Agridoce

1 E se o amargo completar o doce?


Notas iniciais
Olá, galera. Este é o primeiro hentai que eu posto, portanto, já peço desculpas antecipadas se conter qualquer erro!
Descrever os sentimentos de Natasha e Steve foi um tanto complicado, visto que nos quadrinhos Steve é de Sharon e Natasha do Clint e do Bucky. Nunca assisti a animação que rola romanogers e aparece o James Rogers, então... Captar os sentimentos que ocorreram somente em "O Soldado Invernal" foi bem complicado já que eram poucas cenas e eu estou habituada a shippar cannons. Entretanto, aquelas pequenas cenas foram o suficiente para eu gritar para o mundo: ROMANOGERS É MEU OTP!!11!1!!1!!11!!! SÉRIO, GENTE, ELES SÃO MT FOFOS, SOCORRO AJSHAIWHJNXJADBEURHNSKLSKDNSD Espero que eles fiquem juntos no filme, mesmo eu sabendo que isso é meio impossível /////3
Espero que gostem dessa fanfic tanto quanto eu gostei de escreve-la. Boa leitura e lembrem-se: KEEP CALM AND SHIP ROMANOGERS!

O incomodo que Steve sentia lá em baixo, acabava o incomodando por completo. Em sua concepção, aquilo era um tanto desrespeitoso, mesmo que no XXI fosse considerado um elogio. Mas que se dane o século XXI e suas loucuras! Não compactuaria com elas!

Natasha Romanoff retornou do esconderijo que se enfiara desde que todos seus segredos foram expostos. O caso do Soldado Invernal lhe causou uma grande dor de cabeça, obrigando-a a preparar o melhor de seus disfarces para despistar aqueles que desejavam sua cabeça em uma bandeja de prata. Passaram-se oito meses, para finalmente, dar um sinal de vida, mesmo que ainda estivesse disfarçada. E ali estava com Steve, em um escritório da SHIELD, colocando conversas em dia e bebendo um bom vinho.

A seriedade moldava o rosto da Agente Romanoff, enquanto narrava sabe-se lá o que. Ele tinha parado de prestar atenção nas palavras ditas por Natasha há muito tempo, desde que começou a sentir aquele aperto ali, em suas calças. Só lhe restava assentir e sorrir para os fragmentos de palavras sem nexo que alcançavam os seus ouvidos.

Era um fato inegável que os belos traços da Viúva Negra animavam sua testosterona, e desencadeava uma serie de efeitos químicos em seu organismo. Entretanto, o Capitão sabia que seus sentidos em relação a ela eram muito mais complexos... Natasha Romanoff aguçava — com toda perfeição possível — o lado direito de seu cérebro. Os sentimentos que julgou estarem congelados no âmago de seu ser, enfim, pareciam voltar à ativa. A agente da SHIELD culminava não somente seu apetite sexual: estava também, no ponto mais alto de todos os pensamentos e hipóteses que rodeavam sua mente. Frequentemente, o loiro sentia-se afligido com pensamentos como: “Será que ela está se alimentando mal? Será que ela está dormindo mal? Será que ela está doente? Será que ela se meteu em alguma encrenca? Será que ela...?”. Partia-lhe o coração a possibilidade de todas essas frases serem afirmativas. Entretanto, odiava nutrir tais sentimentos por tal mulher. O que para ele parecia um sentimento puro e adorável, poderia ser encarado como uma perca de tempo por ela.

Natasha levantou-se, caminhou até a mesa, e colocou um pouco mais de vinho em sua taça — além de ainda estar a tagarelar. O vestido negro que trajava possuía um grande rasgo em sua área posterior, expondo a pele alva e aveludada de suas costas. Steve observava sua nuca, totalmente visível devido ao coque que usava, com exceção de algumas mechas rebeldes que insistiam em ficar fora do grupo. Ela direcionou seu olhar para ele. Suas orbitas esverdeadas não se esforçavam em esconder toda sensualidade que continha em seu interior. Um sorriso ardil formou-se em seus lábios carnudos completamente tingidos pelo batom vermelho. Será que ela desconfiava que ele os beijava em seus pensamentos mais íntimos? Será que ela desconfiava que ele a tinha como uma Afrodite encarnada em suas fantasias? Julgava que sim. Mas isso estava longe de significar que seus sentimentos eram recíprocos.

— Steve, está me ouvindo? — Foram as únicas palavras de Natasha que fizeram sentindo. Ela o encarava de cenho franzido.

— Claro que sim. Estava a falar... — Levantou-se do sofá e se aproximou dela. Tentou se lembrar de qualquer coisa que escutara — Do Stark.

