Agora mais Rápido, Ser Desprezível
11 Um pouco de distância forçada e... Voilá, Gerard!
Notas iniciais
Minhas aulas voltaram e, bom....... TENHO AULAS O DIA INTEIRO e trabalhos pra fazer pela noite.
Eles se impenham em monopolizar minha vida. Tiraram minhas férias, acreditam? Mas nem que eu tenha que matar umas 5 aulas por dia, vou escrever ESSA FANFIC, bebendo vinho 'cuz is so fucking delicious. Até ser pega e expulsa :D. Aí Jota-Je vai ter vida again!
Idéias de uma nova fic traçada no sobrenatural, terror puro no frerard D4K3L3 G3I7O, estão rodando em minha mente. Até já comecei a escrevê-la. Mas, claro, vou dar atenção só pra essa aqui enquanto tiver um zilhão de trabalhos pra fazer.
Se vocês entendem minha escravidão, obrigada.
Temos dois capitulos hoje, meus amores: Quero compensá-las pela espera, (vcs esperaram?)
_Sei que nunca tivemos uma dessas conversas antes. Mas, isso ia acontecer qualquer dia, então... – ele me olhou, esperando alguma resposta.
_Tá bom. – sorri amarelo.
Meu pai estava tão desconfortável quanto eu.
_Tivemos dias bem agitados, né? Eu me importo com você, filho... E andei penando no que te fez fazer o que fez.
Silêncio.
_Chegou a alguma conclusão? – eu.
_Suas influências o levaram a isso, Gerard.
_O que? Como assim minhas influências?
_O Michael, principalmente. E aquele Jun... Frank.
“Jun...”?
_Conhece o Frank? – meu estômago embrulhou.
_NÃO! Não...– ele se apressou – Você conhece?
_A gente estuda na mesma sala. – tremi.
_Fale a verdade, Gerard. Vocês eram namorados. – ao pronunciar a última palavra, cerrou os punhos, demonstrando raiva.
Não sei como, arranjei coragem.
_É, nós somos.
_Eram. – meu pai ergueu as sobrancelhas e suspirou – Vocês eram.
_Mas...
_Mas O QUÊ, Gerard?
_O senhor nem o conhece. Ele é tão legal e t...
_Calado. – bastou um sussurro – Garotos não namoram garotos.
_Isso é uma regra idiota. – ri, mas me arrependi logo depois.
Agora eu estou fudido.
_Não é uma regra. É só o normal.
_Tudo bem. – demonstrei indiferença. – Se te consola, não sou gay.
_Se namora meninos é. – Donald pronunciou cada uma das palavras com nojo.
Revirei os olhos.
_Nunca namorei meninos. Amo uma pessoa, e ela é um garoto. É muito diferente. Não pretendo gostar de mais ninguém, então nunca saberemos se sou homossexual, bi ou alguma cosa assim. Não são os garotos... É ele.
_A culpa é dele mesmo. Você não é nada disso. Só está confuso... Precisa de um tempo pra pensar.
Fiquei calado e ele continuou:
_Não falei nada com sua mãe ainda, até porque ela não concordaria. Mas se estiver tudo bem pra você...
Os carros em nossa frente se mexeram, descongestionando a passagem. Não que eu me importasse com isso agora, mas já eram oito horas, não me deixariam entrar na sala tão atrasado assim.
_Não se importa com minha opinião. Pode falar.
_Não sou nenhum monstro, nem quero que pense nisso como um castigo. Só me importo com você, Gerard... Que tal mudar de escola, hein? – ele me olhou e sorriu.
O homem estava tentando ser amigável ao me afastar de Frank. Ridículo e desnecessário.
_Quando? – me afundei no banco.
_Fim de outubro. – interrompeu-se em olhar para a estrada e deu-me um soquinho no ombro. – Não fique assim. Vai conhecer um monte de gente legal lá.
_Faça o que achar melhor pra mim. – ironizei, escondendo os ouvidos atrás de fones, mesmo sem nenhuma música. Não queria estender aquela “conversa”.
Paramos na frente da escola.
