Afraid to love you
10 Capítulo 10
Notas iniciais
“Como assim ela não está em casa?” – Rebekah murmurou no telefone.
– Eu não sei! Eu cheguei à mansão e bom... – Caroline gaguejou. Não iria contar que quase transou com Klaus novamente. – Eu a procurei pela casa toda e ela não está aqui! – disse. Ela pode ouvir suspiro da amiga do outro lado da linha.
“Droga! Só me faltava esse agora! Olhe me encontre no Frech Quarter agora. Precisamos encontrá-la imediatamente!”
– Ok! Estou indo pra aí! – Caroline disse desligando o telefone.
Já era de noite quando a loira saiu da mansão novamente, com o destino ao Frech Quarter.
...
Klaus e Kol já estavam na segunda garrafa de bebida. Os dois conversam animadamente em um bar muito bem frequentado até que avistaram Marcel se aproximando deles.
– Conheço essa cara. Problema com mulheres? – Klaus perguntou divertido.
– Olhe, você precisa colocar suas garotas na linha. – Marcel disse um pouco irritado.
– Minhas garotas? – Klaus perguntou irônico.
– Sua irmã temperamental e sua loirinha mal educada. – Marcel disse. Klaus sorriu. Kol soltou uma risadinha irônica.
– Eu me esqueci de comentar que Rebekah tem estado muito louca no último século. Se eu te contar que o interesse amoroso dela é um quarterback do ensino médio, loiro de olhos azuis você acredita? – Klaus perguntou ainda divertido e Kol soltou uma gargalhada dessa vez. Marcel encarou os dois totalmente irritado. – E sobre Caroline, não vejo o porquê te estar chamando-a de mal educada. Ela é um doce. – disse irônico. Marcel estava pronto para murmurar algo, mas seu telefone tocou. Ele atendeu no primeiro toque.
– Alô. – Marcel disse.
“Soube que viram uma lobisomem no Parque Bienville” – Klaus e Kol escutaram e se encararam totalmente sérios agora.
– Consiga um par de vampiros para matá-lo. Tragam-me a cabeça. – Marcel murmurou e logo desligou o telefone.
– Não sabia que tinha algo contra os lobisomens Marcel. – Kol murmurou irônico.
– Yeah... Agora sabe. – Marcel murmurou sério se afastando dos dois, saindo do bar.
...
Rebekah e Caroline estavam em frente ao Frech Quarter enquanto tentavam ligar para Hayley, mas a loba não atendia sequer as ligações, e muito menos respondia as mensagens.
– Droga! – Rebekah murmurou irritada.
– Calma Bekah! Talvez ela só esteja dando uma volta... – Caroline disse tentando acalmar a amiga.
– Nik pediu pra Hayley não sair de casa de jeito nenhum! – Rebekah disse irritada. – E é claro que é por algum motivo sério. – disse.
– Talvez... – Caroline disse pensativa observando Rebekah. – Esse mau humor todo não é só por causa da Hayley, não é? – perguntou desconfiada. Rebekah encarou Caroline um pouco surpresa e logo em seguida percebeu que ela estava falando do Marcel.
– Sério Caroline? – a original bufou.
– Ok! Desculpe! – Caroline disse levantando as duas mãos.
– Oh meu deus... – Rebekah murmurou surpresa.
– O que foi? – Caroline perguntou curiosa.
– Eu sei onde ela possa está! – Rebekah disse. – Vem comigo! – correu e logo em seguida Caroline a seguiu.
...
Hayley estava sentada no banco daquele parque sozinha. Estava segurando um copo com um liquido muito suspeito na mão. A loba respirava fundo, fechava os olhos, observava o copo em sua mão na expectativa de ter coragem de ingerir o veneno.
– Vamos lá Hayley... Uma dor no estômago e esse maldito drama ficará no passado. – a loba disse pra si mesma. Logo em seguida ouviu uns barulhos suspeitos. Olhou para os lados em alerta e logo em seguida mais alguns barulhos foram ouvidos. A loba resolveu se levantar para sair dali, mas quando se virou, deu de cara com um homem muito suspeito.
