Notas iniciais
OIE OIE GENTE! Podem dizer... FINALLY! Nossa, eu sei que eu demorei muito. Eu sei. Mas espero que o capítulo compense a eternidade que eu levei pra att. Antes de mais nada, queria agradecer a Cah pela sua recomendação linda! ♥ Também queria comentar o quão eu fico feliz em ler as recomendações de vocês! Sério mesmo gente, tem umas que dizem que a história é exatamente como deveria ser na série e eu fico imaginando que é incrível ter o mesmo pensamento que vocês e poder compartilhar essa história com vocês. Obrigada por tudo! Vocês são incríveis demais! ♥ Agora, vamos ao capítulo?

Caroline tentou mexer as suas pupilas, mas foi totalmente em vão.

A vampira estava fraca. Muito fraca.

Não tinha forças para mover sequer um músculo de seu corpo.

Tudo o que ela conseguia pensar era na sua garganta, que secava a cada segundo que passava, e que a sede por sangue a consumia ainda mais.

Apesar da sede e da fraqueza, a loira conseguia ouvir de longe a voz de Hayley a chamando, mas Caroline sentia a fraqueza lhe invadir novamente quando pensava em respondê-la.

A última vez que se sentira assim era quando o seu pai lhe fez de prisioneira. A única diferença é que dessa vez era dez vezes pior.

Muito pior.

Respirou fundo e fechou os olhos com força.

Queria morrer para acabar com aquele sofrimento. Com aquela dor.

Involuntariamente a loira lembrou-se dos momentos em que mais se sentiu plenamente feliz, alegre… Então, repletos momentos felizes se passaram por sua mente, como se fosse um filme.

Obviamente isso incluía a Elena, Bonnie, Matt, sua mãe, Rebekah… Até os Salvatores!

Recordou-se também de momentos em que o amor lhe consumia.

DÊ O PLAYER!

“Sabe que sempre será você amor.” — ela podia ouvir a voz de Klaus sussurrando em seu ouvido.

O primeiro beijo…

“– Klaus! – Caroline gritou assustada. Se afastando até se encostar-se à parede. Ele entrou rapidamente fechando a porta atrás de si.

– Minhas sinceras desculpas, mas eu não vou cometer o mesmo erro novamente. – ele disse sério e no mesmo instante selou seus lábios aos de Caroline para um beijo desesperado, sincero e apaixonado.”.

A primeira vez…

“– Klaus... Por favor... Por favor... – ela gemeu alto enquanto Klaus a provocava. Klaus arrancou sua Box e entrou em Caroline lentamente, fazendo-o a loira arquear. Depois de alguns segundos, Klaus investia tão rápido que era possível ouvir os corpos de ambos se chocando. E a essa altura do campeonato os dois já tinha perdido o controle dos gemidos. Principalmente ela.

– Caroline... – Klaus murmurou rouco. – Diga o meu nome.

– Nem sonhando. – a loira respondeu em meios de gemidos fazendo que Klaus sorrisse. Então, o hibrido diminuiu a velocidade de suas investidas fazendo que seu corpo reclamasse.

– O que? – Caroline gemeu. – Não... Continue... Klaus...

– Diga o meu nome.

– Eu não vou dizer o seu nome. – ela murmurou chorosa. Klaus diminuiu ainda mais a velocidade fazendo que Caroline gemesse mais alto dessa vez.

– Klaus! Niklaus Mikaelson! – ela gritou e Klaus não pode deixar de sorrir vitorioso. Ele voltou a penetra-la como antes e os dois chegaram ao clímax juntos. O que Klaus não esperava, era Caroline praticamente gritar seu nome mais uma vez em um grito de prazer. Ele desabou exausto sobre Caroline e a única coisa que se podia ouvir naquele quarto era a respiração alterada de ambos.”.

As tentativas de sedução…

“– Você não me engana, Caroline. – ele disse divertido e Caroline o encarou confusa.

– O que? – a loira perguntou confusa.

– Você está aí tentando provar pra mim o quão me odeia e que não confia em mim, mas eu vejo claramente que tudo isso não passa de um fingimento barato. – ele disse e Caroline engoliu seco.

