Notas iniciais
Rezou por muito tempo desta vez, pois era mulher de fé, e decidiu ir para uma igreja, para falar com um prelado. Horas depois, sentados num banco de um jardim, Mirelle contou para um padre de batina marrom, sobre seu sonho. O ministro de fé falou-lhe que de tempos em tempos os anjos escolhiam UMA pessoa para dar sua mensagem aos encarnados. Era como uma última cartada. Um aviso final. Faziam isso para que a humanidade se salvasse a si mesma. Mas, infelizmente, os escolhidos eram mortos, ou crucificados, ou ficavam na cadeia até a morte, pois cada palavra deles ia contra os interesses mundanos.

No planeta “F de GAMA”, um astrônomo descobria nos telescópios que os monstros da Lua não existiam mais. E a noticia foi difundida aos maiores telejornais, dando origem a uma convulsão no âmbito da ciência. Sábios de todas as partes do mundo concordavam que algum vírus havia terminado com eles, e os planos de realizar viagens espaciais para essas Luas, novamente, virou febre mundial. Afinal, formar uma colônia lunar era um velho sonho da humanidade. Mais ainda, depois que as crianças desfiguradas começaram a nascer nas clínicas desse mundo.

Na altura dos acontecimentos, quem entrava no casamento fazia teste médicos em busca de anomalias, para garantir filhos sadios, e ter certeza absoluta que estava casando com uma pessoa com pai e mãe, avó e avô, e não com uma replicação humana, ou uma experiência genética.

E em meio do sufoco que assolava a humanidade, Mirelle, médica especialista em tumores, deformações, e doenças mortais, teve uma visão esquisita durante um sonho. Eram catorze anjos, que lhe faziam uma pergunta estranha: - seria ela capaz de dar a sua vida pelos homens? Acordou em meio da noite e começou a tentar se acalmar assustada. Levantou cedo, recolheu o jornal dominical, e começou a ler, enquanto bebia seu café da manhã. Desastres, furações, bebês desfigurados nas maternidades, e médicos realizando pesquisas desesperadas contra o tempo, para deter o nascimento de crianças sem pé, sem braços, sem cérebro, enfim. E no rodapé da página de anúncios, viu como numa miragem surreal uma foto com 14 pessoas sorrindo, e com letras vermelhas, lia-se com nitidez: — Se necessita de um voluntário para salvar a civilização!

Rezou por muito tempo desta vez, pois era mulher de fé, e decidiu ir para uma igreja, para falar com um prelado. Horas depois, sentados num banco de um jardim, Mirelle contou para um padre de batina marrom, sobre seu sonho. O ministro de fé falou-lhe que de tempos em tempos os anjos escolhiam UMA pessoa para dar sua mensagem aos encarnados. Era como uma última cartada. Um aviso final. Faziam isso para que a humanidade se salvasse a si mesma. Mas, infelizmente, os escolhidos eram mortos, ou crucificados, ou ficavam na cadeia até a morte, pois cada palavra deles ia contra os interesses mundanos. Se aceitasse a encomenda, ela teria que enfrentar aos homens mais ricos e poderosos do mundo. Os governantes, os donos de laboratórios, e não haveria ninguém que a protegesse, pois ia combater sua própria casta, a medicina. Com certeza sua vida ia virar um inferno. Seus colegas médicos iam ser seus piores inimigos.

Caminhando pela rua, Mirelle começou a se perguntar a si mesma os motivos pelos quais a teriam escolhido. Ela não era nenhuma autoridade. E para ter uma explicação passou revista a sua própria existência. Era solteirona quarentona, desiludida, pois jamais encontrara o amor verdadeiro de um homem, sua família vivia longe e mal se escrevia com sua mãe. O que podia perder? Morrer? Tinha convivido com a morte desde sempre. Seus doentes agonizavam na sua mesa de cirurgia, e ela mal conseguia salvar uma que outra pessoa das garras da morte.

E esperou pelas vozes do além. Afinal, eles só haviam feito uma pergunta.

