Ainda existem flores

14 Excitantes férias - Parte 1


Notas iniciais
OOOOOOOIEEEEE GEEENTEEEE, A QUAAAAAANTO TEMPOOO, e ai, sentiram minha falta? Eu senti de vocês :X bom, a Tessa entra de férias e a gente sai hahahahhah legal né? Bom, tenho algumas coisinhas basicas para dizer: obrigada a todos que me desejaram uma boa viagem! E a todas as leitoas novas sejam bem vindas! Obrigada pelos comentários, galera, foram a coisa mais reconfortante quando eu voltei hahahahah em fim, o capitulo está aqui. Obrigada pela paciência, espero que gostem. Espero que amem. Espero que tenham sentido tanta minha falta quanto eu senti de vocês hahahahah chega de enrolar! Beijos. — Detoni

"Se todo o ano fosse de férias alegres, divertirmo-nos tornar-se-ia mais aborrecido do que trabalhar."- Willian Shakespeare.

Um mês depois do meu aniversário, divulgaram as colocações das notas da escola. Eu não tive a menor surpresa quando meu nome apareceu em primeiro lugar do segundo ano, afinal, pela primeira vez na vida eu havia estudado. Estudar é uma ótima desculpa quando se têm quatro amigos do estilo da F4. Minha surpresa porém, foi quando Rosa apareceu em décimo e Alexy em nono. Pelo tanto que eles se mataram de estudar deviam ter tido colocações mais elevadas.

Agora nós estavamos quase nas nossas tão esperadas férias de meio de ano. Hoje é o último dia de aula e no momento estou sendo traumatizada pelo meu professor de ciências enquanto ele explica formas de matar um animal para que nós possamos come-lo futuramente. Eu sou cruel. Nós somos crueis. Como eu posso comer um bichinho que sofre tanto antes de morrer... como eu poderia? Eu sou um monstro.

— Tessa, você está bem? — Rosa pergunta momentos depois enquanto estamos pegando nosso almoço no refeitório. Toda aquela variedade de carnes...

— Acho que perdi o apetite. — digo.

— Mas você não tomou café da manhã. — Alexy diz.

— Você está fazendo regime? — Castiel, que magicamente aparece, como sempre, pergunta. — bem que eu percebi que você deu uma engordadinha.

— Eu não engordei nada! — digo. — é só que... acho que virei vegetariana. — digo franzindo a sobrancelha para o prato de Rosa que está com quase todas as carnes disponíveis. — e o que você está fazendo aqui, Sworis? — pergunto.

— Eu soube que você ficou em primeiro colocado. A diretora disse que minhas notas estão muito baixas e que eu devo arrumar alguma professora. Então quando começaremos? — ele pergunta.

— Eu sou do segundo ano. Você é do terceiro. E suas notas não podem ter ficado baixas, seus pais te matariam. — digo. Ele franze a sobrancelha.

— Acho que sou burro demais e não aprendi a matéria do segundo. — ele diz fazendo uma carinha de cachorrinho.

— Foi mal nas provas, Castiel? — Lysandre pergunta aparecendo ao lado de seu amigo e sorrindo. Ele da um tapa consideravelmente forte nas mãos de Castiel sorrindo. — para que incomodar nossa amiga? Eu fechei quase todas, posso te ensinar tão bem quanto ela.

— Oh... que bom, meu amigo. — Castiel diz apertando o ombro de Lysandre. Giro os olhos e loto meu prato de salada antes de ir para a mesa onde Rosa e Alexy haviam ido se sentar.

— Eu realmente engordei? — pergunto apertando minha barriga de leve. Alexy começa a negar, mas Rosa o interrompe com um sorriso malvado.

— Talvez nós devemos passar as férias na academia. — ela disse.

— Não vejo problemas com isso. Para o Canadá é que eu não vou. — digo.

— Tessa, vamos usar essas férias para viajarmos para sua casa. — Armin diz puxando a cadeira para o meu lado. Bato a cabeça na mesa frustrada. Por que ninguém pode me entender? Por que?

