Addicted To You

8 Capítulo 7 - Hello Damon, Goodbye Damon.


Notas iniciais
Bem, infelizmente não consigo postar notas iniciais, então, corram para as notas finais depois meus anjos. OBS: Porque eu tenho a estranha certeza de que vocês sabem de uma das surpresas apenas pelo título do capítulo? OBS 2 : Cliquem no nome da música para ouvi-la se desejarem, o que eu recomendo porque eu escrevi o capítulo inteiro escutando ela, e cliquem no nome da dita cuja que vai aparecer ( Mini Spoiler aqui) Bem. Boa Leitura.

Existe algo não dito
Há segredos que você guarda? ...É sombrio na minha imaginação — Of Verona,Dark In My Imagination.

Envergonhada. Assustada. Com raiva. Em Pânico. Com medo. Furiosa. Eu não sabia distinguir quais das sensações citadas eram as que mais predominavam sobre meu corpo, eu estava perdida, não sabia se mergulhada na raiva ou afogada no pânico; Pânico não porque sentia medo de Damon, jamais, pânico por estar mesmo que uma pontinha, excitada com a situação e não poder fazer nada para me livrar daquela loucura. Tento me soltar me debatendo embaixo do corpo de Damon, em vão como sempre, ele ri de mais uma de minhas diversas tentativas falhas.

– Que ótimo, o Conde Malvadeza está rindo de mim, eu devo ser a palhaça da vez pra você não é mesmo Damon?

Ele faz um pequeno bico de como se estivesse ofendido com a minhas palavras.

– Eu? Ah minha querida Elena, palhaça? Não, jamais, embora você seja tão hilária quanto uma, você está mais para chapeuzinho vermelho — reviro os olhos enquanto ele ri rouco , enterrando seu rosto na curva do meus pescoço e mordiscando a pele, solto um pequeno grunhindo enquanto sua respiração me fazia arrepiar.

– E você deve ser o lobo mal? Acertei? — ironizei o máximo que pude minha pergunta, mas a tremulação em minha voz, denunciava meu pânico, meu fino medo e por pior que parecesse, a minha mais pura excitação com o momento.

– Acertou minha elementar Watson, e nas palavras do lobo mal, ou seja, nas minhas palavras ... — ele pausou, aproximando sua boca perigosamente perto de meu ouvido — Você é o pedaço de carne mais suculento — ele pausou novamente e mordiscou meu lóbulo , eu grunhi em resposta , socando seu peitoral em seguida — que desejo — ele sugou a carne sensível e elevou minhas mãos para o alto, as prendendo acima de minha cabeça — e vou provar milímetro por milímetro – com isso, ele saiu de cima de mim e puxou-me de encontro ao seu peito , começando a andar enquanto me puxava — literalmente- junto consigo.

O encarei assustada enquanto ele subia as escadas e consequentemente me arrastava junto a si.

– Que ótimo, eu virei um pernil de ano novo agora? — debochei de sua observação tentando achar alguma forma eficaz de fugir, porém, nada passou pela minha mente, ele riu, enquanto me puxava cada vez mais escada acima.

– Seu sarcasmo está me excitando mais do que já estou, se não quer que eu te foda agora, nessa escada, fique quieta, sua conta de estripulias já está no vermelho — ele me puxou um último degrau e me arrastou pelo corredor enquanto eu tentava puxar meu pulso em busca de minha liberdade mais do que desesperada.

– Jura? a vossa Majestade Maligna está precisando de sexo? Está necessitado é? Então porque não paga uma prostituta para satisfazer os seus desejos hein? Ah não, já sei, você é frouxo demais até para satisfazer uma mera criada da luxúria — no mesmo instante fui jogada contra a parede com força e prensada contra seu corpo mais uma vez, sua mão se dirigiu para o meu pescoço e o apertou com força, encaro suas orbes azuis dilatadas, o seu semblante era um misto de descontrole e loucura que eu nunca jamais vira numa pessoa , nem mesmo em Matt.

– Você tem ideia ... do que acabou de falar ? — ele riu, mordeu o lábio inferior e abaixou a cabeça , ainda apertando meu pescoço com o máximo de força possível, eu tento não transparecer o medo que senti , mas parece que como um cão , ele farejava até minhas emoções mais profundas, as que eu deixava de lado para parecer que eu não as sentia. Ele riu com deboche, voltando a olhar para mim com pura malícia e um sorriso completamente sádico — Agora eu serei obrigado a provar o quanto está errada. — ele disse sereno, sereno demais para a situação que eu acabara de desencadear com o meu alto senso de provocação e a minha boca grande. Estremeci em minhas bases ao escutar as últimas palavras proferidas.

