Akai Ito

16 Apenas o começo


Notas iniciais
Texto substituído! Betado pela maravilhosa Yuuka Shinoda ♥

Ambas as respirações soavam ofegantes, sua mão apertava a pele macia das coxas do outro sob a bermuda curta. Mais uma vez eles se afogavam naquele beijo, que lhes consumia e queimava dentro deles. Aqueles lábios com sabor de xarope pelo dango recém-comido lhe viciavam e pareciam sempre pedir por mais beijos.

Sentiu o corpo abaixo do seu arquear-se sob seu toque. Os peitos desnudos se roçando, aquecendo ainda mais um ao outro. Allen suspirou quando um beijo foi direcionado ao seu pescoço já marcado, seguido de mordidas e lambidas. As mãos agarravam firmemente o corpo sobre o seu. Não conteve um gemido baixo quando a coxa de Yuu pressionou sua ereção.

Esse som pareceu despertar o moreno, que apenas deu mais um longo beijo, contudo mais calmo, antes de se afastar. Allen permaneceu deitado na cama, respirando ofegante. Seu olhar se desviou para Yuu, que havia se sentado. O moreno passava a mão pelo cabelo solto, e Allen já havia aprendido que isso era um sinal de que ele estava nervoso de alguma forma.

Suspirou, sentando-se também na cama e o abraçando por trás. Fazia três meses desde a conversa definitiva deles e aquele sonho com seus passados. Eles ainda tinham vislumbres daquelas lembranças, mas estava se tornando menos frequente, como se o fato de eles terem se juntado fosse o suficiente. Desde então, Yuu... ele evitava ao máximo ficar consigo sozinho em um quarto. E sempre que as coisas se esquentavam, ele de alguma forma se afastava.

Tudo isso deixava Allen confuso. Céus, Yuu está sempre inventando uma nova forma de ser idiota, pensava toda vez que isso acontecia. Claro que já tentou perguntar o que estava acontecendo, mas era sempre ignorado ou respondido [i]com grosseria. Isso não necessariamente o machucava, afinal, ele estava se costumando muito bem com todo esse jeitão de Yuu, mas era triste saber que o mesmo não confiava totalmente em si.

Por fim saiu da cama, pegou a camisa jogada em um canto da cama e a vestiu. Virou-se para Yuu, que estava de cabeça baixa, e apenas suspirou antes de dar um beijo em sua testa.

— Te vejo amanhã. – O moreno apenas apertou uma de suas mãos carinhosamente antes de deixa-lo ir.

Ok. Allen estava mentindo. Machucava sim. Principalmente quando ficava esse clima entre os dois e ele não sabia o que fazer para consertar.

Chateado, ele saiu do quarto do moreno, fechando a porta. Yukiko e Yuko não estavam. Ambas foram para a casa da irmã mais velha de Yukiko. Ela chamou-o para fazer companhia ao filho, ele obviamente não recusou. A princípio estavam estudando, Yuu o ajudando numa questão de matemática que não entendia e o mesmo era bom.

Eles largaram os cadernos de lado e, quando notou, já estava saindo do quarto... Era triste. Foi para casa, desanimado, os ombros caídos e uma dor de cabeça começando a aparecer.

Entrou, largando os sapatos na entrada de qualquer forma e seguiu para seu quarto arrastando dos pés. Jogou-se na cama, choramingando em irritação. Mataria seu namorado! Parecia ser a única opção!

Bufou, rolando na cama, olhando o teto com o cenho franzido.

Descobriria o que se passava na cabeça de Yuu. Nada escapava de Allen Walker!

.:.:.:.:.:.

O clima tenso ainda estava presente quando eles se encontraram para ir à escola, mas Allen ainda aferrou-se ao lado do namorado, segurando sua mão, firme. Yuu correspondeu ao agarre, mas ainda permanecia quieto.

Eles se despediram com um aceno ao chegar na sala, cada um entrando na sua. Allen logo avistou Lenalee, sentada, mexendo no celular. Sentou-se em seu lugar e desabafou com a morena o ocorrido. A mesma franziu o cenho antes de dizer hesitantemente:

— Você comentou uma vez que a vida passada de vocês tudo começou com sexo, não era? – Expressando confusão, o albino apenas acenou. – Será que ele não tem medo que você ache que ele só te quer por isso?