– Por favor! – Caroline bufou nervosa.

– E eu consigo sentir daqui o calor do seu corpo quando eu estou por perto, seu sangue pulsando por atenção... Pela minha atenção. – ele disse dessa vez se aproximando dela, mas a cada passo que ele dava, Caroline recuava.

– Você está alucinando! – ela disse recuando.

– Estou? – Klaus perguntou divertido. – Então me responda, por que a cada passo que eu dou você recua? – perguntou. Caroline parou de recuar na mesma hora e encarou o hibrido assustada. Sua respiração já estava descompensada.

– Eu não estou recuando... – ela sussurrou nervosa. Num piscar de olhos, Klaus já em sua frente, próximo o suficiente. Caroline ofegou com o susto enquanto ele lhe encarava totalmente sedutor.

– Toda vez em que a vejo nesse estado eu me pergunto: por que resistir Caroline? – Klaus começou falar enquanto seu dedo indicador passeava pelo busto da Caroline agora. A vampira fechou os olhos respirando fundo ao sentir o seu toque. O hibrido começou a caminhar em volta dela, ainda com o dedo em seu busto, que agora estava em seu ombro. Ele parou de caminhar quando estava atrás dela, colado em seu corpo. – Mas eu confesso que... – ele sussurrou provocador no ouvido dela, afastando-os cabelos loiros de seu pescoço. – Que esse seu jeito arisca me excita. – disse. Sem aguentar mais um minuto, Caroline virou girou seu corpo de forma que a ficava de frente para Klaus e o beijo violentamente. Os braços da loira agora estavam em volta do pescoço do hibrido, e suas mãos passeavam descontroladamente pelo cabelo dele, pescoço, cabelo de novo... Os dois praticamente brigavam durante o beijo, com uma mistura de desejo e até mesmo paixão, em uma batalha de línguas. Quando ambos estavam se ar, se afastaram enquanto respiravam descontroladamente."

– Você é um idiota. – Caroline murmurou deixando que um sorriso escapasse dos seus lábios enquanto seus braços estavam em volta do pescoço de Klaus.”

Desentendimentos que terminavam em… Sexo.

"– Eu não tive a oportunidade de dizer que você está deslumbrante essa noite. – Klaus disse a encarando enquanto suas mãos pousavam delicadamente nas costas nuas da loira, acariciando-as levemente. Ela fechou os olhos sentindo a reação em si.

– Muito tarde para elogios. – Caroline murmurou séria tentando esconder o efeito que ele lhe causava.

– Nunca é tarde para elogios. – Klaus murmurou encarando-a mais perto. A loira o encarou séria.

– Deveria estar elogiando a humana com quem estava dançando há algumas horas atrás. Não eu. – ela disse fria. Klaus suspirou.

– Cami não significa nada. Eu só estava a hipnotizando para conseguir informações do Marcel. – Klaus explicou.

– Cami?! – Caroline perguntou irônica. – Nossa... Que progresso.

– Caroline, você fala como se só eu tivesse feito algo errado esta noite. – Klaus começou a dizer perdendo a paciência novamente.

– Mas eu não fiz algo errado essa noite! – ela retrucou.

– Tem certeza? – ele perguntou sério. – Eu me lembro de te visto você dançando com aquele maldito Thierry, e se eu não me engano você estava se divertindo! – ele disse fazendo Caroline revirar os olhos.

– Eu estava tentando arrancar informações dele! – ela se defendeu.

– Veja como eu me sinto agora. – Klaus disse e Caroline o encarou furiosa agora.

– Quer saber?! Eu me diverti dançando com o Thierry sim! Aliás, ele é divertido! E sabe que eu até gostei dele? – Caroline provocou. Klaus encarou a vampira totalmente raivoso agora.

– O que está dizendo? – ele perguntou trincando os dentes.

– Que eu estou pensando em aceitar o convite dele para jantar amanhã. – ela disse perto demais, o que o fez encarar os lábios dela.

– Você não faria isso. – Klaus murmurou prestes a explodir.