– Andando sorrateiramente no Quarter... Você vem comigo, lobinha. – o homem murmurou sério e Hayley chegou à conclusão que era um vampiro.
– Não cheguei até aqui para vampiros me dizer o que eu tenho que fazer! – ela murmurou irritada jogando o liquido na cara do homem, que gritou de dor. A loba se virou para correr logo em seguida, mas deu de cara com dois homens dessa vez. Dois vampiros. Quando eles estavam prestes a dar um passo, Caroline quebrou rapidamente o pescoço de um, enquanto Rebekah arrancou o coração do outro. Hayley encarou as duas vampiras assustada.
– Isso não são modos de tratar uma gestante... – Rebekah disse com olhando para o coração do homem na mão. – E eu odeio falta de educação. — disse e logo em seguida jogou o coração no chão.
– Que feio... – Caroline comentou fingindo arrependimento enquanto olhava os três homens desmaiados em sua frente. Ela deveria se sentir mal, mas naquele momento, ela estava feliz em vê-los caídos no chão.
– Vai nos explicar o que estava tentando fazer? – Rebekah perguntou para Hayley dessa vez. Caroline cruzou os braços esperando uma explicação da loba também, que suspirou derrotada.
...
Klaus jogou o último corpo com desprezo em uma caçamba que estava no quintal da casa dos Mikaelsons, enquanto Caroline, Rebekah, Hayley e Kol observavam o hibrido.
– Foi por isso que eu disse que não era pra você sair de casa! – Klaus disse diretamente para Hayley. – Lobisomens são banidos no Quarter. Eu tinha um plano e seu pequeno e aventurado passeio noturno estragou tudo! – ele disse irritado. Hayley cruzou os braços e abaixou a cabeça. Rebekah se aproximou dos três caras e parou quando levou um basta do irmão. – Deixo-o! Você já fez o bastante, não fez? Deixando três rastros de corpos como um mapa na minha porta!
– Se eu não tivesse feito isso, todos aqui estariam ferrados! – Rebekah disse inconformada. – E não venha com essa de ter um plano! Teve tempo o bastante para executa-lo, e ninguém viu você fazendo nada! – gritou dessa vez. – Elijah fez um acordo para proteger seu filho, para que pudesse te salvar do seu próprio egoísmo. E você não deve dá a mínima para a criança e para o Elijah! Até porque, o que tem feito para honrá-los?
– Eu fiz tudo! – Klaus disse inconformado. – Eu vou desabafar com você irmãzinha! Desde que eu cheguei aqui, Marcel não confiou em mim! E desde que eu cheguei a sua equipe vem ingerindo verbena, que como você sabe, os protegem do meu poder de controlar a mente. Eu precisava de um espião. Alguém que Marcel jamais desconfiaria. Então, eu achei alguém. E o manipulei. Marcel tinha acabado de perder seis vampiros graças a sua onda de assassinatos por diversão, e ele precisava de novos recrutas! E foi assim que eu fiz os meus antes que eles ingerissem verbena. Mas a melhor maneira de atingir um homem é pelo coração... – na mesma hora ele olhou para Caroline, a mesma o encarou e depois abaixou a cabeça cruzando os braços também. Logo, ele voltou a falar. – Então... Eu consegui um encontro para ele. Com uma garota que ele já estava de olho a tempo. Eu a hipnotizei e com isso ela me daria todas as informações possíveis e ele ficaria distraído por um bom tempo. – disse por fim enquanto tirava um corpo dentro da caçamba. Ele pegou o cara que tinha o pescoço quebrado graças a Caroline, arrastando-o para dentro da mansão. – E esse daqui... Eu vou tirar a verbena do corpo dele e obrigá-lo a acreditar que seus parceiros encontraram outra religião e se mudaram, para que ele explique a Marcel porque ele perdeu três vampiros hoje! – disse ainda mais irritado. Todos o seguiram para dentro da mansão.
– Que coisa feia hein cunhadinhas... Hein maninha... – Kol disse baixo para as três mulheres. Caroline encarou o mais novo irritada e sibilou um “cala boca idiota” que o fez abrir um sorriso divertido.