— Eu... pensei nisso também, mas descartei a ideia porque parecia infundado demais. – Bufou, cruzando os braços. – Talvez seja isso mesmo... Aah Yuu, por que tão complicado? – Bateu a testa na mesa, choramingando. Ouviu a amiga rir contido, acariciando seus cabelos em consolo.

— Boa sorte.

— Com um namorado idiota desse, vou precisar – resmungou.

No intervalo eles se encontraram e caminharam entre risos até o pátio. Era impossível manter um mal-humor sendo amigo de Lavi. E como uma vingancinha pessoal, ignorava Yuu, andando ao lado de Lavi.

Já no pátio, o albino e o ruivo partiram para a fila da cantina, deixando os dois asiáticos para trás. Lenalee por fim sorriu docemente para Kanda.

— Se eu fosse você, diria para o Allen o que tanto te preocupa. – Yuu a olhou sem nada a dizer, com o cenho franzido. – Estou falando sério.

— O que demônios sabe sobre isso? – Ela deu de ombros.

— Você sabe, um relacionamento é feito por duas pessoas. Se algo te atormenta sobre ele, o certo é dizer ao seu parceiro isso. A solução tem que ser dos dois. Não guarde as coisas para você. Allen fica facilmente chateado e tem mania de achar que a culpa é dele. – Pôs a mão no braço do outro, confortando-o. – É um conselho que dou como amiga.

Yuu permaneceu quieto, mas acenou positivamente. Eles ficaram nessa paz por alguns minutos até Allen e Lavi aparecerem aos gritos. O mais novo corria na direção deles, rindo alto enquanto seus braços estavam cheios do que haviam comprado, atrás dele vinha Lavi, chamando seu nome e dizendo para devolver.

Depois de algumas brincadeiras, enfim se aquietaram, sentando-se e comendo.

— O que vão fazer nas férias de verão? – questionou Lavi. Semana que vem está aí.

— Talvez eu vá viajar, não tenho certeza – disse Lenalee, pensativa. – Mamãe quer visitar nossa família na China, então provável que iremos mesmo.

— Eu vou ficar em casa – falou Allen após engolir. – E Yuu também. Yusuke-san trabalha, e se for para sair, que seja a família toda, foi o que Yukiko-san disse. – O moreno apenas acenou em concordância.

— Eu vou ficar também. – Lavi se largou sobre a grama, deitando nas pernas de Allen. – Mas meu avô viaja, não quis ir com ele. – Deu de ombros.

— A gente sabe o motivo... – Allen sorriu maliciosamente, cutucando as bochechas do ruivo. – O motivo tem um nome e é da minha família. – Seu sorriso enlanguesceu ao vê-lo corar. – Aah~ você fica uma graça corado, Lavi!

— Vai a merda, Al! Achei que era meu amigo!

— Eu sou. Amigos servem para isso. Para atormentar. – Sorriu falsamente doce, fazendo Lavi revirar os olhos.

— Demônio... você só tem cara de anjo.

— É verdade – concordou Lenalee.

— Lena! Não concorda com ele! Né, Yuu, eu sou um docinho.

— Aham, um doce... demoníaco. – Por fim eles riram quando Allen gemeu.

— Vocês são horríveis.

.:.:.:.:.

A semana passou-se rapidamente. E quando o primeiro dia de férias chegou, Allen fizera questão de acordar o mais tarde que pôde. Letárgico, chegou na cozinha, bocejando em meio ao bom dia para seu pai. Mana apenas riu e o respondeu. Eles conversaram algumas banalidades enquanto o garoto comia seu café.

Depois de terminado e limpado o que sujou, Allen subiu para o quarto, arrumou-se e despediu-se do pai enquanto saia, indo para a casa da frente.

Quem abriu a porta foi Yuko, que gritou animada e abraçou-o apertado. A menina não deu-lhe nem tempo para pensar, puxou-o para dentro e o levando até seus amontoados de brinquedos sobre o tapete da sala.

Em algum momento, Yuu apareceu na sala e sentou-se no sofá, ligando a TV. Para qualquer um aquilo seria normal, mas Allen sabia que com isso seu namorado estava mostrando que eles não iriam para o quarto. Semicerrou os olhos, mirando-o em aborrecimento. Pelos deuses, Yuu é um imbecil!

Por aquele dia ele desistiria, mas Yuu era um tolo se achasse que Allen deu-se por vencido.

