Afraid to love you
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Ao ouvir aquela voz tão familiar, Klaus se virou rapidamente observando surpreso a mulher em sua frente.
Linda.
Ele ainda não acreditava que ela estava ali, na sua frente, sorrindo tão bela...
– Caroline? – depois de muito tempo ele conseguiu falar.
Caroline sorriu ao observar a feição surpresa de Klaus. Seus olhos estavam arregalados, sua boca entreaberta, totalmente paralisado com o copo de whisky na mão.
– Olha, eu acho que já valeu apena ter viajado até aqui só de ver essa sua cara hilária. – Caroline disse divertida surpreendendo Klaus ainda mais.
– Car. Caroline, eu não acredito que seja você. – Klaus disse ainda sob o efeito da surpresa. Ele não acreditava mesmo. Pelas suas contas, Caroline estaria na faculdade, com seus amigos, e com Tyler, totalmente feliz. Então pensou que poderia ser Silas, buscando vingança, e escolhera o corpo de Caroline porque ele sabia que ela era o seu ponto fraco.
Caroline encarou Klaus confusa.
– Klaus, sou eu. – ela disse como se estivesse tentando convencer uma criança. Klaus encarou a mulher totalmente sério, se aproximando logo em seguida.
– Prove. – ele disse assustador apesar de não assustar Caroline, pelo contrário, a loira revirou os olhos tediosa.
– Olha, eu não sei se isso é um novo tipo de flerte seu, mas é bem idiota. – ela disse bufando com aquele jeito Caroline de sempre. Klaus a encarou surpreso mais uma vez e chegou a uma conclusão, ela era Caroline.
A sua Caroline.
– Caroline... – ele disse sorrindo. Ela encarou o hibrido confusa dessa vez.
– Deus, você está tão estranho. – ela murmurou fazendo uma careta.
– Eu diria bastante surpreso. – Klaus comentou mais aliviado dessa vez e aproveitou para observar mais a mulher que estava em sua frente.
– Ah, por favor! – Caroline disse tediosa. – Quanto drama!
– O que lhe trouxe aqui, Caroline? – Klaus perguntou logo de cara. Caroline olhou para ele nervosa. Não esperava ouvir essa pergunta logo de cara. Não tinha se preparado pra isso. O que iria responder? “Eu vim aqui porque eu estava morrendo de saudades do seu charme”.
– Eu estava passando por aqui perto e resolvi vir aqui... Enfim... – ela disse nervosa.
– Por aqui perto? – ele perguntou elevando uma sombracelha pra ela. – Eu pensei que estaria na faculdade.
– Sim, eu deveria estar lá, mas eu não estou. Então... – ela disse enquanto sentava no balcão, pedindo uma bebida. Percebeu que Klaus lhe encarava esperando mais respostas. Revirou os olhos e lhe deu uma explicação melhor. – Eu estava viajando durante esses meses. Então, resolvi conhecer Nova Orleans, a cidade que você tanto falava... – ela disse arrancando um sorriso de Klaus.
– Creio que você ainda não a conheceu por inteira, certo? – ele perguntou.
– Na verdade eu cheguei ontem. – ela falou assustada. A verdade era que Klaus a deixava nervosa. Em todos os sentidos.
– Como eu disse você não deve ter conhecido nem a metade da cidade ainda. – Klaus disse sorridente.
– Talvez. – Caroline murmurou pensativa enquanto beberiscava seu whisky.
Klaus iria falar algo, mas foi interrompido pela aproximação de Marcel.
– Klaus, não vai me apresentar o seu velho amigo? – Marcel perguntou sem tirar os olhos de Caroline, que chegou a ficar intimidada, mas disfarçou tomando um gole do seu whisky.
– Caroline, este é meu amigo Marcel e Marcel, essa é Caroline. – Klaus disse olhando-o especialmente para o Marcel.
Marcel beijou a mão de Caroline cumprimentando-a.
– Muito prazer Caroline. – ele disse encarando-a intensamente. – Klaus nunca mencionou que tinha uma amiga tão bela.
Caroline sorriu sem graça.
– Obrigada. – disse sem jeito.
