Adorable

3 2 - ✹ Idas & Vindas ✹


Notas iniciais
Oiê O.o ATENÇÃÃÃÃO VOCÊS!!! Pra quem acompanha outras fics minhas, ou não... sei lá. É só pra dizer que tá lá no meu perfil os dias em que eu posto etc. etc. Adorable é toda a segunda feira *-*
Agora quanto a esse capítulo só tenho uma coisa a dizer...
ACHO ELE MONSTRUOSAMENTE GRANDE!!! U____U
Boa leitura ^o^

*/Aoi's pov\\*

Chá, bolachas, flashes, mulheres... muitas mulheres.

Não queridos, eu não estou num sonho erótico. Eu estou trabalhando.

Uma linda morena com traços ocidentais posava de todas as maneiras para que eu pudesse fotografá-la.

– Levante seu queixo um pouquinho mais. Isso! Perfeito! — Sorri ao ver que as fotos estavam ficando extremamente boas. Chamei outra modelo e continuei fotografando a todas.

Agora vocês devem estar se perguntando onde estava Kouyou não é? Bem, ele estava sentado num banquinho ao lado do meu notebook observando tudo com uma bela cara de bunda. Sim, eu havia trazido Uruha para meu trabalho, afinal, depois da noite passada não dava mais para confiar.

*Flashback on*

– Não fique com a cara amarrada, Saga vai dar entrada no processo de adoção, eu com fama e dinheiro consigo isso bem rápido. — Sorri em desdém vendo-o torcer o nariz. — Eu pensei sinceramente que você iria ficar em estado vegetativo mas pelos vistos quando você não está em meio a más lembranças é bem enjoadinho ne? — Kouyou se virou para mim estreitando os olhos.

– Escute, eu sinceramente tenho meus traumas mas não os fico remoendo sempre que posso. Não sou santinho. Sei tudo e mais alguma coisa sobre esse mundo. Já experimentei de tudo. Não vou ficar fingindo de santinho e entrando em estado vegetativo enquanto não estou me lembrando de algo traumatizante. — Falou simplista, como se nada daquilo o afetasse. Garoto estranho.

– Certo, vá tomar banho. Minhas roupas devem servir em você, mas amanhã quando chegar do trabalho vamos comprar roupas para você. — Uruha deu de ombros. — No corredor, segunda porta da direita. É o seu quarto e lá tem um banheiro. Vou separar uma roupa pra você e deixo a toalha lá, pode ir tomando banho de uma vez. — Ele riu, mentira, ele gargalhou.

– No fundo você também é pervertido ne, Yuu? — Arregalei os olhos.

– Mudei de ideia, tem toalha no armário do seu quarto, tire você mesmo. Vou deixar sua roupa em cima da cama. — Disse de cara fechada vendo ele tentando segurar o riso. — Garoto abusado. — Sibilei quando ele já havia se retirado da sala.

E bem... correu tudo assim, entre farpas, Kouyou nem parecia o mesmo que havia encontrado na noite passada, sequer parecia que ele tinha tido uma vida tão traumática. Jantamos, e ele se trancou no quarto. Eu fiquei vendo televisão. É lógico que eu não estava esperando que ele fosse simplesmente fingir que concordava com tudo aquilo não é?

Mas foi quando eu estava no corredor indo para meu quarto que o esquisito e a razão pela qual eu não queria deixá-lo sozinho por um segundo, aconteceu.

– Ahmmm. — Um gemido. Não caro leitor pervertido. Não era de prazer. Era de agonia. — Ahhhhhhmmmmmmmmmm. — Um gemido de agonia arrastado.

Invadi o quarto encontrando Kouyou sentado na cama de lençóis vermelhos com uma faca na mão enquanto fazia pequenos cortes não muito fundos no pulso. A minha boca abria e fechava várias vezes para falar algo mas nada saía. Aquele garoto estava olhando malicioso para mim enquanto fazia aquilo, como se já tivesse planejado que eu o encontrasse ali daquela forma, e no fundo eu sabia que ele havia planejado. Tomei a faca da mão de Uruha sem dizer nada, e logo após seguia para o banheiro só voltando ao quarto quando tinha a caixinha de primeiros socorros em mãos. E ele estava lá do mesmo jeito que estava antes, com aquele sorriso divertido em seus lábios pequenos e um olhar travesso.