O cheiro de Romanoff era tão amargo quanto ela. Seu desejo de afundar-se em seu pescoço e afogar-se naquele cheiro era imenso.

Ela o fitou, arqueando as sobrancelhas. Percebeu que havia errado imensamente em citar o Stark.

— Ok, você não estava me ouvindo. — Disse ela, pegando a garrafa de vinho — Está tudo bem com você, Capitão? — Fitou-o com o canto dos olhos, colocando a garrafa e a taça em uma mesinha que ficava no canto do escritório.

Steve respirou fundo. Sentia demasiado constrangimento perante aquela situação. Puxou sua camiseta um pouco para baixo, torcendo para que Natasha não percebesse o que realmente estava ocorrendo.

— Eu só estou um pouco avoado. Perdoe-me... — E ergueu seus olhos azuis para a moça, engolindo seco.

— Steve, não perguntei se está avoado, perguntei se está bem. — Retrucou, retornando para sua posição.

Ele soltou um riso, no objetivo de disfarçar o quão nervoso estava naquele momento. Seu sangue ainda fervia.

— Eu estou bem, Natasha. E quanto a você?

— É, eu estou bem. — Ela direcionou seu olhar para o chão. O fitou por alguns e tornou a olhar para Steve, esboçando um sorriso apagado — Ligou para a Sharon?

Ah... A Sharon. Ela foi a última coisa que Natasha mencionou antes de partir. “É uma garota legal” foi o que dissera. Realmente, ela era uma garota muito legal. Entretanto, Steve não conseguia sentir nada por ela além de uma singela amizade, afinal, trata-se da sobrinha de Peggy. Não é como se fosse algo bom se envolver com alguém só por causa de seus laços sanguíneos.

— Ligar eu liguei. Mas não saímos nenhuma vez, apenas conversamos casualmente.

— Poxa, Steve... Dê uma chance para a enfermeira!

— Você sabe que ela não é uma enfermeira.

— E você sabe que não sou Natasha. Pelo menos não agora.

Ele abafou um riso. Os olhos verdes da espiã o fitavam. Por um segundo, julgou ter visto um sentimento de saudades no fundo do olhar dela. Foi então que repensou e conclui que transparecer sentimentos não era do feitio de Natasha.

— E quanto a você? Andou... — Ele umedeceu os lábios, comprimindo-os — Saindo com alguém?

— É claro que não. — Ela retrucou sem pensar duas vezes — Isso é algo impensável para mim, há menos que faça parte da missão. Estou muito bem sem que ninguém goste de mim e sem que eu goste de ninguém. Quer mais vinho?!

Ele não pôde conter o riso. A forma que ela tratava do assunto, a fazia parecer somente mais uma mal amada que futuramente moraria em um apartamento cheio de gatos. Era nítido que alguém jamais a fez se sentir especial. E era mais nítido ainda o quanto ela ansiava em se sentir desta forma. Steve ainda ria. A ruiva virou-se de costas, cruzando os braços. De feição mal-humorada, murmurou um “não tem graça”. Ah, céus! Se ela soubesse o quanto gostava dela, jamais repetiria aquilo.

Com um riso frouxo nos lábios, o loiro se aproximou dela. Passou seus abraços ao redor de seus ombros, abraçando-a por trás. Talvez não houvesse problema em fingir que aquele sentimento era apenas um deboche, certo?

— Sabe... Talvez eu goste um pouco de você... — Disse em tom baixo, sem muita seriedade.

Natasha comprimiu suas risadas com um sorriso malicioso. Ele havia se esquecido daquele pequeno incomodo. Mas ela o sentiu.

— Ah, Steve... — Indagou, apertando o membro do rapaz — Desta forma, quase todos gostam de mim. — E se libertou do abraço que o loiro conduzia, afastando-se de modo que ficasse de frente para o mesmo.

A Picada a Viúva era um ataque desenvolvido por Natasha, no qual é disparada uma rajada de eletrostática de até 30 mil volts, capaz de desestabilizar até o ser mais poderoso do mundo. O Capitão America nunca experimentara tal coisa. Entretanto, naquele momento, Steve Rogers desfrutava daquela sensação, mesmo que as pulseiras das quais “A Picada da Viúva” eram disparadas, estivessem bem distantes dele. Sentia suas bochechas queimarem do tanto que seu sangue fervia. Queria enfurnar-se em um buraco por se sentir tão encabulado. Fitava os próprios pés, não tinha coragem de erguer seus olhos para a Viúva. Seus lábios tomaram forma umas dez vezes para falar algo, mas não conseguia emitir nenhum som. Durante tal processo, Natasha já havia fechado as persianas e trancado a porta. Mas ele nem se deu conta disso.

