Addicted to you

23 Capítulo 23


Notas iniciais
Capítulo escrito por: Autora Nº 2

ANTERIORMENTE

– Eu cansei de fazer tudo separado, eu e a mamãe, eu e o papai. Por que não podemos fazer algo juntos? Eu só queria que você fosse, mas tudo bem. — a menina estava muito chateada e decepcionada, afinal era apenas uma criança no meio do tiroteio, Castle se sentia mal por tudo que estava acontecendo, mas era a escolha que fizeram, tinham que se acostumar com as consequências. Carinhoso como sempre, não disse nada, pois mesmo que quisesse não teria nada que fosse agradar a menina em suas respostas, logo, ficou acariciando os cabelos da pequena até que ela adormeceu.

– Kate? Precisamos conversar — exclamou o escritor assim que a detetive atendeu.

Perfect Two — Auburn

– Castle? — perguntou ainda sonolenta — Aconteceu alguma coisa com a Sofia?

– Não. Na verdade estou te ligando pra falar de uma outra coisa.

– Castle, pode ser depois?

– Não, não pode.

– Olha não quero ser grossa nem nada mas eu estou realmente muito cansada e diferente de você eu preciso trabalhar e como você sabe, meu trabalho não é nada fácil, se for mesmo importante passe na delegacia amanhã que podemos almoçar, agora eu preciso dormir. Boa noite. — não permitiu que ele respondesse, apenas desligou.

"Mas que droga, Katherine" — pensou o escritor.

Castle não aguentava mais toda aquela situação e para melhorar aquilo estava afetando sua princesinha, isso tinha que parar. Eles não podiam passar o resto da vida brigando, agora eles tinham um laço que os uniam, pra sempre.

Antes mesmo dos primeiros raios de Sol aparecerem, o escritor já estava de pé, arrumou as coisas de Sofia e paizão como sempre, acordou-a com todo o cuidado, a arrumou e a deixou na escola. O resto da manhã passou angustiado, soava frio só de pensar no almoço com Kate, ele não queria brigar, mas se ela quisesse, ele poderia fazer isso facilmente.

– Oi, meninos. — disse sem jeito, com as mãos nos bolsos para não demostrar o nervosismo. — Vamos?

–Oh, Castle. Você veio mesmo. — exclamou a detetive levantando-se de sua cadeira.

– Eu disse que era importante.

– Tudo bem, vamos. Ei — chamou os meninos — Vou almoçar com Castle, qualquer coisa me liguem. — deu as costas e saiu acompanhada.

– Tenho algo estranho ai. — sussurrou Esposito.

– Ou não, né. Eles tem uma filha, e a Kate vai viajar, lembra? Isso ai vai ser natural agora — respondeu Ryan enquanto passeava com os olhos rapidamente pelos arquivos do caso.

– Voltamos aos velhos tempo.

– É, voltamos.

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– Obrigada — ambos disseram juntos a garçonete.

– Então Castle, o que tem de tão importante pra conversar?

– Sofia.

– Oi?

– Nossa relação, não sei se diria assim, de qualquer forma o jeito como estamos lidando com a situação Kate, está...nossa filha está sofrendo com isso.

– Como assim Castle?

– A Sofia é só uma criança inocente, mas ela não é boba. Ela já notou a tensão e nossas brigas e ontem...ontem ela... — os olhos de Castle foram preenchidos de lágrimas que ele lutava para não deixa-las cair — ontem ela teve uma pequena crise com tudo isso e começou a chorar e até...até mesmo gritou comigo. — Kate percebeu que suas mãos tremiam, só de pensar que a atitude de dois adultos estavam magoando sua pequena, seus próprios pais fazendo-a sofrer. — Eu só...a gente não precisa ficar fingindo alguma coisa mas também podemos evitar as tensões na frente dela e se for preciso e convenhamos, será preciso, nos aturaremos por ela. A ultima coisa que eu quero é magoar mais uma pessoa que amo, — Kate o encarava, surpresa com as palavras — e não vou fazer isso com ela e tenho certeza que você também não quer. Então, boa convivência. Temos um trato?

– Cla...claro. Por mim tudo bem.

– Então é isso. — levantou-se — Tchau.

– Castle, onde vai?

– Embora?

– Boa convivência, lembra? Você fez o seu pedido, a garçonete já está vindo com ele e você não vai me deixar almoçando sozinha então por favor... — apontou para a cadeira onde a segundos atrás ele estava sentado.

Almoçaram juntos, o que se saiu melhor do que o esperado, não fora nada especial, mal conversaram, apenas comeram, trocaram alguns lembretes sobre Sofia e cada um seguiu para seus respectivos compromissos.

Depois de um dia duro de trabalho, Kate chegou em casa exausta, louca para tirar os saltos, tomar um bom banho e um bom vinho e então finalmente descansar. Os brinquedos da filha pelo apartamento a fez sentir a saudade que tanto lutava para esquecer, afinal... ela estava bem, perto e com o pai. Apesar de todo seu esforço, seu coração de mãe falou mais alto e ela não resistiu e pegou seu celular.

– Castle?

– Oi, Kate. Aconteceu alguma coisa?

– Não — disse tímida — Posso falar com a Sofia?

– Saudades? — brincou ele

– Sim. — ela estava sem jeito

– Já jantou?

