Adocicado
1 Capítulo Único
Notas iniciais
~~Historinha básica pra dormir -q~~
Adocicado
Ninguém sabia o porquê de Murasakibara ter ficado tão chocado quando Yosen perdeu para Seirin. Himuro sabia bem que ele era infantil, e dizia que logo aquilo ia passar, mas nem ele mesmo acreditava nisso.
Depois de uma semana tendo Murasakibara agindo daquele jeito, Himuro se decidiu a dar uma festa, com o objetivo de fazer com que o outro parasse de agir daquela maneira.
E era por esse motivo que Murasakibara estava trancado no armário da cozinha, enquanto ouvia de longe a música que tocava no local. Mas isso não importava, já que mesmo que a festa ocorresse, se ele se isolasse um pouco dela, ia ser melhor.
— Minhas costas já estão doendo... Porra! Por que o Himuchin tinha que fazer essa merda? — Exclamou, irritado, ao mesmo tempo incomodado. Incomodado apenas por ter de ficar naquela posição, já que o armário era bem apertado.
Estava realmente irritado por Himuro ter feito aquela festa. Oras, daqui a pouco tempo ele voltaria a ser o Murasakibara de sempre. Somente sentia um pouco de choque por ter pedido para a Seirin.
Por ter perdido para ele.
Por perder para seu adorável Kagami...
Tsc, não era hora e nem devia pensar daquele jeito.
Respirou fundo novamente, e tentou se ajeitar no armário outra vez. Apesar de que antes que isso pudesse acontecer, ouviu a porta da cozinha ser aberta.
Paralisou.
— Shhh, você vai gostar disso. — Ouviu a voz de Himuro. Não se mexeu, não queria que ele o tirasse dali. Mas ao mesmo tempo ficou um pouco desconfiado do que podia estar acontecendo. — Quanto a você, Atsushi — Engoliu em seco, ignorando sua desconfiança. — Não exagere, okay? Ele ainda é virgem.
Se perguntou do que Himuro estava falando no momento em que a porta do armário foi aberta. Em sua cabeça, ele ia levar um sermão por não se divertir. E pensou isso até que viu Kagami ser jogado dentro do armário, estranhamente amordaçado e amarrado. A porta foi fechada no momento em que ele ali entrou, e a luz foi apagada por um Himuro com uma risada diabólica.
Depois de uns minutos, tentando entender o que acontecia ali e ouvindo os gemidos de Kagami, finalmente decidiu ajudá-lo. Olhou para o ruivo, tentando enxergar como ele estava naquele momento.
Não viu muita coisa. Os olhos dele estavam fechados, e ele estava com uma roupa parecida com um pijama. Além da mordaça e das algemas nos pés e nas mãos, claro. Revirou os olhos, Himuro devia achar que queria bater em Kagami ou algo do tipo, então tinha feito aquilo com o pobre irmão. Se esticou até Kagami, tendo de ficar por cima dele, e retirou sua mordaça.
Assim que o fez, tentou de qualquer maneira não se excitar. Taiga Kagami havia gemido. E não parecia ser um gemido de dor.
Após um tempo tentando não se excitar, acariciou o rosto do ruivo, tentando acalmá-lo. Ficou assim até que viu ele abrir os olhos, que tinham um brilho estranhamente... Inocente?
— H-he-he-he...
— Ah...? H-he-he-he o que, Kagachin?
— HENTAI! — Arregalou os olhos, se afastando do ruivo em seguida. Ele? Pervertido? Por quê?
— D-douste, Kagachin? — Perguntou, corado, procurando olhar para qualquer lugar que não fosse a cara do ruivo, não notando que ele é que estava mais corado.
— D-douste...? Ah, como se eu não fosse achar que você é um pervertido, acordando com você basicamente EM CIMA DE MIM! — A resposta foi... Irônica demais. Murasakibara ficou cabisbaixo, e os dois ficaram em silêncio; Kagami com medo do possível pervertido e Murasakibara chocado com a ironia dele.
Kagami ficou um tempo olhando para o nada até que cansou daquele silêncio. Um silêncio muito constrangedor, para ele.
— Olhe... Vamos acabar com isso, me solte e nós saímos daqui. Que tal? — Perguntou, vendo o outro assentir. Em seguida, Murasakibara voltou a posição em que estava. De quatro em cima do ruivo. A única posição que conseguia ficar.
Tentou quebrar as algemas das mãos primeiro. No processo, ouviu vários gemidos de dor, bem perto de sua orelha. Por culpa daquilo ficou excitado. Mas continuou a tentativa de soltar Kagami, sorrindo quando ouviu um estalo. Finalmente tinha conseguido.
Estava preparado para fazer o mesmo com os pés, quando sem querer, se desequilibrou. Seu nariz foi estranhamente parar no pescoço de Kagami, enquanto o outro paralisou, ficando na mesma cor de seu cabelo.
Antes que pudesse se afastar, Murasakibara cheirou o pescoço do outro. Sentiu um cheiro estranho. Quase que... Adocicado?
Cheirou mais um pouco, e não era quase adocicado. Era um cheiro adocicado.
Numa falta de sanidade, lambeu o pescoço dele. Um gosto adocicado, também.
Será que o corpo inteiro dele era assim?
Depois de um tempo fazendo essas coisas, finalmente afastou-se, vendo o ruivo paralisado enquanto tinha uma cor avermelhada.
— H-HENTAI!
Ignorou o que lhe foi gritado, e olhou nos olhos vermelhos de Kagami.
Nunca tinha sentido nenhum cheiro do tipo vindo de um humano. E senti-lo de alguém como Kagami era...
Inesperado.
— Kagachin... — Aproximou-se do outro, ficando com o rosto no mesmo nível dele. — Você é... adocicado. — Falou, calmamente. Antes que Kagami pudesse entende-lo, o beijou.
E, até os lábios dele tinham um gosto...
Adocicado.
FIM
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