Airon: A Extinção

5 Segredos não tão secretos.


Notas iniciais
Pode esquecer; Pode viver de novo; Mas o passado não desacontece.

Depois de um longo dia de ansiedade, lá estava eu, no escuro da noite, atravessando a praça principal a pé, a fim de chegar no Parque BrotherWood.

Hoje eu senti uma mera diferença no George com a Annie na aula de tarde. Quando eu e George estávamos no saguão esperando a professora chegar, a Annie estava passando por ali e acabamos nos encontrando. Eu estava conversando com ela sobre hoje e se ainda estava certo o encontro. Porém, George estava muito, mas muito desconfiado da garota.

Antes, ele a olhava com um olhar de ódio e medo, mas agora, depois de ter me dito (parece que sem querer) que havia conversado com a Annie, ele anda mais forte e seguro de si, mas ao mesmo tempo sempre desconfiando dela, que queria apenas conversar.

Mas eu tenho certeza que isso tudo foi consequência da conversa que ele teve antes com a Annie. Já que sou bem sincero, vou afirmar que eu agonizei em saber oque ela disse pra ele. Algo o fez mudar completamente o pensamento não só sobre mim, mas sim também sobre a Annie.

E só de saber que o nosso encontro será no BrotherWood certamente já deixa George com uma agulha pinicando o pescoço.

Você deve se perguntar sobre o porquê de eu gostar tanto deste parque (está mais para uma reserva.)...Bom, você já sabe. Mas a história dele é incrível:

Esse parque é um caso bem peculiar. Ele foi fundado no auge da década de 40, quando o desmatamento não era importância ainda. Foi quando dois irmãos da família Vanue, Leonard, o mais velho, e Johnson, o mais novo, refletiram e chegaram a conclusão que era um absurdo este desmatamento sem limites em todo o mundo, foi então que, como colaboração e recordação de ajuda a natureza, decidiram proteger a Floresta das Paineiras, a mata típica daqui da região. Não que a floresta seja coberta só delas, mas é que em seu interior, tem uma linda cachoeira, da qual em toda a volta é, agora sim, coberta das árvores sem folhas. É tão belo que parece um santuário, do qual os Vanue apelidaram de "canto das flores".

Bom, os Vanue não tinham dinheiro suficiente para cercar toda aquela vasta extensão de mato, então apenas com a ajuda de financiamentos no banco e doações de pessoas convencidas fizeram seu desejo se realizar. Apenas 6 anos depois conseguiram auto cargo na política como governadores do estado (sim, eles governavam juntos, uma divergência pois eram irmãos) e eram muito bem vistos. O governo faria qualquer coisa por um político bem visto, afinal.

Então logo depois conseguiram cercar 96% da floresta nativa do estado, com grades grossas de ferro fundido com aço, para maior durabilidade, com um gigante portão na frente.

Antes do século XXI, costumava ser aberto á visitação até o ponto da cachoeira, mas começou a ter muitas espécies valiosas lá dentro e que tinham muito contato com as pessoas, por isso começou a ser abandonado, já em 2000 não havia mais entrada permitida, ou seja, meu pai ganhou a chave do portão.

Mas o impressionante foi que mesmo depois da morte dos Vanue, Leonard de Câncer e Johson de derrame, só protegeram mais o bosque : Câmeras, seguranças (meu pai), alarmes. Por que tão protegido?

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Chego na frente do BrotherWood: Ninguém. Olho para os lados e nada da Annie. Eu até cheguei a pensar que ela havia me enganado, mas logo ouço a sua voz.

– Ah, tão cedo?

– Annie?- Olho para os lados.- Onde tás?

–Aqui encima-olho para cima e vejo-a sorrindo encima da árvore.

Dou um tapa na minha própria testa- Oque tás fazendo aí?

– Te esperando. — Ela cai da árvore em pé.- Trouxe a chave?

–Ah, sim... — Pego a chave do bolso.- Acho que você não precisa disso para entrar né?- Falo me lembrando de ontem.

Ela ri.- Vejo que está me espionando. Realmente não preciso disso, só queria seguir a tradição. — Ela anda até a frente do portão.- Abra, porteiro!

Eu rio de canto e logo abro o portão. Ele estava bem enferrujado, mas ainda dava para abrir. Estilo filme de terror, o portão abre rangendo, e logo estamos dentro do parque.

Enquanto caminhávamos até a cachoeira, eu e Annie conversávamos.

– Oque você sabe desse parque, Jeb?

– Bom, que ele foi criado pelos Vanue, teve campanha, é gigante, bem protegido...