– Alguém tem mais alguma pergunta? – Klaus perguntou irônico, apesar de sério. – Não? – perguntou. – Pois eu tenho. Hayley. O que deu em você para sair sem avisar? – perguntou. O silêncio era gritante. – RESPONDA-ME! – o hibrido gritou assustando todos.
– Deixa-a em paz. – Rebekah sussurrou.
– Sabe o que eu estava fazendo? – Hayley começou a falar se aproximando do hibrido. – Eu estava comprando veneno. Para tirar esse bebê e acabar com esse tormento! – gritou. Klaus encarou a loba borbulhando de raiva e quando ela se deu conta, estava prensada na parede com a mão dele em seu pescoço, sufocando-a.
– Nik! – Rebekah gritou.
– Klaus! Solta ela! – Caroline gritou também. O rosto de Hayley já estava vermelho, e ela estava totalmente sem ar.
– Nik! – Rebekah gritou mais uma vez
– Que divertido... Você acha que eu devo fazer uma pipoca ou algo assim? – Kol perguntou para Caroline irônico. A loira o encarou horrorizada e o ignorou.
Em um movimento rápido, Rebekah empurrou Klaus contra a parede.
– Tire suas mãos dela! Ela está grávida pelo amor de deus! – Rebekah gritou segurando o irmão contra a parede. – Toda essa bagunça por causa do bebê e quando ela diz que quer se livrar dele você... – Rebekah parou de falar observando a reação do irmão. Ele parecia intacto, em choque, totalmente assustado. – Está tudo bem se importar! Está tudo bem... Era isso que Elijah queria pra você! É o que nos todos queremos pra você... – disse afrouxando seus braços contra o irmão, soltando-o de uma vez. Klaus se agachou e se sentou no degrau que havia no chão totalmente chocado. Rebekah acompanhou o irmão. Caroline observava a sala totalmente surpresa. Hayley também. Kol dessa vez cruzou os braços e encarou a cena sério.
– Eu entreguei Elijah para Marcel. – Klaus murmurou enquanto fitava o chão. Todos na sala encararam o hibrido surpreso.
– O que? – Rebekah murmurou encarando o irmão.
– Marcel estava nervoso. A equipe de estava ficando impaciente... – Klaus começou a dizer encarando a irmã dessa vez. – Um original voltar pra cidade tudo bem, mas todos? Eu precisava dar uma prova pro Marcel confiar em mim. – disse.
– E você usou nosso irmão como isca? – Rebekah perguntou inconformada. Caroline ainda estava tentando processar tudo aquilo e Hayley também estava bem surpresa. Kol encarou os dois irmãos e depois soltou uma risada irônica.
– Eu já imaginava. – disse e saiu de perto de todos. Klaus ignorou Kol e se virou para Rebekah.
– Eu tenho um plano. Ganhar a confiança do Marcel, acabar com o seu império, e honra o desejo de Elijah, que é o bebê nascer. Eu estou executando o plano da única maneira possível. – Klaus disse para Rebekah, que encarava no irmão horrorizada. – Se não gostar... A porta está ali. Veja como eu me importo. – disse se levantando, saindo de perto de todos também. Rebekah encostou a cabeça exausta sobre as grades da escada. Caroline e Hayley observavam a cena caladas, mas nada mais nada menos que surpresas.
...
Rebekah estava sentada na espreguiçadeira encarando a piscina com os olhos lagrimejados. Hayley se aproximou da original, sentando-se ao seu lado.
– Não sei como falar isso, mas obrigada pelo o que você fez por mim agora há pouco. – Hayley disse sem jeito. Rebekah sorriu triste para a loba.
– Tudo bem. Nós garotas devemos cuidar uma das outras. – disse.
– O que aconteceu lá dentro? Vocês parecem que se odeiam, mas ficou muito claro que se amam muito... – Hayley murmurou.
