Agalesia
12 Ele...
Os vivas de apoiantes de Felipe eram ouvidos enquanto Leopold saía do campo incrédulo, como alguém que acabou de receber uma má notícia muito inesperada
No castelo...Ninguém se atrevia a tocar no assunto excepto eu que não me contive ao ver a expressão de desilusão que o meu pai tinha no rosto...Íris— Foi apenas sorte de principiante, não se preocupe. Aquela pequena derrota não é nada comparada com as suas inúmeras vitórias.Leopold olhou para mim surpreendido.Leopold— Tens razão filha! Todos olhavam para mim impressionados com a reação do rei.Raul— Sim! Tens toda a razão Íris! Na próxima recupera a vitória.Leopold— Obrigado pelo apoio filhos.Abraçamo-nos os três.Leopold— Hoje temos muito a celebrar. O meu filho será coroado rei, e a minha filha está comigo finalmente. Não tenho motivos para chorar, muito pelo contrário, tenho vontade de sorrir! E isso tem muito mais importância do que uma simples corrida. Terei a minha desforra.Raul— Fico feliz por ouvir isso.Íris— Também eu.O resto do dia foi tal como planeado. O Raul foi coroado rei, e consequentemente Mia era a nova rainha. Eu fui "apresentada" ao povo de Agalesia que não ficou muito surpreendido com a notícia.Naquela noite...Raul— Vem rápido Íris. (gritou)Íris— Já vou...Saio do quarto vestida como uma princesa.Raul— Uau! Tu pareces... Uma princesa!Íris— Porque é que eu tenho de por este vestido desconfortável enquanto tu só tens de por um fato?Raul— Porque é tradição.Íris— Diz-me que não tenho de me vestir assim todos os dias.Raul— Bem...Íris— Raul! (arregala os olhos furiosa)Raul— Estou a brincar. (ri)Íris— Para teu bem, é bom que estejas a brincar.Raul— Vá. Agora vamos. Já começaram a chegar convidados.Íris— Está bem. Mas, e a Mia?Raul— Ela já lá está, tal como eu estava antes de ter de te vir chamar.Íris— Desculpa se me demorei a vestir uma coisa que não me deixa sequer respirar.Rimos.No salão de baile.Leopold— Estás aqui enfim.Íris— Desculpe pela demora.Leopold— Não há problema, deixa-me apresentar-te a Amanda, tua madrasta, mãe de Raul.Amanda— É um prazer conhecer-te Íris.Íris— O prazer é meu Amanda, espero que as várias das qualidades do Raul tenham sido herdadas da senhora.Amanda— Obrigada. Espero que te divirtas na festa.Íris— Espero conseguir não só divertir-me mas também respirar durante a festa.Rimos e eu dirigi-me para perto da entrada que estava quase vazia.Íris— Demorei mesmo...(murmurei)Felipe— Não tanto quanto eu.Virei-me surpreendida pela sua voz suave e ele foi-se apresentando antes que eu pudesse dizer o que quer que fosse.Felipe— Ainda não fomos apresentados devidamente. O meu nome é Felipe Kala.Íris— Íris Maia, mas, talvez não devesses ter vindo.Felipe— Porque?Íris— Hoje derrotas-te o rei no seu jogo preferido. Não tens medo da reação dele ao te ver.Felipe— Sinceramente? Não.Íris— Afinal porque é que estás aqui?Felipe— Por causa da comida, não é óbvio?Ri do seu comentário.Íris— Estás a tentar ser engraçado, ou só estás falido?Felipe— Eu esperava conseguir uma boa primeira impressão.Íris— A minha primeira impressão?Felipe— Sim. Estou a ir bem? Íris— Talvez...Felipe— É melhor do que nada.Íris— A minha primeira impressão sobre ti é apenas um tipo com sorte de principiante, e nada mais.Felipe— E se eu quiser uma boa primeira impressão?Íris— Porque é que te interessa tanto a minha opinião. Ali estão algumas das pessoas mais bonitas e poderosas deste reino.(apontando para o salão de baile) Podias ir lá chatea-las.Felipe— Tu também és uma das pessoas mais bonitas e poderosas deste reino sabes.Íris— Na verdade, não sou. Felipe— És a filha do rei.Íris— Sou uma bastarda com direito a viver no castelo. Nada mais.Felipe— Ainda bem que avisas. Assim não tenho de fingir ser um cavalheiro de classe e boas maneiras.Íris— Não és? (irônica)Felipe— Isso é ironia? Vinda de uma princesa? (irônico)Íris— Nem sei o que dizer Sr. Kala.Estou tão envergonhada. (digo isto com uma voz engraçada e um pouco dramática)Rimos.Felipe— Fico feliz por saber que és uma pessoa real.Íris— Como assim "uma pessoa real"?Felipe— Alguem diferente destas damas e cavalheiros que falam apenas aquilo que é bonito, educado e conveniente á situação. Falas como alguém real, com uma personalidade real cheia de defeitos e qualidades.Íris— E porque é que ficas feliz que eu seja assim?Felipe— Porque eu sou assim. E é muito raro encontrar alguém da minha espécie entre os humanos num ambiente de realeza.Íris— Nisso tens razão.Felipe— Isso quer dizer que...Íris— Sim! Tenho sérias suspeitas de que deixas-te uma boa primeira impressão.Felipe— Obrigado. Gostaria de me acompanhar? Juro que sei dançar relativamente bem.Íris— Adoraria acompanha-lo e obrigada pela informação útil.
Entramos juntos na festa.A banda começou a tocar uma melodia lenta e romântica.Felipe— Concede-me esta dança? (entendo a mão)Íris— Claro.Começamos a dançar lentamente, as minha mãos estavam na sua nuca enquanto que as dele estavam um pouco acima da minha cintura e os meus olhos claros eram invadidos pela escuridão dos seus olhos de um castanho igual ao seu cabelo.Um momento perfeito e talvez até romântico? Sim. Como era possível? Ele era um corredor novato com talento, encontrava-se com as classes altas em festas como esta e ainda assim era uma pessoa real. Ele esconde alguma coisa...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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