Agente

8 Act8: Dual Dance


Notas iniciais
Luka havia prometido uma dança com Mari. Lass TEM que dançar com Mari.
São duas danças e dois rivais para uma pessoa.
Qual é o objetivo de Luka afinal?
Boa Leitura!

Não demorou muito, mas enfim, Luka tinha se livrado dos compromissos da noite, com mais duas apresentações extras que Dio fez questão de que fizesse.

Lass sentia-se estranho como nunca, como se a presença de Luka fosse e não fosse perigosa.

Ah sim, ele nunca tinha sentido esse sentimento antes. E devido a isso, sentia como se não pudesse perder o italiano de vista.

_O que foi Isolet-sama? –Mari.

Lassa balançou a cabeça. Essa noite em especial, estava sendo um perfeito fiasco, viu Rey e Azin, duas pessoas que não gostava nem a pau, o ex-namorado de Amy brigão e ciumento, e ainda, a dona da gravadora, a chefe mais terrível e preguiçosa de todas.

_Vamos dançar ou não? Eu treinei somente pra isso. –Lass sussurrou chamando a atenção da azulada.

Despertar algum sentimento em Mari poderia se tornar uma boa brincadeira. Porém, ela não parecia uma simples agente de saúde, era estranho.

_É claro, vamos dançar. –Mari assentindo.

Lass lamentou aquelas lentes azuis. Sentia falta do olho vermelho da azulada, por algum estranho e desconhecido motivo.

Lass se levantou desabotoando o paletó, chamando a atenção de Mari e de alguns ali perto. O albino ajeitou as mangas da camisa cinza de seu conjunto monocromático, ajustado dentro de um colete negro.

Sua mão pálida se estendeu para a moça ao seu lado, com um sorriso gentil colorindo sua expressão fria.

_Concede-me a honra, madame? –Lass.

Mentalmente ele se xingava por estar falando como um ser da alta nobreza, e eles estavam no século XXI! Fazia-o parecer com um velho.

Mari aceitou, estranhando a mudança de humor, deixando-se levar por alguns instantes. Assim que seus olhos bem treinados puderam ver, conseguiu enxergar uma rixa recente entre o Andreani e o Isolet, apenas pelo modo que eles lançavam olhares desconfiados, mas não violentos.

_Isolet-sama? Não deveria se distrair numa dança. –Mari o repreendeu com um sorriso falso (Kuroshitsuji :O!).

Lass juntou as sobrancelhas, contrariado. Ele gostaria de simplesmente sumir do baile, não, voltar no tempo e não aceitar ser Idol. Aquilo estava destruindo sua mente pouco a pouco.

_ “Porém... eu nunca teria achado uma pessoa tão boa para cuidar de mim. Quer dizer...a Aoki.” –pensava enquanto rodeava a cintura da azulada, entrando na pista em meio as pessoas.

O som era lento e triste, o que deixou o ânimo dos casais bem pra baixo. Mas ainda sim, era uma bela melodia, que poderia ser acompanhada lentamente e ser absorvida pelos dançarinos.

A música naquele momento pareceu mais importante do que qualquer coisa. E Lass só conseguiu olhar fundo nos olhos de Mari e desvendar o mistério por trás deles.

Como uma mudança repentina no tempo, tudo ficou mais frio, a neve começou a esfriar seu corpo. Dentro dos olhos azuis, Lass sentiu o chão se perder de vista e os sentimentos de Mari tocarem seu rosto.

Como ele poderia descrever? Ele via os “rostos”, a angústia, a felicidade, a raiva, nojo, repreensão, amor...ele viu tudo representado no rosto de Mari, mas ela tinha cabelos curtos, seus olhos eram tristes, mas seus sentimentos eram visíveis naquele breve instante.

No fim do tempo, Lass piscou e viu o rosto atual de Mari, que o olhava. O que era aquilo?

O rosto de Mari estava com uma expressão. Ela parecia perplexa pelo modo que seus olhos “azuis” estavam arregalados e sua testa franzida.

Diferente do que parecia, eles ainda dançavam. Lass se movimentava perfeitamente bem e com graça.

Lass mantinha os olhos azuis claros fixos inteiramente nos de Mari. Ela não sabia, mas se sentia intimidada, pela primeira vez desde o “treinamento”.

_Mari? –chamou o albino com indiferença.

A azulada de repente sentiu calor, não o calor do verão, mas sentiu como se estivesse congelando e alguma fonte térmica a aquecesse em meio a neve espessa abrigando-a dos perigos.

_S-Sim?...