— Natasha... — Começou o discurso. Não sabia ao certo o que falar nem o que sentir, só sabia que estava envolvido por um embaraço sem fim. Não sentia necessidade de esconder isso passar por cima da situação, afinal, tratava-se de Steve Rogers. E como ele mesmo já havia dito: era sempre sincero. Principalmente, consigo mesmo. — Não... Não foi isso... Digo, não...

— Qual é, Steve... — Ela se aproximou, levando suas mãos até a face dele. Levantou o rosto do mais velho, de forma que pudesse o olhar nos olhos — Está com vergonha de ser homem?

— Não, Natasha. — Aquilo o irritou. Ela sabia perfeitamente como o fazer. — A questão é que você me entendeu errado. Digo...

Ela riu, abaixando os olhos. Tornou a ergue-los, deslizando suas mãos pelo peito do rapaz. A sensualidade era a única coisa que Natasha permitia transparecer no próprio olhar. Ele se sentiu levemente intimado.

— Capitão... — Abaixou os olhos novamente, com um semblante risonho. Estava realmente pensativa sobre o que tinha a falar. E mais uma vez, tornou a olha-lo. — Você ainda é virgem?

A vermelhidão se apossou do rosto de Steve. Por mais que esperasse tal pergunta, ele conseguia se sentir surpreso. Se havia se irritado com as frases ditas pela Viúva anteriormente, agora estava zangado.

— Eu pareço um idiota? — Questionou, fitando-a com seriedade.

— Não foi isso o que eu disse.

— Mas pareceu que foi o que você disse.

— Ah, Steve... Qual é... — Ela riu, enfiando suas mãos por baixo da camisa dele. Natasha deslizava suavemente as pontas de seus dedos pelos músculos de seu abdômen. Finalmente parecia compreender. Não sabia ao certo o que pensar. – Um homem, nascido no inicio do século passado, que se tornou um soldado e foi congelado aos 25 anos sem antes ter se casado. – Roçou a ponta de seu nariz no do loiro, aproximando seus lábios dos dele. A distância era questão de milímetros – Quais são as possibilidades?

— As possibilidades são: eu tenho novent... — Não conclui sua frase. Os lábios de Natasha já estavam colados nos seus, impedindo-lhe de pronunciar mais uma palavra sequer. Ela puxava sua camisa para cima, enquanto tomava sua boca com um beijo lascivo.

O sabor de seus lábios era amargo. Isso não significava que seu beijo era ruim — longe disso! Porém, tinha o excesso do prazer carnal e a ausência do prazer sentimental. Não era somente seu beijo... Seu sabor, seu toque, seu cheiro, suas palavras... Era tudo tão amargo!

Os lábios se afastaram quando Natasha tirou sua camiseta. A ruiva fitou seu peito desnudo com curiosidade, arranhando levemente a região.

— Nada mal, Steve Rogers. — Disse ela, empurrando-o para a cadeira que estava posicionada atrás da mesa.

— Natasha... — Encarou-a — Aqui não é lugar.

Um sorriso travesso moldou-se nos lábios da moça. Mesmo com o batom borrado, ela continuava ridiculamente linda. Ajoelhou-se perante o rapaz, apoiando seus cotovelos nas pernas dele. Em seguida, apoiou seu queixo em suas mãos, fitando-o atentamente.

— Disse que gosta de mim. Logo, gosta do meu jeito. E esse é meu jeito. — Segurou a cintura dele, dando alguns beijos em seu peitoral.

— Mas Natasha... — Ele mexia nos cabelos, um tanto nervoso.

— Sem “encheção” de saco, Steve. Se continuar assim, juro que te tranco aqui sem suas roupas, e terá que explicar tal situação para Fury, ok?

— Ok... — murmurou ainda contrariado — Tem silêncio absoluto de minha parte.

— Não tão absoluto, Capitão... — Ela riu baixinho.

Natasha cravou suas unhas nas costas do Capitão. Beijava seu tórax, intercalando alguns chupões na região. Gostava de marcar aquilo que julgava lhe pertencer, mesmo que fosse momentaneamente. Deslizou seus lábios rumo à barriga do loiro, dando algumas mordidinhas que o fizeram arquejar. Levou suas mãos até o cinto de couro, e ergueu seus olhos de aspecto travesso. Sorriu para ele, mordiscando o lábio inferior.