Durante vários dias eles permaneceram nesse joguinho, contudo, para a infelicidade de Allen, Yuu sempre se saía melhor. Quando estavam em sua casa, Yuu fazia questão de andar atrás dele para que assim pudesse deixar a porta do quarto de Allen aberta. O desgraçado o conhecia bem, pois tinha noção de que ele não teria coragem de levantar e fechar a porta por si mesmo.

Quando estavam na casa dos Kanda, Yuu começava a brincar com Yuko, ou ficavam na sala a ver filmes ou séries, e se por ventura acabaram no quarto era quase certeza de que a caçula iria atrás.

Maldito esperto, o amaldiçoava em pensamentos. Céus, a que ponto cheguei para tentar ter sexo com meu namorado!

Rolava na cama, irritado e envergonhado. Era simplesmente irônico que Yuu quisesse pagar de puritano agora, depois de antes mesmo de assumirem um relacionamento, ter lhe dado um amasso contra um guarda-roupa. Depois de uma dupla masturbação em um quarto quando tiveram um sonho de sua vida passada tendo sexo.

Também não é como se estivesse desesperado para transar. Não. Claro que ele queria, mas havia se tornado uma questão de honra toda essa frescura de Yuu. Precisava mudar de estratégia... E tolo era Yuu se achava que Allen não conhecia suas fraquezas.

Por três dias ele o enganou, mostrando como se tivesse desistido. Allen que tomou todas as atitudes de brincar com Yuko, ficar na sala e etc. Era óbvio que o moreno desconfiava, mas o mais novo não deixava nada transparecer.

E então, em um belo dia, ele deixou Yuu ir primeiro para seu quarto, dizendo que iria ao banheiro. Quando seguiu, fechou a porta devagar, mantendo a cabeça baixa. Mana havia saído naquele final de semana, uma viagem para referência de um novo livro seu; era simplesmente o timing perfeito. Respirou profundamente antes de deixar lágrimas escorrerem por seu rosto. Era hora de mostrar que ele sabia jogar baixo. Yuu descobriria porque Lavi o chamava de Drama Queen.

— Você não gosta mais de mim? – Sua voz saiu baixa, os ombros caídos.

— O que?

— Você... – fungou, passando a mão no rosto. – Você evita ficar sozinho comigo. Nem me beija direito mais. – Soluçou, ainda mantendo a cabeça baixa. Yuu suspirou, sentando-se na cama.

— Allen, não é isso...

— Então o que é? – Aproximou-se dele, franzindo o cenho. – Isso machuca, tá? De novo você tá me mantendo distante. Não aprendeu a lição?

— Desculpe.

— Desculpa não adianta.

— Então o que posso fazer para que pare de chorar e acredite que ainda gosto de você? – Um sorriso nasceu no rosto do albino e foi naquele momento que Yuu soube que perdeu.

Allen espalmou uma das mãos em seu peito, sentando em seu colo, e a outra usou a manga da camisa para limpar as lágrimas. Lágrimas de crocodilo.

— Sabe que eu pesquisei sobre como funciona um sexo entre dois homens. Queria ter usa base melhor além dos sonhos, a gente acaba sempre pegando a coisa picada, né. – Ele então começou a desabotoar sua camisa. – Eu sei que você também pesquisou.

— Como?

— Ora, você não deixa senha no seu celular. – Deu de ombros. – Além do que, você sabe a senha do meu. – Deu-lhe um beijo estalado no rosto, sorrindo largo. – Agora, meu amor, nós vamos transar. E você deveria saber que eu sei que nosso relacionamento não é como no da outra vida. Nós realmente não tivemos um bom começo, mas eu pensei que estivéssemos em bons termos e resolvidos. Ou estou errado?

— Não está... – Sua voz saiu em um suspiro, apoiando as mãos na cama.

— Então por que estava fugindo? – Allen realmente soou magoado, olhando sério para o namorado.

— Tsc, eu estava incomodado com isso. – Desviou o olhar, desconcertado.

— Yuu, — Allen segurou seu rosto, mirando seus olhos – o que quer que esteja te incomodando que envolva nosso relacionamento, você precisa me dizer. Você tem que aprender a confiar em mim.

— Mas eu confio.