– Quando se convive mil anos com alguém, a decisão de desistir dele... É como perder uma parte de si. Ás vezes o ódio é... Tão poderoso. – Rebekah murmurou triste. – Klaus não matou um só um namorado meu... Ele fez de novo, de novo e de novo até eu parar de me apaixonar. Ele sempre disse que estava me protegendo, que nenhum homem era o suficiente para sua irmãzinha... Até que um dia teve um. Marcel. – Rebekah disse relembrando alguns momentos com Marcel. A original suspirou triste. Hayley encarou-a pediosa.
– Se sabe que Marcel possui Elijah, porque não tenta resgatá-lo sozinha? – Hayley perguntou.
– Porque se eu irritar meu irmão, haverá um caixão com o meu nome registrado no sótão. – Rebekah respondeu de imediato. Hayley suspirou e pegou um embrulho de pano que estava em suas mãos.
– Aqui. – a loba disse entregando para Rebekah. A original encarou o embrulho assustada até se dá conta do que era.
– Oh meu deus. – Rebekah murmurou.
– Eu achei debaixo do seu caixão. Bom, se um par de facas a impede de regastar Elijah, aqui está. – Hayley disse sorridente. As duas mulheres se encararam sorrindo.
Dessa vez, Rebekah iria achar Elijah.
...
Marcel estava no restaurante a sós com Camille. O vampiro havia dado folga para todos os empregados, para que pudesse ficar sozinho com a mulher. O vampiro preparou rapidamente dois drinks, e depois juntou-se a mesa junto que Camille.
– Você é bom nisso. – Camille disse se referindo ao drink, que estava maravilhoso.
– Eu tento ser bom. – Marcel disse convencido.
– Quanta humildade... – a mulher disse divertida.
– O que a fez decidir vir até aqui? – Marcel perguntou curioso.
– Bom... Eu acho que todos merecem uma chance. – Cami respondeu confusa.
– Não irá se arrepender. – Marcel murmurou encarando-a intensamente e no mesmo segundo Rebekah empurrou a porta agressivamente.
– Você mentiu pra mim! Cadê meu irmão? – Rebekah gritou assustando Marcel e Camille.
– Oi pra você também! Quero que conheça a Camille. – Marcel disse naturalmente. A original encarou Camille com cara de poucos amigos e depois sorriu irônica.
– Vejo que ainda tem uma queda por loiras! – Rebekah disse até empurrar agressivamente Marcel contra a parede.
– Ei! – Camille gritou.
– Me diga onde Elijah está ou eu vou matar você! – Rebekah gritou apertando o pescoço de Marcel. Ele encarou a original intensamente e não foi difícil imaginar alguns momentos que tivera com ela.
– Eu acho que não vai não... – Marcel sussurrou fraco. Os dois se encararam intensamente e aos poucos, Rebekah foi afrouxando o aperto em seu pescoço.
– Talvez tenha razão... – Rebekah murmurou com um sorriso cínico nos lábios. Numa ação rápida, ela empurrou Camille contra a parede fazendo-a engasgar sem ar. – Mas eu vou matar ela! – gritou.
– Deixa-a em paz! – Marcel gritou. – Tudo bem! Você venceu! – ele disse e no mesmo momento Rebekah soltou a mulher, que gritou desesperada.
– O que tá acontecendo aqui? – Camille gritou.
– Shhhh... Tudo bem. Você vai para casa agora. Depois irei recompensar pra você. – Marcel disse segurando seu rosto para hipnotizá-la. Rebekah sorriu vitoriosa.
– Você quer ver Elijah? Então me siga. – Marcel disse sério para Rebekah. Logo, os dois saíram daquele bar deixando uma Camille completamente confusa.
...
Caroline estava andando pela varanda da casa quando deu de cara com Kol sentado, quieto (o que era bem estranho pra ela) observando o jardim. A loira suspirou e sentou-se ao lado dele. Ele continuou a observar o jardim como se ela não estivesse ali.
– Hey... – Caroline murmurou. Ele não respondeu. – Olha Kol... Nós vamos achá-lo. – disse o confortando.