Steve fechou seus olhos, jogando seu pescoço para trás. Sentia-se completamente vulnerável aos beijos daquela mulher, os quais o intoxicavam mais e mais com o enorme desejo de possuí-la... Por um momento, sua mente foi para 1945, quando uma mulher oferecida se jogara em seus braços e Peggy o flagrou. Eu sinto muito, era o que pensava. Sentiu, então, os lábios da ruiva envolverem seu membro, ainda que fosse por cima de sua calça. Abriu e abaixou os olhos, para apreciar tal cena. Encontrou-se com o olhar de Natasha fitando-o atentamente. Toda voluptuosidade que continha dentro de si, concentrava-se naqueles olhos verdes. Ela o fitava enquanto mordiscava seu membro por cima da calça. Ele pousou suas mãos sobre seus cabelos ruivos, soltando o coque que os envolviam. Finalmente, observou seu cinto sendo desafivelado — e como! Ela o fazia com os dentes. Por fim, sentiu o calor dos lábios da Agente Romanoff envolver seu falo. Não pode evitar o gemido que tomou seus lábios: aquela estranha sensação parecia ser a melhor do mundo.

Os movimentos de vai e vem o deixava cada vez mais agitado. Podia escutar os estalos que as sucções causavam. Aquilo era tão bom, mas não podia deixar de notar o quão ríspido e apressado era o jeito dela. Os olhos da Viúva sempre estavam pregados nos seus: podia visualizar o modo que queria provocar, mas não sabia ao certo o que. Será que ela esperava que o Capitão America a pegasse fortemente e sussurrasse inúmeras obscenidades em seu ouvido? Se fosse, era um desejo bem impossível. Ali, só havia o frágil e afável Steve Rogers, o homem que temia convidar uma dama para dançar.

Emaranhou suas mãos nos cabelos ruivos de Natasha, sentindo cada vez mais próximo de atingir o ápice. Não podia retrair seus gemidos, que se tornaram constantes conforme ela intensificava seus movimentos. Arfava tanto que pensou que poderia morrer ali mesmo. Foi então que aquela estranha sensação tomou seu corpo de um modo tão ligeiro, que mal sentira; entretanto, se deliciara no pouco que pôde sentir. Quando se deu conta, seu liquido já havia sido derramado e Natasha já havia o limpado com seus lábios. Ela se levantou, e caminhou até a mesa. Sentou-se sobre ela, com um sorriso nos lábios.

— Um pouco apressadinho você, Capitão. — Riu, mexendo as pernas.

— Eu? — Questionou, tentando recuperar seu fôlego e controlar seus batimentos cardíacos – Minha pressa depende da sua, Nat. — E ficou ali quieto, durante alguns minutos.

Steve se levantou e caminhou até Romanoff. Colocou suas mãos na mesa, um pouco distante das laterais do corpo dela, prendendo-a ali. Ela sorriu, envolvendo o pescoço do rapaz com seus braços. Podia sentir a excitação retornando.

— Eu só queria a minha diversão logo.

Ele riu, timidamente. Não fazia ideia do que fazer, pelo menos não do jeito certo. Decidiu então, deixar sua insegurança de lado: agarrou-a fortemente, selando seus lábios nos dela e deslizou as mãos pela cintura até chegar em suas coxas. Quando seus dedos entraram em contato com a pele suave da Viúva, sentiu um arrepiou percorrer pela espinha. Tateava aquela região com delicadeza, enquanto puxava o vestido para cima, expondo completamente as coxas. Desceu os beijos para o pescoço, roçando seu nariz ali, em busca daquele cheiro amargo que a pele de Natasha exalava; foi então que sentiu as mãos dela tocarem nas suas, fazendo-o apertar o seu toque. Já suspeitava que delicadeza não fosse algo que a tal da ex-espiã da KGB apreciava. Sentiu-se obrigado a atender as expectativas daquela mulher.

Puxou o vestido da ruiva, despindo-a por completo. Para sua surpresa, seus seios já estavam desnudos, devido à ausência do sutiã. Abocanhou aquela região, deslizando fortemente suas mãos pelas coxas dela. Natasha agarrava os cabelos dele, puxando-os cada vez mais forte. Ela mexia os quadris, demonstrando o quão excitava se sentia. Subitamente, Steve a empurrou rudemente para a mesa, deitando ali seu corpo pálido e gracioso. Enrolou seus dedos nos cabelos dela, fitando-a com um olhar bruto. Um sorriso vulgar fora esculpidos nos lábios da moça, enquanto arqueava as sobrancelhas. Compreendia. Estava o desafiando.