— Não, não confia. Porque se fosse o caso você teria vindo e conversado comigo. – Acariciou a face do outro. – Meus deuses, fale comigo. Se abra para mim. Eu não vou te julgar – dizia levemente desesperado. – Confie em mim e, por favor, não fuja mais. – Yuu apenas respirou fundo, fechando os olhos e o abraçando pela cintura.

— Está bem. Me desculpe. – Allen correspondeu ao abraço, enlaçando seus ombros e o mantendo firmemente perto, beijando o topo de sua cabeça.

— Te desculpo, contanto que não faça isso de novo.

— Okay. – O albino então sorriu, fechando também os olhos e apreciando o contato entre eles.

E com esse problema resolvido, sentiu seus ombros perderem um pouco da tensão. Yuu é realmente um idiota. Perdido em pensamentos felizes e relaxantes, não realmente notou quando o moreno se mexeu no abraço, seu rosto parando perto de sua clavícula, mordendo-lhe, depois lambendo daquele local até seu pescoço.

Um longo arrepio alastrou-se por sua coluna, fazendo-o arregalar os olhos e ofegar. Yuu por fim levantou o rosto, um sorriso maroto nos lábios e seus olhos negros brilhando em diversão.

— Ora, Allen... não foi você quem disse que transaríamos?

— Ahn... eu... – No mesmo instante, sentiu o rosto entrar em combustão.

— Não entendo porque simplesmente parou... não estava me despindo? – O moreno sussurrou em sua orelha, dando uma mordiscada no lóbulo. Allen escondeu o rosto entre suas mãos. Sua coragem havia evaporado.

Yuu deu uma risada soprada enquanto o segurava firme, para então trocar as posições, acabando por deixá-lo deitado na cama, assumindo uma posição entre suas pernas. Seus lábios foram diretos para os de Allen, roubando-lhe um beijo de tirar o fôlego.

O albino apenas segurou os lados da camisa aberta do moreno, gemendo e fechando os olhos. Yuu subiu as mãos por suas pernas cobertas pela calça, passando por debaixo de sua camisa, alcançando seus mamilos. Um suspiro foi o motivo do beijo ter sido apartado. Allen virou o rosto, deixando seu pescoço exposto para o moreno, que não fez de rogado, distribuindo beijos e chupões ali.

Seus polegares tocavam os botões cor-de-rosa delicadamente, raspando a unha sutilmente, arrancando lamúrias de Allen, que flexionou as pernas e as manteve firmemente agarradas ao seu lado. Tão logo se irritou com a peça que o atrapalhava, tirando a camiseta cinza e a jogando para o lado, lambendo os lábios com a visão do peito nu do albinopronto para ser marcado.

Abaixou-se novamente, descendo os beijos para o colo até o peito, onde lambeu longamente um dos mamilos, sentindo Allen levar as mãos para seu cabelo, uma delas retirando o elástico, deixando as madeixas negras soltas. O mais novo raspou a unha em sua nuca, arrancando-lhe um grunhido e, em resposta, mordeu o mamilo que tinha na boca. Allen arqueou em suas mãos, que estavam em sua cintura, e gemeu.

Mas Allen estava decidido que não seria o único a receber toda a atenção, por isso manteve o raspar de suas unhas no couro cabeludo de Yuu. As mãos fortes dele apertavam sua cintura, partindo para o mamilo, deixando tão vermelho, sensível e inchado como o outro.

— Não, Yuu... sempre que faz isso demais deixa dolorido... – Mordeu o lábio.

— E é ruim? – Em resposta Allen apenas lamentou, puxando sutilmente os frios negros enroscado em seus dedos.

Decidido a dar uma pequena trégua, desceu as mordidas até a barriga branca, as mãos seguindo para o cós da calça, retirando-a de uma vez. Sorriu de canto para a boxer vermelha apertada que Allen usava, a qual não escondia sua ereção. Envergonhado e se sentindo totalmente exposto, o garoto tentou cobrir o rosto do moreno, falhando quando este riu soprado, segurando suas mãos e beijando os pulsos.

Entrelaçou os dedos e prendeu as mãos com as suas na cama. Abaixou-se, beijando Allen carinhosamente, como se mostrasse o quanto apreciava a visão. Sua ereção presa na cama roçou na de Allen, não pensando duas vezes antes de moer-se contra ele. Allen gemeu baixo, apertando suas mãos. Olhou para baixo e corou ao notar quantas marcas tinham espalhadas por seu dorso. Aproveitando aquela proximidade, levou os lábios para a bochecha do outro, onde deixou um singelo beijo, seguindo para seu pescoço, mordendo com força moderada.