– Quer pagar pra ver? – ela retrucou ameaçadora. – Agora me solte porque eu já me arrependida ter dançado com você! – disse soltando-se dos braços dele e correndo para dentro da mansão. Estava prestes a entrar no seu quarto quando sentiu um braço lhe puxar para o caminho oposto. Quando percebeu, a loira estava no quarto do Klaus, encostada na parede, com as duas mãos dele pressionadas sua cintura.

– O que está fazendo? – ela gritou nervosa. Nervosa por toda aquela aproximação. Ela sabia o quão aquilo era perigoso. Klaus não respondeu. Apenas encarou os lábios da loira que pareciam tão chamativos naquele momento. Sem pensar em mais nada, ele invadiu os lábios dela sem ao menos saber se ele queria isso ou não. Caroline pareceu resistir nos primeiros segundos quando suas duas mãos estavam apoiadas no peito do hibrido na intenção de afastá-lo, mas a partir do momento que o beijo foi se intensificando, ela não conseguia pensar em mais nada a não ser em ser dele. Quando ambos já estavam sem ar, interromperam o beijo e Klaus abaixou sua cabeça para beijar o busto da loira, fazendo-a soltar um gemido baixo. O hibrido a virou de costas, fazendo Caroline ter um “choque térmico” ao encostar suas bochechas quentes na parede gelada do quarto, mas ela não pareceu se importar com isso quando Klaus começou a beijar seu pescoço ferozmente e ao mesmo tempo suas mãos alcançaram a lateral do vestido da loira, abrindo o zíper imediatamente. Caroline se virou por conta própria e o beijou desesperadamente, Klaus pareceu perder a paciência em tentar abrir o vestido do modo “certo”, quando o arrancou sem cerimônia do corpo da loira, o fazendo parar de beijá-la para observar uma Caroline só de calcinha.

– Você é linda... – foi o Klaus disse antes de agarrá-la novamente levando-a para sua cama onde os dois se amaram e se odiaram.”

Confissões…

“– Eu quero que você fique e seja a minha amiga, minha cúmplice, minha mulher. Eu não sei como lhe dizer isso, mas… Com você eu me sinto mais forte. Como se eu estivesse completo. Como se eu não precisasse de mais nada… Eu… Quero que você fique e ocupe o espaço de minha mulher. Eu serei rei e você será a rainha. – Klaus disse a encarnando nos olhos. — Por favor, Caroline… Fique.”

E as lágrimas começaram a invadir as bochechas sem vida da vampira.

MUSIC OFF

Havia se passado três dias longos.

Nenhum sinal de Klaus, Elijah ou Rebekah.


Hayley observava Caroline deitada no chão totalmente sem vida. Não havia nada de saudável em Caroline, como a loba estava acostumada a observar nos últimos dias. Os lábios vermelhos e cheios de vidas que a loira tinha, estavam ressecados e brancos. Os cabelos dourados estavam oleosos, sua pele estava branca como uma neve e seu corpo aparentava estar desnutrido, com machucados em diversas partes devido às torturas de Victória.

– CAROLINE! — Hayley gritava desesperada. Não queria acreditar que ela estava morta. Não naquele momento. — Caroline aguenta firme, por favor… — ele sussurrou. Caroline mexeu as pernas levemente fazendo a loba suspirar um pouco aliviada.

Nesse mesmo instante, Victória adentrou o galpão e Hayley a encarou mortalmente.


– Não me olha com essa cara. Não tenho medo de lobos, se você quer saber. — a ruiva murmurou debochada.

– Ela está morrendo. — Hayley disse entre dentes.

– É essa a intenção. — Victória disse divertida.

– Ela está três dias sem sangue! — a loba gritou.

– Será que ela aguenta o quarto? — Victória murmurou gargalhando.

– Você está fazendo isso porque Tyler não está aqui. Sabe que ele não deixaria Caroline chegar a esse estado. Não assim! — Hayley gritou e Victória fechou a cara. Antes que a ruiva pudesse responder, Tyler adentrou o galpão surpreendendo as duas mulheres.