– Não vai dizer nada Yuu? — Aproximou seu rosto do meu segurando meu queixo e obrigando a encará-lo. — Traumatizou? — Retirei a mão dele do meu queixo com certa brutalidade enquanto pegava na que tinha os cortes começando a limpá-los e enfaixar o pulso. Acho que foi nesse momento que ele percebeu o quão chateado eu havia ficado com aquilo pois seu olhar se prendeu em um canto qualquer do quarto espaçoso e aquela expressão e pose despreocupada desapareceu de sua face. Terminei de enfaixar o pulso dele e me levantei finalmente o encarando já sabendo o que diria, e sabia também, que ele ficaria contrariado.

– Se você costuma fazer isso, é bom que saiba que só vai voltar a fazer tal coisa, por cima de meu cadáver, porque no que depender de mim… Você não se corta nunca mais! – Sentenciei — Se acha que eu vou te expulsar por você fazer essas coisas, se enganou muito! E que fique bem claro que hoje eu durmo aqui. Não me interessa se você quer privacidade ou não. Eu não ligo, se você quer privacidade para fazer coisas como essas fique sabendo que eu não te vou dar esse luxo. Vou buscar um futon. — Saí indo até meu quarto tirando de lá um futon do armário e ouvindo passos até meu quarto.

– Porque simplesmente não se mete na sua vida e me deixa em paz? — Dei de ombros, realmente não ligava para se ele gostava ou não que me estivesse dando ao luxo de cuidar dele.

– Minha consciência não quer. — Passei por ele voltando para seu quarto o esperando na porta do mesmo. — Vamos dormir. — Não era um pedido. Era uma ordem. — Ah, e Kouyou, não me leve a mal, mas eu vou trancar o quarto e pôr a chave dentro da minha boxer. Não quero que você fuja e acho que seus traumas o impedem de vir buscá-la, ne? — E eu fui visivelmente cínico com ele, recebendo em troca um olhar frio.

– Não se engane Yuu. Não tenho problemas nenhuns em fazer sexo. – Atirou ríspido se deitando em sua cama. – Mas pode ter certeza, em você eu não vou tocar!

*Flashback off*

E bem… foi isso. É claro que depois de tudo estava fora de cogitação deixar o Uruha sozinho ne? Então eu havia explicado a situação a Ruki e pedido para o trazer para cá, e como meu patrão não se importou, eu trouxe. Mesmo que isso deixasse Uruha completamente enfurecido.

Tirei o cartão de memória da máquina fotográfica me sentando e o pondo no notebook e começando a ver algumas fotos.

– Ah, ficaram tão boas! — Exclamei para mim mesmo ouvindo um risinho baixo e debochado de Uruha provavelmente por causa do meu jeitinho meio convencido, mas nem liguei, ignorei, não estava a fim de deixar meu trabalho de lado para bater boca com ele.

– Yuu-san. — Levantei minha cabeça encarando a dona da voz melodicamente feminina e sorrindo ao ver a modelo morena e ocidental que antes fotografava.

– Oh, Kate-san! Precisa de algo? — Vi seu olhar dirigindo rapidamente para Kouyou mas logo se voltava para mim.

– Na verdade Yuu-san... Estava precisando falar consigo. — Olhei curioso para ela que me sorriu — Podemos conversar?

– Claro, diga. — Kate sorriu tímida para mim antes de voltar a falar.

– Desculpe... A sós... — falou encabulada — Se assim for possível claro! — Ri do desconforto dela.

– Certo. — Olhei para Kouyou — Não faça besteira. Estou aqui no corredor! – Ordenei bruto quase que o repreendendo recebendo um olhar raivoso.

Saí com Kate e lhe sorri como se lhe avisasse que podia começar.

