Era uma sexta-feira, havia se passado uma semana, e faltava apenas mais uma para o natal, finalmente Aoi tirara aquele rosto de preocupação e fadiga e estava tudo normal como sempre.

- Yuu... Você não vai ir embora mesmo não é?

- Claro que não, já disse para parar de ser bobo, se eu fosse eu te levaria junto.

– Uruha apenas sente suas bochechas começarem a ficar extremamente rosadas e sentir seu rosto corar.

Havia acabado as aulas, Aoi estava voltando sozinho para casa após as atividades do clube, perto de onde Aoi passava, estava Uruha, voltando com algumas sacolas de compras;

- Com isso vou fazer um bolo pro Yuu, levar um pedaço a cada dia pra ele, ah! E comprei limões também, depois de arremessar uma caixa cheia deles em sua cabeça não sei se ele ainda vai querer algo assim ou ficou traumatizado... – fala Uruha para si mesmo enquanto caminhava de volta para sua casa.

Quando Uruha vê Aoi passar pela esquina enquanto ele estava do outro lado da rua.

- Ah! É o Yuu! Yuuuu! Aqui! – grita Uruha.

Aoi vira-se para olhar quem o chamara, sorri e quando está indo em direção de Uruha, alguns homens surgem por trás e lhe enfiam um pano no nariz, fazendo-o desmaiar. Uruha começa a correr em direção de Aoi largando as compras para trás, começam a colocar o corpo desmaiado de Aoi para dentro de uma van preta com o emblema ‘Shiroyama’ em branco. Quando aparece Hiroki vindo atrás e entrando na van, Uruha quase alcançando a van que já estava em movimento grita: Hiroki-saaaaan!

- Adeus Kouyou-kun, espero que tenha se divertido muito com Shiroyama-sama esta semana, pois foi a última, resolvemos levá-lo uma semana antes afinal, ele poderia tentar alguma coisa perto do natal. – nisso a van acelera deixando Uruha para trás.

- Não... Yuu... Eu não consegui te proteger, é sempre você que me protege, que droga! – Uruha começa a chorar desesperadamente, não sabia o que fazer afinal, Hiroki levara Aoi consigo. Nessa noite Uruha não conseguiu dormir, e nem nas noites seguintes, apenas chorava e voltava fashback’s em sua mente.

“- Se eu fosse eu te levaria junto”, “eu te amo Kou”, “Eu... Sempre que olhava para você... Sentia apenas vontade em lhe proteger, abraçar, b... Be... Be... Beij... Waaah você me entendeu”

E em toda semana seguinte Aoi não deu nem um sinal de vida e faltara na escola. Uruha estava mais abatido do que nunca.

Era dia vinte e três Uruha pega aquele bilhete novamente, olha e coloca no lugar em que estava. Quando percebe que havia uma mensagem na secretária eletrônica, que começa a falar na voz de Aoi: — Acabaram realmente me trazendo para Londres desmaiado, eu estou bem não se preocupe, e não se esqueça do dia vinte e quatro, meia noite, droga, Hiroki está chegando, não me podem ver falando escondido no telefone, eu te amo Kou.

- Yuu... Amanhã... Meia noite... Se estiver tão longe como vai cumprir?

Uruha morava sozinho, seus pais estavam em Hokkaido e ele viera a Tokyo para estudar.

O dia seguinte chegara, Uruha estava preocupado com Aoi, como ele viria?

Acabaram as aulas, ele estava tão ansioso que quando era dez horas já havia saído de casa, depois de algum tempo, subindo um morro, vê uma incrível vista da cidade, com a torre de Tóquio bem em sua frente, e atrás, outro daqueles chalés da família Shiroyama? Mas aquela não aparentava estar abandonada como a que Hiroki. Já era meia noite, e nada de Aoi aparecer, Uruha desistira, Aoi não ia aparecer, ele deita naquela gelada grama branca, coberta pela neve do natal, e acaba adormecendo.

Enquanto isso em Londres...

Aoi corria pelos enormes corredores daquela mansão que se encontrava em uma enorme festa de natal, no qual se encontrava a segurança redobrada. Quando consegue chegar ao jardim para subir ao prédio em sua frente na qual três helicópteros estavam estacionados. – Por favor, me leve... Até o aeroporto, o mais rápido que você conseguir. – diz Aoi ofegante para o piloto que se encontrava fazendo palavras cruzadas dentro da cabine.

- Shiroyama-sama! Mas... Recebemos ordens de não deixar o senhor sair desta mansão por nenhum motivo... – diz o piloto

- Por favor... É realmente... Muito, muito importante mesmo. – diz Aoi ainda ofegante.

- Tudo bem... Já que é assim... Irei descumprir as ordens dadas por seu pai, mas, por favor, faça com que não me demitam por isso. – diz o piloto se ajeitando e esticando a mão para Aoi subir.

- Claro, farei isso, muito obrigado.

Um dos seguranças o vê entrando no helicóptero e avisa todos os outros, que começam todos a ir em direção de onde está estacionado as outras aeronaves quando abrem a porta do terraço e dão de cara com Hiroki, que abre os braços impedindo e atrasando os seguranças.

- Chefe Akiyama, deixe-nos passar!

- Desculpe-me, mas, isso é uma coisa na qual não posso fazer, o coração dele não está aqui, devemos deixá-lo ir, apenas espero... Que você me desculpe por tudo que fiz... Aoi.

Alguns flashbacks começam a voltar na mente de Hiroki.

Um dia de sol, Hiroki tinha sete anos, estava sentado em um degrau no jardim daquela mansão da família Shiroyama.

Notas finais
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