_“Ela gaguejou...”. –foi tudo o que Lass conseguiu assimilar naquele instante em que a música repentinamente parou.

Lass acordou de seu transe e sorriu levemente, tentando decifrar aquele estranho clima. Ele fez uma pequena reverência, mas antes que pudesse segurar a mão de Mari, uma mão a segurou antes.

_Poderia me emprestar à dama agora, Isolet? –Luka sorrindo timidamente.

Mari deu uma olhadinha para Lass, esperando a resposta, e não podendo chamar a atenção com seu egoísmo, o albino assentiu com a cabeça, ainda que de má vontade.

Alguns fios brancos escaparam de seu belo penteado para trás, então dois fios caíram sobre seus olhos pesarosos, semicerrados e tristes.

Agora ele entendia o porquê de tudo. Os sentimentos que lhe faltavam antigamente estavam nascendo enfim.

Sua doença... Será que desapareceria se ele absorvesse emoções de outras pessoas?

Do mesmo jeito que tinha acabado de fazer com Mari?

XXX

_O que houve Mari? –Luka perguntava no intuito de saber o motivo daquele rosto tão empertigado de Mari.

Quando não estava trabalhando, Mari demonstrava normalmente suas emoções, mas por algum motivo, ela estava agindo estranho.

_N-Nada... –Mari semicerrando os olhos e mordendo o lábio inferior.

_Mas, Mari...

Os dois rodopiavam mais rápido, mas sua conversa não parava de modo algum. Se Mari ficou tão vulnerável assim de repente, queria dizer que algo muito importante, ou alguém tinha causado aquilo.

E o pior, Luka sabia que foi Lass.

O albino esteve focadíssimo nos olhos de Mari o tempo todo. Seus pés estavam tomando conta da pista, seus movimentos estavam perfeitamente sincronizados, e o olhar de Lass, mesmo que fossem aqueles olhos sinistros, ele podia ver que o Isolet estava viajando em um lugar distante, mais precisamente a mente de Mari.

Num segundo que Luka piscou enquanto a observava, Mari ficou assustada e diminuiu o ritmo. A música acabou.

Quantos minutos haviam sido? Um? Dois? Luka não sabia, mas sua boca estava entreaberta e Lass tinha voltado, Mari tinha perdido sua máscara de indiferença.

_Mari, por favor, você já perdeu seu olhar confiante. Sabe qual é a regra para um agente que perde seu disfarce perfeito? –Luka sussurrando para ela, ainda que preocupado e apenas tentando protegê-la de perigos maiores.

O coração de Mari bateu. Não, depois de muito tempo ela voltou a senti-lo.

Foi uma sensação quente e apertada, sua mão escorregou pelo ombro de Luka e depositou em cima de seu coração. É claro que a ação chamou a atenção do moreno, fazendo-o se sentir estranho.

Mari parou de dançar e sorriu fracamente fazendo Luka apenas concluir suas suspeitas. Naquele momento, Mari, a agente, tinha perdido a coisa mais importante para poder sobreviver a um trabalho tão sério: ela voltou a ser aquela garota doce e meiga.

Ele tinha que agradecer Lass... Ou não.

Luka abaixou a cabeça, focando os olhos em Mari. Os olhos dela se abriram um pouquinho mais e o rosto dela ficou mais rosado do que o normal.

Ela desviou o olhar e falou baixo.

_Me desculpe. Eu vou ter que me afastar desse trabalho, então vou voltar pra Itália.

Luka soltou um suspiro pesado. Ele devia descobrir o que exatamente era essa doença de Lass.

Mari reverenciou-o e Luka a acompanhou de volta a mesa.

Os olhos azuis sinistros de Lass se encontraram com os doces castanhos de Luka.

Os dois se encararam firmemente. Aquilo ia ser de homem pra homem, e Mari precisava voltar ao normal, era visível isso.

_Bem... Obrigado pela dança. –Luka sorrindo fraco e envergonhado.

_ “Porque ele fica vermelho assim? Dá tão na cara...” –Lass *gota*.

Mari sorriu.

_Ei, você devia passar na mesa da Aoki e da Rey. Eles disseram que queriam falar com você um pouco. E eu tenho umas coisas pra falar com o Andreani. –Lass dizia com um meio sorriso.

Mari desconfiou, mas deixaria. Não estava em posição de nada, e ela apostava na ilusão de que não discutiriam.

Luka sorriu também e acompanhou Lass para fora da mansão. Mari ficou observando e suspirou.

_Droga...

Continua

Notas finais
Tah ai reviews?