Ele me descolou da parede e ainda me segurando pelo pescoço, me jogou dentro do banheiro do corredor, trancando a porta e me deixando lá, batendo-a antes que eu pudesse correr em busca de alguma suposta fuga. Suspiro frustrada e me sento de costas para a porta levantando a saia bufante do vestido de gala, sem ter mais o que fazer, começo a observar o banheiro, era grande e espaçoso, pintado em cores creme e baunilha com uma grande banheira no centro, pensei que encontraria uma janela, mas nada mais que uma pequena abertura para fora , apenas para escoar o vapor do banho tomado. Não havia nada no que eu pudesse tirar uma esperança , encosto minha cabeça na porta de madeira e fecho os olhos , mas logo sou tirada de meu pequeno sossego quando escuto os passos de Damon se aproximando novamente, me ponho de pé e em seguida a porta é destrancada e aberta.

Eu recuo passos quando Damon a fecha atrás de si com calma, ele parecia ter todo o tempo do mundo para me provocar apenas com sua vagarosidade, seu olhar varre todo o local , mas não procurando algo específico, e enfim depois de não muito enrolar , suas duas safiras diabólicas se cravam nos meus olhos . Ele sorri e calmamente começa a abrir os botões da camisa social , ele avançou , e eu apenas andei em passos vagarosos e pequenos para o mais longe possível de sua figura assustadora, o seu semblante, não era um dos mais agradáveis, o rosto distorcido numa cara maliciosa, o lábios comprimidos numa posição imponente, o olhar brilhante e perigoso de algum modo, e as mãos provocadoras tirando os botões de suas casas, sim, não eram um dos mais agradáveis que já observara , mas também não era menos ... tentadores '' Ai droga , o que eu estou dizendo ? ''

Seu sorriso me despiu por inteira, e em seguida os seus olhos me observaram de cima abaixo vendo o resultado de sua obra bem feita . Ele jogou a camisa longe. Seus sapatos são os próximos conjuntamente com as meias a deixarem seu corpo. Eu parei de andar, a maldita banheira me impedia de me fundir a parede, e agora eu não tinha mais para onde fugir. Ele iria conseguir o que ele queria ; A mim por completo. Ele sorriu mais abertamente e arrancou o sinto da calça o jogando longe , seus passos estavam próximos, eu não tinha saída, e quando pisquei, eu não tinha mais para onde correr — literalmente.

Seu corpo semi — desnudo estava a minha frente , e o seu olhar queimava meu rosto como a densidade do sol muito próxima da terra, olhei em seus olhos enfrentando meu pequeno medo. Ele era imprevisível , eu realmente não sabia qual seria seu próximo passo, mas eu soube assim que suas mãos deslizaram pela minha cintura e me trouxeram junto a si, ele realmente pretendia o que eu pensava , se o meu castigo era ser forçada a transar com ele, Damon bem que acertou . Respirei forte, ele meneou a cabeça como se entranhasse o porque de eu não revidar seu toque depravado, mas era uma questão que eu não podia responder para ele, eu estava apenas esperando a hora certa para dar um chute nele e sair correndo como uma louca, mesmo que estivesse nua , apenas como uma última tentativa desesperada antes do castigo supremo. Suas mãos subiram por minha cintura , passando pelas minhas costelas com as mãos com firmeza ; Passearam pelos meus seios e os apertaram com força, eu grunhi de raiva e me encolhi , soltando quase que meu peso inteiro na borda da banheira, mas ele não parou , suas mãos subiram até o decote do vestido e chegaram enfim ao seu intento final.

– Você está com roupas demais para o que vamos fazer.

Ele sussurra e por deus, eu me sinto arrepiar, infelizmente meu corpo fraco não cede a todos os meus desejos. Seu corpo se aproximou mais um pouco se colando totalmente ao meu o olhei de cima a baixo, ele sorriu perverso. Era a minha deixa. Era clichê demais, arriscado, impossível demais que dê certo , mas minha única alternativa. E quando meu joelho se dirigia a sua parte íntima, suas mãos chegaram ao meu decote, rasgando um pouco do tecido , ele nem teve tempo de gritar quando o acertei em cheio bem aonde queria, empurrei seu corpo e ele caiu para trás, Damon grunhiu e socou o chão em fúria com a mão livre que não segurava o saco.