– Estavam falando de mim? — o híbrido perguntou divertido, caminhando até as duas.

– Tyler! A Caroline está morrendo! — Hayley gritou e Victória fuzilou a loba com os olhos.

– O que? — Tyler mudou a sua feição divertida para uma feição totalmente perturbada. — O que você fez Victória? — ele gritou irritado.

– Eu… — Victória estava prestes a responder, mas Hayley a interrompeu.

– Ela a deixou sem sangue por três dias seguidos. TRÊS! — Hayley respondeu.

– Cala boca sua cachorra fedida! — a ruiva gritou irritada.

– Eu falei pra você deixar ela fraca, não a deixar morrer! — Tyler murmurou enquanto se agachava para acolher Caroline. Victória observava a cena surpresa e irritada. — Vá pegar uma bolsa de sangue! — ele ordenou.

– Mas Ty… — Victória gaguejou.

– AGORA VICTÓRIA! — o híbrido gritou alto e totalmente raivoso, e Victória deu um pulo pra trás. Hayley sorriu irônica para a ruiva que deu as costas pronta pra obedecer mais uma ordem do Tyler.

– Desculpe Klaus, mas não temos nenhum sinal delas. — o vampiro murmurou lentamente e quando percebeu, estava pendurado pelo braço de Klaus em seu pescoço. A dificuldade para respirar estava ficando cada vez mais difícil.

– Klaus! — Marcel gritou.

– Nik! — Rebekah gritou.

Klaus pareceu ignorar os gritos de Rebekah e Marcel e continuou a tentar enforcar o homem, que agora, estava vermelho.

Em uma ação rápida, Elijah empurrou o irmão contra a parede deixando o recruta de Marcel cair no chão com a mão no pescoço respirando aliviadamente.

– Niklaus, matar o pobre coitado não irá diminuir a sua raiva. — Elijah murmurou calma e intimamente. Klaus encarou o irmão sério antes de empurrá-lo e subir para o seu quarto.

A verdade é que depois que Davina havia dito que Hayley e Caroline não estavam em Nova Orleans, Klaus resolveu procurar ele mesmo pelas duas mulheres.

Isso levou três dias.

Mas foi totalmente inútil.

Ele visitou todos os lugares possíveis. Procurou mais uma bruxa pra tentar realizar o feitiço de localização, mas ela disse a mesma coisa que Davina tinha dito.

Feitiço de ocultações dos bons.

Davina ainda foi melhor em dizer que as duas mulheres não estavam em Nova Orleans, o que a procurada por Klaus não foi capaz de descobrir.

O híbrido voltou para o Quarter de mãos vazias, com o ódio lhe consumindo.

A cidade de Nova Orleans estava em alerta máximo. Todos procuravam por Caroline e Hayley.

Davina tentava a todo o custo fazer um feitiço que conseguisse localizar Caroline e Hayley.

Elijah também dava as suas escapadas para procurar as duas, mas acabava voltando para casa de mãos vazias, assim como Klaus.

Rebekah e Matt tentavam buscar pistas das duas, e até procurou os lobos de Bayou, mas Jackson havia dito que não sabia de nada e que a última vez que viu Hayley foi na festa, assim como os outros lobos, mas garantiu a Rebekah que se tivesse uma pista, ele iria procurá-la, afinal, Hayley era da família.

Kol estava mais próximo de Davina dessa vez. Tudo o que a bruxa precisasse, sejam materiais ou porções para o feitiço, o original sempre arrumava um jeito de arranjar para ela.

Marcel também ajudava no que precisava, com contatos e pistas…

Mas nada disso era o suficiente.

Caroline e Hayley estavam mais longe que nunca.

Caroline devorou a bolsa de sangue que Tyler havia lhe dado em questão de segundos. Quando a loira pediu por mais, o híbrido negou, já que estava ciente que a vampira estava bem novamente. Ele a colocou de volta na cadeira, amarrando-a novamente. Depois disso, o híbrido chamou Victória para conversar fora dali.

– Deus! Você me matou de susto! — Hayley comentou quando as duas finalmente estavam sozinhas.