— Vocês.. vão viajar... sozinhos? — Rosa começou a devanear em seu mundinho. Alguns dias depois do meu aniversário, Armin e eu havíamos concordado de continuar com a situação de sermos apenas amigos. Mas obviamente a Rosa não está satisfeita com isso.

— Claro que eu também iria. — Alexy diz. Uma bandeija de comida bate em nossa mesa e Kentin se senta de frente para mim e ao lado de Alexy.

— Nesse caso, a F4 iteira irá. Canadá então? Podemos usar o jato do Castiel.

— Eu não quero ir para o Canadá. — digo fingindo choro.

— O que você acha da Inglaterra então? — Lysandre sugere se sentando entre eu e Rosa. — quer dizer, você gosta dos clássicos ingleses, não é? — ele pergunta.

— Ou talvez ela prefira ir para uma ilha. Um cenário bem romântico onde ela possa se declarar para mim, que tal, Tessa? — Castiel pergunta. Por que nenhum deles me entende? Por que?

— Querem saber o que eu quero? Eu quero ficar no internato. Férias para mim seria ter esse mês inteiro de paz. — digo.

— Você está dizendo férias da gente? — Armin pareceu chocado.

— Olha a hora, eu tenho que dormir. Vejo vocês em trinta dias. — digo acenando. Mas antes de sair, encaro a salada que deixei em meu prato e pego uma garfada gigante. Encaro os meninos pela última vez e saio com a cabeça doendo do refeitório. Férias, para que te quero.
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1° dia de férias

Minhas férias perfeitas se resumiam a colocar um pijama bem confortavel e dormir o dia inteiro. Ou talvez ler algum livro, mexer no computador... essas coisas. Rosa havia saído de viagem ontem e voltaria em uma semana. Acho que ela foi para Europa com o Leight um negócio assim. O mais legal é que eu teria o quarto para mim por uma semana.

Porém minhas expectativas começaram a ser frustadas no primeiro dia de férias quando uma batida agressiva na porta me acorda as... 11h da manhã. Duas horas antes do que eu tinha previsto.

Encaro a pessoa na porta com uma louca vontade de dar um soco nele. Castiel está usando um óculos que não tem lente e um chapéu de panda que ainda vem com luvinhas. Ele sorri e acena para mim antes de me empurrar para o lado e entrar no meu quarto.

— E ai, professora? Eu vim para minhas aulas de verão. — ele diz.

— Castiel, eu não vou te dar aulas. Apesar de eu dúvidar que suas notas estejam baixas, o Lysandre não ia te ajudar? — pergunto. Ele balança as mãos de panda em frente aos meus olhos e se senta na cama. — por que você está de panda?

— A Rosa disse que você gostava de pandas. — Castiel diz.

— Eu não gosto de pandas. -digo.

— Nem acha sexy? — ele perguntou confuso.

— Por que eu acharia um panda sexy? — pergunto.

— Por que eu sou um panda sexy. Então, vamos começar por ciências? Me explique por que virou vegetariana. — Castiel diz.

— Já que você é um panda, imagine que você está esperando para virar comida .- digo.

— Bom, dependendo de quem fosse me comer...- ele começa.

— Pare de levar para o lado pervertido! Eles irão arrancar suas tripas e utilizar da sua carne para alimentar um numero minimo de pessoas, e a culpa será toda nossa, pois nós consumimos aumentando assim a produção, dessa forma eu sereia responsável pela extinção de várias espécies e... -começo, mas Castiel segura meus lábios com seu polegar e o indicador que estão para fora da toquinha de panda.

— Você está falando muito rápido. Tem certeza de que está qualificada para ser professora? — ele pergunta. Vou dar um murro para que ele me solte, mas ele segura minha outra mão.- tem uma lei que proteje os pobres aluninhos das agressões que você pode proporcionar. — ele diz sorrindo irônico. O empurro para longe.

— Eu não sou professora. Sinto desapontar, mas eu sou até mais nova que você. — digo. — agora que tal sair do meu quarto? Acho que vou para academia. — digo.