– Então, o que te trás aqui em Nova Orleans? – Marcel perguntou.
– Eu vim a passeio... – Caroline ainda disse sem jeito.
– Talvez precise de alguém para apresentá-la a cidade... – Marcel disse e no mesmo momento recebeu um olhar fuzilante de Klaus.
– Creio que ela já tenha companhia para isso, Marcel. – Klaus disse sério. Marcel e ele trocaram alguns olhares e Caroline ficou tensa.
–Bom, eu vou deixá-los a sós. – Marcel disse olhando para Caroline novamente. – Foi um prazer, Caroline. – disse saindo de perto dos dois.
– Wow. – Caroline murmurou. – Vocês são amigos ou inimigos? – perguntou divertida.
– Digamos que um pouco dos dois. Marcel é um amigo de longa data. Digamos que eu o criei. – Klaus disse fazendo Caroline abrir a boca surpresa.
– Criou? Tipo, como filho? – ela perguntou.
– Sim. – Klaus respondeu normalmente.
– Desculpa, é que às vezes eu esqueço que você tem mil anos. – ela murmurou divertida.
Klaus sorriu. Ainda não acreditava que Caroline estava ali, em sua frente. Foi uma surpresa e tanto. Não esperava pela visita dela. Não agora. Ela parecia diferente. Digamos que um tanto mudada. Não parecia mais aquela garota de cidade pequena, com pensamentos pequenos... Ela parecia livre.
E ele estava gostando disso.
– Eu devo dizer que você está linda essa noite. – Klaus disse mudando totalmente o rumo da conversa. Caroline lhe encarou surpresa, e os dois trocaram olhares intensos até ela desviar o seu olhar, sem graça.
– Obrigada.
Os dois voltaram a conversar. Nos primeiros minutos, foi tenso, mas depois os dois se deixaram levar. Caroline contou sobre sua viagem, e Klaus se surpreendia cada vez que ela falava. Klaus por sua vez, contou um pouco mais sobre a cidade. Prometera a Caroline mostrar tudo o que sempre lhe dizia. Tudo o que sempre sonhou em lhe mostrar.
Passaram um longo tempo conversando sobre diversas coisas.
– Quanto tempo pretende ficar? – Klaus perguntou temendo a resposta.
– Eu não sei... – Caroline respondeu confusa. Realmente, ela não sabia quando iria embora. E naquele momento, ela não queria ir embora tão cedo.
Os dois se encararam mais uma vez, só que dessa vez mais intensamente. Klaus observava cada detalhe do rosto de Caroline, como se fosse guardar cada lembrança disso, já Caroline não conseguia entender por que os lábios de Klaus estavam tão chamativos naquele momento.
– É... – Caroline murmurou cortando totalmente o clima que havia entre os dois. – Eu acho que preciso ir. Já tá tarde e eu preciso fazer alguns telefonema e... – ela começou a falar rápido demais até que caiu em si. – Eu acho que preciso ir. – disse finalmente com calma.
– Eu posso lhe acompanhar. – Klaus disse calmamente.
Caroline pensou em dizer não, principalmente porque Klaus saberia em qual hotel ela estaria hospedada, mas não seria educado da parte dela dizer isso.
– Tudo bem. Obrigada.
Os dois caminharam até o hotel em que Caroline estava hospedada, em silêncio.
– Obrigada por me acompanhar. – Caroline disse enquanto os dois pararam em frente ao hotel.
– Por nada. – Klaus disse voltando a encarar Caroline outra vez.
Uma vontade estranha tomou conta de Caroline. Queria convidar Klaus para subir e bom...
– Então... – ela começou a dizer tímida. – Eu vou subir. – disse. Klaus sorriu triste.
– Tudo bem. Tenha uma ótima noite Caroline. – Klaus disse e Caroline assentiu com a cabeça. Virou rapidamente e entrou no hotel.
...
Rejeitada. Essa era a palavra que se pairava pela cabeça de Caroline. Não sabia exatamente o porquê de estar se sentindo assim, até porque no pensamento dela, ela não deveria estar se sentindo assim de jeito nenhum. Mas naquele momento, ela estava bastante furiosa para pensar nesse detalhe. Esperava que fosse recebida por Klaus de uma maneira diferente. Como antes. Esperava que ele fosse cantá-la do mesmo jeito de antes. Esperava que ele fosse olhá-la do mesmo jeito de antes.