Duas semanas depois, Mirelle sentiu os anjos rodeando-a, tocando-a e sussurrando entre eles. Perguntaram-lhe se estava com medo, e ela disse que não. Ouviu risadas. Depois os anjos disseram-lhe as mesmas coisas que ouvira do ministro, e lhe deram a possibilidade de pagamento se aceitasse sua missão. Ela podia ganhar o que quisesse em troca. Ela pensou, e pediu um marido. Mas um homem muito lindo, bom, carinhoso, que a fizesse feliz. Escutou gargalhada desta vez. E Mirelle perguntou o que é que deveria fazer. E ficou pasma, pois ela escutou: — Morrer! Devia beber um coquetel de cachaça com pastilhas para dormir, e depois sair a caminhar pela rua de camisola. Deveria morrer no meio do povo. Por amor a humanidade.

E com um arrepio na espinha, Mirelle se suicidou.

Uma hora mais tarde, o corre-corre dentro de um hospital era eufórico, pois a tentativa de suicídio era coisa corriqueira nesse planeta. Lavaram seu estômago, deram-lhe antídotos, e conseguiram tirar-lhe as garras da morte. Quando Mirelle acordou, seus colegas de trabalho estavam em redor, incrédulos, e havia enfermeiras chorando.

O hospital deu-lhe uma licença de 50 dias, e teve que marcar consulta com uma psicóloga, e tomar remédios contra a depressão profunda. Mas o melhor de tudo foi que sua mãe veio cuidar dela por um longo tempo.

E a vida de Mirelle mudou do dia para a noite.

Todos os dias os anjos lhe falavam coisas que ela sequer entendia. Vida de outros mundos, como eram as sociedades mais evoluídas, e como as pessoas viviam sem dinheiro, compartilhando o que produziam. E ela escrevia sem parar, sem fazer perguntas, pois isso mais parecia ficção do que ciência. Intercalava a escrita com as visitas à psicóloga, passeios com sua mãe, e quando regressou a trabalhar no hospital, mudou de horários para sobrar mais tempo, e desta forma continuar seus escritos.

Quando Mirelle terminou o registro universal, as vozes deram-lhes novas receitas médicas para seus doentes não falecerem. E começou a catalogar tudo no computador. E enquanto digitava, ria de si mesma. Como é que ia colocar lama vermelha num paciente, num hospital onde a assepsia era o principal? E pior ainda, amassar tomates, ferver, e dar de colher para curar câncer de próstata? E que o melhor anti-inflamatório era uma boa salada de repolho? Ridículo! Quando escutou que os pepinos eram remédio para mil coisas, achou que era piada. Fez uma salada de pepinos, fez máscara no rosto, bebeu suco, afinal, ela gostava de comer verduras e frutas. Em seguida recebeu as receitas com linhaça: moída em jejum, ou misturada com sucos de frutas, junto a uma lista de 500 doenças que terminariam após os tratamentos diários com a linhaça. Mas o pior fora o limão, ele combatia 200 doenças, incluindo o câncer.

E para arejar a cabeça, pediu licença de afastamento no Hospital, e saiu em busca de colegas médicos que acreditasse que um ser humano podia sarar com salada de tomates ou sopa de couves, ou guisado de repolhos.

E foi assim que um dia chegou à casa de um amigo que estudava a homeopatia. Jantaram, conversaram sobre as plantas e seu poder de curas, e trocaram figurinhas. Mirelle deu-lhe um pent. drive com suas anotações, e ela recebeu algo mais importante ainda, o endereço de um fulano que vivia no mato numa fazenda de 800 hectares fazendo garrafadas com ervas. Sabia tudo sobre a cura com plantas e era conhecido na Internet com nome de James oito.

Para chegar à casa de James oito, Mirelle teve que fazer um voo internacional de cinco conexões, e comprar um carro apropriado para percorrer caminhos inóspitos em meio ao nada. Ela dormia rezando dentro da sua camionete, pedindo aos anjos afastar assaltantes de caminhos, e acordava doída, pois dormia vestida, fedida, sem ter onde tomar um banho. Comia sobras de bolos, e só saia da camionete para fazer suas necessidades embaixo de um matagal.

