não havia nada mais lindo no mundo do que o sorriso e corpo do albino à sua frente. Assim como não havia algo que ele amasse mais do que Allen.”

Seus olhos se abriram de repente, sentou-se em sua cama pondo a mão no rosto. Sua respiração estava ofegante, o corpo inteiro suado e…

– Ah, não! – Kanda jogou o cobertor para o lado, avistando a calça úmida na região do membro. – Caralho, eu não sou mais moleque para ter esse tipo de sonho! – Esbravejou.

Completamente irritado, retirou a calça e a boxer, jogando-as no cesto de roupa que havia em seu quarto.

Uma semana… Fazia uma maldita semana que estava tendo esse mesmo sonho. A mísera paciência que tinha esvaía-se toda vez que relembrava a expressão do garoto de seu sonho. Muitos dizem que tais visões não são nada, entretanto, para Kanda, a coisa era diferente.

Irritava-se por gostar daquilo, era excitante lembrar-se dos gemidos, daqueles olhos prateados, nublados de prazer, dos lábios avermelhados e carnudos, macios e viciantes, a seu ver, e, porra! Nem ao menos havia os provados, como poderia saber disso?

Olhou para o relógio, constatando que havia acordado vinte minutos mais cedo do que deveria. Bufando, caminhou até o banheiro, pensando no quanto precisava de um banho gelado.

Kanda ainda não havia se acostumado com a casa nova, fazia apenas dois dias que se mudara. Ainda precisava desempacotar várias de suas coisas.

Tomando banho em poucos minutos, ele saiu com uma toalha enrolada na cintura, apanhando roupas quaisquer: uma jeans surrada, uma camisa preta e uma boxer limpa. Vestiu-se calçando os sapados em seguida.

Abriu a porta do quarto já notando o cheiro da refeição que sua mãe havia preparado. Rumou à cozinha avistando seu pai com uma xícara de café em mãos e sua mãe dando um pedaço de bolo de laranja à sua irmã pequena.

– Bom dia, Yuu. – Yukiko o cumprimentou com um sorriso.

– Bom dia. – Respondeu, dando-lhe um beijo na bochecha.

– Yuu! Yuu! – Sua pequena irmã, Yuko, estendia os braços a ele. Rindo, ele apenas acariciou os cabelos negros da pequena, bagunçando-os.

Cumprimentou seu pai com um leve aceno, sentou-se, servindo-se com o café.

– Deixa que eu coloco pra você...

– Não se preocupe, mãe, pode continuar cuidando da Yuko.

O café da manhã se ocorreu ameno, uma conversa descontraída entre Yuu e seus pais. Pouco tempo depois, Yusuke se despediu, saindo para o trabalho.

– Yuu, vá pegar sua bolsa e coloque Yuko na cadeirinha do carro, só vou colocar as louças na pia e já vou.

– Ok.

Subiu para o quarto, pulando os degraus, tomou a bolsa em mãos indo para a sala, onde estava Yuko a brincar com a gatinha de estimação. Chegando a passos mansos, Yuu a pegou no colo fazendo-a gritar assustada, quando o reconheceu, um bico se formou em seus lábios, brava, levou suas pequenas mãos à bochecha dele, apertando, o que o fez rir.

– Você é uma pessoa impressionante filho… – Comentou Yukiko, parada no batente da porta, sorrindo.

– Hm? Pu quê? – A voz soou estranha devido ao aperto em suas bochechas.

Rindo, ela respondeu: – Ora, com sua irmã, você é um amor. Mas, com qualquer outra pessoa, você é completamente o oposto.

– Não acho que qualquer pessoa mereça ser tratada assim por mim. – Falou segurando as mãos de Yuko, guiando-a ao carro.

– Ainda haverá aquela pessoa que quebrará este muro... – Sussurrou. Seu instinto de mãe lhe dizia isso.

Trancou a porta e o portão, o veículo já estava do lado de fora, entrando neste, engatou a chave na ignição, dando a partida após Yuu pôr o cinto em Yuko e em si mesmo.

O moreno encostou a cabeça na janela, fitando a paisagem de fora enquanto perdia-se em pensamentos. Não era o sonho que rondava em sua cabeça, mas sim o albino que fazia parte dele. Yuu se sentia completamente apreensivo, brincando com a alça da bolsa em seu colo.

– Aconteceu algo, Yuu? – Perguntou Yukiko, percebendo a inquietação do garoto.

– Hã? Por que acha isso?

– Você me parece aflito…

– Quando eu chegar em casa te conto.. – Ele sabia que não tinha como esconder as coisas de sua mãe.

E não demorou muito para estarem na escola; deu um beijo no rosto de sua mãe, retirou o cinto e pegou sua bolsa, abrindo a porta e saindo do carro.

– Boa aula, filho.

– Chau, Yuu!

– Tchau, pequena. – Sorriu para ela e, como de costume, bagunçou seus cabelos.