Yuu teria que esconder suas mordidas de amor, não era justo ser somente ele! Seus pensamentos foram cortados quando sentiu-o suspirar próximo à sua orelha, arrepiando-lhe e arrancando um leve gemido.

— Tira essa blusa... – Contorceu-se sob o corpo do outro, incomodado com os botões e tecidos que tocavam em sua pele sensível.

Yuu por fim soltou suas mãos, sorrindo lascivo enquanto tirava lentamente a camisa, para seguir para sua calça. Allen sentia como se estivesse sendo hipnotizado, acompanhando o movimento das mãos alheias, que seguiram pelo peito marcado pela tatuagem – os sonhos mostraram que aquele símbolo era como a marca que tinha em seu rosto, um lembrete da outra vida – e então a barriga sutilmente firme. Quando viu as mãos abrirem o botão e puxando o zíper, pareceu que aquele som perpetuou pelo quarto.

Engoliu em seco em antecipação e nervosismo, lambendo os lábios, seus olhos fixos na ereção de Yuu enquanto a calça era retirada. Seu olhar vagou novamente para cima, encontrando os orbes negros brilhando em diversão. Desgraçado. Mordeu o lábio inferior, franzindo o cenho, tentando parecer bravo com a graça explícita de seu namorado... o máximo que conseguiu foi arrancar uma gargalhada dele.

Deuses, como esse homem podia ser tão lindo, rindo, a cabeça jogada para trás, os frios negros que batiam em sua cintura levemente bagunçados... Não era à toa que algumas garotas o odiavam na escola. Fazia todo o sentido na verdade. Mas é claro que ele nunca daria voz aos seus pensamentos, Yuu sabia se achar quando queria.

— Estou notando que gosta do que vê – disse Yuu, tirando-lhe dos pensamentos e o fazendo gemer ao tocar seu pênis ainda preso na roupa íntima.

— Na verdade não, deixa-me cobrir meus olhos, essa visão dói. – E acabou por rir quando o moreno apertou as laterais de sua costela. – Yuu! Não! – Tentou segurar em vão os pulsos do outro, se remexendo na cama.

A risada foi cortada por um beijo dado em seus lábios. Tão logo ele abraçava o moreno sobre seus ombros, o puxando para perto. As mãos que outrora lhe faziam rir, agora acariciavam delicadamente seu corpo, uma apertava seus quadris e a outra seguia pela extensão de sua coxa. Por alguns instantes eles ficaram perdidos em diversos beijos e leves carícias. Não é como se estivessem com pressa de chegar nos enfins.

Allen adorava o sabor dos lábios de Yuu e sabia que isso era recíproco, mesmo quando o japonês reclamava quando havia acabado de comer algo doce. Eram nesses momentos que ele realmente fazia questão de beijá-lo, principalmente quando havia se deliciado com algum dango. Era incrível ver Yuu reclamar e voltar a beijá-lo.

Céus, ele amava demais esse imbecil.

Suas mãos pararam no rosto de Yuu, seus olhos se miravam, desejosos e apaixonados. Seu polegar acariciava sua face, sorrindo terno. As mãos de Yuu se ocuparam em retirar as últimas peças de roupa nos dois, arrancando um suspiro quando as ereções se tocaram sem qualquer empecilho.

Yuu, aproveitando que sua mão era maior que a de Allen, e passou a masturbar os dois. O mais novo arqueou as costas minimante, gemendo o nome do outro. Sentia-se ainda mais prazeroso sentir a ereção de Yuu tocar a sua daquela forma. Mas o que melhorava mesmo era a visão do rosto levemente corado, os lábios separados e os olhos que pareciam que iriam o devorar.

— Yuu... por favor... – Sua voz saiu sem fôlego, e Yuu não fez de rogado quando os soltou. – Está na cabeceira. – Ele se curvou, abrindo a gaveta e pegando o lubrificante. – Se quiser... tem camisinha aí também. — Yuu pegou um pequeno pacote e o olhou.

— Vai querer usar? – Allen deu de ombros.

— Não realmente, mas peguei caso você quisesse. – A resposta de Kanda foi jogar o pacote de volta para a gaveta, trazendo apenas o lubrificante.