– Bem Yuu-san, serei breve. — Meneei um sim e continuei olhando para ela. — Eu... não tenho palavras por isso vou agir. — Ergui a sobrancelha tentando entender o que ela queria dizer mas fui surpreendido por seus lábios colados nos meus. Não que eu fosse pervertido, mas eu tinha uma bela morena me beijando e não iria recusar. Enlacei sua cintura com meus braços a puxando mais para mim e aprofundando o beijo e só me separei da modelo quando vi que ela ficava sem ar. — Não sou apaixonada por você Yuu-san, porém, tenho um enorme desejo. Me desculpe. Eu não costumo fazer essas coisas mas... tudo em você é sensual. — Sorri malicioso voltando a beijá-la. Melhor assim, ela só queria uma bela foda ne? Eu daria com maior prazer. Já estava acostumado com isso, mas não que tal acontecesse no corredor da agência no horário de almoço quando quase todo mundo não estava, e ainda por cima com alguém que parecia tão tímida. Tá queridos, eu sou pervertido! Satisfeitos?

– Yuuuuuuu-san... — gemeu entre o beijo quando desci minha mão até sua bunda. E como devo dizer isto...? Eu adorava meu trabalho pois trabalhava com modelos que faziam comerciais e tiravam fotos para lojas de roupa e coisas do tipo. Raramente eram aquelas esqueléticas que apesar de terem muito talento e saírem lindas em fotos eram secas e sem graça na vida real, para além de se acharem muito mais. Cortei o beijo a olhando com o mesmo sorriso malicioso.

– Vou levar o Kouyou para almoçar com o Takanori. Já volto. — Saí de perto de Kate. Sabia que ela me esperaria. Mas quando virei o corredor dei de cara com Uruha que tinha um sorriso tão ou mais malicioso que o meu que me deixava constrangido. — O-o-o que está fazendo aqui? – Perguntei gaguejando um pouco.

– Vendo pornô. Não é lógico? — Kouyou passou a língua entre os lábios, coisa que me deixou ainda mais constrangido. — Não se preocupe, eu não tinha intenção de ver, mas eu estava procurando por um banheiro e quando virei o corredor dei de cara com isso. — Riu baixinho, claramente debochando de mim — Me leve até Takanori.

Ok, tudo bem que Uruha apenas tinha me feito ficar da cor de um tomate, mas depois disso todo o meu desejo pela Kate-san e vontade de ter uma boa foda, desapareceu. Por isso, inventei uma bela desculpa para Kate-san dizendo que da próxima vez que ela viesse ao Japão não me escaparia. E fui almoçar, mas me arrependi, quando cheguei lá Uruha e Ruki riam descontroladamente e quando me viram riram ainda mais, eu sabia, eles estavam falando do acontecido.

– Perdeu a vontade? Yuuuuu-san... — O tom de voz de Ruki era totalmente debochado o que me deixou nervoso para além de envergonhado.

– Nosso ela ficou com raiva!!!! — Uruha riu olhando para Ruki que o acompanhava.

– Já estão tão amigos assim? — Perguntei emburrado.

– Ah, ele é um doce Aoi. — Ruki disse sorrindo. — Nem acredito que alguém tão doce teve uma vida tão amarga. — Me lembrei do passado de Kouyou e tudo ficou silencioso até o próprio cortar o silêncio.

– Aoi, o Ruki disse que quer ir me ajudar com as roupas. — Sorri olhando para Ruki, ele olhava animado para Uruha, realmente havia gostado do garoto. Apesar de eu o achar um pequeno demónio.

– Por mim tudo bem. Alguém com um ótimo gosto para roupas realmente vai ajudar muito. — Os olhinhos de Ruki brilharam com o elogio e eu só pude rir.

*******************************

O dia havia sido cansativo. Com Ruki e Uruha animados escolhendo uma pilha de roupas. Aquilo que havíamos comprado com toda a certeza não caberia em apenas um armário. Mas eu só podia agradecer ao Ruki, por conta dele, Uruha já olhava pra mim como um amigo. Toda aquele clima pesado ontem havia se dissipado, ele até mesmo por vezes era manhoso e sorria pra mim. Com certeza a alegria de Ruki poderia contagiar as pessoas.

– Eu gostei do Ruki! — Uruha falou com um sorriso sincero nos lábios. Acabei sorrindo para ele e por momentos ficamos assim, até que ele percebeu a quantidade absurda de sacos nada sala e sorriu sem jeito. — Yuu me ajuda a arrumar isso tudo?