Adentrou a escola com sua típica cara emburrada, o sorriso, que outrora estava em seu rosto, sumiu. Indo direto para a diretoria, com intuito de pegar seus materiais novos e chave para seu armário, junto da lista de horários que continha a sala que havia caído.

Mas, por uma incrível obra do destino, ele se perdeu.

Bufando em desagrado, Kanda olhou para o papel, depois ao redor de onde estava. Sem uma razão aparente, sua mente vagou naqueles cabelos brancos... Algo interrompeu sua linha de pensamento, este algo havia se chocado contra ele, derrubando o que ambos tinham em mãos.

Kanda caiu ao chão com o estranho em cima de si, a vista cerrou com o impacto; uma de suas mãos estava no chão, apoiando seu corpo, enquanto a outra encontrava-se na cintura do ser sobre si .

– Ittai…

Reconhecendo a voz, os olhos se abriram surpresos, avistou a cabeleira branca deitada em seu peito, que se ergueu em seguida, até que os orbes se encontraram.

Aquele prateado magnetizando seus negros. A expressão surpresa no rosto belo, que lhe parecia até mesmo angelical, o nariz pequeno, os lábios carnudos de leve coloração avermelhada; os cabelos brancos, um pouco bagunçados pela queda, moldavam seu rosto.

Ah, é realmente melhor ver de perto.

Espera. O que é que estava pensando? Melhor coisíssima nenhuma. O que ele queria dizer com isso? Não é por que esse garoto se parece com o albino de seus sonhos que deveria ser o mesmo!

Mas… Como podem ser tão idênticos?

– M-me desculpe por isso… Eu estava distraído lendo, que não o vi. – Deus! Até as vozes eram parecidas. Mas... Sua voz gemida é… – Er... Está tudo bem?

Largando-se dos devaneios, Kanda piscou mais de uma vez, percebendo o que havia acontecido, sua face tornou-se aborrecida.

– Tch. Não olha pra onde anda, moyashi? – Tomou os materiais que o menor lhe entregava.

– Moya…? Oe, eu já pedi desculpas! – “Como esse garoto é chato.” pensou Kanda. Apenas se parecia com o albino do sonho.

A fim de querer sair dali e achar logo sua sala, ele ignorou o menor, dando as costas para este.

– Ei! Pelo menos diga o seu nome!

– E porque eu deveria, moyashi? –Tornou a ele, fitando seu rosto fixamente.

– Tá bom, né, Sr. Arrogante. Não precisa dizer. – Oh, o bico que se formou naqueles lábios tentadores lhe seduzia. Por alguma razão, Kanda não conseguia dizer não ao olhar para ele.

– Tch. Kanda. Kanda Yuu.

– Me chamo Allen. Allen Walker. – Os olhos escuros se arregalaram levemente. Por que o mesmo nome?

– Pra mim vai ser moyashi. – Murmurou, não poderia chama-lo pelo nome, seria impossível. – Oe, você sabe onde fica a sala do 3°A? – Perguntou lembrando-se de que estava perdido. Mesmo que não querendo a ajuda do menor, ele era o único naquele corredor.

– É a sala em frente à minha, venha, me siga.

Com Allen à sua frente, Kanda tinha livre acesso para fitar sua bunda sem que o menor ao menos notasse. Ele tentou desviar o olhar, porém suas mãos coçavam a fim de apalpar aquelas nádegas de aparência macia, agradecendo aos céus que suas mãos estavam ocupadas pelos livros. Mordeu os lábios com tais pensamentos, continuando a seca-lo.

Se a bunda já deixava a desejar, imagine as coxas, ah, a cintura também, pequena, magra e… Deixe de pensar asneiras, Kanda Yuu! Não é só porque você não tem tanto interesse por mulheres, que vai cair na tentação desse garoto! Respire fundo, relaxe…

– Bem, esta aqui é minha sala, obviamente, a sua é essa aí. – Fora tirado de seus pensamentos pela voz dele, que apontava para a sala em que estava parado em frente.

– Tch. – Abriu a porta que dava à sua turma, ao entrar, virou atenção de todos, se irritando ainda mais.

– Você seria…? – Perguntou o professor.

– Kanda Yuu.

– Ah, sim, o aluno novo. Vamos, sente-se atrás de Lavi, o garoto ruivo no fundo. – Ao avistar o lugar, rumou, assentando-se.

– Oi, eu sou Lavi Bookman! Prazer em conhecê-lo. – Disse o ruivo, virando-se para Kanda. – Posso te chamar de Yuu-chan?

– Se atreva a me chamar assim e eu te esfolo. – Grunhiu entre dentes.

Naquele momento, Lavi concluiu: “Se olhar matasse, eu já teria virado cinza.”

Se arrumando em sua mesa, fitou o moreno à sua frente que, de certo modo, lhe dava medo… Mas um sorriso nasceu em seu rosto: aquele Kanda, com certeza, seria um grande amigo seu. “Os instintos de um Bookman nunca falham!”

– Vamos lá, Yuu! Vamos para o intervalo, juntos!