– Oi? — ela estava sem entender

– Você já jantou?

– Não, posso falar com ela?

– Melhor que isso, você pode vir jantar aqui hoje, ela que está comandando o jantar de hoje. — disse como se fosse algo normal

– Castle, não quero soar grossa, mas... você não acha muito cedo e forçado?

– Eu fico na minha, você vem e curte nossa filha, ela fica feliz, eu fico feliz com ela feliz e todos saem ganhando. E então, vem ou não?

– Chego ai em 20 minutos — respondeu com um enorme sorriso no rosto

"Ainda bem que não estou frente a frente com ele" — pensou ela.

– Sofia, princesa. — a chamou — Adivinhe quem vai vir almoçar com a gente?

– O papai Noel? — Castle riu — Quem, papai?

– Sua mamãe. — exclamou com toda empolgação possível, fazendo sua filha abrir um enorme sorriso e deixando Martha boquiaberta.

– Richard...

– Está tudo bem — disse mexendo a boca, sem som algum para que Sofia não percebesse. — Agora, mocinha vá se arrumar para quando sua mãe chegar você esteja linda e cheirosa.

– Vovó, me ajuda?

– Claro, querida. Vamos lá. — ambas subiram as escadas cantarolando uma musica que Martha tinha ensinado a neta enquanto Castle terminou de arrumar a mesa, acrescentando mais um prato.

O escritor pensou em também tomar um banho mas antes mesmo de conseguir chegar no quarto ouviu o som da campainha.

"Kate" — pensou ele com um sorriso que tentara em vão esconder.

– Oi — disse sem jeito

– Nossa, você foi rápida mesmo. — exclamou Castle tentando quebrar o clima tenso

– É, o que posso dizer, saudade... — o encarou — da Sofia.

– Essa saudade vai ter que esperar um pouco, ela foi tomar um banho, daqui a pouco ela desce. Mas — também estava sem jeito — quer alguma coisa? Um vinho, água?

– Suco.

– Uhmmmm não temos isso no cardápio de hoje. — Kate riu com o jeito de sempre de Castle. Céus, como ela sentia falta dele

– Vinho.

Logo após Castle tê-la servido encararam-se de uma forma que só o amor poderia explicar, Kate até tentou quebrar o contato bebendo um pouco do vinho, mas conseguiu olhá-lo por cima da taça, antes que tudo começasse a ficar estranho Sofia desceu toda animada e Beckett fez uma nota mental para não esquecer de agradecer por isso.

– Ei filhota. — exclamou abrindo os braços para receber o abraço da filha

– Mamãe! — Sofia não conteve a animação, assim como Kate estava morrendo de saudades.

O jantar fora adorável, Martha ficou impressionada e encantada. Eles pareciam uma família feliz e satisfeita, a refeição trouxe muita brincadeira de Castle que não fez apenas Sofia sorrir mas Kate também, depois de tirarem a mesa, ambos foram com Sofia para sala e assistiram vários desenhos. Martha inventou uma desculpa para deixa-los a sós e foi dormir. Depois de dois filmes e meio, Sofia dormia tranquilamente no colo da mãe que também acabou dormindo.

– Ei...- sussurrou Castle — Kate?

– Uhmmm? — perguntou se espreguiçando — Nossa, eu apaguei

– Sim — concordou rindo — Já coloquei a Sofia no quarto dela, imaginei que iria acordar quando a tirasse do seu colo.

– Estou cansada demais, acho que se o mundo acabasse eu nem mesmo perceberia. Bom, deixa eu ir que amanhã acordo cedo. — Castle esticou a mão e ajudou-a levantar do chão. — Boa noite.

– Boa noite.

– Ah, e Castle...- exclamou da porta — Muito obrigada, foi ótimo ter estado aqui hoje. — o escritor respondeu apenas com um sorriso, sorriso este que ela tanto amava.

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– Alguém está de bom humor — sussurrou Lanie enquanto examinava as mãos da vitima deitada na maca do necrotério.

– Jantei com a Sofia ontem, matei as saudades.

– Só com a Sofia? — a pergunta da legista fez Kate revirar os olhos

– Com a Sofia, na casa do Castle.

– Sabia. — exclamou Lanie como se conversasse com o corpo a sua frente. — Sabe o que eu também acho?

– O quê? — perguntou com tom de deboche para com a amiga.

– Que você deveria aceitar o pedido da Sofia.

– Que pedido? — o olhar da amiga fez a detetive entender. — Ah, claro. "Oi Castle, vamos para a Europa?" — disse Kate imitando um dialogo.

– Larga de ser besta, você sabe que não é bem assim. E não estou falando isso pra que você durma com o escritor, apesar de que eu sei que você quer. Mas veja isso como uma oportunidade de vocês dois descobrirem o que querem, porque está claro que vocês ainda não sabem e lá vocês vão passar esse tempo de pais e filha que a Sofia tanto quer e se descobrirem que o momento de vocês passou, podem ao menos manter uma amizade, em nome da filha de vocês.

– Nos seus sonhos. — respondeu Kate. — Depois conversamos, já peguei o que quero daqui e o dever me chama.

"Sabe que não é uma má ideia" — foi tudo que a detetive conseguiu pensar durante o resto do dia. — "Não, Kate. Isso é loucura."

Notas finais
Não preciso dizer, mas já dizendo: COMENTEM