– Sabe o que me deixa mais surpreso? É que mil anos se passaram e mesmo assim o Nik nunca muda. E ele nunca vai mudar. Ele teve mil anos pra isso e mesmo assim ele insiste em enfiar uma adaga em nosso peito... – Kol murmurou irônico. Caroline nunca o havia visto assim... Tão triste. Para ela, só existia aquele Kol brincalhão de sempre.
– Eu sinto muito Kol... – Caroline murmurou triste. O que mais ela poderia dizer? Ele estava certo. A cada dia que se passava, Caroline descobria coisas horríveis sobre Klaus. E o que mais a assusta é o fato de ela estar ali, ainda. Por que ela não partiu?
– Eu quero encontrá-lo Caroline... Ele estar com o Marcel. Eu não gosto do Marcel. – Kol disse trincando os dentes com raiva.
– Eu sei... Nós vamos encontrá-lo. – Caroline murmurou prestativa colocando a sua mão no ombro dele. Kol encarou a loira por um momento, e sorriu gentilmente.
...
Rebekah seguiu Marcel até uma igreja. A original estranhou, mas resolveu não questionar. Os dois entraram na igreja, e seguiram para os fundos, onde subindo umas escadas, os levavam a uma espécie de sótão. Marcel abriu a porta e entrou facilmente, enquanto Rebekah ficou parada na porta observando o quarto, rapidamente seus olhos pousaram no caixão que havia no quarto, mas quando tentou dar um passo a frente, foi impedida por uma barreira.
– Você tem que me convidar para entrar. – Rebekah disse irritada.
– Terá que pedir para a dona da casa. – Marcel murmurou irritado. – Davina... Venha cá, querida. – Marcel chamou e uma garota de cabelos lisos, com um vestido branco, aparentando ter 16 a 17 anos, apareceu ao seu lado. Ela observou Rebekah atentamente enquanto a original fazia o mesmo. – Convide-a. – Marcel ordenou.
– Entre. – Davina respondeu educadamente. Na mesma hora, Rebekah entrou e seus passos foram diretamente para o caixão, abrindo-o revelando um Elijah em um “sono profundo”. Na mesma hora ela puxou a adaga prateada do peito do irmão, mas um poder muito forte a fez colocar a adaga de volta. Rebekah olhou na direção do Marcel e Davina curiosa. – Eu não faria isso. – Davina disse calma.
– Quem é você? – Rebekah perguntou surpresa. A garota sorriu debochadamente.
– Davina. – disse observando Rebekah. – Ela é uma das antigas, certo? – perguntou ao Marcel.
– Sim... Rebekah é uma original. Ou seja, não pode ser morta. – Marcel respondeu encarando a Rebekah.
– Ela não parece ser boazinha. – Davina concluiu encarando-a mais uma vez.
– Ela pode ser, mas hoje ela não foi boa comigo. – Marcel disse calmo e recebeu um olhar assustado da original.
– Então eu acho que você deve ir embora. – Davina disse e por fim, usou seu poder para tirá-la de lá. Rebekah se debateu pelas paredes umas três vezes até ser colocada para fora do quarto, pela janela.
...
Depois de sentir uma dor de cabeça, Rebekah abriu os olhos e constatou que estava deitada em uma cama que não era a dela. Observou o quarto assustada e percebeu que Marcel estava em pé, ao seu lado. Constatou pela luz do dia que já havia amanhecido.
– Bem vinda de volta Rebekah. Você apagou por um bom tempo. – Marcel disse de braços cruzados.
– Onde eu estou? Como eu vir parar aqui? – Rebekah perguntou.
– Você não se lembra? Você irritou a Davina. Fico feliz que finalmente se conheceram. Agora sabe com quem estão lidando. – Marcel murmurou irritado. Rebekah observou o quarto atentamente.
– Esse é o meu antigo quarto? – a original perguntou surpresa.
– Agora é meu! – Marcel disse abrindo os braços. – Assim como essa cidade é minha. Davina é minha e Elijah é meu até que eu queira devolvê-lo! – disse saindo do quarto. – Ah... E nunca mais toque na Cami de novo. – e por fim ele bateu a porta.