Vi o carro ir embora. Um monte de coisas na minha mente, e eu não sabia explicar como elas surgiam.
No estacionamento, ninguém.
Precisava vê-lo. Temos uma semana antes de Donald me despachar pro Pólo Norte.
O hospital ficava bem longe dali, mas eu tinha bastante tempo até o horário das visitas. Fui andando.
Dei um jeito rápido no cabelo antes de entrar.
_Oi... – seus olhos faiscaram.
_GEE! – gritou. O baixinho estava tão melhor.
Sentei-me ao seu lado na cama e o abracei devagar.
_Gerard, esse aqui é o Alê. — apontou para outro o garoto no quarto qual eu nem havia percebido.
Alê era um pouco mais alto que Frank, pele morena, cabelos curtos e... Muito bonito.Fui atingido pelo ciúme ao perceber a intimidade entre os dois.
_Então você é o famoso Gerard? – me assustei com a voz aveludada do garoto. Caralho.
_Ele não é a coisinha mais linda do mundo? – Frank começou a beijar minha bochecha.
_Como conseguiu domá-lo? Juro, cara, ele está quase irreconhecível. – Alê sorriu.
_Vocês são...? – indaguei.
O menor começou uma gargalhada alta.
_Nada sério, porque ele não queria sair do armário, né, Alexandre? – Frank o cutucou.
_Rá. Rá. Rá. Rá. Quantos namorados você já teve? – perguntei e ele se calou por dois segundos.
_Gerard Way, está com ciúmes de mim?
_Eu... – suspirei – Ah, foi ridículo, eu sei, me desculpe.
_Foi muito fofinho... Alê, saia daqui! Quero curtir esse momento.
Frank deu um beijinho tímido nos dedos do garoto, que sorriu pra nós e saiu.
_Sabe que eu nem lembrava o quanto você fica sexy de uniforme escolar, Gee?
Virei-me, ficando de frente pra ele. Prestei atenção nos olhos verdes, na boca bem desenhada, nas tatuagens do pescoço, no cabelo caído nos olhos, no sorriso perfeito... Poderia ficar a olhá-lo pelo resto dos meus dias. E como eu queria isso.
_Tem alguém aí dentro? – ele corou sob meu olhar fascinado.
_Você é até bonitinho, Iero. – meus dedos passearam pelos seus lábios – Procurando bem, existem alguns traços bem razoáveis aí.
Frank, num impulso, abocanhou meu indicador, o mordendo com força.
_Te amo, Frank. – ri, vendo-o cuspir meu dedo de volta.
_Ah, é. – ficou emburrado – Esqueci que você gosta de dor.
_Só que gosto mais, muito mais, de certo baixinho implicante.
Um sorriso brotou naquele rosto que relutava, tentando parecer bravo.
_Quando voltar pra escola, vou desfilar de mãos dadas com você pelos corredores e mostrar pras vadias quem é que manda.
_Você parece tão melhor, Frank. Já sabe quando vai receber alta?
_Não, mas tomara que não demore, porque isso aqui é um tédio... Não tem nem sexo.
_Então o quê o Alê-bonitão fazia aqui?
_Vai tomar no cu, Gerard. – levei um tapinha no braço.
_De você eu até tomaria. – passei a língua pelo lábio superior, numa tentativa frustrada de parecer sensual.
_Nem brinca com isso. – Frank se abanou rindo.
Aproximamos-nos com desejo. “Preciso tanto de você, meu Gee...”, ele sussurrou pouco antes dos nossos lábios se tocarem.
E os dele se encaixavam perfeitamente no espaço entre os meus. Sua língua aumentava a velocidade. Aumentou... E continuava a aumentar. Estava ofegante, mas não sentia a mínima vontade de diminuir a intensidade daquele beijo, muito menos de interrompê-lo. Não conseguia me afastar. Frank me viciara.
_IERO! – um grito estrondeou atrás de nós, nos separando.
Uma enfermeira que segurava um copinho descartável, nos olhou arregalada.
_Tia Carlota! – Frank disse, dando pausas pra respirar e recuperar o fôlego – Mais remédio pra mim?