Em outros momentos, eu estaria rindo da cena , mas dentre a situação extrema em que estava , eu não me daria ao luxo de rir . Não perdi tempo em seguir para a porta , girando a maçaneta , quando ri de minha própria estupidez ao me lembrar de um pequeno detalhe '' Tonta '' , me auto repreendi e quando olhei para o buraco da fechadura em busca da chave , eu perdi minhas esperanças de imediato. Mas aonde ela estava? É claro que não ali.

A risada ecoou por todo o banheiro enquanto o som de passos vagarosos se aproximava mais perto de mim , bati a cabeça contra a porcaria da porta e me virei vagarosamente me recostando na mesma, meu olhar subiu de seus pés ao seu toráx e enfim ao seu olhar desdenhoso , divertido e completamente sádico.

– Você deve achar mesmo que eu não ia cogitar que você fugisse ? Ora , não seja inocente se acha que eu não sabia que você ia tentar alguma coisa , mas sabe , eu tenho um conselho — Seu corpo se aproximou do meu e eu choraminguei de raiva , soquei a porta e suspirei frustrada , seus dois braços tomaram seu lugar dos dois lados de meu rosto , eu me recusei a encara — lo — ... Você não deveria ter tentado nada — sua mão tomou meu pescoço com força e brusquidão , ele grudou sua boca em meu ouvido e respirou alguns segundos com lufadas de ar quente — Você só conseguiu aumentar o meu tesão — ele me largou e desceu suas mãos para meu decote e com um gesto brusco o rasgou ao meio — Eu avisei que estava com roupas demais para o ocasião my precious – olhei rapidamente para o seu rosto , o semblante contorcido de raiva , grunhi com todas as minhas forças e choquei minha cabeça contra a madeira da porta , ele sorriu com diversão e puxou meus cabelos me trazendo mais a para si , fechou os olhos, como se aprecia-se uma sensação divina.

– Você tem ideia do que eu vou fazer com você — minhas mãos se dirigiram para seus braços , unhando sua carne , tive vontade de gritar que não sabia e nem queria saber , mas nem sempre minhas preces são atendidas , ou como ultimamente , quase nunca são — Claro que não , mas eu vou dizer , eu vou sim — ele riu rouco e beijou meu pescoço , soquei seu braço e em seguida como resposta , sua mão livre o prendeu em minhas costas — Eu vou foder você , eu vou te dar prazer como você jamais sentiu com aquele seu namoradinho idiota , eu vou te fazer gozar nas minhas mãos e eu não vou parar até que você chegue ao subespaço , e na manhã seguinte , eu vou adorar te ver acordar toda dolorida — ele me puxou pelos cabelos , me forçando a sair dos restos de tecido que a minutos atrás era um lindo vestido.

Meu corpo foi atirado contra a superficíe fria da parede de azulejos do boxer minúsculo aberto, a porta de vidro de correr foi fechada com brutalidade, da qual me questionei como não quebrara o vidro. Minha visão foi coberta pelos meus próprios fios de cabelo , os tirei rapidamente do rosto e voltei a visão ara todos os lugares em busca do doente do Damon , o vi do outro lado do boxer mexendo em alguma coisa da qual não me preocupei em identificar quando percebi no estado que eu estava , apenas vestido com a fina calcinha preta de renda indecente que estava na gaveta de Damon , me virei de costa tapando meus seios com a mão , eu queria cobrir o máximo possível de meu corpo da visão daquele psicopata, o que não era muito , claro.

Esperei que ele se grudasse a mim , mas para meu total engano não foi isso que acontecera , e eu percebi no que ele havia mexido quando a água fria caiu sobre meu corpo me dando um choque, me virei exasperada para Damon com a boca aberta, a água caía corrente e forte como agulhas gélidas perfurando minha pele, eu me recostei na parede sacudi a cabeça , virando para o lado para impedir que caísse em meus olhos .

Ofeguei vezes seguidas enquanto os cabelos se grudavam a minha pele , e nem me dei conta da sua aproximação , quando bruscamente fui virada de costas, e a ereção dura e latente de Damon se fez presente em minhas nádegas. Damon gemeu . Meus seios comprimidos contra a fria parede de azulejos cor de creme não ajudavam meu corpo a resistir, meu cabelo foi segurado com força e minha cabeça pendeu para trás. A água fria e sua respiração quente, batendo contra a minha pele agora sensível . Minhas mãos rapidamente seguraram seu braço que me puxou pela cintura me trazendo mais para junto de si .

Minutos em silêncio , apenas nós , nossas respirações e a água gelada.

– Você não tem ideia do que causa em mim Elena.