A estocada que dera, foi tão forte que por um momento ficou preocupado. Mas logo pôde ver o semblante lascivo que o rosto de Natasha expunha. Era tão estranha a sensação que o envolvia, que o fez retornar ao pensamento de que poderia morrer. Era quente. Era úmida. Era macia. E acima de tudo: era boa. Começou a movimentar-se devagar, ainda com um pouco de receio devido a forma que começara. Entretanto, a forma ela o olhava, pedia... Não. Implorava que retornasse ao personagem rude que interpretara anteriormente. E assim o fez. Mexia seus quadris de forma atroz, arrancando gemidos e suspiros de Natasha. Agarrou os pulsos dela, levando-os até acima de sua cabeça ruiva. Manteve-os presos ali, enquanto continuava a penetra-la violentamente. A visão da Viúva Negra de braços atados o agradou, deixando-o mais excitado. Estranhou tal coisa. Ele rangia os dentes, ofegante. Ela gritava obscenidades, contorcendo-se por baixo do corpo dele e pedindo por mais. E ele as retrucava. Então, Steve Rogers deu-se conta que não conseguia se reconhecer. Será que era assim a forma que Banner se sentia? Jamais saberia. Só sabia que se sentia violento e que isso não o transformaria em um gigante verde.

Por fim, tornou a atingir seu ápice. Deu lentas estocadas até derramar todo o seu liquido. Afastou-se de Natasha um pouco tonto e se jogou na cadeira. Ficou ali por alguns minutos, recuperando seu fôlego. Observou-a se limpar com alguns lenços umedecidos que havia dentro de sua bolsa e se vestir silenciosamente. Nem uma palavra sequer. As coisas eram assim no século XXI: ríspidas, diretas e vazias. E ele havia compactuado com elas. Não foi algo ruim... Só... Amargo.

— Isso foi moderno demais para mim... — Enfim disse, um pouco envergonhando.

— É, eu sei. — Ela retrucou, enquanto arrumava os cabelos.

E de novo, o silêncio se instalou. Steve suspirou, fechando o zíper de suas calças. Levantou e vestiu sua camiseta.

— Para aonde você vai?

— Bem... Eu não sei. — Respondeu enquanto retocava a maquiagem — Para o meu apartamento, talvez?

— Não quer... — Ele refletiu antes de dizer. Tinha receio da resposta, já havia visto filmes que retratavam o que acontecia depois do sexo no século XXI. — Ir comigo... ?

Ela sorriu, fitando-o por alguns estantes.

— Que fofo! O Capitão America acha que tem uma namorada!

Steve comprimiu os lábios, um pouco chateado. Perguntava-se se havia estragado uma amizade por causa de sua ambição.

***

Não foi a primeira vez que transara com alguém dos vingadores e tampouco dentro da SHIELD. Entretanto, era a primeira vez que um cara a tratava com afeto e lhe oferecia incontáveis caricias. Por esse motivo, Natasha se xingava mentalmente; sabia que não deveria ter aceito o convite de Steve. Estava ali, dividindo a banheira com ele; mas este não era o problema. O problema se encontrava na forma que ele a aninhava em seus braços e afagava seus cabelos. Aquilo a fazia se sentir extremamente desconfortável, era tão... Estranho! Steve Rogers era a encarnação perfeita do príncipe encantado que havia sonhado aos 13 anos. E surpresa: não tinha mais 13 anos.

Ambos estavam calados, como se esperassem alguma intervenção divina para quebrar aquele maldito silêncio. Natasha estava preocupada com o Capitão: temia que estivesse zangado com ela. Em sua concepção, não fizera nada de errado. Entretanto, sabia que quando ele disse que gostava dela, tratava-se de algo sério, e bem... Acabou por agir de modo bem insensível em relação aos sentimentos do rapaz. Mas não o fez por mal! Não tinha tempo para uma vida cercada de complexos sentimentais, visando o fato de que era uma agente. Seus complexos racionais já eram de difícil convivência. Quando somente o lado esquerdo do cérebro é usado, sentimentos tornam-se mitos, usados em hipóteses que o racional não consegue compreender ou resolver. Em uma vida que o perigo é rotina, coisas como o amor tornam-se idiotas.

— Steve... — Por fim quebrou o silêncio. Não era uma mulher orgulhosa, afinal. — Você está legal?

Ele sorriu, olhando-a no fundo de seus olhos. A Viúva não gostava de contatos visuais se estes não viessem de missões ou seduções. Sentiu-se levemente intimidada perante aquilo, sentindo-se obrigada a recuar o olhar para baixo.

— Eu estou legal, Natasha. — Indagou por fim — Por que a pergunta? Você não está?

— Não é isso... É que você está tão quieto...

— Por que insiste na ideia de que silêncio significa problema? — Um riso tomou os lábios de Steve. Acabava por aprecia-lo. Acreditava que era por ser o mais sincero e ingênuo que já conheceu. — Silêncio também pode significar paz.