– Eu estava morrendo? — Caroline perguntou ainda cansada.

– Morrendo? Você estava parecendo um cadáver de dez dias! — Hayley comentou divertida, apesar de estar falando sério.

– Nunca deixe um vampiro sem sangue. — Caroline disse encarando Hayley dessa vez. — Como você está? Estão te alimentando bem? — perguntou.

– Pelo incrível que pareça sim. Não vamos falar nisso agora. Caroline, precisamos sair daqui.

– Eu sei. Precisamos de um plano. — Caroline comentou pensativa. — No banheiro… Tem alguma janela? — ela perguntou curiosa.

– Sim, mas está fechada. — Hayley respondeu.

– Então você dará um jeito de abrir e fugir. — Caroline sussurrou.

– Mas e você? — a loba perguntou.

– Eu ficarei aqui distraindo aquela vadia ruiva. Você vai tentar chegar até o Klaus e depois ele vai me tirar daqui.

– Caroline…

– Hayley, é a nossa única chance! Vai dar tudo certo. Vai dar tudo certo.

Davina estava sentada na cama, rodeada de livros de magia. Tinha passado a noite em claro lendo a metade daqueles livros, mas não conseguia nenhuma resposta.

Nada.

– Posso entrar? — Kol perguntou ainda na porta.

– Sim. — Davina respondeu. O original então entrou, e sentou na beirada da cama, encarando a bruxa. Davina tentou manter sua atenção nos livros, mas era difícil se concentrar com o Kol lhe encarando. — Algum problema? — ela perguntou nervosa.

– Deveria descansar. — Kol respondeu sério, encarando-a intensamente.

– Eu estou bem. — ela respondeu.

– Passou a noite em claro Davina. — Kol disse. Davina o encarou surpresa e se perguntou como ele sabia daquilo. — Sim, eu estava te espionando. — Kol respondeu parecendo adivinhar a pergunta da bruxa.

– Eu já disse que eu estou bem. — Davina respondeu levantando da cama dessa vez, inquieta. — Eu só quero ajudar. — sussurrou. Kol levantou lentamente da cama.

– Eu sei… — Kol disse atrás dela. Davina fechou os olhos sentindo a aproximação do original atrás de si. Não sabia o porquê de estar sentindo aquilo, mas naquele momento, ela sabia que não tinha como evitar.

Davina, então, virou-se e encarou um Kol bem próximo de si a encarando sedutoramente. Sem pensar em mais nada, ela selou seus lábios nos dele o pegando totalmente de surpresa, mas Kol pareceu se recompor em questão de segundos quando encostou Davina contra o armário daquele quarto, a beijando desesperadamente. As mãos da bruxa passeavam pelos cabelos de Kol enquanto o mesmo apertava a cintura de Davina com força. Os dois só separaram seus lábios quando lhe faltava ar. Com as testas coladas, os dois se encararam ofegantes. Kol segurava o rosto de Davina com as duas mãos enquanto as mãos dela estavam pausadas no peito do original.

– Essa foi a maior loucura da minha vida. — Davina sussurrou ofegante.

– Essa foi a minha maior loucura em mil anos. — Kol disse divertido arrancando um sorriso da bruxa. Encararam-se mais uma vez antes de se beijaram novamente, dessa vez intensamente mais forte.

Klaus estava sentado em cima da mesa do seu escritório, enquanto encarava a lareira. A sensação de impotência tomava conta do híbrido. O que mais lhe perturbava é que ele estava perdido… Literalmente perdido. O fato de não conseguir achar as duas mulheres lhe perturbava de uma maneira que o próprio híbrido não conseguia explicar.

Haviam sequestrado Hayley. A mulher que carregava o seu filho. Seu herdeiro.

E haviam sequestrado Caroline. A mulher que mexe com seus sentimentos de uma forma que só Caroline conseguia mexer.

Ele não podia perder as duas.

– Elijah… Temos visitas. — Marcel murmurou indiferente e antes que Elijah pudesse perguntar quem era, Jackson e Oliver adentraram a sala recebendo olhares ameaçadores do original.