Seu nariz fez um percurso perigoso pela pele de meu pescoço , inalando meu cheiro , roubando minha essência. E eu me senti gemer. Me auto repreendi mentalmente e mordi o lábios inferior com força­­, seu braço que me segurava deslizou mais para baixo, e sua mão perversa adentrou o tecido molhado da calcinha minúscula. Seus dedos alcançaram meu clitóris e eu não pude segurar.

– Viu como você gosta ? Como você adora que eu a toque?

– Cala ... Boca.

Ele moveu os dedos mais para baixo e estimulou a carne sensível de minha intimidade com movimentos circulares e precisos , minha perna tremeu, era intenso , uma sensação estranha, mas infelizmente, igualmente .. boa. Eu gemo novamente, seu mão que segurava meu cabelo , o solta e segue por outro caminho, passando pelas laterais de meu corpo e alcançando meu seio , apertando-o com força cadenciada.

– A tantas coisas que queria estar fazendo com você agora Elena.

Meu quadril pende para traz, os movimentos circulares aumentam para frenéticos. É como se eu não tivesse mais no comando de meu próprio corpo, e sim aquela mão indecente que regia tudo com seus movimentos frenéticos. E por fim eu admito para mim mesma, eu estava sim excitada. Fraca, burra, idiota. Sua boca suga o lóbulo de minha orelha e mordisca enquanto seus dedos descem e acariciam gentilmente a extensão de minha intimidade , aprofundando mais seu toque, e com forme o fazia , seu corpo se curvava mais sobre o meu , mas eu não queria saber mais quem era o dono da mão, eu só prestava atenção nela.

Minha entrada foi acariciada com sutileza, seus dedos se empenharam naquela parte, e um deles adentrou minimamente a mesma. Me contorço, eu tentava me segurar, mas era covardia demais quando ele sabia aonde tocar. Bruscamente seus dedos subiram novamente e se apossaram de meu clitóris o puxando entre os dedos delicadamente, gemo e soco a parede.

– Se , se visse agora, veria que você está tão entregue, tão molhada.

Ele volta a fazer círculos na carne necessitada , fecho minhas pernas com força, mas mesmo assim sua mão não para, me sinto gemer involuntariamente novamente, meu mamilo é alcançado e puxado , alongado, torturado. Eu não resisto mais, abro as pernas ligeiramente e seu sorriso se abre em minha nuca, seu toque era magnífico, mas não o bastante para me fazer ter um orgasmo. Oh , como eu o odiava por isso, gemo novamente quando meu clitóris é pressionado e estimulado, fecho meus olhos, mas os abro rapidamente quando a mão some do meio de minhas pernas e para com seus movimentos.

– Eu sei o quão está entregue, mas eu não posso me arriscar.

Sinto algo penetrando minha pele, como um beliscão, gemo de dor e me contorço, algo injetado em minhas veias as percorre, eu me debato, mas a sonolência tomava conta de meu corpo, meus olhos estavam quase se fechando , ah como eu me odiava por gostar daquele toque.

– Eu... te odeio Damon.

Eu queria deixar isso bem claro, mas qualquer esforço meu não desmentiria que eu havia gostado. Sinto meus músculos adormecerem e eu não sinto mais minhas pernas, minhas pálpebras se fecham, e eu nada mais vejo que a escuridão.

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... Damon Salvatore ...

Eu a observava atentamente. Cada traço, cada gesto que ela inconscientemente fazia enquanto ressonava tranquila sob minha cama.

As mãos presas na cabeceira da mesma, unidas na algema, e o corpo quase desnudo de pele tão macia como seda, se encontrando apenas coberto com o fino lençol. Era tentador, completamente tentador. Os lábios entre abertos, a respiração quente. Ela se movia , ora para um lado , ora para o outro. Inconsciente.

Eu odiava ter que ser rude com ela, mas sua petulância incrivelmente excitante me deixava louco, e o fato dela dizer que não sou capaz me deixou possesso , mas meus desejos ainda não podiam se concretizar, não que não queira, mas uma pessoa inteligente , sabe o que fazer. Depois do casamente, era o meu prazo, meu prazo para enlouquece-la naquela cama. E aí sim, eu poderia fazer o que quisesse com ela. Mas porque não irei transar com ela, não quer dizer que eu possa tocá-la de forma mais profunda.