...
Klaus estava passando pelo corredor quando parou em frente à porta entreaberta do quarto da Hayley, e a observou dormindo tranquilamente. O hibrido entrou em seu quarto e a encarou mais uma vez. Ao constatar que estava dormindo, seus olhos pousaram em um frasco suspeito, que estava em cima do criado mudo. Klaus caminhou até lá e pegou o frasco em sua mão, abrindo-o para cheirar o liquido. Antes que pudesse constatar algo, a voz de Hayley ecoou pelo quarto.
– Eu não usei. – Hayley disse abrindo os olhos. Klaus colocou a tampa de volta ao frasco, colocando novamente em cima do criado mudo e suspirou caminhando até a janela, observando a vista.
– O que a impediu? – ele perguntou. – Você poderia usar e assim ficaria livre de tudo isso. Livre de mim. – disse. Hayley sentou na cama e observou Klaus pensativa.
– Pois é... Mas enquanto eu estava lutando contra aqueles vampiros, eu percebi que não estava protegendo somente a mim, mas o bebê também. – ela disse fazendo Klaus se virar imediatamente para encará-la. – Talvez tenha a ver com os meus pais biológicos também. Eles me abandonaram e os meus pais adotivos terem me expulsado de casa por não me aceitar realmente como eu sou. – Hayley murmurou triste.
– Eu estou começando a pensar que somos muito parecidos... Você e eu. Nós somos refugos que através da dificuldade, aprendemos a lutar. – Klaus disse se aproximando de Hayley.
– Bom... Estamos em dificuldade agora. – Hayley disse séria. Klaus sorriu.
– Estamos mesmo... E precisamos lutar lobinha. – ele disse colocando sua mão no ombro da Hayley, consolando-a. A loba sorriu e o hibrido fez o mesmo. Depois de alguns segundos, ele deixou o quarto.
Continuou atravessando o corredor até que parou na porta do quarto que estava sendo usado por Caroline. A porta estava fechada, e depois de pensar por alguns segundos, ele abriu a porta delicadamente e encontrou a vampira totalmente adormecida na cama. Klaus entrou no quarto e se aproximou. Observou a loira dormir profundamente enquanto seus cabelos dourados estavam espalhados pelo travesseiro, seu peito subia e descia tranquilamente enquanto ela agarrava um urso de pelúcia sobre a sua costela. Klaus sorriu bobo ao observar a cena e não se conteve ao colocar seus dedos no rosto de Caroline, acariciando sua pele macia. Logo, suas mãos foram para os fios desgrenhados da loira, acariciando-os também. Klaus se assustou novamente quando Caroline murmurou algo. Rapidamente ele afastou suas mãos dos seus cabelos.
– Está tentando se redimir comigo em troca de algumas carícias? – Caroline disse rouca, abrindo os olhos.
– Está acordada. – Klaus murmurou sem graça. Caroline bufou e sentou na cama, como se estivesse de mau humor.
– Na verdade eu não dormi nada. Essa casa parece um forno de tão quente! – ela disse fazendo uma careta. – E dormir mal não faz bem pra minha beleza! – murmurou irritada. Klaus sorriu divertido e sentou-se na cama.
– Você está linda. – Klaus disse sincero e só agora ele pôde observar o pijama “fofo” que Caroline vestia. Os dois se encararam intensamente e Caroline desviou seus olhos do dele, totalmente envergonhada.
– Então... Eu estou confusa. – ela disse nervosa.
– Sobre o que? – Klaus perguntou ainda com o sorriso no rosto.
– Todo esse problema com o Marcel... Tentar acabar com ele, tomar o que é dele... Rebekah me disse que vocês já se amaram como uma família. O que aconteceu? – Caroline perguntou e pôde ver a expressão do Klaus mudar. Ele estava bastante sério agora.
