Afterlife

2 Um bom plano Hot


Notas iniciais
>u< Ohaio. [Aviso: HOT HOT HOT! SEXO! SEXO! SEXO!] >u

No final, acaba que ele vai dormir no quarto ao lado do meu. O único quarto de hóspedes na casa. E como improvável Jacob vai dormir junto a Rosa. Tomara que aquele indiano, não atrapalhe meu sono.

Tirei a maquiagem e deitei na cama com Will e Will.

Quando deu exatamente três e cinqüenta, a casa entrou em profundo silêncio. Apaguei a luz, e deixei que o pisca-pisca colorido iluminasse o quarto de uma maneira que amo. Esperei alguns segundos para ver se conseguiria dormir, em vão. Olhei no relógio do celular e percebi que uma eternidade que passou, foram somente dois minutos. Esvaziei a mente e coloquei fones de ouvido, puxando a colcha até a cabeça. Dessa vez eu estava ouvindo Nightwish, uma banda de rock melódico, muito boa. De repente sinto um ventinho na orelha, mas ignoro, deixei a janela aberta. Depois ouço a porta se fechando. Levanto rapidamente e vejo que alguém havia entrado no meu quarto.

– Oi. – Jason sussurra. E se aproxima de mim com os braços estendidos, como em rendição.

– Droga, o que está fazendo aqui seu maluco? – Sussurro de volta, um pouco irritada como o fato de ele dormir só de bermuda.

– Eu estou sem sono. Ouvi barulhos e vim ficar com você.

Lanço um olhar reprovador a ele. Só eram dois anos que eu o conhecia. E um em que temos uma afinidade maior.

– Como tinha certeza de que eu não estava fazendo merda? – Nosso jogo de sussurros estava começando a me irritar. Então me ajustei na cama e dei um tapinha no meu lado.

– Sabendo. Os barulhos que eu ouviria seriam diferentes. – Jason deu um risinho, o que fez seus músculos do abdômen se enrijecer. – Uhm, licença. – Ele levantou a colcha e sentou ao meu lado, cobrindo as pernas. – Sério que você dorme só de camisa? – Jason olha direto nos meus olhos. Nesse momento largo meu celular e o fone de lado e encaro-o. Como ele pode ver que estou só de calcinha?

– Para de ver as coisas. – Chuto sua perna, estava ficando muito nervosa. Só não discutia com ele porque faria barulho. – Pra sua felicidade, eu estou com sono. Então vê se não enche. – O que em parte era verdade. Então me deitei e virei de lado. Ignorando o fato de ter um garoto de cabelo judeu-afro, olhos azuis, pele clara e sem camisa, ao meu lado.

Nossos pés estão se tocando. Sinto, então, que essa noite não terá um fim tão tedioso quanto parece.

Viro-me em sua direção e fico encarando-o. Ele está folheando Will e Will. De repente para e coloca o livro no criado mudo, e olha para mim.

– Você é muito marrentinha e bipolar. – Ele franze o cenho.

Não respondo, apenas me sento ao seu lado e encosto a cabeça em seu ombro.

– Está vendo? Ah, meu Deus. – Jason resmunga e segura meu queixo, me obrigando a encará-lo. – Droga garota. Esse seu jeito estranho me deixa louco, sabia?

Quando ele disse isso, algo em meu estômago vibrou, e meu pulso acelerou.

– Ótimo. Porque você sem camisa está me deixando louca. – Admiti, fechando a cara. O que mais poderia fazer? – Você. Está. Fazendo. O. Que? – Sussurro cada vez mais lento. Seus olhos brilham, e sua boca me faz querer beijá-lo. Fico perdida entre beijá-lo, ou somente encará-lo. Desisto das opções e me levanto, tranco a porta, sentando depois em seu colo e enlaçando os braços em seu pescoço.

– Um beijo. – Eu sorri, sabendo que isso iria a mais que um simples beijo.