– O que estão fazendo aqui? — Elijah perguntou tranquilamente, apesar do seu tom de voz assustador.

– Jackson? — Rebekah perguntou curiosa.

– Eu disse que apareceria se tivesse alguma pista. — Jackson respondeu. Elijah encarou a irmã curioso.

– Eu tinha que saber. — Rebekah murmurou para Elijah.

– Oliver estava vendo algumas fotos da nossa festa e encontramos isso. — Jackson entregou a câmera para Rebekah. A original observou a foto e fez uma careta. Era uma foto dela e de Caroline em cima da mesa, dançando.

– Ok… Isso não é nada agradável. — Rebekah murmurou.

– Eu sei que é difícil, mas observe o fundo. — Oliver murmurou divertido. Rebekah encarou o lobo com cara de poucos amigos, mas logo em seguida deu zoom na foto. No fundo, havia Hayley e Jackson sentados no tronco de uma árvore, mas a original não pareceu perceber isso. Percebeu um homem com uma boina na cabeça escondido atrás de alguns galhos de árvore. Deu mais algum zoom até reconhecer o homem.

Thierry? — ela murmurou surpresa e encarou Elijah.

– Você o conhece? — Jackson perguntou.

– Nós não, mas o Marcel sim. — Elijah respondeu. Marcel encarou o original curioso e pegou a câmera da mão de Rebekah.

– Thierry? Por que ele estaria espionando? — Marcel questionou curioso.

– Não sei… Por que você mesmo não responde? — Rebekah murmurou.

– O que está acontecendo aqui? — a voz de Klaus ecoou pela sala. — O que eles estão fazendo aqui? — perguntou ameaçador.

– Ele veio entregar isso. — Rebekah disse tomando a câmera da mão de Marcel e entregando para o híbrido. Klaus observou a foto e imediatamente encarou Marcel.

– Explique isso Marcel. — o híbrido disse assustador.

– Eu juro que não sei Klaus. Faz tempo que eu não falo com o Thierry. Ele sumiu faz dias. Eu juro! Diego pode confirmar isso. — Marcel explicou. Klaus observou atentamente a expressão de Marcel e respirou fundo.

– Chame o Diego. Agora. Sabe que esse Thierry tiver alguma coisa a ver com o desaparecimento de Caroline e Hayley, eu irei matá-lo sem piedade alguma. — Klaus murmurou próximo de Marcel, com o dedo indicador em frente ao rosto do vampiro, que engoliu seco.

Caroline e Hayley estavam prestes a colocar o plano em prática.

As duas haviam combinado que, Hayley pediria pra ir ao banheiro e enquanto a loba tentava fugir pela janela, Caroline iria tentar distrair Victória, Tyler ou quaisquer que seja.

– Alguém está vindo. — Caroline sussurrou.

Era Victória.

– Ora, ora. Estão quietinhas. Que milagre. — Victória murmurou com uma voz enjoada.

– Eu preciso fazer xixi. — Hayley murmurou impaciente. Victória revirou os olhos tediosa.

– De novo?! — Victória protestou.

– Eu não sei se você sabe, mas eu estou grávida. — a loba murmurou irônica.

– Eu sei. Essa é a sua sorte. — Victória murmurou enquanto desamarrava Hayley. Antes de levantar, a loba lançou um último olhar para Caroline, que balançou a cabeça positivamente. — Ande logo loba! Não tenho o tempo inteiro! — Victória disse enquanto empurrava Hayley até o banheiro. A loba fechou a porta bufando e Victória ficou do lado de fora, bem próxima à porta. Caroline observou a cena nervosa.

– Onde está Tyler? — Caroline perguntou alto, fazendo a ruiva se virar para encará-la.

– Por que está tão interessada? — Victória perguntou dando um passo na direção de Caroline. A loira aí então percebeu que estava no caminho certo.

– Eu queria agradecê-lo por não me deixar morrer. — Caroline mentiu. Victória soltou uma risada alta.

– Acha mesmo que ele se importa com você? — Victória perguntou caminhando na direção de Caroline dessa vez.