— Que coincidência, eu vou também. — ele diz.

— Você tem uma academia em casa. — digo.

— Está reformando. Eu vou me trocar e chamar os meninos então nós poderemos ir. — Castiel diz e antes que eu possa falar qualquer coisa ele já saiu domeu quarto.
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5° dia de férias

Os dias seguintes decorreram de forma normal. Eu não tive minhas férias da F4 e honestamente, eu não queria. Castiel parou com a baboseira de professora de verão, mas ainda não abriu mão do chapéu de panda.
Porém no 5° dia de nossa férias, acabo acordando com uma dor alucinante na parte inferior de meu estomago. Desesperada disco o último numero que estava no meu celular, que por incrível que pareça era meu contado recém adicionado: Castiel. Ele disse que por mais que ele não tenha o meu numero eu devo ter o dele, para emergências.

— Alô? — sua voz pergunta do outro lado do telefone.

— Castiel. — digo com dificuldade de respirar.

— Ah, eu nunca pensei que fosse me ligar tão rápido. Então esse é o seu numero, posso salvar... — ele começa a tagarelar.

— Me leva para o hospital. — imploro. O mais comum seria se eu ligasse para uma ambulância, mas eu não consigo me lembrar os numero de emergência dos Estados Unidos.

— Tessa, você ta bem? O que você está sentindo...- ele começa a perguntar desesperado, mas eu esbarro no botão de finalisar a chamada.
A dor simplesmente toma conta do meu corpo e eu não tenho a minima idéia se eu estou berrando ou se estou calada. Tenho uma vaga lembrança dos acontecimentos: alguém entrando no quarto, eu sendo carregada, algo sobre uma cirurgia e depois tudo fica preto. Como se eu tivesse até bebido ou tomado novamente o boa noite Cinderela.

Quando recobro minha consciência, vejo o branco do hospital e acho que nunca vesti roupas tão confortáveis quanto as que eu estou agora. De verdade, Rosa que me perdoe, mas eu não posso vestir isso para sair na rua? Meu Deus, viajar com isso deve ser tão bom.

Depois de meus pensamentos fúteis, percebo uma presença no canto do quarto me encarando com um sorriso aliviado. Lysandre está sentado em uma cadeira no canto com um violão ao seu lado.

— A bela adormecida volta a vida? — ele pergunta.

— O que aconteceu? — pergunto.

— Você ligou para o Castiel de madrugada e ele te trouxe para um dos meus hospitais. Então você foi diagnosticada com apendicite. Ele acabou de ir embora contra sua vontade, o Armin e o Kentin praticamente arrastaram ele para fora. Então eu vim substitui-lo, espero que não se incomode. Vim direto do meu concerto. — ele disse mostrando o violão.

— Apendicite? — pergunto atônica. Lysandre concorda coma cabeça então apenas tremo um pouco para afastar as coisas ruins e encaro Lysandre. — por que nunca fui convidada para algum de seus concertos?

— Minha plateia se resume a uma legião de fantasmas. — Lysandre ri.

— Então aproveitando que eu estou doente vou usar do meu poder de paciente. Toque uma música sua para mim. — peço. Lysandre suspira.

— Me diga qual a senhorita paciente deseja? — Lysandre pergunta puxando uma cadeira para perto de mim.

— Uma de sua composição. Algo que você tenha feito não a muito tempo. — peço. Ele parece refletir e começa a fazer alguns acordes.

— Essa música se chama Because I´m stupid. — ele disse. (N/A gente essa é uma música do artista que interpreta o ator que faz o personagem que inspirou o Lysandre. Para quem não conhece, o nome dele é Kim Hyun Joong e essa música da ex banda dele. Quem sentir curiosidade pesquisa ai. O que eu vou postar é só a tradução e apenas uma parte.)

"Por eu ser tão idiota,
Não consigo enxergar ninguém além de você.
Mas seus olhos só enxergam outra pessoa
E você nem faz ideia dos meus sentimentos.