Jason inclinou a cabeça para frente e encontrou meus lábios. Uma explosão de coisas entrou na minha cabeça, e eu só pude pensar no que ele fez para me deixar tão espontânea de um simples momento para outro. Enlaço meus dedos em seus cachos. Jason passa suas mãos na minha cintura e em minhas costas. Abaixo uma das minhas mãos e arranho seu abdômen como em resposta. Ele geme e invade minha boca com sua língua quente.

– Não, espera. – Me afasto dele e fico olhando suas orbes cor de Tanzanites. É isso, me lembram Tanzanites.

– O que foi? – Pergunto.

– Você está bem? Sem C2H6O, ou substâncias naturais ou sintéticas que podem ser injetadas diretamente nos seus vasos sanguíneos? É isso que você faz na maioria das vezes que vai em suas saídas sozinhas. – Jason deve ter percebido minha careta, mas logo ele completa: — Etimologicamente denominados ‘rolés’. Além do mais, sempre acaba mentalmente insensata ou fisicamente inábil de...

Reviro os olhos. Sete infernos. Esse garoto é tão sexy mesmo com seus termos cientificamente irritantes.

Aliás, em que momento mesmo que eu fiquei desejosa por Jason? No momento que ele chamou bebida alcoólica de C2H6O? Ah, sim!

Inclinei-me para frente e voltei a beijá-lo. Ele não impediu mais, ao contrário, encontrei facilidade e desespero entre seus lábios. Quase ri disso... Quando Jason fica excitado ele fica mais ‘nerd’ do que já é.

Ele começa a distribuir beijos entre minha clavícula e meu pescoço. Lembro-me do toque de Andrews, mas desisti da ideia de parar com o que estava rolando com Jason, porque sinceramente aquilo estava bom demais.

Notinha mental: Nerds são sexualmente perfeitos.

Minha cabeça tomba automaticamente para trás, e travo minhas unhas em suas costas. Ele se inclina para frente, me segurando pela cintura, e deita sobre mim. Passando a mão pela minha barriga, ele levanta minha blusa, sem retirá-la, de modo que meus seios ficaram a mostra.

– Você não usa sutiã para dormir. – Jason sorriu e voltou a me beijar novamente.

– Nunca se sabe quando imprevistos acontecem. – Murmurei entre seus lábios, que desceram pela minha boca, seguiu pelo pescoço, clavícula e depois meus seios.

Enquanto ele deixava seus rastros quentes em um, sua mão atacava o outro em forma de concha, e a outra mão vacilava na minha calcinha. Ele pôs o dedo em minha genitália e me masturbou por alguns segundos. Seu dedo fazia um movimento circular, e cada vez mais rápido. Quando eu não aguentava mais, apertei seu ombro, enquanto beijava dessa vez, seu pescoço. Entendendo o recado, Jason abaixou minha calcinha e tocou o líquido que escorria visivelmente. Eu estava realmente excitada. Então ele subiu até mim e parou de frente para meu rosto. Nossas respirações se batendo.

– Tem certeza que quer continuar? – Sua voz soou preocupada, suas sobrancelhas escuras formavam um arco bem delineado em sua testa. Mas eu não iria parar por ali. Lancei meu corpo para cima e toquei seus lábios, recomeçando o beijo.

Não consegui segurar um gemido e arqueei a coluna, sentindo seu membro enrijecido por debaixo da bermuda.

Impulsionei meu corpo para baixo e abri o feixe, com certa destreza, revelando sua cueca Box branca. Mordi o lábio. Voltei para seus lábios, enquanto ele penetrava dois de seus dedos em minha vagina, e deslizava a mão em minha coxa.

Ele estava sendo muito cavalheiro em me excitar totalmente e durante o sexo não gosto de cavalheirismo. Mordi seu lábio inferior e impulsionei seu corpo para baixo de mim. Jason me olhou surpreso e malicioso ao mesmo tempo. Meu cabelo caia como uma cascata na lateral de seu rosto.

Apoiei minhas mãos em seu abdômen, e comecei a subir e descer lentamente. Aumentei a velocidade, e Jason me ajudava com suas mãos em minha cintura. Ouvi-o murmurando alguma coisa, mas não entendi o que era.