– Eu fiz de Marcel tudo o que ele é. Tratei-o como um filho. E quando meu pai caçou eu e a minha família, em New Orleans, há centenas de anos, nós pensamos que Marcel tinha sido morto. Cada um de nós sentimos a sua morta á sua maneira. Porém, quando eu voltei, descobrir que ele não estava apenas vivo, ele havia prosperado. E ao invés de nos procurar, se juntar a nós, ele fez uma escolha. Tomar tudo que a minha família construiu para o seu próprio uso. Agora ele mora na nossa casa, dorme em nossas camas. A letra “M” que ele grava em todo o lugar, não significa Marcel. Significa Mikaelson! – Klaus murmurou se levantando com uma expressão inconformada abrindo os dois braços. – Eu quero tudo de volta! E se eu tiver que expulsá-lo para conseguir o que eu quero, então é isso que eu farei. – disse com um sorriso perverso no rosto, que por um momento, assustou Caroline que encarava o hibrido surpresa e um tanto que... Impressionada. – Eu mandarei colocar um ar condicionado no seu quarto, amor. – disse saindo do quarto e Caroline se pegou sorrindo boba.
Klaus desceu as escadas imediatamente e percebeu que Kol estava na sala, sentado confortavelmente no sofá, com um corpo de whisky na mão.
– Não acha que é muito cedo pra beber? – Klaus perguntou divertido.
– Nunca é cedo pra beber. – Kol murmurou irônico, que encarou o irmão segundos depois. – Sabe... Eu não entendo porque você enfiou uma adaga no peito do Elijah, e nunca vou entender. – Kol começou a dizer e Klaus encarou o irmão sério. – Mas, se você pretende destruir o Marcel, sabe que pode contar comigo. Eu vou adorar fazer isso. – Klaus sorriu ao ouvir o irmão falar daquela maneira. Tudo o que ele precisava era de alguém com esse ódio do Marcel. Seus planos já estavam começando a dar certo.
Antes que Klaus pudesse falar algo, Rebekah atravessou a porta de entrada da mansão, caminhando diretamente até os irmãos que estavam na sala.
– Você estava certo. A garota, Cami, é uma chave. Eu a ameacei e graças a isso pude descobrir a arma secreta dele que você tanto fala. – Rebekah disse para Klaus. Kol se levantou do sofá e observou a irmã totalmente interessado na conversa.
– Não faça cerimônia. O que é? – Klaus perguntou curioso.
– Não é o “que”. É quem. Uma garota. Davina. Deve ter uns 16 ou 17 anos no máximo e eu nunca senti um poder como o dela. – Rebekah disse.
– Uma bruxa... – Klaus sussurrou.
– Não é uma bruxa qualquer. É algo que eu nunca vi antes. Algo mais que poderoso. E por sua causa ela está com Elijah. Agora não sabemos o que pode acontecer com ele. – Rebekah disse inconformada.
– Onde ela está? – Klaus perguntou tranquilo. Rebekah estava prestes a responder, quando encarou o chão assustada.
– Bruxinha esperta... – a original sussurrou. Klaus encarou a irmã confuso. – Eu não sei... – respondeu confusa.
– O que foi? – ele perguntou.
– Ela apagou o local da minha memória! Marcel possui uma arma mais poderosa que um original e você entregou o nosso irmão de bandeja para ele! – Rebekah gritou. – Quanto tempo irá levar para Elijah te perdoar? Quanto tempo irá levar para ele desistir da sua redenção? – Rebekah perguntou irritada.
– Como isso é possível? – Kol perguntou se referindo a memória de Rebekah.
– Eu fiz o que era preciso! – Klaus gritou ignorando o Kol. – Ele roubou a nossa casa! – disse.
– E uma casa é totalmente inútil sem uma família! – Rebekah gritou e surpreendeu Klaus. A original respirou fundo e se aproximou do hibrido. – Eu vou encontrar o Elijah. Custe o que custar. Você vai me ajudar? – perguntou. Klaus encarou a irmã durante alguns segundos até chegar a uma conclusão.
– Custe o que custar. – Klaus disse encarando a irmã e segundos depois os dois encararam Kol.
– Kol? – Rebekah perguntou. O mais novo sorriu pervertidamente e se aproximou dos dois.
– Awalys and forever.
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