Afogado
1 Único
Notas iniciais
Espero que gostem.
Boa Leitura!
Eu senti que iria morrer a qualquer momento. Lembro de ter visto, muitas vezes, a realidade se tornando mais escura a cada minuto que eu permanecia dentro daquele desespero todo. Eu não sabia dizer ao certo o que já era palpável e o que era ilusão, pois tudo estava se mesclando. E eu, com aqueles poucos anos de vida, achava que tudo terminaria.
Eu afundei por aquelas águas cristalinas, esperando o pior. Tinha quase certeza de que ninguém me salvaria. A minha longa veste branca ficava flutuando debaixo de todo aquele líquido. Eu sentia o quanto era salgado, e eu só sabia desse gosto por ter engolido muita água.
“Será que eu realmente não deveria viver?”
Apenas quis me conformar com aquele destino tão horrível que me fora posto. Ser uma criança e brincar perto de um grande mar para sempre parecia até ser uma boa ideia. Por poucos segundos, eu cogitei em morrer ali e viver tranquilo com todos os seres marinhos, e antes de desmaiar, eu resolvi fechar os olhos.
“Eu vejo... grandes mãos...”
~ x X x ~
Parecia que eu tinha acordado de um grande pesadelo. Pois eu estava suando e com a respiração acelerada. Em volta de meu corpo, tinha um fino lençol. Ele cobria meu corpo desnudo, que ainda estava tremendo devido a alguma coisa. O que tinha acontecido comigo?
– Você está bem, Matthew?
Uma voz grossa e familiar veio com essa pergunta um tanto confusa. Eu viro o meu rosto e me deparo com Papa Francis sem camisa e um tanto molhado. O que será que tinha acontecido? Ele parecia pior que eu. Eu só queria entender o que estava acontecendo.
– Eu não sei... não me lembro.
– Você se afogou no mar... Tem certeza que está bem?
– Não sei...
Eu juntava as informações ao meu redor. O cheiro do sal impregnado no ambiente. As nossas roupas penduradas em um varal improvisado. Tudo parecia fazer sentido agora.
De repente, eu começo a me tremer e a ficar nervoso. O sentimento de ficar sozinho tinha voltado. O medo de mar se tornava mais real. Aquela sensação de quase morte se tornou visível na minha mente. Eu conseguia lembrar de cada detalhe de como eu acabei entrando nessa situação. Como eu sou uma criança idiota!
“Eu deveria ter morrido...”
Comecei a chorar, querendo que a minha dor de ter feito algo idiota passasse. Não suportava ter dado esse trabalho para o Papa Francis. Aquela pessoa não deveria ter me tirado de lá. Por que ela fez isso? Seria melhor ter me deixado morrer no fundo do mar.
– Matthew...
– P-Papa?
– Pegue. – ele me entregou um urso de pelúcia – Acho que ele vai te fazer se sentir melhor. Assim você fica menos sozinho.
Mesmo depois daquela preocupação toda que eu causei, ele ainda se preocupa comigo. Essa criança tola e chorona. Eu não merecia todo esse carinho. Mas o Papa merece todo o amor do mundo por ser essa pessoa calorosa e gentil.
“Eu te amo, Papa.”
Notas finais
Até outra fic~~
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