Meus mais profundos devaneios pararam fixamente numa cena que estava na minha mente a tempos, mas que infelizmente não era hora de realizá-las, embora vontade haja de sobra. Volto-me para o presente em busca de que minha sanidade resolva se acertar comigo. Mordo o lábio inferior e cruzo as pernas colocando minhas mãos entrelaçadas sobre meu colo. E dessa vez os devaneios que tomaram conta da minha mente não eram nada relacionados a ela, e sim ao pai dela. O ponto A de Elena estar ali para a minha vingança.

Novamente nossos destinos se cruzaram, e agora, se selariam para sempre. Uma memória pendente e solta volta a atazanar minha mente, e a desgraça do meu passado naquele dia malditamente fatídico, retornou para mais uma lembrança.

Abro meus olhos e respiro fundo, limpando o canto da boca e engolindo em seco. Levanto-me da poltrona abrindo a porta do quarto e seguindo em direção ao corredor, paro abaixo de uma pequena escada suspendida. Seguro seu puxador e a deslizo inteiramente para baixo até que meus pés pudessem alcançar os degraus, subindo pelos mesmos de madeira e me pondo dentro do sótão empoeirado e estritamente organizado. Procuro com os olhos algum indício do que estava procurando, e muitas outras lembranças desagradáveis e boas se infiltraram na minha mente, outras igualmente prazerosas.

Os álbuns de fotografia mal terminados, as munições de revolver num canto mais afastado, as roupas velhas, o vestido de minha mãe, o bastão de Beisebol, os cartazes velhos e mofados, a umidade nas paredes velhas de madeira sem mão de tinta a mais de anos, e mais ao canto na outra extremidade, acobertado por panos e coisas como almofadas, o baú de madeira negra. Sigo até ele com passos cuidadosos e me ajoelho perante o mesmo, tirando tudo o que havia de cima e abrindo o fecho com a chave que sempre carregava em meu bolso. O pó a minha volta se infiltrou com uma lufada e o espelho quebrado do baú refletiu oitos olhos azuis em cada uma de suas partes velhas e estilhaçadas, as joias antigas guardadas em compartimentos distintos, desdê colares de pérola, e os anéis de minhas parentes, dados como presente de noivado, ao fundo velho e quase detonado da caixa, a grande pasta cinzenta cheia de artigos se encontrava como eu a deixara a alguns meses atrás desdê que eu me pus convicto de finalmente realizar minha meta.

A retiro cuidadosamente de sua atual residência desdê que fora retirada dos registros da polícia e fecho o baú, não me preocupando em trancá-lo. Faço o caminho de volta até os andares da casa e desço as escadas em direção a sala, de onde me sento no confortável sofá e abro a pasta, sentindo a sensação nostálgica e melancólica tomar conta de meu corpo do mesmo jeito que sempre tomava cada vez que tocava na pasta cinzenta sem identificação.’’ Caso Salvatore , Lily’’ . De minha nuca um arrepio de tensão que sempre me congelava tornou a aparecer, e a foto da mulher sorridente segurando a mim no colo, me trouxe uma das piores sensações do mundo, a sensação de ser torturado física e emocionalmente pelo porco que cometeu essa sujeira e sai tão limpo e impune dessa história.

O meu peito se encheu de um ar amargo e cortante. Pego entre os dedos o pedaço de jornal que reuni junto a pasta antiga, lendo a reportagem tão vagarosamente quanto das outras vezes.

‘’ Data – 9 de Setembro de 1995 ...

Policial é acusado de acobertar suposto assassino de mulher...

Policial John Gilbert é acusado de acobertar o assassino de Lily Salvatore, seu ex-marido, o mesmo que estuprou e abusou de seu filho, o único sobrevivente do incêndio da casa e a única testemunha do crime.

Na noite de 9 de setembro, ocorreu o crime que chocou as telas de todos os jornais e telejornais. A mulher na casa de seus 35 anos de idade, cabelos avermelhados e olhos extremamente azuis foi supostamente assassinada por seu ex-marido ( Karl Callenge) o mesmo que estuprou seu filho, antes de despejar gasolina nas extremidades da casa e botar fogo no rastro, fugindo logo em seguida e deixando seu enteado amarrado na cadeira ( Damon Salvatore) De apenas 12 anos, sendo o único filho da vítima morta.

O suspeito não fora encontrado, e nem mesmo há provas que deixam claro sua culpa. Entretanto, por um exame de corpo de delito em ambas as vítimas, comprovam contato físico com o acusado, principalmente na criança, porém, não há evidências de que Karl tenha estado em casa na hora do crime. Testemunhas da empresa onde o mesmo trabalha afirmam tê-lo visto na hora do crime, dentro da empresa, pagando sua hora extra.