– Você está tão educado Kouyou. — Sorri ao ver Uruha ficar indignado.

– E por acaso sou mal-educado!? — Fez bico e eu só consegui gargalhar da atitude dele. Começava a duvidar se ele era mesmo, a mesma pessoa da noite anterior.

– Não, me desculpe. Você é só uma criança mimada mesmo. — Me aproximei dando um tapinha leve em sua testa.

– EU NÃO SOU UMA CRIANÇA! — Gritou alto, acho que o prédio todo ouviu, mas tudo bem, os vizinhos já estavam acostumados com Taka aqui em casa gritando a mesma coisa.

– Falando assim você até para o Taka. — Meneei a cabeça em vários 'nãos' pegando na maioria sacolas e as levando para o quarto dele. Assim que cheguei ao quarto meu celular tocou, o atendi prontamente.

– E aí, Saga? — Cumprimentei descontraído.

– Oi Aoi. Já vi todas as condições do Kouyou e é bem mais fácil do que eu pensava. Ele tem os documentos dele em dia?

************

– Noooossa! Você tem tudo em dia! Eu pensei que fosse precisar de renovar seus documentos! — Exclamei admirado. Uruha tinha todos os documentos necessários com ele, e o mais incrível, eles estavam em dia.

– Apoio comunitário. Eles me davam comida, e algumas roupas, e logo pela primeira vez em que me viram puseram meus documentos em dia. — Deu de ombros arrumando algumas roupas no armário.

– Tem alguém lá que você queira ir ver? — Ele arqueou uma sobrancelha. — Assim, eles te ajudaram ne? As pessoas que cuidavam de você, não se quer despedir delas? — Ele riu baixinho.

– Yuu, eles só souberam que eu era novo porque eu não tinha cadastro. Não são sempre as mesmas pessoas. — E lá estava Uruha olhando para mim como se eu não soubesse nada da vida. Aquele... Irritante! Tudo bem, eu não sabia que precisava de um cadastro, mas eu também não iria perguntar nada pra ele, com certeza ele iria ficar daquele jeitinho snob e rir da minha cara.

– O Saga olhou sua raiz genealógica. Esse Takashima Kei era sozinho, não era? — Uruha ficou sério apenas meneando um 'sim' e respirando fundo.

– Ele estuprou a irmã mais nova, e por isso a família o deserdou, dando apenas dinheiro suficiente para que ele pudesse sobreviver e montar algum negócio. Ele se envolveu com máfia. Tráfico de drogas. Ficou rico, muito rico. E foi isso. A família dele não sabe da minha existência, eles se desligaram completamente de Kei. Ele era um verdadeiro crápula… — Voltou a pegar em mais algumas roupas e a guardá-las como se o que tivesse acabado de dizer fosse a coisa mais simples do mundo. Ele era tão forte… Acho que no lugar dele teria me suicidado a muito tempo.

– Ou seja, você é sozinho. — Disse sem pensar vendo-o me encarar com olhar vazio.

– É, eu sou. Isso facilita o processo? — Olhei arrependido para ele. Sua voz havia saído trémula.

– Desculpe Uruha. Não quis te magoar. Eu... — Ele atirou um tênis na minha cara. Arregalei os olhos raivoso enquanto ele gargalhava. — O QUE?! — Ele voltou a atirar outro tênis.

– Vingança por você ter dito algo que me magoou! – Deu um sorriso atirando mais um tênis.

– Idiota. — Sibilei me desviando de outro tênis e indo até ele afagando seus cabelos enquanto o olhava nos olhos. — Você não é mais sozinho. Agora que está comigo não te vou deixar mais. Quando era adolescente Akira me chamava ShiroyCOLA Yuu. Eu realmente não largava aquilo que eu gostava. E eu gosto de você. — Uruha corou, desviando o olhar. Ele parecia mais fofo que qualquer um, naquele momento.

– Me solte, eu não gosto de você… — Murmurou emburrado e eu ri.

– É claro que você gosta Kouyou. – Ri recebendo um olhar mortal dele.

– Cale a boca e me ajude a arrumar isso!