– Bom, ele não me deixou morrer, então eu acho que sim. — a loira provocou. Victória encarou Caroline brava.

– Pois você está muito enganada. Ele só teve pena de você. PENA. — a ruiva gritou irritada.

– Pena é um sentimento. — Caroline insistiu. Victória grunhiu e deu um tapa na cara de Caroline, o que não surpreendeu a loira. Muito pelo contrário.

– Sabe por que Tyler não está aqui? Porque ele não tem coragem de me machucar. E coloca você, que é uma vadia qualquer que ele achou na esquina pra fazer o serviço sujo. O que ele não tem coragem de fazer! Sabe por quê? Porque ele me ama. Sempre me amou! — Caroline gritou. Sem dó. Sem piedade. Victória fechou os punhos e partiu pra cima de Caroline, dando vários tapas e socos em seu rosto.

– Você não sabe de nada. Nada! — Victória gritou.

– Você vai se arrepender de ter feito isso. Eu vou acabar com você quando eu sair daqui. — Caroline ameaçou assustadoramente. Victória soltou um riso debochado.

– Acha mesmo que vai sair daqui? — a ruiva perguntou irônica.

– Eu não acho. Eu tenho certeza. – Caroline respondeu.

No mesmo instante, Tyler apareceu interrompendo a conversa nada agradável das duas mulheres.

– Onde está Hayley? — ele perguntou curioso. Tyler observou Caroline e Victória se encarando mortalmente. — Vic! Onde está Hayley? — ele perguntou novamente.

– No banheiro droga! — a ruiva respondeu impaciente. Tyler caminhou até o banheiro, e deu duas batidas na porta.

Ninguém respondeu.

Tyler abriu a porta e encontrou o banheiro… Vazio.

– ELA FUGIU! — ele gritou e Victória encarou Caroline boquiaberta. — Não fique aí parada sua tonta! Vamos atrás dela! Não deve ter ido muito longe! — Tyler gritou. A ruiva lançou um último olhar para Caroline, logo em seguida se juntou a Tyler.

Caroline sorriu vitoriosa.

– Boa Hayley.

Hayley já estava correndo a mais de dez minutos e o mais rápido que podia. A loba estava numa espécie de floresta, mas depois de mais alguns minutos correndo, ela chegou a uma espécie de estrada.

Olhou para trás desconfiada e percebeu que passava um carro. Rapidamente a loba pediu carona. Felizmente, o carro parou.

Sem hesitar, a loba entrou no carro e uma mulher de cabelos cacheados sorriu docemente.

– Não é saudável uma grávida caminhar sozinha por aí. — a mulher comentou acelerando o carro.

– Obrigada. — Hayley respondeu desconfiada. — Você pode me emprestar o seu celular? Eu preciso fazer uma ligação. — pediu.

– Claro. O celular está no porta-luvas. — a mulher murmurou. Hayley pegou o celular imediatamente e discou o primeiro número que veio em sua cabeça. O celular de Rebekah.

A ligação não completou devido à falta de área. — Aqui na estrada não pega área. Tente daqui a pouco. — a mulher respondeu depois de observar Hayley praticamente lutando com o aparelho.

Depois de cinco minutos na estrada, uma placa fez Hayley quase pular do banco.

“Bem- vindo a Mystic Falls”

– Onde estamos? — a loba perguntou perturbada.

– Mystic Falls! Você mora aqui, certo? — a mulher perguntou.

– Você só pode estar brincando comigo. – a loba disse sorrindo irônica.

Notas finais
GENTE! TEM NOTAS FINAIS SIM! SÓ QUE EM FORMA DE UM NOVO CAPÍTULO POR QUE EU NÃO SEI O QUE ACONTECEU COM O NYAH, MAS ELE RESOLVEU DIMINUIR AS CARACTERES DAS NOTAS FINAIS, TALVEZ? NÃO SEI! BOM, PRA LER AS NOTAS FINAIS, CLIQUEM AQUI: http://fanfiction.com.br/historia/461357/Afraid_to_love_you/capitulo/23/