Mas contradizendo as afirmações de uns, um indício de que ele tenha sido acobertado antes da chegada dos policiais foi levada em conta. Assim que os reforços chegaram, o Policial John Gilbert já se encontrava dentro da casa, investigando mesmo não tendo permissão de fazê-lo. E esses não foram os únicos indícios do envolvimento do Policial.

Vizinhos afirmam ter visto o carro da policia chegar antes mesmo da moradora responsável pelo pedido de socorro, tentá-lo.

Outros afirmam já ter visto o mesmo policial entrando na casa diversas vezes, e amigos de ambas as pessoas acusadas, afirmam que eles eram muito amigos.

‘’ ... Eu nunca acobertaria um crime tão hediondo como este, e declaro que estão loucos aqueles que apontam para mim dizendo que tenho um vínculo de afinidade com um monstro que mata a ex-esposa e abusa de seu próprio enteado ...’’ Declarou John Gilbert, Acusado de ser cúmplice no crime.

Uns afirmam, outros desmentem. Mas afinal, quem está falando a verdade?E até quando vamos esperar por ela?

... Reportagem por: Logan Fell.

‘’...’’

Amasso um pouco o papel de textura fosca entre os dedos e o coloco ao meu lado, me controlando maximamente para não rasgá-lo ao meio. Viro a folha da pasta que parecia um fichário embutido.

Respiro fundo, absorvendo toda a ânsia de repulsa ao analisar pela milionésima vez as fotos do crime. A laceração em ambos os pulsos de pele alva e delicada, o tufo de cabelo arrancado que proporcionava uma falha visível na cabeça. Os lábios tingidos de rubro pelo sangue, e os olhos frios e mortos abertos num claro sinal de que a vida não habitava mais aquele corpo. Fecho minha mão em punho, mas sou tirado de meus devaneios pelo vibrar insistente e irritante, mas igualmente o salvador de mais um choro acompanhado de soluços e raiva dilacerante. Desbloqueio a tela e vejo o nome tremeluzindo na tela. Enzo.

Atendo impaciente.

– O que foi Lorenzo?

– Da-Damon, eles ... eles me pegaram, vão me matar ... você , você precisava fazer alguma, por favor ... eles, eles vão ... – Enzo engoliu em seco do outro lado da linha, e eu quase podia sentir o desespero carregado em cada nota vocal que ele produziu apressadamente de mal jeito. Reviro os olhos e me levanto do sofá, respirando profundamente.

– Acalme-se, eu preciso que você me diga o que está acontecendo calmamente, pode fazer isso? – ele gemeu esganiçado do outro lado da linha, e sua voz saiu quase como um sussurro pidão em meio aos seus ofegos desesperados, quase dava para sentir que havia um aperto muito forte em seu pescoço.

Não ... não há tempo, eu preciso que venha aqui, eles ... ela – sua frase morreu na garganta, e um estalido ecoou no pano de fundo da conversa – Apenas anote, anote o endereço – minha nuca tencionou assim que sua voz saiu acompanhado do gemido mais dolorido que já ouvi dentre tantas vítimas que eu fiz, ele realmente precisava de ajuda. Me levantei e andei em direção ao escritório, abri a segunda gaveta da mesa de madeira e retirei a pistola de dentro da mesma.

– Estou ouvindo – declarei enquanto pegava um papel qualquer e colocava a caneta entre os dedos, pronto para anotar.

É um beco, perto daquele bar que você frequentava aos 15 anos – ouço uma voz ditar para ele ser mais específico, claro que eu precisava de um endereço, mas Enzo respondeu que não sabia o nome da rua, e mais um estalido ouvi – Cielo, esse é o nome, se recorda agora?- Assinto com a cabeça, mesmo sabendo que ele não está vendo, em seguida respiro fundo e pego minha jaqueta pendurada no porta casacos.

– Estou indo – o telefone fora desligado antes mesmo de eu declarar tais palavras. Me apressei em sair pela porta, sabia que Elena não acordaria por um bom tempo, então não me preocupei. A única coisa que me preocupava agora, era em que encrenca Enzo havia se metido...

... Elena Gilbert ...

Abro os olhos vagarosamente. A visão embaçada, a minha boca seca. Tento mexer minhas mãos, mas meus pulsos doem, e o gelo metálico fez os pelos de meus braços arrepiarem. Não demorei muito para perceber e assimilar que eu estava presa a algemas.

