Afraid to love you
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Caroline havia saído do banho enrolada em uma toalha. Se encarou no espelho e suspirou. Estava cansada e chateada, pois discutira com Elena no dia anterior sobre o seu comportamento deplorável na sala de aula. Estava perdida nos seus pensamentos até que ouviu a porta abrindo. Virou-se pensando que era Elena, mas deu de cara com o Damon.
– Damon! Não sabe bater na porta? Eu estou de toalha! – ela disse gritando.
– Caroline, ninguém se importa! Não! – ele disse andando pelo quarto procurando Elena. – Onde está a Elena? – ele perguntou.
– Não sei... Deve estar lá fora tentando descobrir algo sobre um professor misterioso. – ela disse divertida e Damon pareceu ignorar seu comentário.
– Silas está aqui e está no corpo de Stefan. – ele disse.
– O quê? – Caroline perguntou surpresa. – Eu pensei que o corpo do Stefan tinha desaparecido...
– Não. Vista-se e vamos comigo lá fora. – ele jogou a roupa em cima dela.
– Agora eu entendo... – Caroline murmurou baixo como se estivesse murmurando pra si mesma. – Elena vivia dizendo sobre os pressentimentos ruins sobre o Stefan e agora tudo faz sentido.
– O que? – Damon perguntou curioso.
– Elena tinha sonhos com o Stefan. E vivia dizendo que algo bom não estava acontecendo e... – Caroline começou a falar, mas foi interrompida por Damon.
– Vista-se e me encontre lá fora. – disse saindo do quarto. Caroline fez uma careta e pegou sua roupa para vestir.
Caroline saiu à procura do Damon, mas não o encontrou. Havia muitas pessoas no gramado o que dificultava bastante para achá-lo. Até que ela esbarrou em uma pessoa.
– Oh desculpa. – disse sem olhar em quem havia esbarrado. Esperava que a pessoa saísse da frente para continuar a sua procura, mas não aconteceu. Então ela ergueu seu olhar para cima e olhou um Stefan lhe encarando sorridente. Ou devia dizer Silas?
– Olá Caroline! Minha melhor amiga! – ele disse ainda mais sorridente. Caroline o encarava boquiaberta. Estava com medo e a primeira coisa que pensara era sair correndo de lá, mas sabia que iria ser pega por ele de qualquer jeito então resolveu fingir.
– Stefan? Oh my god! Finalmente você apareceu! Onde esteve esse tempo todo? E por que não respondia as minhas mensagens? – ela dizia tudo ao mesmo tempo e Stefan constatou que ela certamente não sabia de nada. Então, sorriu vitorioso.
– Ah... Eu troquei de celular, você sabe... E eu precisava de um tempo pra refletir... – ele disse observando Caroline de cima a baixo. – Wow, você é bem mais gostosa pessoalmente. – ele disse divertido. Caroline sorriu nervosa. – Oh desculpa. Acho que bebi demais. – disse apontando para a garrafa em sua mão.
– Eu to vendo... Você – ela estava prestes a dizer algo quando Damon chegou. Ela lançou um olhar de piedade para Damon e na mesma hora ele pareceu entender o seu olhar.
– Irmão! – Damon disse sorridente.
– Olá irmão. – Stefan disse também sorridente. Os dois se encararam de uma maneira brutal e Caroline temeu que eles pudessem se matar ali mesmo, na frente de todos.
– Caroline, poderia nos deixar a sós? – Damon pediu ainda encarando Stefan.
– Cla... Claro. – ela disse encarando os dois. – Por favor, não se matem. – ela disse mais pro Damon que o Stefan, que sorriu debochadamente.
Caroline saiu andando agora em procura da Elena, que certamente havia sido pega por Silas de alguma maneira.
Damon e Stefan (ou Silas) ainda se encaravam.
– Com saudades irmão? – Stefan perguntou divertido.
– Você não imagina o quanto. – Damon respondeu já sério.
– Eu estive conversando com a Elena... – ele começou a falar e Damon fechou os punhos com raiva. – Você sabe, para relembrar os velhos tempos. – disse.
– Não. Toque. Nela. – Damon murmurou se aproximando de Stefan.
– Eu acho que já toquei. – Stefan disse sorrindo. Quando Damon estava prestes a lhe enfiar a mão na cara, ele já tinha sumido.
...
Já fazia algum tempo que Caroline estava procurando Elena, mas não a achava. Desistiu e resolveu ir para o quarto.
Abriu a porta e encontrou um Damon sem camisa sentado na cadeira, com os braços amarrados, pernas amarradas e Elena em pé com uma estaca na mão.
– Ok! Eu acho que precisamos de umas regras quando o namorado vir visitar a namorada na faculdade. – Caroline começou a dizer, mas percebeu que o clima não era de sexo e sim de preocupação. – O que aconteceu? – perguntou.
– Silas está no corpo de Stefan. – Elena disse.
– Eu sei... Damon me disse. – ela disse.