Sutilmente envergonhado, Allen afastou suas pernas.

— Não vai tentar brigar para ser o ativo? – Yuu questionou, arqueando a sobrancelha em diversão.

— Ahn... bom... os sonhos meio que... me fizeram querer saber como é... ser o passivo... – Sua voz caía uma nota toda vez que hesitava em responder, logo não passando de um sussurro. O rubor em seu rosto ainda mais aparente, desviando o olhar do outro.

Yuu acabou por não dizer, e quando arriscou o olhar, havia aquela fome nos orbes negros que fizeram todos os pêlos de seu corpo arrepiar. Foi necessário morder seu lábio com força para evitar gemer. Kanda abriu o lubrificante com certo desespero, usando uma das mãos para afastar as coxas brancas do inglês.

Melou seus dedos com o líquido viscoso, depois mirando Allen, recebendo um sutil aceno em confirmação. Um dedo entrou sem quaisquer problemas, e não tardou a movê-lo devagar, sempre atento as expressões de Allen. Notando sua falta de desconforto, acrescentou o segundo. Neste Allen apenas franziu o cenho, como se estranhasse a invasão.

Lembrando-se de algumas dicas que pegou na internet, Yuu penetrou-os dedos um pouco mais profundo e sutilmente flexionou os dedos, ouvindo Allen engasgar e gemer, agarrando o lençol. Por alguns momentos apenas permaneceu estimulando o ponto G, abrindo os dedos em movimentos de tesoura ou somente no vaivém. As reações de Allen eram tão espontâneas que apenas deixava Yuu ainda mais excitado. Não tardou a pôr o terceiro dedo, tão distraído no prazer Allen não notou. Queria se certificar que não o machucaria.

— Yuu... chega. – As mãos pálidas agarraram seu braço sem qualquer força.

Respirando profundamente, Yuu retirou seus dedos, ouvindo o albino ofegar. Pegou novamente o lubrificante, revestindo sua ereção generosamente. Cuidado nunca era demais. Por fim ele puxou Allen, o garoto o olhou confuso quando se sentou onde anteriormente ele estava. Guiou-o para que Allen pudesse estar sobre seu colo.

— Acho melhor você ir por cima, primeiro. Para ir no seu ritmo. – Allen acabou sorrindo ternamente.

— Está bem.

Apoiou as mãos nos ombros fortes, com a ajuda de Yuu que segurava sua ereção para que Allen pudesse cuidadosamente se abaixar. Quando a glande entrou o albino apenas pode ofegar sutilmente. Yuu pôs as mãos em sua cintura, mantendo-o firme até que estivesse completamente dentro.

Ambos gemeram, os olhos fechados em concentração. Allen sentia-se tão... cheio. Deuses, sonhos jamais se igualariam ao sentir real. O sentir da pele quente contra a sua, do sabor dos lábios, das carícias e prazeres... principalmente do sorriso dado contra seu pescoço.

Começou a se mover devagar, com o apoio de Yuu, ainda se costumando com aquele turbilhão de sensações diferentes. Abriu os olhos em algum momento, e ver a imagem de Kanda decomposto, corado e luxurioso fizera-o se arrepiar completamente. Ajeitou melhor os joelhos sobre a cama, assim conseguindo mover-se mais rápido e forte.

Yuu apertou as mãos em seus quadris, grunhindo. Ele parecia se conter para não joga-lo na cama e tomar o controle. Maldosamente, Allen sorriu de lado, rebolando em seu colo, parando propositalmente de se mexer. Os olhos negros lhe fitaram com certa ira, mas o inglês não foi afetado, mordendo os lábios de provocantemente.

Todo seu charme foi por água abaixo quando Yuu apoiou os pés no colchão e impulsionou o quadril para cima, acertando sua próstata sem nem perceber. Allen gemeu alto, as unhas encravando nos ombros do outro, que apenas sibilou, usando suas mãos na cintura fina para puxar o corpo de Allen para baixo ao mesmo passo que se mexia para cima. O albino, perdendo todas as forças, apoiou seu peito contra o de Yuu, gemendo languidamente.

Yuu não negava que estava apreciando demais a visão do outro em seu colo, a imagem das costas avermelhadas e pernas marcadas pelo seu toque... mas Allen tinha que aprender a lição.