Quando uma porta metálica lhe cortou o caminho, soube que havia chegado ao seu destino. Tocou o interfone, e teve que dar o nome de seu amigo, pois era o sinal de identificação. A porta abriu, e Mirelle adentrou no caminho de terra. Aos lados só havia mata fechada. Árvores intocadas desde milênios, tão altas, que mal dava para ver o azul do céu.

Assim que saiu da camionete, o homem mais lindo desse mundo veio cumprimentá-la, devia ter uns 25 anos no máximo. Musculoso, pele morena por causa da vida ao ar livre, cabelos castanhos, olhos azuis e um sorrido de anjo. Abraçou-a com carinho e lhe ofereceu sua hospitalidade. Adentrou numa casa de madeiras, tapetes macios, sala grande, em cujo lugar havia uma tela de televisão de grandes proporções conectada a computadores, e a uma antena via satélite. Num segundo andar, havia vários dormitórios vazios, pois James oito explicava que recebia muitos visitantes na primavera, quando seus medicamentos ficavam prontos.

Mirelle entrou na banheira com água quente, na qual teve o banho mais gostoso de sua vida. Lavou os cabelos, massageou a pele, colocou um vestido fresco, passou repelente de mosquitos, e desceu a jantar. Comeu como nunca. Bebeu de tudo. Sucos de pepinos, sucos de maçã, e sucos de uvas. Ela perguntou para James oito se apreciaria um bom vinho. Depois que ele riu, Mirelle foi até a camionete, onde havia 10 caixas do melhor vinho que encontrara na cidade. Pediu ajuda para descarregar, sempre rindo, pois James oito não bebia fazia uns cinco anos, desde sua última bebedeira numa festa na cidade.

Conversaram até altas horas da noite, e Mirelle entregou-lhe suas anotações escritas, para uma opinião profissional.

Depois desmaiou na cama.

Só acordou ao meio dia do dia seguinte, e desceu as escadas para almoçar um banquete. Só então percebeu que não comia carne fazia uns cinco dias. E olhando para a mesa seu anfitrião era vegano completo, pois sequer havia um ovo de codornas. Muito menos leite. E para não ser mal educada, comeu de tudo. Empada de cogumelos, suflê de cenouras raladas, moranga em caldas de açúcar queimado, bolinhos de mandioca, saladas, feijão com arroz, frutas secas, frutas frescas, pão delicioso, suco de pepinos com limão e laranja, entremeados de um copo de vinho. E Mirelle nunca comeu tanto. Até arrotou.

Sentados na varanda de casa, a conversa profissional começou:

— Mirelle, o que deseja de mim, afinal? Suas anotações são uma escola para mim, pois você sabe muito mais do que eu sobre cura com plantas, comidas, misturas, de onde tirou tudo isso?

— Jura que não vai rir de mim?

— Nossa! Há mistérios no ar! Espionagem? Roubou de alguém?

— Pior! Foram os anjos que me deram!

— Vivos, ou mortos?

— Mortos! São espíritos do além, que me deram todas as informações... E o que é pior, eu sou médica, e não acredito em nada disso. Estou aqui para você me convencer...

— Mas eu sou um clone. E minhas receitas são de meu falecido pai.

— CLONE? Estou falando com uma copia humana?

— A copia número oito. Escondidos no mato têm mais sete iguais a mim. O nosso pai era um gênio da medicina, e quando descobriu que a humanidade estava morrendo fez oito copias de si mesmo. Todos nós nascemos com a capacidade de continuar suas pesquisas sobre a salvação dos homens. Fomos criados para encontrar remédios, pois ele achava que só voltando para trás, o homem se salvaria. Ou seja, se afastando da farmacêutica atual e ficando perto da natureza.

Mirelle fechou os olhos, pois tudo parecia piada.

