Adolescentes em Crise
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Notas iniciais
Acordei coma voz da minha mãe senhora Leslie, me empurrando, me balançando e me puxando da cama.
- Filha, acorda logo. Marsh está lá em baixo com sua turminha.
- Aaaaaah! Porra, logo em um sábado de manhã?!- Perguntei com raiva.
- De manhã aonde filha? Já é uma hora da tarde querida.
- Eita porra!
- Filha, maneira as palavras, sem classe!
- Meu pinto pra você mãe.
Nossas conversas eram basicamente assim.Me levantei, fui para o banho, entrei no closet e coloquei uma roupa simples.

Desci as escadas e vi meus amigos e meu namorado. Todos conversando na sala, eu adorava ve-los rindo e conversando em momentos descontraídos. Me dava aquela felicidade, e sempre me batia aquela música interior sobre o momento.

Marshall me viu descer as escadas e logo foi me abraçar. Adorava sentir suas mãos se voltarem as minhas.
- Finalmente minha morceguinha.- Disse Marshall me beijando.
- Desculpa a demora morceguinho. Estava me preparando para voê.- Retribui o beijo
- Hey, chega de melação né? Vamos logo pro parque ou não? — Perguntou Fin, um dos nossos amigos.
Fin era aquele amigo que aparentemente era chatão, mas que ficava muito engraçado depois. Tipo aquele engraçado misterioso, mas no fundo no fundo era um doce menino, que eu considerava meu irmão.

O parque que Fin falava era uma pracinha que tinha perto de casa. Ela tinha alguns brinquedos, uma parte para ginástica, para andar de skate ou bicicleta e também uma quadra para queimada.
Chegando na pracinha os meninos foram jogar bola e eu e as meninas fomos fumar cigarros.

Estavam comigo Jujuba (Julianna), Fionna, Fin, Marshall e Chiclete (Lucas). Eram todos muito amigos, todos namoravam (não é preciso falar quem é o casal de quem não é?), mas nenhum abandonava o outro por causa do parceiro ou a parceira.A diversão do sábado estava apenas começando.
- Que merda! Os cigarros acabaram.- Eu disse vasculhando a minha bolsa.
- Fica tranquila Marcy, depois a gente compra mais no barzinho da avenida.- Disse Fionna me acalmando
- Ah claro, se aquele filha da puta não tiver fechado o bar não é? Já são, deixa eu ver...- Falei olhando a tela do celular.

Fionna acompanhou a hora pelo reflexo do óculos que eu usava, e viu que ainda era três horas da tarde.
- Amiga calma né. Ainda são três horas, o senhor Duche fecha o bar só oito horas, e conhecendo ele bem hoje vai fechar uma hora da manhã.- Disse Fionna rindo. Fionna acalmava o meu vício.
- Será que os meninos não cansam de jogar bola?- Disse Jujuba mudando de assunto repentinamente

- É verdade, vou chama-los, ou senão não vamos aproveitar o dia.- Disse Fionna.- HEY SEUS VIADOS! a GENTE VAI IR ENCONTRAR NOSSOS PEGUETS SE NÃO PARAREM DE JOGAR ESSA PORRA DE BOLA PRA LÁ E PRA CÁ!
Não demorou muito para Chiclete pegar a bola, Fin pegar as camisetas e Marshall as chuteiras e virem todos em nossas direções.
- Eca! Você tá soado, não encosta em mim não Chiclete.- Disse Jujuba zoando
- É né, quando eu to soado por causa do jogo você fala eca, mas quando é por causa do seu fogo na cama se fica de boa né!- Disse Chiclete zoando
- Chiclete! — Disse Jujuba dando um tapa no ombro de Chiclete.
Todos riram mas sabiam que era verdade. Ninguém do grupo era virgem. Todos os meninos tinham 17 anos e as meninas 16 (Só eu que ainda tinha 15, mas faltava pouco pro meu aniversário).
- Ow seus filha da puta, vamo lá em casa tomar banho ai depois nos buscas as meninas na casa da Marcy.- Disse Fin
Os meninos moravam juntos em uma casa deixada para Fin pelo testamento de sua mãe que morreu quando ele tinha 10 anos.
- Partiu caralho, amor, a gente vai lá tá.- Disse chiclete dando selinho em Jujuba subindo na sua bicicleta.

Os meninos foram embora e nós meninas passamos no barzinho do Senhor Duche( pra você leitor, se escreve Duche mas lê dutche, com aquele tche dos gaúchos).
- Tomare que o senhor Duche tenha cigarros da Marlboro mano, se não aquele desgraçado apanha na minha mão.- Eu disse zoando
- Eaí senhor Duche, tudo na boa? — Disse Jujuba
- Fala ae meninas, o que vocês querem?- Disse senhor Duche, pelo nome parece ser um velho feio dono de bar, mas era um moço de 40 anos, até a jeitosinho, mas o senhor Duche não gostava do nome, que era Mariano, então todos chamavam ele de senhor Duche.
- Senhor Duche Duche meu querido, tem Marlboro aiou ainda não chegou?
- Lógico que tem Jujuba, quer quantos?
- Ah, vê três ai, um pra cada casal né não senhor Duche.
- Claro, cada um fuma 10...Jujuba jujuba, olha o caminho que você vai, continua assim que seu namorado termina com você e seus dente podre.
- Ixi senhor Duche, ele vai falar o que, na mesma velocidade que os meus apodrecem o dele já caiu.- Disse jujuba rindo.- Vai senhor Duche, para de lorota e dá três cartela ae.
- Credo Jujuba- Respondeu senhor Duche rindo.- Toma aqui, são R$ 13, 20.
- Credo digo eu senhor Duche, aumentou o preço é? antes era R$ 2,00, quando que tá agora?
- Ox, sabe que os impostos aumentaram não Jujuba? Agora tá R$ 4,00. Vai querer ou não?
- Tem descontinho não? Pra suas filhas de outros pais?- Disse Jujuba nos puxando e abraçando.
Senhor Duche nos olhou, fez aquela cara tipo 'não acredito em uma merda dessa" e então cedeu.
- Tá vai, faço pra vocês sempre o mesmo preço de antes. São R$ 7,50.
- Ae senhor Duche, vale meu paizinho. Toma aqui, da os bagulho ai.
Senhor duche deu as três caixas e colocou o dinheiro no baú atras do balcão.

Fomos para casa fumando.Chegamos em casa e esperamos os meninos, enfim a campainha tocou.
- Oii amor.- Beijei Marshall.- Quer cigarro?- Ofereci.

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