_Rapaz, você não devia fazer isso com seu namorado. Coitadinho. – ela falava pra Frank, mas me olhou, incriminadora – Ele já está lá em baixo e você aqui, beijando outro.
Olhei para o baixinho, que não retribuiu.
_Me dá isso aqui, por favor. – ela entregou o potinho com comprimidos pra ele, me olhou outra vez e saiu.
_Frank...
_Escuta, Gee. É só agente ficar bem que já vem alguém atrapalhar. QUE MERDA! Não vou pedir que acredite em mim, tá? Acredite em quem quiser.
_Eu só te faço uma pergunta. Ela falava do Tom, estou certo? – não me afastei nem um centímetro dele.
_Está. – suspirou.
_Não ligo. – menti – Não me importo.
_S-sério?
_Só tenho medo que ele tente algo contra você outra vez, meu bem.
_Ele não vai fazer isso. A gente vai fugir, Gerard. – Frank agarrou minha mão com força.
_Fugir, Frank? Não precisamos fugir, é só contar tudo pra polícia.
_Não... – choramingou – Você não entenderia... Eu não posso, Gee.
Só o abracei, de leve, porque não sabia onde ainda doía.
_Até parece que, se o Tomas sumisse, nossos problemas acabariam. – Frank continuou.
Era verdade. Ainda havia o Donald.
_Fronk... – tentei, mas fui interrompido por um sorrisinho bobo que brotou em seus lábios.
_Lembra da primeira vez que me chamou assim? Você estava sob efeito da anestesia, mais retardado que o normal.
_Eu pensava que Moiks e você eram namorados. – fiz careta – só por isso não te peguei com força e...
_E...?
Levantei a cabeça do baixinho num beijo suave, dando-lhe leves mordiscadas nos lábios.
Depois da provocação, me afastei, mas Frank continuou com as pálpebras cerradas.
_Gerard, como faz isso?
_Faço o quê?
_Fazer com que eu queira morrer e, ao mesmo tempo, continuar vivo, toda vez que você me olha.
Corei.
_Já acabou a melação? – Tom estava parado atrás de nós.
Maldito.
Levantei-me, pegando a mochila do chão e, só pra provocar, suguei os lábios de Frank com força, mais uma vez.
_ARTHUR, solte-o agora. – a voz ecoou no quarto.
_Sai, Gee. – Frank empurrou-me – Vai embora!
_Tem certeza, amor? – mergulhei naquele verde claro.
_Não. – ele sussurrou.
_QUE MERDA É ESSA? – Tom pareceu perdido.
_Não vou deixá-lo sozinho com Frank. – o encarei.
Não demorou até um sorriso sádico brotar no rosto do garoto alto.
_Gerard, quanto tempo você acha que esse amor – ele desenhou aspas no ar – vai durar? Frank não ama ninguém, seu idiota.
Revirei os olhos.
_Você não vai nos separar, Tom. – o menor riu.
_Cala a porra da sua boca. – ficou estressado por um instante, mas logo voltou ao sorriso malicioso – Não preciso separá-los, querido. Você sabe que não, e sabe o motivo.
Tom trocou olhares com o garoto sentado na cama de hospital. Aquilo me pareceu demasiadamente covarde, principalmente por que poderia jurar ter visto uma lágrima correr pelo rosto de Frank.
_Oh! Que pena! O horário das visitas já era.
O loiro se abaixou para beijar Frank, que se afastou bruscamente.
_AI! – o baixinho segurou a barriga. Com certeza foi o movimento que fez pra se esquivar de Tom.
_O que foi?
_TÁ DOENDO MUITO.
_Vou chamar a enfermeira. – dei um beijo na testa do garoto. – Te ligo.
Quando saí do quarto, um homem vestido de branco entrou. Acho que Tom o chamou.
Saí do lugar transtornado. Como alguém podia intimidar tanto outra pessoa ao olhá-la? Minha vontade de proteger Frank parecia estúpida. Afinal, eu sequer sabia do que eles falavam... Mas precisava saber.
Avistei o garoto alto e gritei:
_TOM, ESPERE!
Vi um sorriso brotar em seu rosto enquanto eu atravessava a rua.
