Ager- uma história
4 O paraiso
Notas iniciais
Fui acordada por uma dor aguda na cabeça. Levantei lentamente tentando raciocinar o que tinha acontecido. Meus olhos lagrimejavam por causa da dor. Olhei em volta, estava em outro local escuro novamente, a procura de alguma outra saida que nao fosse para a floresta. E a minha “sorte” tinha me levado a uma pequena caverna, engatinhei ate a luz encantadora que cegava meus olhos que se encontrava do outro lado , ao sair a luz se tornou em uma densa neblina que eu nao me deixava ver pocaria nenhuma.
“Mais que beleza, sai do sujo para o mal lavado” pensei em voz alta
Comecei a andar para ver se encontrava algum lugar naquela bagaça. Depois de longos e demorados minutos mancando me deparei com uma pequena casinha. Ela tinha o telhado redondo num dourado envelhecido e estava quase todo coberto de ferrunjem, as paredes brancas estavam desbotadas e bem lascadas e minusculas janelas que estavam ao pedacos, aquela pequena residencia tinha um leve toque dos anos 30, cheguei perto da porta, que estava quase caindo e entrei dentro daquele minusculo lugar. Era incrivelmente redondo e o que me intrigava mais e que havia uma escada bem no meio dela.
“Por que tem uma escada dentro dessa casinha ?” uma fala que passou rapidamente pela minha cabeça.
De repente uma curiosidade que estava me matando me fez subir aquela interessante escada de ferro enferrujado, subi devagar pois meus movimentos haviam diminuído por causa dos ferimentos e com isso a estranheza do lugar aumentava já que a escada passava por dentro de um tubo e que eu não me lembrava de ter visto mas coloquei a culpa na neblina e continuei subindo.
A cada haste de ferro gelado que tocava estava fazendo com que meu corpo começasse a se arrepiar, minhas mãos tinham voltado a latejar e doer por causa das bolhas. A pouca fonte de luz de buracos por causa da ferrugem me ajudaram a me guiar naquele ninho de hamster. Nao duvido que estava ali dentro a horas ou que aquele tubo fazia voltas , pois como pode esse negocio ser extremamente grande? A minha respiracao havia se tornando pesada e rarefeita.
Nunca havia estado em uma subida tao demorada, minhas dores estavam maiores e eu realmente queria saber aonde aquilo ia dar e segundos depois minhas orações foram ouvidas, no final daquela coisa enferrujada se encontrava um corredor, o chao era quadriculado e preto e branco, as lampadas embutidas no teto nao iluminavam quase nada so deixam um circulo de luz no chao, meus passos ecoavam naquele comodo negro.
Outros minutos demorados surgiram, quanto mais passava por aquele quadrados mais agoniada eu ficava, eu ja estava entediada dessas coisas. Reclamar da vida foi uma otima distração para que eu nao morre se de tedio e fez com que o tempo passasse mais rapido, a pouco passos se encontrava uma porta, ela era grande e meio arredondada, tinha cor de bronze e sua maçaneta parecia aquelas de tanque, havia detalhes desenhados no portal e pequenos spikes espalhados, usei toda a minha forca para girar aquilo, feixes de ar quente sairam pelas brechas e um som agudo pareou no ar e a porta, meio travada, se abriu, em som agonizante que me deixou atordoada por alguns segundos.
Aquele simples movimento de abrir virou algo em camera lenta e o ar em minha volta estava sumindo, tudo a minha volta havia parado e se tornado um completo silencio, a unica coisa que meus olhos viam era algo belo e com um brilho dourado. Senti minha boca abrindo me deixando com uma expressao abobada. Mexi as pernas ate sair de perto daquele lugar escuro.
–Wow... — foi a unica coisa que saiu da minha boca ao ver aquele lugar.
Nunca tinha visto uma cidade como aquela. Havia predios gigantescos com formas e angulos diferentes e aranha ceus do mesmo estilo que pareciam ser feitos de ouro puro, pequenos pontos pretos voavam em volta dos predio junto com baloes gigantescos e coloridos, os outs door brilhantes mostravam marcas e propagandas de bebida. Tentei chegar mais perto daquele lugar maravilhoso mas isso quase custou a minha vida.
Aquele lugar tinha me deixado tao abobada que nem notei que estava na beirada do pequeno deque de madeira, olhei para baixo e percebi que nao estava em terra firme e sim que eu me encontrava em um dirigivel como todas partes daquela cidade.Cai para tras colocando toda a forca da queda em minha bunda, levantei minha cabeca e vi todo aquele dourado voando cada vez mais para longe com ajuda de imensas helices feitas de prata. Tudo aquilo se encaixava como uma maquina perfeita.
Andei ate a beirada do deque e com cuidado, olhei atentamente para baixo, la se entrava outros diriveis, uns tao belos como aquele que tambem subiam surpreendentemente rapido, e tambem tinha aqueles que considerei como o da classe media, eles eram prateados e nao havia nenhum predio gigantesco ou arranha céus mas nao podia se dizer que nao tinha uma beleza exotica. Ele era constituido por prédios altos, que também eram feitos de formas e ângulos estranhos , casas esquisitonas e um comercio brilhante que lembraram diamantes, tambeém tinha pontos pretos voando e lindos outs doors, baloes gigantescos voavam por perto .
Não pude explorar mais sua beleza pois como outro, também subia, não tao veloz mas se matinha em uma velocidade constante. E nisso olhei para baixo de novo, a unica coisa que pude ver foi um pequeno brilho bem de longe de onde eu me encontrava. Me enclinei mais um pouco para tentar exegar mas nesse exato momento, poderia se dizer que eu afundei legal na merda.
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