Eu provavelmente não existo no seu dia-a-dia
E eu tenho certeza que você não pensa em mim
Mas eu gasto meus dias pensando em você
E minhas lágrimas continuam caindo

Mesmo enquanto assisto você partir, continuo feliz
Mesmo você não sabendo dos meus sentimentos
Eu deveria parar com isso e te deixar de vez

Há dias em que sinto tanto sua falta
Nesses dias tão difíceis de suportar
Minha boca lentamente repete "Eu te amo"
Novamente sozinho, eu choro por você.
Novamente sozinho, estou sentindo sua falta.
Baby, eu te amo. Estou esperando por você."

Encaro Lysandre por alguns momentos enquanto ele finaliza os acordes de sua música. Assim que termina nos encaramos em silêncio enquanto interpreto a letra da música. A única ideia aceitável é de que ela é para Nina, mas não sabia que ele ainda sofria tanto por ela.

— Essa foi uma música bastante triste. Mas ainda assim foi fantástica, parabéns, você ganhou uma fã. — digo. — talvez eu deva começar um fã clube.

— Bom, se você é uma fã então devemos cuidar de nossa relacionamento profissional. Algo como um encontro com o ídolo? — ele brinca.

— Ai depende, quanto é o preço do meet e greet? — pergunto.

— Eu não cobro, são promoções e quem é o mais animado na hora do show. — ele diz enquanto guarda o violão na capinha.

— Se eu enrolar em luzinhas de natal você me chama? — pergunto.

— Posso até pensar no assunto. — ele diz e nós dois começamos a rir. Porém nossa risada é interrompida com a presença de um zumbie na sala. — Castiel, você já voltou? Não dormiu nem 6 horas.

— Tessa, você acordou, que legal. — ele diz e arrasta uma cadeira para o meu lado na cama. — você está bem?

— Estou, masoquista. Por que você não dorme um pouco para que eu possa te agradecer quando você estiver consciente? — peço.

— Iria em um encontro comigo, então? — ele pede.

— Sim. — digo.

— Você disse sim? Sabia que uma hora você diria sim. Por mais que você tenha beijado o Armin, eu tinha certeza que você diria sim. — ele disse. Meu queixo cai quando ele diz isso. Ele me encara por debaixo de suas olheiras. — você realmente achou que eu não sabia? Eu tenho acesso a todas as cameras da escola, sejam elas no andar da F4 ou no lago.

— Castiel, o que...- começo a falar, mas ele já está dormindo. Ele sabia, esse tempo todo ele sabia.

— Acho que ele realmente está cansado. — digo encarando Lysandre que está se levantando. — onde você vai? — pergunto.

— Regras do hospital. Já está anoitecendo, apenas um visitante pode passar a noite e como eu já te dei uma música de presente, acho que posso ir com a consciência limpa. Mas... você realmente teve seu primeiro beijo com o Armin? — ele perguntou. Eu não conseguia ver sua expressão agora com as luzes já baixas.

— Não me julgue. Ele fez como um favor para mim quando eu achei que tinha sido abusada... — começo.

— E a segunda vez? — ele perguntou. — por sentimentos, não foi?

— Acho que eu estava um pouco confusa sobre meus sentimentos na época. Foi no meu aniversário. — digo.- sei que deve estar bravo por eu não ter dito nada...

— Exato, eu sou seu amigo. E já passou da minha hora. Te vejo depois, espero que você melhore. — ele diz antes de sair da sala. Se ele ficou desse jeito, imagina se o Alexy descobre? Acho que meu azulado me mata por não ter falado nada.
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10° dia de férias

Hoje eu finalmente estava liberada do hospital depois da minha cirurgia para tirar meu apêndice. Os dias que fiquei internada foram uma loucura, cada hora alguém aparecia, mas Castiel era realmente uma presença constante no quarto do hospital. A presença de Lysandre se tornou menos frequente, sendo que ele aparecia apenas de vez em quando para deixar um buque de flores e conversar um pouco com seus amigos, indo embora seguido de Armin ou Kentin.

