Notas iniciais
Bom, este é o primeiro capitulo, espero que gostem.

" Adreta "

Eu tinha uns 7 ano de idade e era meu aniversário, eu estava escondido da minha mãe num local da mata, onde havia um campo totalmente limpo, com uma barraca, algumas armas e uma mesa, onde não era muito longe do castelo. Meu pai tinha saído para caçar, e deixou minha mãe e eu brincando lá, eu lembro que meu esconderijo era embaixo da mesa de madeira, tentando evitar que ela me achasse.

- Onde você está Dre ? — Dizia minha mãe numa voz brincalhona. — Eu vou lhe achar...

- Hihi... — Deixa escapar-me uma risadinha sem graça e minha mãe veio correndo em minha direção.

Eu sai correndo rindo e ela me puxou pela perna caindo em abraços no chão junto a mim. Meu pai chegou da caça junto com alguns guardas do castelo rindo bem alto, então ele se ajoelhou.

- Filho, venha cá. — Disse ele me chamando com a mão.

Eu fui andando até ele junto a minha mãe e ele colou o arco e flecha dele na mesa.

- Fergos ! Sem armas na mesa. — Disse minha mãe num tom alto.

- Calma Flora, é só um arco. — Disse meu pai com a voz grossa, mais também ao mesmo tempo muito tranquila.

- Deixa eu atirar, deixa por favor ! — Disse eu correndo até o arco e o derrubando sobre mim caindo no chão.

Então meu pai e minha mãe se abraçaram de lado e começaram a rir de mim como se aquilo fosse muito engraçado, mais não era, o arco era pesado.

- Com esse não meu filho. — Disse meu pai parando de rir um pouco.

- Ah... — Resmunguei eu para ver se ele mudava de ideia.

- Que tal com... O seu próprio arco e flecha ? — Disse ele tirando um arco e flecha novinho de dentro do seu toldo. O arco era branco e largo, de uma madeira muito leve e resistente, suas pontas eram de metal envergado, coisa muito brusca.

- Nossa ! Obrigado pai ! — Disse eu pegando o arco da mão dele.

- É mesmo né filho, vai lá no alvo atirar. — Disse minha mãe enquanto eu me distanciava deles.

" Flora "

- Uma arma Fergos ? Uma arma ?! — Disse eu furiosa com ele.

- Ah, você também tinha uma quando era menor, fique calma amor. — Disse meu marido rindo.

Eu fui me acomodar mai para trás e ele colocou o pé, fazendo-me cair em seu braços, e logo me levantando, ele começou a rir e eu dei uma cotovelada em seu esterno, dando um leve sorriso de canto.

Eu e Fergos fomos até Dre que estava tirando flechas no alvo, ele tinha um pouco de dificuldade. Quando chegamos ele soltou a corda e a flecha acertou bem ao canto do alvo, por muito pouco meu filho não errou, o que me chateava um pouco, pois se ele errasse talvez desistisse de atirar.

- Assim filho, puxa a corda toda... — Disse Fergos puxando a corda do arco junto com Dre. — E... Solta ! — Então eles soltaram juntos e a flecha disparou para cima, indo direto na floresta.

- Eu errei ... — Disse Dre fazendo uma cara triste.

- Então vá pega-la meu filho... — Disse eu tentando anima-lo.

- Certo ! — Disse Dre indo correr até a floresta para pegar a flecha.

" Adreta "

Corri até a floresta adentrando-a, até que não estava tão escura, os raios de Sol estavam atingindo os meios das folhas das altas árvores, iluminando até que muito.

Fui andando distraído pela floresta e parei quase quando dei de cara em uma árvore, que por mais louco que fosse, era a árvore onde minha flecha tinha ido parar, ela estava crava bem em seu tronco, na altura da minha cabeça. Eu a tirei e sai andando, até que me dei conta de que não sabia de onde tinha vindo, logo vi pegadas verdes no chão, que iam por um caminho, e como eu sou muito curioso, as segui. Fui as seguindo olhando para o piso, e conforme eu chegava perto delas, elas iam sumindo, até que uma hora elas acabaram e eu levantei a cabeça, encontrando meu pais parados me esperando, como eu ainda era criança, eu apenas sorri e fui correndo os abraçar.

Meu pai foi junto com os guardas para a mesa comer e beber, enquanto gritavam e riam como loucos, e eu e minha mãe ficamos parados ao lado da barraca, então minha mãe me pegou no colo e me virou de frente para ela, e começou a rir de mim sem um motivo. Minha mãe arregalou os olhos e abriu a boca enquanto uma enorme sombra nos cobria, tampando o Sol sobre nossas faces.

- Ah ! — Gritou minha mãe e caiu no chão comigo.

Quando me virei vi um urso enorme com pelo castanho escuro, e olhos que necessitavam de sangue, um completo carnívoro vendo a sua presa se debater e se contorcer diante de tal. Meu pai ouviu o grito e todos os homens começaram a se agitar pegando facas, espadas, escudos, lanças, redes, enquanto isso meu pai correu rapidamente até minha mãe e eu, e nos ajudou a levantar, nos levando até um cavalo branco enquanto os guardas mantinham o urso ocupado. Eu e minha mãe subimos na cela do cavalo com a ajuda do meu pai as pressas, então minha mãe bateu com o pé ao lado do cavalo.

- Ia ! Ia ! — Gritou minha mãe fazendo o cavalo correr dentre a mata em direção ao castelo.

A ultima coisa que consegui ver antes que as árvores cobrissem minha visão foi meu pai pegando uma lança e indo em direção aquela urso enorme, que estava conseguindo deter os guardas de nosso reino.

" Fergus "

Eu fui em direção aquela urso para mata-lo, ele ameaçou meu filho e minha esposa, algo que não admito, eles são minha família, tudo que eu tenho tirando o meu reino, ia deixar barato.

- Com toda a força guardas ! — Disse eu jogando a lança na perna esquerda do urso e sacando minha espada prateada para mata-lo, mas o urso me agarrou pela perna e...

" Adreta "

Sim, muitas pessoas dizem que o destino é uma coisa cruel, uma coisa boa, mais ruim, visível, e invisível, eu não penso assim, eu penso que o destino é você quem faz, mas as vezes ele pode ser muito traiçoeiro, e um exemplo disso, eu tenho, porque foi assim que meu pai ficou com a perna de pau, pois a verdadeira foi engolida, descendo garganta abaixo, do uso que nos atacou naquele dia.

Notas finais
O final deste capitulo foi bom, foi só pra dar uma introduzida na perna de pau do pai de Adreta, aumentar a preocupação da mãe de Adreta, e introduzir o "monstro" da história.
Espero que gostem, deem reviews.

-Kingme
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.