Mais rápido. Era pouco. Eu necessitava de mais, e Jason pareceu perceber, porque colocou seu corpo sobre o meu e continuou a me penetrar. Estávamos em um verdadeiro jogo de quem comanda. Invertemos as posições. Sua barriga estava próxima a minha e nossos corpos estavam em perfeita sincronia. Eu estava começando a sentir o êxtase se aproximando. Alguns segundos depois foram como se estrelas explodissem a minha frente. Fechei os olhos, arqueando a coluna e segurando um gemido de puro prazer, enquanto Jason retirava seu membro de dentro de mim. Ele se jogou ao meu lado, e ofegamos juntos. Segurando a minha mão, virou seu corpo para mim.

– Eu amo você. – E encostou a cabeça no espaço entre meu pescoço e a minha cabeça.

E então fez se um silêncio profundo. Eu não havia percebido, mas agora, o quarto estava em plena escuridão. O senti respirar fundo. Jason estava dormindo. Ou sua mente trabalhava tanto quanto a minha.

Aquelas três palavras talvez dissessem muito. Ou talvez fossem somente três palavras pós-sexo. Eu necessitava saber mais. Porém, não quis acordá-lo, se é que ele dormia. Primeiro meu encontro com Andrew, que não foi nada mais de um ‘oi’, praticamente. Agora sexo com o sobrinho do meu quase-padastro. Agora os sentimentos estavam confusos em minha cabeça. Talvez eu realmente gostasse de Jason, e quando dei por mim, eu estava bagunçando seus cabelos lentamente. Ora enrolando algum cacho em meu dedo, ora passando minha mão em todo seu cumprimento capilar.

Talvez eu o amasse.

Só tenho dezessete, e ele dezoito. Será que dá para encontrar o amor da sua vida nessa idade?

Olhei para o relógio no criado-mudo, e vi que eram quatro horas. Droga! O horário que minha mãe sai para trabalhar. Saio de baixo de Jason lentamente, mesmo sabendo que depois terei de acordá-lo. Pego minha blusa jogada no pé da cama, e a minha calcinha, e me visto rapidamente. Será que eu estava com cheiro de sêmen? Peguei a bermuda de Jason e joguei em cima dele, que se mexeu. Será que essa criança dorme como pedra, igual a mim? Que saco! Debrucei-me sobre ele e murmurei.

– Jason. Acorda. – Depois dei um selinho em seus lábios. Um sorriso se formou assim que me afastei uns cinco centímetros, e sua mão surgiu me puxando mais para perto. – Não, agora não Jason. Está na hora da Rosa sair, droga. – Me desvencilho dele e jogo sua cueca na cabeça dele. Ele levanta a cabeça, confuso e olha o relógio.

– Meu tio disse que também vai sair com sua mãe agora. – Ele sussurra, frustrado. – O plano é o seguinte: estávamos com insônia, ai eu vim e fiquei conversando com você até dormirmos.

– Parece um bom plano. – Puxo a cama que fica á baixo da minha e jogo um travesseiro lá, enquanto ele se vestia rapidamente. – Agora deita ai e vai dormir.

Estava prestes a sair do quarto e ir em direção a cozinha, porque senti meu estômago roncar e estava realmente ficando com muita fome, quando sinto a mão de Jason na minha. Ele para na minha frente, e não solta a minha mão. Assim tão perto percebo que ele é dez centímetros mais alto que eu.

– O que você disse... era... – Tento completar. Mas ele me interrompe beijando minha cabeça e saindo do quarto em seguida. Já vestido.

Jogo-me na cama. Jason, seu merda! Eu acho que estou apaixonada por você. É isso. Apaixonada. Esse é o termo correto. Viro-me de bruços, e não me importo com a colcha jogada no chão. O quarto começa a ganhar um tom azulado, mesmo ainda parecendo noite. E então minha visão fica turva, e eu acabo dormindo.

Notas finais
Aehoo, é isso *3*