— Paz? O que é isso, é de comer? — Disse, saindo da banheira. Enrolou-se em uma toalha que estava jogada na pia. Encarou-o por cima do ombro, com um fraco sorriso nos lábios — Vamos, Steve? Ou quer ficar aí até seu corpo ficar enrugado tanto quanto sua idade diz a respeito?

Steve riu se levantando da banheira. Ele pegou um roupão e o vestiu, sem se secar. Pelo o que tinha visto do apartamento, deduziu que o Capitão America era um tanto relaxado. Chegando ao quarto, o som do radio estava completamente audível. A melodia era um conjunto de barulhos desordenados, e aquilo que o cantor pregava em sua canção não combinava muito com Steve, afinal, não se tratava de algo doce e romântico. Estranhamente, parecia ser a mesma que tocava quando chegou ao apartamento do rapaz... E já faziam 20 minutos que chegara ali.

— Essa música não termina nunca? — Murmurou, se dirigindo até a cômoda. Ali havia alguns pertences pessoais de Steve, como perfumes, cordões e fotos. Começou a fuçar naquelas coisas.

— Na verdade, já está na quinta música. — Ele respondeu se sentando na cama — Esse é um dos motivos de eu gostar tanto de Pink Floyd. O álbum já está acabando, quando pensamos que ainda está no inicio.

Ela compreendeu. Steve gostava de Pink Floyd porque seus discos descreviam seus sentimentos: já tinha 95 anos, mas se sentia com 25. Teoricamente, sua vida estava acabando, quando na realidade, não havia nem começado. Perguntava-se se isso se enquadrava na forma que se sentia em relação à própria vida. Deu-se conta que nunca encontraria respostas, pois havia escolhido esquecer o que era sentir.

Ele tomou a palavra novamente:

— Sabia que é feio fuçar nas coisas dos outros?

— Sabia que fuçar nas coisas dos outros é o meu trabalho? — Retrucou, ainda mexendo nas coisas. Encontrou, então, algo que atiçou sua curiosidade: uma bússola. Abriu-a. Em sua parte superior havia a foto de uma mulher. Já ouvira falar de Peggy Carter muitas vezes, o suficiente para poder reconhecê-la. Sabia o que aquilo significava. Virou-se para Steve com o objeto em mãos, fitando-o — Eu sou parecida com ela?

Ele comprimiu os lábios. Percebeu que havia chutado uma ferida aberta.

— Nenhum pouco. — Foi somente o que respondeu. Não sabia se isso era bom ou ruim. Deduziu que era ruim.

— Então... O que você busca em mim? — Prosseguiu com o assunto, sabe-se lá o porquê. Decidiu escutar Steve, afinal, ele sempre foi um cara muito legal que a protegia. Merecia um retorno, mesmo que este se tratasse de mitos.

— Eu não busco nada em você, Natasha. Eu, eu... — Ele desviou o olhar, dando um riso nervoso e mexendo nos cabelos — Eu não estava falando realmente sério.

— Então você só queria transar? — Ele realmente achava que acreditava nele? Não era sempre sincero. Steve era um rapaz muito corajoso, exceto quando se tratava de mulheres. Natasha sentou-se na ponta cama, fitando-o.

— Não... Eu só...

Aquietaram-se novamente. Avançou, deitando-se ao lado dele. Dessa vez, o silêncio foi duradouro, até que por fim, o Capitão tornou a falar.

— Você é sempre tratada daquele jeito?

Por um momento pensou em perguntar “daquele jeito como?”, mas conseguiu compreender. Não achava tal jeito ruim. Na verdade, a possibilidade daquilo ser ruim não perambulava por sua mente: aquilo a deixava com um puta tesão! Era para ter algo além disso?

— Foi ruim?

— Não... É só que...

— Não era o que você buscava, eu sei. Mas é aquilo que eu busco. Alguns contatos físicos e algo que provoque um orgasmo. Nada a mais e nada a menos. Acostumei-me a viver personagens e brincar com a vida alheia em nome de meu trabalho. Acabou que tudo para mim se tornou uma brincadeira ingênua.

— Um jeito triste de se pensar.

Há forma feliz de se pensar para pessoas como nós?” era o que martelava em sua mente. Com exceção da barulheira de Pink Floyd, o silêncio pairou entre os dois. Então, uma música harmoniosa – totalmente diferente dos ruídos de moedas e da idolatria por dinheiro da anterior – começou a tocar. Era bonita. Mais tarde viria a saber que seu titulo era Us and Them.

