Advertência

12 Capítulo 12 — Jefferson


Notas iniciais
Olá! Está aí o capítulo da semana! Espero que curta!

Jefferson combinou com Ricardo, no dia anterior, de encontrá-lo próximo à Biblioteca Central de Pyr, pois lá haveria uma grande concentração de pessoas, o que permitiria que passassem despercebidos.

Se dirigiu aos andares superiores, notando um movimento diferente do normal por ali. Percebeu que a quantidade de jovens, que rumavam aos montes na direção da biblioteca, nem se comparava à de adultos. Não teria aula nesse dia, a escola dispensara todos os alunos a fim de ajudar quem quisesse se voluntariar, mas o trem estava cheio de conhecidos da escola.

Jefferson chegou à frente da Biblioteca antes do horário estipulado para começar o registro dos voluntários, mas lá já estava cheio de pessoas, que também aguardavam.

Se dirigiu para o local onde havia marcado de encontrar com Ricardo. Era uma espécie de pracinha cheia de bancos, que ficava bem onde os moradores de Pyr podiam ver toda a extensão da Grande Floresta, e, na época certa do ano, assistir ao pôr do sol. Como ali era um pouco distante da biblioteca, não havia muitas pessoas pela praça, embora algumas tivessem pensado como ele e Ricardo e marcado ali como ponto de encontro.

O amigo chegou bem na hora prevista. Trazia sua mochila, que aparentava estar pesada — não que a de Jefferson também não estivesse. Não vinha com o uniforme dos agentes juvenis da polícia, tinha explicado anteriormente que não queria chamar atenção para si.

— Conseguiu achar o mapa? — perguntou Jefferson assim que Ricardo ficou próximo o suficiente para ouvi-lo.

— Aham. Também consegui umas informações valiosas pra gente.

E então contou que tivera acesso a um mapa dos corredores que ficavam entre os andares de Pyr. Só a polícia tinha acesso a eles e havia uma sala na central de comando que tinha todos os mapas disponíveis. Conseguiu um da floresta também, embora fosse muito antigo.

— Mas você pegou o mapa dos corredores ou decorou o caminho? — Jefferson perguntou. — Porque não confio muito nessa memória aí. — Apontou para a cabeça do amigo.

Ricardo revirou os olhos.

— Eu copiei a parte necessária atrás do mapa da floresta, engraçadão. Vamos? Quanto antes, melhor.

A entrada para o caminho que teriam de tomar ficava do outro lado do andar no qual estavam. Primeiro, então, deveriam passar pela multidão que já se formava na frente da biblioteca.

Enquanto caminhavam, alguém chamou por Ricardo, que pediu para Jefferson aguardar um pouco, indo em seguida atender ao chamado. Jefferson reconheceu a pessoa como um dos outros amigos de Ricardo, um dos que era do grupo louco que ele participava na escola. Jefferson não gostava de ficar prestando atenção na conversa dos outros, mas não tinha mais nada para fazer, então observou enquanto Ricardo trocava algumas palavras com o amigo e este lhe entregava um objeto estranho. Ricardo pareceu constrangido, mas recebeu o objeto e se despediu, voltando em sua direção em seguida.

No período de tempo entre Ricardo se despedir do amigo e chegar de volta a seu lado, Jefferson avistou Jessyca no meio da multidão. Estava acompanhada, como de costume, de outra garota da sua turma, Bruna. Não queria perder mais tempo, então não foi até elas, voltando a caminhar com Ricardo.

— Que coisa é essa aí? — Jefferson apontou para o objeto na mão do amigo. Era prateado e tinha uma pedra vermelha incrustada, além de alguns adornos. Era do tamanho de um punho. Parecia uma pulseira, mas pulseiras eram finas, enquanto o objeto era largo.

— É um bracelete — respondeu Ricardo, olhando para o objeto. — Os garotos querem lançar uma moda nova no colégio. Eu achei brega, mas eles são muito insistentes.

Jefferson deve ter visto algo na expressão de Ricardo que o fez dizer:

— Você tem certeza que não quer ficar? Eu posso procurar meus pais sozinho. Daqui a um tempo vai ter mais um monte de pessoas daqui na floresta, e alguns podem me ajudar. Você pode ficar e combinar de tentar me avisar caso meus pais voltem.

— Não, eu quero ir contigo — Ricardo respondeu sem nem pensar na proposta. — Você não prefere sair de acordo com a lei? É só se inscrever ali. — Apontou na direção da biblioteca.

— Não. Eu já deveria ter saído antes. Não vou esperar mais.

Ricardo deu de ombros.

— Só espero que a gente não seja pego nem preso, porque senão vamos demorar bem mais que os voluntários pra sair de Pyr…

Notas finais
Hoje eu só vou agradecer por você estar seguindo a história até aqui. Espero que esteja valendo a pena!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.