– O corpo de Stefan foi jogado no mar, Caroline! E a essa altura, deve estar no meio do oceano! – Elena gritou dessa vez e Caroline colocou a mão na boca surpresa.
– O que? Como assim? O Stefan ele... – Caroline parecia bem mais confusa agora.
– Damon! Temos que encontrá-lo! – Elena disse chorosa.
– E nós vamos. – Damon disse fraco.
– O que aconteceu com você? – Caroline perguntou desamarrando o Damon.
– Silas entrou na cabeça de Elena, e ela tentou me matar. – ele disse embolado.
– Oh meu deus... – Caroline dizia ainda desamarrando Damon.
Elena permanecia intacta e surpresa. Não acreditava no que acontecera com Stefan.
– Hey... – Caroline murmurou segurando o rosto de Elena. – Nós vamos encontrá-lo. – Elena apenas balançou a cabeça em confirmação enquanto as lágrimas escorriam em seu rosto. A loira abraçou a amiga consolando-a.
...
Era de manhã quando Caroline estava ajudando a Elena a colocar as malas no porta malas do carro do Damon. Ela tinha decido ir procurar Stefan. E Bonnie.
– Eu vou voltar colega de quarto. Eu não sei quando, mas eu vou voltar. – Elena disse enquanto Caroline fechava o porta malas.
– Só me ligue assim que você falar com a Bonnie, ok? Eu deixei mais de cem mensagens pra ela e até agora nada! – Caroline disse preocupada.
– Ok. Eu te ligo assim que tiver noticias. – Elena murmurou triste. Caroline abraçou a amiga mais uma vez.
– Você vai encontrá-lo Elena. – ela disse ainda abraçando-a.
– Eu sei que sim.
– Então... Tchau. – Caroline disse com um sorriso triste.
– Tchau. – Elena disse.
Era sábado, então Caroline resolveu ir pra casa da sua mãe, já que estava em uma briga interna com aquela faculdade. Sua mãe lhe encheu de perguntas e ela foi obrigada a fingir o quão estava feliz e empolgada, e que estava adorando as aulas. Não queria arrumar problemas para sua mãe, ela já tinha problemas suficientes para lidar.
Não demorou muito para que a Xerife Forbes recebesse um chamado urgente, obrigando-a sair às pressas de casa. Então, Caroline subiu para o seu quarto, deitando em sua cama, encarando o teto.
Não demorou muito para que ela adormecesse.
Caroline abriu os olhos e se assustou imediatamente ao perceber quem estava ao seu lado, observando-a com um sorriso no rosto. Aquele sorriso...
– Klaus? – ela se levantou surpresa, sentando na cama. – O que... O que você está fazendo aqui?
– Shhhh... Não se preocupe, amor. Eu estou aqui para vê-la. – ele disse acariciando a madeixa loira dela.
– Mas... Mas você não estava em Nova Orleãns? – perguntou.
– Sim, mas a saudade era gritante. Eu não pude evitar. – ele disse se aproximando mais dela. Caroline encarou a sua boca vermelha e carnuda, e depois encarou seus olhos esverdeados, mas se arrependeu no mesmo momento em que fez isso.
Céus! Ele mexia com ela de uma forma avassaladora...
– Klaus... – ela disse começou a dizer, mas foi interrompida.
– Shhh... Não fale nada. Apenas sinta.
Ele não esperou qualquer resposta. Deixou um rastro de beijos lentos e quentes no pescoço de Caroline. Sentir a pele de seda de sob seus lábios era excitante e ao mesmo tempo reconfortante. O perfume dela penetrava em suas narinas de forma tal que ele tinha certeza que ficaria impregnado em sua memória. E, de fato, era o que tencionava.
Em seguida, subiu seus beijos ao pé do ouvido dela. O lóbulo de escorregou por entre seus dentes, que depositavam a mordida que tanto a enlouquecia. Da mandíbula ele foi chegando ao queixo dela, mordendo- o com carinho. A todo o momento, ele não continha um sorriso ao ouvir a respiração dela se tornar mais forte e descompassada. Por fim, ele roçou seus lábios nos dela.
Sem aguentar mais, Caroline elevou seus lábios aos deles, fazendo o beijo se tornar uma necessidade gritante. As mãos dela foram para o cabelo de Klaus enquanto ele apertava a cintura de Caroline com força, fazendo-a gemer entre o beijo. Klaus separou sua boca da dela, recebendo um olhar de reprovação de Caroline.
– Diga o que eu quero ouvir. – ele disse autoritário. Caroline lhe encarou confusa e não mediu as palavras que saíram automaticamente de sua boca.
– Eu quero você. – ela disse ofegante e Klaus não podia evitar sorrir vitorioso dessa vez.
Os dois voltaram se beijar necessitadamente até que...
– NÃO! – Caroline gritou pulando da cama. Estava ofegante e completamente suada. Olhou para os lados e não viu ninguém. Colocou as mãos nos seus lábios pensando que aquilo poderia ser tão real...
Só que era um sonho.
– Seriously? – Caroline murmurou para si mesma ainda sem acreditar no que tinha sonhado.
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