– Não enche meu saco. Vou ficar aqui na sala e ponto.

– Yuu!

– Já disse para não me chamar pelo primeiro nome, usagi.

– Te chamo de Kanda, se você vier comigo. – “Bom, pelo menos por hoje.”

– Mesmo? – Kanda o olhou desconfiado.

– Sim! Quero te apresentar para dois amigos.

– Ahh. – Suspirou. – Ok, ok.

Lavi deu um sorriso, saindo alegre da sala com o moreno do lado, chegando ao pátio, pouco tempo depois, avistando logo a mesa com os dois conhecidos.

– AAAHH!! O maldito arrogante de antes! – Kanda avistou o albino chato apontando para si, ao lado havia uma garota que olhou para a direção que este apontava.

– O que? Tch, fique quieto, moyashi, sua voz me irrita. – Virou o rosto, enfiando a mão no bolso.

– Olha só quem fala. Eu mal te conheço e seu rosto já me aborrece.

– Como é que é, moyashi? – Agarrou Allen pela camisa.

– É isso aí que você ouviu, baKanda – Ah, aquele olhar lhe atiçava a fazer coisas nada coerentes.

– Eu vou quebrar essa sua cara!

– Calma aí, gente! – Lavi puxou Kanda pelo braço, para longe de Allen. – Só faltou se beijarem de tão próximos que estavam!

– CALA A BOCA, LAVI!

Você é um maldito, BaKanda! Argh! Só você mesmo pra me irritar desse jeito!

E do que é que você está falando? Vou te encher de porrada e quero ver só!

Pode apostar que essa é a minha vontade também!

Kanda e Allen se olhavam irritados, seus narizes quase colados um no outro, cada um segurando o outro pela gola da camisa. Era possível ver até fogo em volta daqueles dois.

Ei, ei, relaxem aí… Briga de casal é mais verbal, sabiam? Nunca vi um casal que brigasse na base da porrada.

CALA A BOCA, LAVI!”

“O que foi aquilo?”. Era o que Kanda pensava. Apoiando-se em Lavi para manter o equilíbrio, sua cabeça latejava levemente. Cessou seus devaneios ao ouvir a voz de Lavi.

– Com os dois…?

Ele não sabia o que Allen ou a garota havia dito, mas precisava sair dali.

Puxou seu braço das mãos de Lavi, saindo apressado. Ignorando os chamados do ruivo, subiu as escadas em direção ao terraço. Fechou os olhos respirando fundo, Kanda não queria pensar em nada, apenas relaxar e esquecer aquilo que apareceu em sua mente. E, assim, ele passou o intervalo: meditando. Quando deu o sinal, calmamente, rumou para sua devida sala, agradecendo pelo fato de que Lavi não lhe perguntara nada.

O resto das aulas se passou, apenas no final, Lavi lhe pediu o número de seu celular e, sem reclamar, ou coisa parecida, Kanda o entregou. Logo se perguntou por que havia feito aquilo, com certeza o ruivo lhe encheria a paciência.

– Tchau, Yuu! – Lavi e a garota que, somente então, descobriu que se chamava Lenalee, se despediram, acenando.

– Tch, já disse que vou te esfolar, usagi. – Virou de costas, ouvindo a risada do ruivo.

Aquilo tudo era muito estranho. Por razões desconhecidas, Kanda tinha a sensação de já conhecer Lavi e Lenalee, assim como Allen – e não estava se referindo ao sonho – era um sentimento familiar, até mesmo nostálgico.

Suspirou e, sem perceber, seus olhos vagaram para a outra calçada, vendo o garoto, que dominava seus pensamentos, andando calmamente, distraído. “Bem, deve ser seu caminho, logo ele vira em alguma rua.”

Desconsiderando o fato, Kanda continuou andando, como de costume, com suas mãos nos bolsos da calça, uma delas brincando com a chave, pegando-a assim que avistou sua casa. Seu olhar, novamente, foi para na outra calçada… Para ver Allen estacionado na residência frontal à sua. Deixou sua bolsa cair, tamanha surpresa, tal baque chamou a atenção do menor, que logo fitou em sua direção, impressionando-se também.

– Ah, não… Só pode ser brincadeira.

Notas finais
Ahh -3- era para esse cap. ter saido na segunda, maas, na segunda eu tava com preguiça de passa-lo pro pc, terça e quarta eu estava doente (resfriada ;A;)
E na quinta, quando terminei de passa-lo, já mandei pra moymoy mas eu tive que ir pra escola, então, finalmente saiu hoje!!

Beem~ a moymoy não vai mais poder ser minha beta ;A; enton, estou a procura de uma nova, quem quiser se candidatar, fale pelo review ou mande um MP~

Espero que o cap. tenha sido do agrado.
Obrigado pelos reviews, ri demais com eles kkk

E ai Yarou? Merece os presentes? u.u

Vamos torcer pro próximo não demorar o
Até lá ~
E mandem reviews ou eu esfolo todo mundo ♥