Os anjos tinham-lhe avisado! Estaria sozinha! Apenas um clone para acompanhá-la numa loucura sem fim. Havia sido tapeada. Melhor a fazer era pegar a camionete e regressar, esquecer, deixar tudo com a coisa, ou, o clone semi-humano e continuar a trabalhar no hospital com seus pacientes com a velha medicação de farmácia.

E começou a chorar. A seguir se levantou e correu para seu dormitório. Dormiu chorando, sem saber o que mais fazer. Enquanto dormia, sonhava coisas estranhas. Estava em outro planeta, numa cidade cheia de gente bela, bem vestida, perfumada, e ela era pintora. Nossa! Artista plástica expondo seus quadros ao lado de seus melhores amigos, e rodeados de pessoas que os abraçavam, parabenizava, e entre eles estava James. O verdadeiro James. O homem mais lindo daquele mundo, e que casara com sua melhor amiga, Êve. Será que James oito era filho daquele James de seu passado? Como saber?

Acordou suando. O que significava tudo isso, afinal? Reencarnação existia? Ridículo! Merda! Ela não sabia mais, em que acreditar. Religião? Ciência? Bruxarias? Ficção científica? Vida em outros mundos? Naves que voavam através do espaço em velocidades além da luz? Sua cabeça parecia que ia explodir!

E desceu em meio da noite em busca de um copo de leite quente com açúcar para acalmar seus nervos a flor da pele, pois estava convencida que isso era melhor do que um sonífero farmacêutico.

James oito estava na varanda, sem sonho. Era sempre a mesma coisa. Conhecer uma bela mulher, sentir desejos de tê-la e vê-las fugir apavoradas assim que abria a boca e ponderava que era um clone. Nenhuma mulher perdia tempo com clones. Todas achavam perda de tempo por causa da esterilidade. Não serviam para casar, ter filhos e ser “felizes para sempre”. Somente as prostitutas os aceitavam a um preço abusivo. E o que era pior, ele não sabia nada, mas nada sobre amor. Quando escutou Mirelle chegando perto, sequer virou o rosto para falar com ela. E escutou-a dizendo:

— Não é por sua causa que estou triste! É a desilusão de não encontrar uma pessoa que conheça a palavra dignidade. Ou a palavra esperança. Teria gostado de conhecer James, seu pai. Como era ele?

— Igual a mim em tudo. Mas, ele não gostava de mulher. Eu não sei por que, mas ele era um solitário. Dizia-nos que as mulheres não eram de se confiar, pois mentiam muito... Morreu nos alertando contra elas, e eu nunca conheci nenhuma. Aqui só chegam vendedores de feiras, que sequer sabem o que é que revendem. Todos me chamam de bruxo, pois minha medicação dá resultados...

— Bem, eu pela minha vez jamais conheci um homem de verdade. Primeiro me apaixonei por um colega que além de mim possuía mais cinco namoradas. Peguei sífilis, e quase morri. Demorei três anos para ficar sã. Meus outros namorados eram bem parecidos. Teve um que me deu uma surra, bêbado, e ameaçou com me matar. Tive que mudar de cidade. Afastei-me de minha família para fugir do infeliz. Vejo minha mãe uma vez por ano e só nos falamos através da internet. Na verdade eu não sei o que é o amor...

— Muito menos eu! Mas isso não impediria de ir adiante com nosso trabalho... Temos o terreno, a flora, podemos ampliar o laboratório de pesquisas, só faltaria grana para construir uma clínica para medicar os doentes. Desta feita, você veria com seus próprios olhos como salvar um canceroso com suco de limão e beterrabas.

— Essa é nova! Beterrabas?

— Isso! Além de argila com cebola no corpo todo, banhos de Sol, e uma dieta de comidas rigorosas.

E desta vez gargalharam juntos. Mirelle porque não acreditava em nada disso, e James oito porque a estava divertindo. E ela possuía uma risada excitante. E voltou a carga:

— E dai, vamos construir uma casa de repouso, ou, de descanso, ou, sei lá o que for?

— Hum... Se eu vendesse meus apartamentos daria 900.000 moedas de ouro.