Quando Rosa voltou de viagem a primeira coisa que ela fez foi ir de bagagem e tudo para o hospital e chorou por no minimo 10 minutos no meu travesseiro. Alexy veio com ela nesse dia e os dois expulsaram Castiel do quarto.

Agora que vou ganhar alta, Rosa está aqui brincando de boneca comigo. Eu não queria, mas ela foi tão insistente e começou com a chantagem emocional então eu acabei deixando. Porém essa é uma péssima idéia considerando que hoje eu iria ter o encontro com o Castiel que eu prometi enquanto ele estava quase desmaiando ao meu lado. Não quero que ele pense que eu me produzi por causa dele, mas explicar isso para Rosa é inútil.

Alexy veio para ajudar e eu acho que os dois vão me sufocar se me apertarem mais. Mas talvez se eu desmaiar eu possa ser poupada dessa promessa que eu fiz. Por favor, amigos, cheguem mais perto, mais, mais... Ok, eu não quero evitar isso. Apesar de o Castiel continuar com o seu costumeiro sarcasmo que eu acharia estranho ele não ter, ele tem se preocupado muito comigo ultimamente e eu estou até que começando a ver um lado bom nele. Por favor, não contem isso para ele.

Então minha equipe de produção, vulgo Rosa e Alexy, estão enfiando um vestido florido pela minha cabeça enquanto eu berro como se eles estivessem tentando me matar. Mas até que eu fiquei bonitinha. Castiel aparece vestido naturalmente chique. Mas acho que se ele se vestisse de mendigo ele ainda ficaria bem.

— Então você ainda tem vestidos no seu armário? — ele pergunta.

— Calado, Sowris. Preencha minha alta do hospital e se prepare para ter a tarde mais desagradável da sua vida. — digo.

— Oh, eu venho me preparando desde que eu te conheci. Agora vamos preencher aquela papelada estúpida. Tchau amiga da Tessa, tchau irmão do Armin.– Castiel disse.

— Me salvem. — peço.

— Divirtam-se. — Rosa acena. Alexy mostra a língua antes de acenar e os dois caem na gargalhada. Eles são só crianças, Tessa. Deixe que eles façam ajam como tal.

Agora eu estou sentada no carro de Castiel. Ele olha tranquilamente para frente enquanto faz uma curva perfeita usando apenas uma mão no volante. Meu Deus, ele é tão irresponsável. Idiota, bobão, mas é impressão minha, ou a luz realmente está favorecendo as roupas dele? E olha que o dia não está bonito, está com diversas nuvens.

— O que a gente vai fazer? Ver as estrelas? — penso em algo bem clichê.

— Claro, até por que as nuvens são transparentes, não ta vendo? Além do mais, por que eu te levaria para ver as estrelas quando você tem uma bem aqui do seu lado? — ele perguntou.

— Onde? — pergunto olhando em volta do carro.

— Eu. Eu produzo brilho próprio e... — ele comça.

— Você sabe do que são feitas as estrelas? São reflexo de explosões de planetas, por isso que dizemos anos luz. Por que o que vemos no espaço na verdade ocorre em um espaço de tempo diferente...- começo, mas com a mão disponível ele pressiona meus lábios para que eu fique em silêncio.

— Por favor, não banque a nerd. Eu sou mais velho que você e tenho mais conhecimento.- ele diz.

— Mas você não disse que suas notas eram baixas? — pergunto confusa.

— Eu sou o herdeiro de uma das maiores empress do muundo. Você realmente caiu nessa? Eu menti, doninha. — ele diz.

— Doninha? — pergunto confusa.

— Ah, doninhas são fofas, mas são incrivelmente mortais. E antes de atacarem uma presa de grande porte elas fazem uma dança que impressiona a presa, a atraindo. Nesse caso,eu sou a presa de grande porte e estou envolvido em sua dança, doninha. Mas não acho que você irá me atacar, pois isso literalmente me mataria.- Castiel diz me encarando.

Nós chegamos no parque que estava quase vazio, descendo em um restaurante cercado por um rio. Castiel me guia por uma mesa em um canto reservado e logo é cumprimentado por todos os garçons. Quando já estou sentada, resolvo perguntar o que eu queria desde 5 dias atrás.