**************************

************************

* Duas semanas depois *

Havia deixado Uruha com Reita, estava indo para casa do mesmo feliz da vida. O que dinheiro não fazia? Ok, ele não dava amor, e etc. Mas ele ajudava demais em casos como esses. Tinha ido falar Saga e ele me disse que iria adiantar o processo de adoção o mais rápido possível e dentro de menos de um mês seria responsável legal pelo Kouyou.

Assim que cheguei na porta de casa do Akira ouvi um berro de Uruha.

– VOCÊ GOSTA DO TAKA?! — Segurei o riso, o que estava realmente difícil.

Eu devo dizer que acreditava fervorosamente que Uruha ia precisar de tratamento psicológico por conta de seus traumas, mas tudo o que ele me disse quando falamos disso foi: "Yuu, eu vou superar tudo isso sozinho. Se eu me descontrolar apenas me dê um tapa." Simples assim.

Ele se adaptava tão bem a todo mundo que eu até ficava com inveja. Como por exemplo, agora, Akira já tinha até contado para ele sobre o Taka, está vendo? Eu tinha tido de perceber isso sozinho antes porque ele não tinha tido coragem de me contar, e para o Uruha ele contou numa boa.

Toquei à campainha afastando tais pensamentos antes que bombardeasse Reita de perguntas como "Então você é assim filho da puta? Com o Uruha fala na boa e comigo não tinha falado nada? Filho de uma chocadeira!" Era assim que a gente expressava carinho mesmo. Xingando as mães, e vocês nem imaginam o quanto a gente ofendia as mulheres das nossas vidas, mas tudo bem, elas não sabiam, e era só brincadeira. E que fique bem claro que eu só aceitava esse tipo de brincadeira por parte de meus amigos.

– Entra. — Akira rosnou de cara fechada. Kouyou estava com uma taça de sorvete na mão e olhava entretido para a televisão.

– Ei, que aconteceu? — Me fingi de bobo, alternava meus olhares entre Kouyou que nem ligava e Akira, até que Kai surgiu na porta da cozinha.

– Eu contei ao Uru-chan que o Rei-chan gosta do Ru-chan. — Ok, aquilo fazia minha vontade de matar Reita desaparecer já que não havia sido ele a contar, porém, eu tive uma crise de risos com a frase do Kai.

– Kai, dizer "Uru-chan, Rei-chan, e Ru-chan" na mesma frase é tão meigo!!!! — Disse em tom infantil e debochado vendo-o fazer uma careta e voltando para cozinha, enquanto não só eu, mas também, Reita e Uruha riamos da frase antes dita por Kai.

– Como foi lá no Saga? — Reita perguntou roubando uma colherada da taça de sorvete de Uruha e recebendo um olhar mortal do mesmo.

– Bem… — Falei rindo do bico que Uruha fazia para Reita que o ignorava. — Em menos de um mês serei o responsável legal por você Kouyou.

– ISSO MERECE COMEMORAÇÃO!!! — Berrou Kai da cozinha, ele já estava de bom humor novamente.

– Ah… Eu realmente vou ficar preso a você até que eu seja maior de idade? — Uruha fez cara de desgosto e todos rimos.

– Vai sim, e já vou te avisando que assim que saírem os papéis você vai começar a estudar. — Sentenciei vendo um lindo sorriso nascer na face de Uruha.

– Sério!? Eu vou estudar?!! — Uruha se levantou feliz. Olhei para Reita que sorria meigo para Uruha.

– Vai sim. — Meu sorriso foi gémeo ao de Reita e Uruha num ato nada esperado me abraçou.

– Obrigado Yuu!! — Escondeu o rosto na curva do meu pescoço. — Nem acredito que isso está acontecendo. – Quem não acreditava era eu… Como aquele garoto que eu ouvia chorar baixinho e escondido de mim, o mesmo que quando ficava chateado dizia me odiar, poderia ser tão amável de um momento para o outro?

– Gosta da escola Uru-chan? — Kai perguntou com voz calma e serena.

– Hai! — Uruha gritou infantilmente e todos sorrimos. Naquele momento em me perdi em seu sorriso, me perguntando internamente, se existia coisa mais adorável...

Notas finais
Bom, esse é o capítulo que eu menos gosto em "adorable" mas fazer o que né? Eu queria a opinão de vocês... *-* Reviews please?