Ela coloca a mão no queixo.- Hum...Você sabe pouco mesmo.

Eu faço uma cara de interrogação mas ela ignora. Logo chegamos na cachoeira.

Annie respira fundo.- Essa cachoeira já foi tão corrompida... Sabe Jeb, eu agradeço seu pai por proteger esse lugar. É muito importante para mim.

– Eu agradeço também. É muito diferente com pessoas e sem pessoas.

–Bem.- Ela se vira.- Vamos continuar?

– Não adianta, termina aqui o bosque. Logo depois dessas árvores tem um muro e não dá pra ver o outro lado.

– Eu sei. — Ela ri.- Eu já fui lá muitas vezes.

Eu me assusto um pouco.- Quê? Como assim?! Como conseguiu?!

– Jeb, eu marquei esse encontro contigo para te mostrar oque você esqueceu.

Eu dou uns passos para trás.- O- oquê você quer dizer? Você é mesmo do meu passado?!

Ela ignora novamente e começa a andar para o muro.

– Ei! Me responda! Annie! — Eu a agarro pelo braço.

– Você vai entender daqui a pouco, espere.- Ela tira a minha mão de seu braço.

Eu ainda assustado, continuo a andar do seu lado. Quando chegamos no muro, ela ergue delicadamente sua mão fazendo uma espécie de carinho na estrutura.

– Sabe, atrás deste muro tem mato ainda, porém tem algo a mais. Por isso é mais protegido que a frente do bosque.

–....Você sabe oque tem lá?

–Sei, eu quero te mostrar nessa semana.- Ela faz sinal de "vem" com as mãos e começa a andar para a direita do muro. Sigo ela logo atrás.

– Ei Jeb, sabe que este mato é gigante, né? Bom, esse muro logo aqui do lado termina.- Fala Annie apontando para o termínio do muro, onde ele dobra e possivelmente deve cercas seu interior- . É apenas uma pequena parte do mato que está cercada por essa estrutura gigante. Leonard Vanue foi o único que foi aqui dentro deles.

– ....."Deles"?

–Entenda como quiser. — Ela para e se vira para mim.- Pegue seu celular e acesse o GPS.

Eu pego imediatamente o celular. Quando acesso o GPS, aparece o mato normal, sem o muro.

– Que estranho.- Mostro para Annie.- Aparece aqui no GPS como se não tivesse muro.

– Exatamente. E se você perceber, a foto do mato que estaria aqui é uma cópia do de "fora". Olhe, é a mesmas árvores, ou seja, eles não estão autorizados a compartilharem uma foto deste local. Entendeu?

Suspiro... Coloco o celular no bolso e encaro a Annie.- Annie, fale com honestidade para mim.

Ela espera eu continuar.

–Como sabes de tudo isso?

Ela fica um pouco em silêncio.- Sabe, vou te admitir: Eu te conheci antes da sua amnésia.

Eu arregalo os olhos.- SÉRIO?!

–Sim...- Ela cruza os braços.- Nós éramos amigos. Só que....- ela para.

–Annie, onde está seus pais? Sua família? Eles lembram de mim? Queria falar com eles...

Ela fica quieta.

–Mortos. Todos mortos. Fui a única que sobrou.

Eu estava terrivelmente perplexo. Annie estava sozinha esse tempo todo.

– Então... Onde você vive?

– Eu consegui um emprego simples aqui de balconista, mas eu vou sair esta semana e vou voltar para casa.

– Ué, por que então veio trabalhar aqui se foi apenas para ganhar salário uma vez só?

– É que eu precisei ganhar dinheiro uma vez só para pagar a faculdade, já que eu vou ficar só mais essa semana.

Eu levanto os ombros.- Então por que se mudou?

– Depois de ouvir uns boatos de onde você morava, eu imediatamente vim para cá te encontrar. Agora que eu te encontrei, posso voltar felizmente. Estou com saudade de meus amigos.

– Vou sentir saudade sua.

– Você não vai não. -Ela ri.- Você vai comigo.

Eu me interrogo.- Quê? Eu não posso abandonar o George!

Ela faz um sorriso fechado, com uma cara esperançosa.- Um dia você vai entender.

Ficamos meio quietos. Mas logo a pergunto.

–Annie, onde você mora?

–Aqui.

–Na cidade?

–Não.- Ela bate com as duas mãos no muro, sorrindo.- Nesse aqui.

Notas finais
VAI COMEÇAR A AVENTURA SUPER INCRÍVEL. Página de Desenho: facebook.com/gotoarting