06:30 da manhã e Violet não havia dormido nas ultimas 78 horas. Esse poderia ser seu quarto dia sem dormir, já que estava em uma das investigações mais importantes de sua vida, e se recusava a dormir já que não confiava em seu parceiro, James.

– Você sabe que se eu tentar te matar toda a companhia vai vir atrás de mim, não sabe Vivi?

– É Violet, pra você.

– Porque não pediu que eu te chamasse de senhora alguma coisa? Tem medo de me dizer seu sobrenome?

Violet não estava nem um pouco interessada em conversar, então simplesmente atirou uma faca que acertou uns 5cm ao lado esquerdo da cabeça de James.

– Jas, eu não confio nem sequer na sua sombra. — Manteve um sorriso irônico no rosto.

– Eu acho que os direitos deviam ser iguais, não acha? Você me chama de Jas, eu te chamo de Vi... — Antes que James terminasse, Violet atirou outra faca que dessa vez acertou exatos 5cm ao lado direito da cabeça de James, que saiu de perto das facas e foi em direção a atiradora.

– Eu também sei atirar Vivi. — James provocou a garota puxando-a pela cintura.

– Se você me matar vem a companhia toda atrás de você, se lembra Jas?

– Eu digo o mesmo pra você, Vivi.

– A diferença meu querido, é que a companhia não me assusta nem sequer um pouco.

– A e você acha que me assus... — Antes que James terminasse de falar, os parceiros de missão receberam um alerta vermelho, que na cbi (companhia brasileira de investigação) significava que o alvo que eles procuravam estava se aproximando.

– Vou pegar as armas, qual você quer Violet?

– Pode deixar, vou com as facas.

Violet e James também conhecidos como d18 (dupla 18) cortaram os fios dos elevadores, o que não permitiria que o alvo o utilizasse, sendo assim obrigado a usar a escada, e se esconderam um pouco depois do ultimo degrau da primeira camada.

– Eu acho que eu vou espirrar... — James sempre tinha esse tipo de crise nas horas erradas, porém Violet sempre o parava quando pegava um punhal e colocava contra o seu pescoço. — Espirre somente uma vez e verá sua garganta ser cortada.

Esse tipo de atitude sempre contia as vontades de Jas, porém no final das missões ele sempre reclamava sobre isso com Violet.

– Porque você precisa ser sempre tão... você? — James perguntou, porém Violet colocou sua mão sobre a boca dele, tampando-a.

O alvo logo atingiu o ultimo degrau da primeira camada de escadas, e junto com ele vinham aproximadamente 25 seguranças, o que era menos do que o esperado pros d18.

– Me da cobertura Jas, mas espera que eu faço a entrada.

– Seu pedido é uma ordem minha senhora.

Violet fixou os pés no chão e fez uma pose de power ranger enquanto dizia "hora de morfar". Ela adorava fazer uma entrada inesquecível, e dizia que se for pra matar pessoas, que seja de uma forma divertida!

Os seguranças a encararam e em fração de segundos tiraram suas armas, porem em fração de milésimos Violet já havia atirado 4 facas na testa de seus oponentes e Jas já havia atirado nos outros seguranças.

– Atira logo no alvo! Ele esta escapando Jas!

– Não posso! A cbi disse que quer ele vivo, temos que correr e prend... — Antes que Jas terminasse a frase, Violet atirou uma faca no calcanhar do alvo, o que fez ele cair e ficar vulnerável à uma captura. Jas se preocupava em colocar o procurado em um lugar em que ele não escapasse, enquanto Violet gritava: "Mais uma vez o dia foi salvo, graças a Violet super poderosa!".

– James ele não para de se mexer no porta malas, porque não dopou ele antes?

– Desculpe mas os meus dopadores acabaram... Tenho que comprar mais...

– É, eu percebi.

O celular da d18 tocou e Violet atendeu.

"Alô Vivi, já terminaram a missão?" "Lógico que já Carl, tão fácil quanto matar barata... Da próxima vez nos manda uma rank 3, pode ser?"

Violet sabia que Carl não ia querer ouvir mais nada, tudo que o interessava era saber se a missão havia sido realizada ou não, e então desligou o celular após sua ultima frase.

– Porque ele pode te chamar de Vivi e eu não?

– Olha James, para de me questionar e dirige mais rápido que eu não aguento mais o grito desse cara no porta malas! Você pelo menos tampou a boca dele?

– Ah, eu esqueci.

– Claro! Como você não consegue fazer nada direito?

– Você cobra demais de mim Vivi, se estresse menos... Olha, a gente conseguiu minha senhora.