Encostou sua cabeça no ombro de Steve. Estava reflexiva sobre o que iria pedir. Concluiu que não haveria problemas só por dia. Não é como se mitos a cegariam por transar de uma forma careta. Um pensamento, porém, invadiu sua mente: mitos como Thor e Loki eram bem reais... Talvez... Preferiu encerrar aquele pensamento por ali. Poderia se assustar com a conclusão.

— Me mostre... — Disse com receio, em um tom baixo.

— Mostrar o que? — Ele se virou, encostando sua testa na dela. Olhava-a bem nos olhos... Tão assustador...

— Aquilo que você busca... — Era quase um sussurro.

O silêncio reinava naquele quarto tanto quanto Loki reinava em Asgard. Ficaram ali quietos, escutando o som do saxofone. Estava ficando louca ou Steve tentava comunicar-se com ela por olhares? Sua loucura tomava proporções tão grandes a ponto de achar tal coisa adorável. Sentiu os dedos mornos do rapaz roçarem sua bochecha. Não pode conter um sorriso perante tal caricia... Era bom. Ele a embalou em um abraço, beijando-lhe a testa. O cheiro de Steve envolvia suas narinas. Mesmo que tivessem compartilhado do mesmo sabonete, o loiro conseguia ter um cheiro totalmente oposto do dela: doce. Era algo agradavelmente enjoativo.

O calor que os braços de Steve emanavam era tão assustador quanto confortável. Podia sentir a ternura que reservou-lhe durante tanto tempo e isso a fazia se sentir uma verdadeira idiota. Então, os lábios do loiro a envolveu em um beijo calmo e suave, que fez Natasha se sentir de volta aos 13 anos. Levou suas mãos aos cabelos do rapaz, o acariciando com a mesma delicadeza que era tocada. Sentiu os dedos curiosos percorrerem pela toalha, a fim de desatar o nó que escondia sua nudez. E ele foi desatado. Então, Steve ficou por cima, fitando seu corpo com um olhar curioso; mesmo que tivessem feito sexo umas duas horas atrás, poderia jurar que era a primeira vez que aqueles olhos azuis viam o corpo de uma mulher. Tal coisa a fez soltar um riso bobo, pensando naquele momento como uma primeira vez... Aliás, quando fora sua primeira vez mesmo? Com 16, talvez? Ou era mais velha? Sabia que acontecido na época em que cria em mitos, mas não se recordava quando e muito menos como fora. Decidiu então que a memória que estava criando agora com Steve Rogers, ocuparia o espaço vago de sua primeira vez.

Os lábios quentes de Steve percorreram pelo seu corpo; podia deliciar cada segundo daquele toque simplório. Sentiu as mãos inexperientes do rapaz tatearem suavemente as laterais de seu corpo, um dedo de cada vez. Ele dava beijos estalados em seus seios, podia sentir o nariz do rapaz roçar em seu corpo durante o ato. Escutou então, um comentário baixinho, quase como um sussurro... Gosto tanto do teu cheiro, foi o que ele dissera. Aquilo conquistou mais um sorriso de Natasha.

— Eu também gosto do teu. – Respondeu.

Ele ergueu o rosto, fitando-a. Tinha um sorriso nos lábios, embora viesse acompanhando com uma feição incrédula. Ah, qual é... O Capitão America sabia que aquele comentário fora totalmente sincero!

As pontas dos dedos do loiro percorreram suavemente sobre sua barriga. Aquilo a fez se sentir arrepiada. Em seguida, os beijos também trilharam o mesmo caminho, e voilá! Steve havia chegado ao lugar secreto, que ela considerava ser a parte menos amarga que tinha. Ele encarou a região com curiosidade e deslizou a língua cuidadosamente por sua umidade. Ah! Aquilo! Não sabia quanto tempo fazia desde que recebera aquilo pela ultima vez... Ou se alguma vez já recebera. Os olhos de Steve fitavam-na atentamente. Natasha deslizou os dedos pela cabeleira do rapaz, com um sorriso nos lábios. Vamos, continue.

Ele apertava suas coxas, enquanto deslizava a língua por ali lentamente. A Viúva Negra sentia um frio na barriga acompanhado de um vazio que ansiava por ser preenchido. Contorceu-se ali, mexendo seus quadris como se pedisse por mais. Steve compreendeu a mensagem. Sentiu os movimentos serem intensificados e acompanhados pelos dedos do rapaz. Conhecia aquela situação, conhecia o que viria a seguir; mas tudo parecia tão diferente e desconhecido desta vez!

Natasha não só gemia e arfava: também chamava pelo nome de Steve. Ela mexia seus quadris nos lábios dele, buscando mais daquele prazer. O doce não era tão ruim quanto temia, na verdade, chegava até ser melhor que o amargo. Levou as mãos até os travesseiros, apertando-os. Aquele sentimento começou a envolvê-la sem limites algum, sabia o que viria a seguir. Concentrou-se o máximo que pôde naquele momento... “Down and out, it can't be helped but there's a lot of it about” eram as palavras que a acompanharam quando atingiu seu ápice. As guardariam para sempre.