Enfim livre do torpor de meu sono forçado, olho para o teto branco de gesso, quarto, eu estava no quarto, e isso era muito óbvio. Remexo minhas mãos desconfortavelmente em busca de um alívio que tirasse o ardor de ter minhas mãos suspensas acima de minha cabeça, movo minha cabeça em busca de um campo de visão mais amplo, e não pude acreditar quando meus olhos passaram pelas brilhantes chaves no criado mudo ao meu lado. Era bom demais para ser verdade.

Rio comigo mesma ‘’ É Damon, por essa você não esperava ‘’, viro meu corpo lateralmente até que um de meus pés pudesse mesmo que atrapalhados, encontrar o criado mudo numa meia abertura, consigo enganchar um de meus dedos no anel do chaveiro simples de um prateado pálido, e numa façanha que nem mesmo eu sei como, larguei a chave aos meus pés em cima da cama forrada. Tomando fôlego pelo pequeno esforço de antes, agarrei as correntes das algemas e as puxei, fazendo o meu corpo ser impulsionado e consequentemente, trazendo as chaves juntas agarradas nos meus dedos do pé, era nesses momentos que eu agradecia eternamente por ter feito ballet quando menor. Consegui levar meu pé até a boca como num dos exercícios que nos eram dados, e tenho que admitir que até me surpreendi com minha capacidade de memória. Consegui agarrar a argola gélida com os dentes e com cuidado, voltei-me a posição anterior, com cuidado, me pus de joelhos, uma perna de cada vez, para depois me erguer e reclinar meu corpo para traz até minha mão alcançar uma das chaves as puxei e parei um segundo, estava sendo mais difícil do que eu esperava levando em conta a minha elasticidade que por essa façanha, classifiquei como fora do comum.

Respirei fundo e tentei alcançar o fecho, entretanto, apenas o encaixei, minha mão não tinha espaço o suficiente para empurrar o corpo da chave para dentro. Me esforcei um pouco mais e achei um curto espaço dentro da algema, mas mesmo assim, forcei um pouco mais.

– Droga – gemi de dor pela fisgada na pele causada pela algema apertada nos pulsos. Respirei fundo e tentei me concentrar em empurrar a chave para dentro. A larguei encaixada por um momento e ajeitei meus dedos, depois a girei, sentindo o trinco instantaneamente se abrir. Sorri quando meu pulso caiu dormente sobre meu colo, mas ainda faltava o outro. Desencaixei a algema de seu lugar e com ela em meu colo girei a chave na outra abertura com mais facilidade, enfim livre das algemas geladas e torturantes, esfreguei meus pulsos e pus meus pés cautelosamente para fora da cama, me certificando de que não havia nenhum barulho por perto, eu precisava fugir, e sabia que mais dia ou menos dia, Damon iria acabar comigo, e por uma vingança tola contra meu pai.

Respirei fundo e andei em passos quase que desenhados sobre o carpete felpudo, e com toda delicadeza, girei a maçaneta pondo minha cabeça para fora logo em seguida em busca de algum movimento ou som, porém, nada, nada além do estranho silêncio vazio. Voltei para dentro em busca de algo com que pudesse me cobrir, indo em direção ao armário, o abri e peguei uma de suas blusas sociais a vestindo e saindo do quarto, batendo a porta sem força e não fazendo muito barulho. Andei devagar, observando tudo a minha volta em busca de algum sinal de Damon, entretanto, nada era percebido, ouvido ou notado, o que era bastante estranho para a situação. Um ruído ocorreu atrás de mim enquanto eu andava, e pelo susto levado, me virei abruptamente derrubando o vazo em cima de um dos móveis que pareciam ser arrematados de leilões por milhões de dólares jogados fora. O barulho ecoou por toda a casa, mas não havia alguém que pudesse ter causado o ruído ou ouvido o barulho, enroscado em uma das pilastras que sustentava o teto, se encontrava apenas o gato preto de Damon, grunhi e coloquei a mão sobre o peito.

– Gato idiota. – declarei enquanto ele miava e se esfregava pedindo carinho, mas meu alerta vermelho ainda piscava com a possibilidade de que alguém, ou seja, Damon pudesse ter escutado o vazo se quebrando, me encostei na parede e suspirei, olhando para todos os lados em busca de seus olhos predadores na escuridão. Um, dois, três, quinze minutos se passaram enquanto eu esperava alguém vir até mim e tomar satisfações, mas nada de ruídos de passos ou barulhos de gritos do tipo ‘’ Quem está aí?’’ então presumi que Damon havia saído, saído sem prever que dera a dose errada de calmante, saído sem prever que eu pudesse me soltar, saído sem prever, que eu poderia fugir, e então algo suplicante e perigoso passou pela minha cabeça.