— Nossa! Além de bela, inteligente, corajosa, é também riquíssima!

— Vai faltar dinheiro... Hospital requer assepsia, enfermeiras profissionais, não daria para ser assim como aqui...

— Na internet encontrei uma família muito rica, que ofereceu toda sua fortuna para o médico que curasse seus filhos! Os guris têm dois anos! Os coitadinhos nasceram paraplégicos. Poderíamos escrever para eles... Fazer um contato.

— Seria um bom começo... Eu gostaria de examiná-lo... Como médica, é claro...

— Lógico! E eu vou amarrar minhas mãos...

No dia seguinte, depois de um almoço regado a vinho, ovos, pudim de claras em neve com leite e maisena, James 8 se estendeu na mesa, com uma cueca. Mirelle colocou luvas, e examinou sua garganta, raspou mucosa para exame, tirou saliva, e extraiu umas gotas de sangue dos dedos da mão. Examinou olhos, ouvidos, escutou as batidas do coração alteradas em demasia, e sorriu, pois a respiração era de quem está se afogando.

Enquanto percorriam a mata recolhendo plantas, ou, no galpão enquanto colocavam as amostras em vidros, James oito não conseguia ver esse corpo perfeito sem ficar cada vez mais e mais apaixonado. Cada vez que Mirelle recolhia folhas, ou plantava sementes, ele fechava os olhos para controlar a vontade de namorá-la.

E demoradamente, um dia qualquer Mirelle perdeu o medo e começou o chamego com esse homem fantástico. Afinal, ele era homem em todos os sentidos, possuía sentimentos profundos, a amava com paixão, e só era infértil. Apenas isso. E entre noites de amor, e dias de trabalhos, novas formulas foram nascendo, navegando na Internet para amigos, cujas receitas eram apenas mistura extraídas desse matagal, em quantidades simples, que não ocasionavam efeitos colaterais.

E um dia, subiram na camionete, deixaram tudo aos cuidados de James quatro, e viajaram a conhecer o casal milionário, Pierre e Manon, cujos filhos Paul e George sofriam de deformações múltiplas. Paul tinha a coluna desviada, joelhos inchados, pés deformados, e problemas para comer. Georges vomitava tudo. Era magro que dava para ver as costelas, e seus olhos pareciam que iam pular para fora. Tinha uma barriga enorme, e Manon achava que morreria a qualquer momento. Mirelle os examinou, pegou amostras de sangue para análise, enquanto James oito preparava a primeira garrafada de ervas. Assim que Mirelle terminou e ver as amostras de sangue no microscópio, e lhe deu o diagnostico de cada um, James oito e ela programaram um tratamento a base de banhos de vapor, massagens relaxantes, banhos de Sol matinal, e uma rígida dieta alimentícia, com oito remédios naturais, diferentes para cada um deles. E para que o tratamento fosse realizado sem falhas, ficaram como enfermeiros James dois e James três, que seriam mais do que enfermeiros, seriam babas em tempo integral. Mirelle falou-lhes que quando os meninos melhorassem, ela só pedia uma coisa, parceria para construir um hospital de caridade. Apenas isso.

Depois partiram, pois Mirelle tinha que levar James a conhecer sua família, colocar a venda seus imóveis, e procurar um camping para acampar, pois clones eram barrados em todos os hotéis, e em todos os lugares elegantes do mundo. Nas cidades eles viviam em guetos. Guetos fechados onde só entravam clones femininos e masculinos.

Notas finais
Mirelle entrou na banheira com água quente, na qual teve o banho mais gostoso de sua vida. Lavou os cabelos, massageou a pele, colocou um vestido fresco, passou repelente de mosquitos, e desceu a jantar. Comeu como nunca. Bebeu de tudo. Sucos de pepinos, sucos de maçã, e sucos de uvas. Ela perguntou para James oito se apreciaria um bom vinho. Depois que ele riu, Mirelle foi até a camionete, onde havia 10 caixas do melhor vinho que encontrara na cidade.