Segurou firme o corpo menor contra o seu, virando-os na cama com certo cuidado, afinal, cama de solteiro não permitia que se movessem como queria. Prendeu Allen sob si, passando a mover-se como queria e com mais liberdade. Ouviu-o gritar seu nome, apertando as mãos em suas costas e as pernas em sua cintura, mas isso não estava o segurando, o agarre firme das coxas pálidas apenas permitia que entrasse mais profundamente em Allen.

Arqueava as costas contra o colchão, a pele suada grudada na outra amorenada, a respiração em sua orelha apenas o arrepiava. Mas o que piorava todas aquelas sensações era o ritmo certeiro em seu ponto G e sua ereção que era estimulada pelos corpos juntos.

Ele não aguentaria mais...

Contudo, não conseguiu avisar Yuu antes do prazer percorrer seu corpo como um choque, sua mente ficar em branco, jogando a cabeça para trás e seu ápice sujando ambos os abdomens. Yuu não tardou a segui-lo, as unhas cravadas em seu quadril.

Céus, definitivamente estaria todo marcado.

Yuu largou-se sobre o namorado, que não pareceu se importar. As respirações descompassadas e apenas um eco em suas cabeças, nubladas de satisfação. Alguns minutos depois, Yuu se moveu apenas para beijá-lo longamente. Allen embrenhou os dedos nos bagunçados cabelos negros.

Por mais um tempo permaneceram assim, aos beijos e pequenas carícias, até o sêmen dentro de si tornar desconfortável e um banho ser extremamente necessário. Yuu pegou uma calça de várias roupas que se encontrava no armário de Allen, ambos indo confortavelmente para a cozinha.

Surpreenderam-se quando ouviram batidas na porta. Allen franziu o cenho quando foi atender, e ao ver as figuras de Lavi e Lenalee carregando cada um uma mochila lembrou-se da festinha do pijama que haviam programado... mas Allen soube que estava perdido no momento que os olhos violetas e esmeraldas percorreram seu tronco desnudo.

— A tarde foi boa hein. – Foi o comentário de Lavi. Na mesma hora o albino corou fortemente, correndo para o quarto pegar uma camisa. – Até o Yuu não escapou! – Sua gargalhada soou pela casa dos Walker.

Aquela noite seria um tormento, mas não era como o casal se importasse. Eles realmente não ligaram quando no alto da madrugada deitaram abraçados no sofá, no conforto e aconchego daquele amor que duraria várias vidas.

.:.:.:.:.:.

— Allen, levanta, vai se atrasar.

— Hm... não Yuu. – Abraçou o travesseiro, gemendo em desagrado quando o quarto escuro fora iluminado pelas janelas repentinamente abertas.

— Levanta, agora. Ou eu vou sair e não tem beijo de bom dia. – Isso pareceu despertá-lo, que no mesmo instante sentou-se na cama. Um dia sem o beijo de bom dia definitivamente não seria um bom dia.

Encontrou o parceiro já arrumado com a roupa social exigida pelo escritório e os cabelos penteados em um rabo-de-cavalo baixo. Allen sorriu, meio sonolento, mas Yuu apenas correspondeu ao sorriso, apreciando a imagem de seu noivo trajando apenas a camisa e com os cabelos brancos desarrumados.

Sentou-se ao lado dele na cama, beijando seus lábios demoradamente.

— Me avisa quando chegar no escritório.

— Sim, senhor. – Mais um beijo e saiu do quarto.

— Tenha um bom dia de trabalho, Yuu! – gritou do corredor, acenando para o moreno que fechava a porta.

Espreguiçou-se no caminho para a cozinha. Daqui alguns minutos tinha que se arrumar para ir ao treino do concerto. Sorriu docemente ao ver o café feito sobre a mesa, um pequeno bilhete ao lado da caneca de chá, que apenas continha um “eu te amo”. Céus, estaria apaixonado eternamente por aquele homem dessa forma.

Pôs a mão no peito, respirando fundo. Tomou o café, arrumou-se e pegou o ônibus necessário para chegar no concerto onde havia conseguido um trabalho como um dos pianistas. Fora cansativo e extasiante. Ele estava tão nervoso para o dia que se apresentaria.