_GERARD WAY! A QUE DEVO A HONRA? – ele disse, mas não parou os passos largos, me fazendo correr para alcançá-lo.
Acabei seguindo Tom até uma rua deserta. Olhei para todos os lados. Ninguém. Nada.
Tom era mais forte que eu. Caso o garoto tentasse algo... Essa não seria a primeira tentativa de me matar vinda dele.
“Não posso deixar Frank.”
_Oi, Gerard. – Tom sorriu de novo.
_Sobre o que você falava no hospital?
_Pergunte ao seu namoradinho. Ou ele não confia tanto assim em você?
_M...
_Ele não confia.
_Quer me convencer? – o olhei.
_Ele não te ama. – seus olhos eram hipnotizantes. Por um segundo acreditei no que ele dizia. – Como consegue ser tão ingênuo? Para Frank, você é a sombra de uma lembrança ruim que precisa ser destruída.
Desviei o corpo tentando entender.
_Pra isso, você precisa ser destruído. – Tom continuou.
_Destruído? – levantei uma sobrancelha – Vai me matar?
_ Frank não perdoaria se eu o fizesse. – ele se aproximou de mim – Ele planeja isso há tanto tempo...
_O que?
_Ele quer você, Gerard. Mas não do jeito que imagina. – o garoto passou os dedos pela palheta pendurada em meu pescoço. – Por algum motivo, aquele nanico pensa que só sua dor vai vingá-lo.
_Dor...? – arregalei os olhos, nem sei por quê.
_É, Gee. SANGUE. O SEU SANGUE. – Tom pronunciava cada palavra com cuidado e ódio eminentes – Franklin Iero se mudou pra nossa escola com a obsessiva intenção de se aproximar de seu alvo tão desejado. Ele planejou tudo com tanto cuidado... Afinal, quem imaginaria o quão fácil o caçula-Way é.
_NÃO! PARA, SEU IDIOTA! Eu nunca vou acreditar nisso. NUNCA! – um nó se formava em minha garganta. Como alguém podia inventar essa história ridícula?
Dei os ombros e saí, mas fiquei paralisado assim que Tom soltou:
_Ligue pra ele, então. Pergunte sobre seu passado. Pergunte também o que você poderia fazer pra ajudá-lo. Pergunte o que ele mais quer. Pergunte qual o motivo de estarem juntos. Tomara que Frank seja verdadeiro e você consiga fugir.
Suspirei pesadamente observando todos os cantos e saídas daquele lugar. Pra onde poderia ir? Eu queria mesmo falar com meu pequeno. Sei como tudo que Tomas disse foi ridículo, e Frank é a única pessoa com quem eu dividiria isso.
Era no que eu queria acreditar.
Estou me sentindo tão culpado por não desconsiderar tudo aquilo.
Quando me virei, Tom já havia saído dali e me deixado só num lugar onde nunca estivera antes. Mas estava mais perdido por dentro. Muito mais.
Liguei para “Frank”.
_Oi, Gee.
_A dor passou?
_Me injetaram um remédio. É... Passou.
_Que bom.
_Está em casa ou voltou pra escola?
_Estou na... Escola.
_Não desligue esse telefone nunca! Que se fodam as suas aulas.
_Frank, você se vingaria de alguém?
_Gerard... Não, Gee. NÃO! O que Tomas falou pra você? É mentira. Quero dizer, era verdade, mas no começo. Eu te amo muito. Nunca o usaria. Eu mudei, Gerard! Mudei por você. – Frank falava sem parar – Não... Eu nunca faria nada que lhe machucasse. Eu juro. Desculpe-me.
_Está chorando?
_Não. – ele se entregou, dizendo entre soluços.
_Não chore. Dói em mim.
_Cala a boca! Eu não queria me lembrar... – suspirou – Sei que a culpa não é sua, Gerard. Me perdoe.
Notas finais
O próximo capítulo é bem triste, sei que vocês vão querer me matar, então vou pra minha escola, pq vcs não são loucas de irem parar lá. É mais seguro que as colinas. KKKKKKK
É um POV bem tenso do Frank->
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