Mas tudo o que conseguirá de Klaus era o seu olhar surpreso.
Caroline bufou e encarou seu reflexo no espelho. Tinha se produzido toda para ele. Ainda não acreditava que tinha feito isso.
Talvez devesse ter voltado direto para Mystic Falls.
– Ou talvez ele esteja com alguém... – ela murmurou pra si mesma enquanto sentava na cama. Pensar nessa possibilidade a deixava profundamente triste.
Claro, ela o rejeitou várias vezes e quem lhe garante que ele não arranjou outra?
Nesse momento a campanhinha do seu quarto tocou, fazendo que Caroline pulasse da cama assustada. Estava tão entretida em seus pensamentos que nem notara que a campanhinha tocava descontroladamente.
– Céus! Calma! Eu já estou indo! Que tipo de serviço de quarto é esse? – Caroline gritou enquanto caminhava até a porta. – Sério que vocês costumam a tratar os seus clientes assim? Aos berros? – ela disse no mesmo momento em que abriu a porta, dando de cara com a última pessoa que ela esperava encontrar ali.
Klaus.
– Klaus! – Caroline gritou assustada. Se afastando até se encostar-se à parede. Ele entrou rapidamente fechando a porta atrás de si.
– Minhas sinceras desculpas, mas eu não vou cometer o mesmo erro novamente. – ele disse sério e no mesmo instante selou seus lábios aos de Caroline para um beijo desesperado, sincero e apaixonado.
O beijo durou poucos segundos até que Klaus separasse seus lábios dos de Caroline e lhe fitasse nos olhos, como se estivesse pedindo permissão para isso. O que ele mais temia era que Caroline lhe rejeitasse de novo e dessa vez, ele não iria aguentar.
Caroline, pega de surpresa, ofegou com o susto. Encarou atônita Klaus que, mais uma vez, não economizava em lhe apertar a cintura, como se, com aquele simples gesto, mostrasse ao mundo que ela pertencia a ele. A outra mão dele foi com calma e sem pressa caminhar desde a base do pescoço de até sua bochecha, tocando-a com delicadeza. Caroline por sua vez, encarou os lábios avermelhados e carnudos de Klaus e não se conteve em beijá-lo mais uma vez chocando suas bocas com força e necessidade. Sua língua lutava com a dele em uma batalha controversa. Ao mesmo tempo em que parecia querer beijá-lo, ela também parecia querer acabar com tudo aquilo. Suas mãos pareciam indecisas entre espalmarem inertes na parede ou tocarem com o mesmo desejo que recebia os toques. Klaus forçava seu corpo contra o dela, apertando-a com volúpia em todos os pontos daquele corpo quente que suas mãos conseguiam chegar. Enquanto isso, sua boca tentava domar a dela. Seus lábios chegavam a doer e tinha plena certeza de que os dela não estavam em melhor situação, mas a dor, naquele momento, era um quê a mais em sua excitação, que crescia em velocidade irrefreável. Não pôde conter o seu atrevimento quando sua mão passou a fazer pelo corpo submisso de Caroline. Queria torturá-la, até que ela admitisse que queria ser dele, que precisava ser dele, assim como ele precisava ser dela. A mão de foi do pescoço ao colo dela, ao seio direito, então à cintura e aos quadris, apertando com a força que podia e onde podia. E ela suspirava com cada vez mais urgência a cada mínima força a mais que empregava em seu toque. Os olhos de Caroline se fecharam apertados e ela recostou a cabeça contra a parede, como se lutasse com o último vestígio de suas forças. Ela estava se rendendo enquanto sentia a ansiedade e excitação subirem-lhe à cabeça, de modo que o deixava louco. Ele levou a boca até o ouvido dela, fazendo os lábios umedecidos por sua língua roçarem em seu lóbulo ao pronunciar as palavras que tinha planejado:
– Tarde demais para se arrepender, amor. – a voz dele saiu rouca e ela lhe estremeceu em seus braços fazendo que Klaus sorrisse satisfeito.