O rapaz se afastou dali, fitando-a com um sorriso de canto. Natasha o abraçou, dando selinhos em seus lábios.

— Nada mal, Capitão... — Disse com ar risonho, puxando o laço de seu roupão.

Steve abafou um riso, afagando seus cabelos ruivos. Ele se sentou, puxando-a para seu colo.

— Bem... — Ele abaixou os olhos. Céus, ainda conseguia estar tímido! — Eu...

— Shhhh... — Levou seus dedos aos lábios dele — Apenas dance conforme a música. — E tornou a beija-lo.

Encostou sua testa na dele, olhando fixamente para aquelas orbitas azuis. Deslizou os dedos pelo seu tórax, fitando as expressões que a face do loiro fazia ao sentir os dedos mais próximos de sua intimidade. Ele soltou um riso e Natasha partilhou disto. Ambos pareciam crianças descobrindo algo muito inusitado. A paixão, talvez? Agora, conseguia vê-la dentro dos olhos de Steve. Sempre estivera ali, mas a ruiva nunca quis se dar conta. Entretanto, naquele momento podia ver beleza em tal sentimento. Não parecia ser tão nocivo quanto imaginava.

Tocou no membro do rapaz; estava completamente rijo. Com um sorriso travesso, a Viúva sentou delicadamente ali. Mexeu os quadris lentamente, pousando suas mãos nos ombros de Steve. Fechou os olhos, buscando captar todas as emoções que aquele momento transmitia. Sentiu os lábios dele percorrem o seu colo, enquanto a ajudava com os movimentos, os intensificando sem perder a suavidade. Levou suas mãos aos cabelos loiros, acariciando-os e aproximando seus corpos o máximo possível. Gemidos preencheram a boca de Natasha.

Os movimentos começaram a ficar mais rápidos e curtos. Abriu os olhos, levando suas mãos para as faces do rapaz. Tornou a encostar sua testa na dele enquanto gemia e mordiscava os lábios. Delicadamente, ele passou os dedos pelo rosto de Natasha, enxugando o suor que o encharcava. Sério que se preocupava até mesmo com isso? Ela riu, beijando-o novamente. Sentia os dedos deslizarem por suas costas. Então, aquele sentimento a tomou novamente... Afastou seus lábios, esticando seu pescoço e jogando-o para trás. Soltou um gemido alto, levando seus dedos para a nuca de Steve. Para sua surpresa, o ápice era próximo para o loiro também. Ele acelerou os movimentos, arfando e gemendo. E assim, atingiram o limite juntos.

Ela se jogou na cama tentando recuperar o fôlego. Suas pernas tremiam e seu coração parecia que iria explodir. Deitou sua cabeça no peito de Steve, e ele ficou acariciando seus cabelos durante um bom tempo. O silêncio foi duradouro dessa vez, entretanto, não era um incomodo. Ela sorria e o encarava, e ele retribuía. Talvez os tais mitos fossem tão reais quanto Thor e Loki. Talvez não fossem tão idiotas assim. Talvez pudesse senti-los... Não se reconhecia mais, estava tão diferente! Tudo estava tão... Agridoce? Não sabia ao certo.

Por fim, quebrou o silêncio:

— Sabe Steve... Talvez eu goste de você também.

Ele riu.

— É, eu sei.

— Sabe nada! E é um segredo, ok?

— Ok, guardarei seu segredo, Agente Romanoff.

Ela riu, e acabou adormecendo ali. Asgard, Capitão America e casamentos invadiram os seus sonhos.

Notas finais
Gostaram? Eu sei que ficou muito extenso, espero que isso não tenha tornado a fic enfadonha.
Por favor, deixe a sua opinião! É muito importante para mim e faz bem para o meu coraçãozinho ♥ (lembrando que: opinião é diferente de críticas destrutivas)
Aliás, tive muita dúvida quanto aos pronomes, tive medo de soarem repetitivos e usa-los de modo errado. Ocorreu isso? Podem citar qualquer erro que eu tenha cometido que eu corrijo. Revisei umas 30 vezes antes de postar, mas pode ser que eu tenha deixado.
Enfim, é isso! Beijinhos e até a próxima!
NOTA: HÁ UM PUTA EASTER EGG SOBRE A PRÓXIMA FIC QUE IREI ESCREVER MUAHAHAHAHAH SERÁ QUE VOCÊS DESCOBREM?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!