— Por que nunca falou nada depois de saber que eu tinha beijado do Armin? — pergunto. Castiel fica em silêncio momentaneamente antes de me encarar.

— Bom, o que eu ia fazer? Te julgar? Você nunca aceitou nenhum relacionamento comigo. E eu também não ia querer procurar biga com meu melhor amigo. Então como a pessoa altruísta que eu sou eu sofri em silêncio. — ele diz.

— E quando você resolve tocar no assunto você tem que tocar bem na frente do Lysandre? — pergunto.

— Ah, você deve satisfações para ele? Eu não sabia, me desculpe. — ele diz.

— Não é que eu deva, mas ele é meu amigo. E eu costumo contar as coisas para ele. — digo.

— Eu tenho um pouco inveja disso. Comigo você é sempre tão sarcástica e risonha. Eu queria conhecer um pouco desse lado onde você se torna vulneravel, mas acho que você me odeia demais para isso. — ele diz. Encaro Castiel por alguns momentos.

— Se serve de consolo, você subiu muito no meu conceito. Afinal, eu te dei até meu número de telefone. — brinco.

— Eu sei, Tessa. Mas quero que você entenda que por mais que eu seja agressivo as vezes, pode me falar dos seus problemas. Eu soube que você tem problemas com a família e tudo. Eu também tenho, se minha mãe soubesse que eu estou saindo com alguém como você, ela me mataria. Mas eu nunca gostei dela. Na verdade eu chamo ela de bruxa. E não pretendo deixar que ela influencie algo na minha vida. — Castiel diz.

—Eu também não gosto dos meus pais. Mas acho que é mais por que eles nunca tiveram tempo para mim, meio que eu criei um rancor. Por isso eles me mandaram para o internato, para ficarem livres de mim. Meu quarto já deve ter virado um escritório ou talvez eles tenham adotado alguém que eles aprovem para ser filhas deles. — digo.

— Mas você tem aquele seu amigo Viktor, né? — ele pergunta.

— Viktor manteve minha sanidade. E você tem a F4. Digamos que o que as pessoas dizem sobre nós termos a familia que escolhemos é certo. — digo. Castiel sorri.

— Acho que é por isso que eu escolhi você. — ele diz. Sinto meu rosto esquentar enquanto ele mesmo desvia o olhar e bebe um gole do refigerante.
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15° dia de férias

Nesses últimos dias ir em encontros com Castiel era algo super comum. A presença dele era algo que eu estava começando a gostar e meus pensamentos apaguem isso, mas eu estava até começando a sentir falta dele quando ele sumia.
Ele nunca tentou nada como me beijar, mas sei que isso só acontece por ele está respeitando meus limites. A conversa que tivemos em nosso encontro fica se repetindo em minha mente, sobre nossas famílias.

Seus amigos me confirmaram que a mãe de Castiel é um monstro, a ponto de eu estar com medo dela sem nem ao menos tê-la conhecido. Mas eu mau sabia que isso era só questão de tempo.

Naquela tarde eu estava deitada de cabeça para baixo na minha cama jogando psp enquanto Castiel tocava guitarra em uma cadeira quando seu telefone tocou. Assim que ele o colocou no ouvido seus olhos se arregalaram e a frase que ele pronunciou fez meu corpo todo gelar.

— Como assim a bruxa voltou?

Notas finais
Eu enrolei pra postar né gente? Reescrevi esse cap inumeras vezes. Teve uma hora que eu até cheguei a postar, mas apaguei e se eu tiver deixado alguém confuso nisso, me desculpeeee. Em fim, gostaram? Quais são suas especulações? Comentem, isso é muito necessário. Se quiser me matar, comente. Se quiser me elogiar, comente. Se quiser falar sobre coisas inúteis , pode comentar tb, amo conversar hahahahah. Se quiser recomendar, recomende e se quiser favoritar, favorite. Por enquanto é isso. XOXO — Detoni