Decidiu levar o atrevimento de sua mão até o glúteo dela, apertando-o com a avidez que seu desejo reprimidamente obsessivo lhe obrigava. Ele ainda afastou o seu rosto a tempo de vê-la mordendo o lábio inferior com força, quase como se tentasse se penitenciar pela rendição aos desejos. Klaus mordeu seu próprio lábio ao vê-la fazendo isso, então, levou-o ao pescoço dela mais uma vez. Sua língua fez um caminho quente e molhado da base daquela pele, que ele sentia o perfume entorpecê-lo, até o pé de sua orelha. Um sorriso maldoso figurou em seus lábios quando ele proferiu as palavras seguintes:
– Eu sei que você quer tanto quanto eu... Que tal pararmos com a Caroline arisca e iniciarmos uma Caroline sedutora? – a pele de Caroline se arrepiou mais uma vez e Klaus não pode de deixar sorrir. A loira encarou o hibrido nos olhos e desistiu de tentar resistir beijando Klaus desesperadamente. Durante o beijo, Caroline tirou o terno que Klaus vestia e em seguida arrancou sua camisa. Klaus virou Caroline de costas e foi abrindo o zíper do seu vestido lentamente enquanto distribuía beijos pelo pescoço da vampira, fazendo-a soltar um gemido baixo. Depois de arrancar o seu vestido, Klaus não podia deixar de observar Caroline apenas de roupa intima em sua frente. Ele sorriu maldosamente e quando a loira percebeu, estava deitada na cama enquanto ele beijava cada parte do seu corpo. Não demorou muito que o sutiã de Caroline voasse sobre o quarto e Klaus começou a torturá-la acariciando o bico dos seus seios enquanto massageava o outro fazendo com que Caroline reencostasse a sua cabeça no travesseiro fechando os olhos com força.
– Klaus... Por favor... – saiu mais como um gemido, do que um apelo. Klaus sorriu ao observar Caroline tão... Entregue a ele. Sem responder nada, ele foi descendo seus beijos pela sua barriga até chegar à calcinha, que em menos de um segundo voo pelo quarto e então seus olhos se faiscaram nos de Caroline, que já o observava com a respiração um tanto que tensa. Ele a provocou com os dedos primeiramente, enquanto ela fazia de tudo para segurar os gemidos, depois decidiu usar a língua para deixa-la cada vez mais molhada. Caroline não aguentou.
– Klaus... Por favor... Por favor... – ela gemeu alto enquanto Klaus a provocava. Klaus arrancou sua Box e entrou em Caroline lentamente, fazendo-o a loira arquear. Depois de alguns segundos, Klaus investia tão rápido que era possível ouvir os corpos de ambos se chocando. E a essa altura do campeonato os dois já tinha perdido o controle dos gemidos. Principalmente ela.
– Caroline... – Klaus murmurou rouco. – Diga o meu nome.
– Nem sonhando. – a loira respondeu em meios de gemidos fazendo que Klaus sorrisse. Então, o hibrido diminuiu a velocidade de suas investidas fazendo que seu corpo reclamasse.
– O que? – Caroline gemeu. – Não... Continue... Klaus...
– Diga o meu nome.
– Eu não vou dizer o seu nome. – ela murmurou chorosa. Klaus diminuiu ainda mais a velocidade fazendo que Caroline gemesse mais alto dessa vez.
– Klaus! Niklaus Mikaelson! – ela gritou e Klaus não pode deixar de sorrir vitorioso. Ele voltou a penetra-la como antes e os dois chegaram ao clímax juntos. O que Klaus não esperava, era Caroline praticamente gritar seu nome mais uma vez em um grito de prazer. Ele desabou exausto sobre Caroline e a única coisa que se podia ouvir naquele quarto era a respiração alterada de ambos.
– Eu não acredito que gritei o seu nome. – Caroline murmurou rouca. Klaus se inclinou para encará-la com um sorriso bobo no rosto.
– E da última vez eu nem precisei pedir. – ele disse fazendo Caroline revirar os olhos.
O bom de fazer sexo quando se é vampiro?
É que eles nãos se cansam!
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