Notas iniciais
*Isso aqui se passa na época da Teiko, por isso o Midorima ainda tinha 1,75m de altura, e não 1,95m

- Akashi...

- Só mais um... pouco... – o ruivo ofegou.

Akashi se esticou o máximo que conseguia, com as pontas dos dedos tocando aquilo que tanto queria pegar: um livro velho, grande e muito provavelmente empoeirado, visto que aquele lugar era demasiado alto para ser limpo periodicamente.

- Isso é realmente necessário? – Midorima perguntou incerto. Estava segurando firmemente as pernas de Seijuro, mas não achava que conseguiria continuar por muito mais tempo.

- Eu não me submeteria a isso se não fosse de extrema importância. – o ruivo respondeu, arqueando as costas para tentar aumentar a área de contato com o livro.

Tinha sido o primeiro trabalho relacionado à empresa que o pai de Akashi tinha pedido para ele fazer. Aparentemente, alguma companhia estrangeira mostrou interesse em comprar o grande acervo histórico que a mansão dos Akashi guardava. E não era pouca coisa:

Milhões de dólares em livros e até mesmo escrituras mantidas de pai para filho, que foram parar naquela imensa biblioteca da residência de Seijuro. O seu trabalho era verificar se cada uma delas estava em bom estado e caso não estivesse, se tornaria seu dever cuidar para que fossem devidamente restauradas. A princípio, o ruivo achou aquilo um trabalho exaustivo e no mínimo desnecessário, mas entendeu logo depois que a tarefa que lhe foi dada era a prova da extrema confiança que seu pai tinha nele e por isso, nunca o desapontaria.

Fazia aquilo há meses e só faltava um único livro a ser analisado. O título estava meio apagado, mas era alguma coisa com “Nomes”, “Guerra dos ???” e “Culpado”, devia ser algo muito importante.

Mesmo assim, aquela posição era ridícula. O lugar onde o livro estava era tão alto que Shintaro, com 1,75m* de altura não conseguia alcançar sozinho. E mesmo depois que pegaram a escada, ele ainda não alcançava. Por isso agora ele estava perigosamente no último degrau da escada com Akashi em seus ombros, se esticando mais do que achava que conseguia para pegar o bendito do livro.

O único ponto positivo daquilo tudo era que não havia ninguém assistindo aquela cena além deles; o pai de Akashi saiu em uma viagem de negócios e os empregados foram dispensados pelo ruivo algumas horas antes de Shintaro chegar.

- Preciso que você fique na ponta dos pés, Shintaro. – o ruivo disse.

Midorima ficou boquiaberto.

- Nós vamos cair! – ele protestou.

- É só um pouco. Vamos, tente.

O esverdeado tentou, mas sentiu-se desequilibrar e entrou em pânico, voltando à posição anterior.

- Eu tenho uma ideia melhor. – disse, ainda com o coração batendo rápido por causa do susto.

- Diga.

- Ér... – Midorima começou, não tinha como explicar o que iria fazer sem soar estranho. – Confie em mim.

Akashi estava prestes a perguntar o que o amigo pretendia tentar quando sentiu duas mãos segurando firmemente suas coxas e o erguendo desastradamente.

- S-Shintaro! – ele entrou em pânico por um segundo e tentou se segurar em alguma coisa, mas logo notou que bem à sua frente estava o livro que tanto precisava pegar.

Após terem descido da escada e terem pego o livro, o ruivo o colocou em cima de uma mesa e se virou para falar com Midorima.

- Isso foi repentino, mas deu certo. Eu agradeço. – Akashi sorriu para ele. O esverdeado não respondeu, parecia perdido em pensamentos. – Shintaro?

-...macio. – ele disse, parecendo hipnotizado.

- O quê?

Midorima pareceu perceber o que tinha dito, porque arregalou os olhos e começou a ficar desesperado.

- Macio? – o ruivo repetiu, se perguntando o que poderia ser macio e logo depois sentindo um leve constrangimento ao entender o que o outro quis dizer. – Shintaro...

- Desculpe, eu realmente preciso ir. Até amanhã. – o mesmo se apressou e foi embora com um estrondo.

Desceu quase correndo pela rua, com uma paranoia de que o ruivo poderia segui-lo até ali para perguntar sobre o que diabos ele estava falando.

Nem ele mesmo sabia direito, só disse no impulso porque por mais estranho que soasse, as pernas do ruivo eram incrivelmente macias. Repreendeu-se com o pensamento de poder tocá-las novamente, mas bem que queria.

~

Akashi sentou no sofá da biblioteca com um pequeno sorriso no rosto.

“Shintaro... você realmente excede minhas expectativas.”

Notas finais
Eu só estava com vontade de escrever alguma coisa curtinha, porque eu amo esse ship demais e é tão raro ver alguma coisa sobre ele aqui no nyah >.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!