Almoçou numa lanchonete próxima, trocando mensagens com Yuu, já que o horário de almoço de ambos coincidia. Acabando ali, seguiu para a faculdade. Encontrou os colegas com quem costumava andar já na sala. As primeiras aulas foram tranquilas e quando enfim chegou a pausa, Yuu lhe ligou, afirmando que poderia buscá-lo.

— Sabe, Allen... – Uma das meninas começou. – Eu vejo você falando desse teu noivo desde o começo da faculdade, que já faz dois anos! Mas eu nunca o vi!

— Aah...

— É! To achando que isso aí é mentira hein! – Allen acabou por gargalhar, passando o indicador carinhosamente na aliança em sua mão direita.

— Não é mentira, prometo. Se quiser apresento Yuu para vocês hoje. Ele vem me buscar.

Aquilo somente colocou fogo na lenha, Allen notou depois de mandar uma mensagem para Yuu, porque depois disso foi apenas um bombardeio de perguntas sobre seu relacionamento. Contou apenas o necessário, claro, deixando de lado a história de vidas passadas, sabia que as pessoas normalmente eram muito céticas quanto a isso, bom, Allen que o diga... afinal, no começo de tudo aquilo nem ele acreditava.

E hoje morava com o noivo desde que ambos conseguiram um emprego para se manterem sozinhos, Yuu tinha somente mais um ano de faculdade antes de concluir, estava trabalhando com o pai na administração da empresa familiar e Allen seguiu seu sonho com a música.

Ao término das aulas daquele dia, o grupinho se aglomerou em Allen, curiosos para ver o noivo desconhecido. Eles saíram do prédio, e Allen se surpreendeu ao ver o noivo logo na entrada. Yuu estava encostado em um corrimão, a gravata frouxa no pescoço, a camisa social dobrada até os cotovelos. Provavelmente deixou o paletó dentro do carro. Ele sorriu largamente antes de fazer menção de ir até ele.

— Uau, quem é esse cara? Um modelo? Allen, o que ‘tá fazendo indo até ele?

— Não é você que ‘tá noivo? – E riram, o albino apenas negou, sorrindo divertido.

— Pensei que ia ficar perto do carro – disse ao se aproximar dele, Yuu não fez de rogado, segurando seu pulso e puxando para perto.

— Você quis que eu descesse... achei melhor vir para cá.

— Hm... – Seus lábios foram roubados em um carinhoso e curto beijo. Tão logo Yuu suspirou. – Dia cansativo?

— Sim, informação demais na cabeça, vou ter prova semana que vem. – Escondeu o rosto na curva do pescoço de Allen, aspirando seu perfume e se acalmando.

— Você vai se sair bem. – Acariciou os fios negros, confortando-o.

— Eu sei...

— Não acredito, esse cara é o noivo do Allen? – Seus colegas questionaram inacreditados, quebrando o momento de conforto do casal.

— Ah, eles são o motivo de eu pedir para você sair do carro. – E riu. – Não acreditavam em mim quando disse estar noivo. Bom, pessoal, esse é Yuu, meu noivo. – Yuu apenas deu um aceno de cumprimento, e o restante só olhavam boquiabertos.

— Ei, Allen, onde vocês se conheceram? – Uma das garotas perguntou com certa inveja.

O casal apenas se olhou por um momento antes de compartilhar um sorriso cúmplice, as mãos dadas, conscientes das alianças que os uniam naquela vida.

— Nos nossos sonhos.

おわり

Notas finais
Foi no dia 29/04/2013 que postei Akai Ito aqui. Céus, esta fanfic está fazendo 5 anos! Eu agradeço a todo mundo que acompanhou meu trabalho nessa história, além de pedir desculpas pelo longo hiatos, mas aqui lhes trago o tão esperado final. Eu fico muito satisfeita em poder ver que a conclui, que trouxe para vocês o término. Confesso que já pensei em abandoná-la, assim como DPF. Eu tinha perdido um pouco do meu amor por estas histórias, eu já as reli, não gostei do inicio delas, minha escrita principalmente. Talvez um dia eu reescreva-as, mas ainda não tenho certeza. Mas foi depois de tantas mensagens de apoio que recebi no Social Spirit que me senti inspirada para continuar. Agora vou trabalhar no capítulo 2 de Minha Felicidade é Você para em seguida focar em DPF, que eu realmente quero trazer o fim também. Eu ainda tenho muitas histórias Yullen para trazer a vocês! Obrigada por todo o amor e carinho por esta história! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!