Adolescência
3 Capítulo 3 - Boate Parte 1
Notas iniciais
*Helloisa*
Magali: U-uma boate?
Cascão: É, que quê tem?
Magali: N-nada... s-só que...
Mônica: A Magali tem pavor a boates.
Cascão: Por quê?
Magali: Gente! Olha a hora! Desculpa, mas amanha agente acorda cedo, né? Deixa pra próxima!
Mônica: Ah não Magá! Agente acabou de sair de casa!
Magali: Mas Mônica...
Cascão: Vâmo Magali, deixa de frescura, que mal pode acontecer em uma simples boate?
Mônica: O Cas tem razão amiga, não vamos deixar que uma simples... – ela se vira e olha pra Cebola com desprezo. – má companhia estrague a nossa ultima noite livre!
Magali: M-mas...
Mônica: Vem logo, não tem outro lugar mesmo...
Magali já ia protestar dizendo que tinha sim, outros lugares pra elas irem, mas é impedida por uma puxada forte pelo braço. Os quatro entram na boate animados, exceto Magali que estava horrorizada com aquela multidão de gente dançando em volta dela, e aquele cheiro insuportável de cerveja!
Cascão foi o primeiro a começar a dançar, seguido por Cebola, os dois começam a dançar muito animados enquanto Magali e Mônica foram para o balcão.
Garçom: O que vão querer?
Mônica: Pra mim nada não, obrigado... e você amiga?
Magali: Uma água... — Disse ela com uma cara de tédio e olhando para pista.
Garçom: Água só tem com gás...
Magali: Um suco então...
Garçom: Aqui é uma boate e não uma lanchonete...
Magali revirou os olhos e disse:
Magali: Um refrigerante!
Garçom: Estamos em falta...
Magali então se enfurece e olha para ele irritada.
Magali: E o que tem nessa porcaria de boate??!! As pessoas ficam com sede, é isso?
Mônica então percebe o nervosismo da comilona, e tira ela de lá, olhando para o garçom sem graça.
Mônica: Foi mal é que ela tá naqueles dias sabe... — dizendo isso Mônica leva Magali até a pista de dança. – Amiga, se controla né? Achei que quem tivesse pavio curto aqui fosse eu.
Magali: Desculpa amiga, é que eu fico meio estressada quando venho pra uma boate...
Mônica: Você nunca vem em boate Magali.
Magali: Então deve ser por isso... eu não tenho costume... e também que a culpa nem foi minha, foi o idiota daquele garçom!
Mônica: Vai, esquece isso vamos dançar! – No inico Mônica precisava balançar os braços de Magali, pois ela continuava em pé parada que nem uma pedra, ainda se sentindo desconfortável. Mas aos poucos ia se soltando mais, até que depois ela já estava dançando animadamente.
Passaram se mais de uma hora e Magali e Mônica continuavam dançando na pista. Esquecendo-se completamente que seus dois amigos tinham ido também.
Bom... até eles tinham esquecido delas...
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Cascão: Agente já não se conhece de algum lugar?
A morena de cabelos cacheados que Cascão estava xavecando olha para ele como se fosse um louco, pega seu copo no balcão e sai dali.
Cascão começa a rir olhando ela ir embora e em seguida aparece seu amigo Cebola e se senta ao seu lado.
Cebola: Cara, to morto... dancei pacas!
Cascão: Aqui... me ajuda?
Cebola: Ajudar? Ajudar em que?
Cascão: Tô querendo ficar com aquela gatinha ali. — Ele aponta para uma loira encostada na parede conversando com duas amigas.
Cebola: E onde eu entro nisso?
Cascão: Ah, é só chegar nela e falar como não quer nada... de mim!
Cebola: Ela não vai se assustar?
Cascão dá um tapa atrás da cabeça de Cebola que apenas rir da sua própria piada.
Cascão: Você vai ou não vai me ajudar?
Cebola: Vô cara, fica frio... mas e a Cascuda?
Cascão: Que mané Cascuda, eu to na mira daquela loirinha ali...
Cebola: Então tá...
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Mônica: Amiga, espera ai rapidinho, que eu vou beber alguma coisa...
Magali: Esqueceu que não tem nada lá?
Mônica: Eu bebo alguma coisa nem que seja água da torneira...
Magali ri e continua dançando, Mônica começa a procurar um balcão.
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Cebola vai até as meninas, cumprimenta elas e se apresenta. Em seguida se vira para a garota que Cascão tinha falado. Ao olhar para ela Cebola se impressiona. A garota era alta, loira de cabelos lisos e longos e com os lábios incrivelmente vermelhos.
Cebola: Er... Oi, como você se chama?
A loira sorri e responde:
- Nicole, prazer!
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Mônica finamente acha um balcão e se senta.
Garçom: O que deseja?
Mônica: Qualquer coisa que molhe minha garganta... — Disse se abanando de calor. Ela para de se abanar ao ver quem estava do seu lado.
Mônica: Cascão?
Cascão: Ah, oi Mônica!
Mônica: Nossa, tinha esquecido que vocês tinham vindo com agente...
Cascão: Hum... é né? Eu também... – Cascão ergue a cabeça para tentar ver se conseguia enxegar Cebola, pois havia chegado bastante gente no mesmo local onde ele estava conversando com a garota.
Mônica: Tá procurando por quem?
Cascão: Ninguém... – Respondeu ele olhando para o canto da boate. Que era onde a loira estava.
Mônica: Cadê o Cebola?
Cascão não responde, pois estava concentrado demais procurando pelo careca.
Mônica: Hellooo Cascão, eu to falando com você e... – As pessoas saem da frente e finalmente Cebola fica visível. E assim como Cascão, Mônica também consegue enxergar-lo. Mônica fica pasma quando percebe o que ele estava fazendo. Não só ela, mas como Cascão também.
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