Desci as escadas correndo sem me importar com o barulho, chegando na sala e atacando o telefone com minhas mãos, e sorri sem pensar nas consequências de meus atos, mas eu sentia tanta saudade, saudade de minha vida, saudade de meu pai, saudade de minha monotonia no Grill ou de minha rotina desgastante, eu estava exausta de ser torturada, e isso apenas em dois dias ou mais de estar a mercê de Damon, mas diante das circunstancias eu nunca pensei que poderia ter tramado algo mais meticuloso, algo que pudesse colocar Damon na cadeia e que poderia me salvar de me casar e cumprir a vingança dele, eu poderia pedir a ajuda de meu pai.

Disquei os números rapidamente e escutei as chamadas cruzando os dedos para que minha ideia de horário estivesse certa, e na quarta tentativa desesperada de alguém atender, ouvi a voz tão conhecida e amada por mim falar.

– Alô, pois não?

– Pai – uma alegria instantânea e ardente se apossou de meu peito e eu não pude conter um vislumbre de ardência nos meus olhos enquanto os mesmos se marejavam.

Elena? Elena é você minha filha?

– Sim, sim sou eu – eu sorri, um sorriso verdadeiro que eu não dava a dias que não quis contar, sua voz emocionada e rouca demonstrava claramente que ele sentia o mesmo, e eu não pude me conter ao sentir uma lágrima sair rasgando pelo meus rosto.

Elena, céus, o que aconteceu? você me deu um susto, eu... meu deus, me diga, aonde você está? eu quero visitá-la – suas palavras me fizeram rir sem pensar. O quanto eu adorava escutá-las novamente, mas eu não tinha tempo, eu não tinha tempo de ter um encontro emocionante pós sumiço, eu tinha que resolver as coisas antes de Damon chegar.

– Pai, isso não importa agora, só me escute, eu ... – parei de falar no mesmo momento em que meus olhos desesperados por algum sinal de que eu realmente estava sozinha, quando avistei um jornal velho e aberto sobre o sofá azul escuro de camurça, em letras grandes, a manchete jazia o nome de meu pai, o nome de meu pai culpado por uma coisa que nunca ouvi falar, o telefone deslizou por minha bochecha e deixou-se cair em minha cintura, eu pude escutar meu pai chamar do outro lado da linha um ‘’ Elena? Você ainda está aí?’’, mas eu não podia escutá-lo com clareza, ali só tinha uma pessoa hipnotizada por um papel velho, e num impulso, e levei o telefone de volta a orelha – Pai eu te ligo depois – eu desliguei e como se puxada por uma ancora, rumei em passos cautelosos e medrosos até o sofá, onde me sentei e peguei com as mãos trêmulas o papel de textura fosca e ressecada, na manchete dizia simplesmente o tema mais aterrorizante que já me deparei, não como um massacre em massa feito por claros perturbados membros de uma Ceita satânica, ou um acidente de avião causado por um maluco suicida, mas sim, a acusação de que meu pai era cumplice de um crime.

Lavei meus olhos até mais próximos da folha e ainda receosa comecei a ler cada mínimo detalhe das palavras da reportagem e a cada palavra digitada naquele papel, meu coração se apertava em dor e desgosto, eu poderia ter confiado tanto e amado tanto uma pessoa que me criou a vida inteira e que na verdade era um monstro a ponto de acobertar e ajudar num crime tão inescrupuloso como aquele? Minha mente girou e se abriu enquanto meu estomago fechava e me causava náuseas e por um momento me senti suja por todos os abraços que já dei de felicidade em meu pai, eu poderia ser fruto de um monstro, e se todas as respostas ditas fossem apenas mentira, e se todas as palavras fossem apenas uma boa desculpa, aonde meu pai realmente estava na noite daquele fatídico crime? E o que mais me espantou foi o nome e o sobrenome da vítima sobrevivente.

Damon Salvatore.

De repente, todas as coisas pareceram fazer sentido. As nuvens por trás dessa maldita vingança de Damon. Era esse o motivo, a morte de sua mãe vinculada com meu pai e seu padrasto, tudo parecia fazer sentido, mas nada ao mesmo tempo, eu larguei o jornal e pus a mão na boca e nem percebi quando as lágrimas quentes de horror deslizaram por minhas bochechas. Um gemido rouco de dor profundo ecoou de minha boca e parecia que eu estava tão longe que a dor me entorpecia, meu corpo deslizou em direção ao chão e eu não podia acreditar que aquilo podia ser verdade, não podia, não podia acreditar que o motivo de toda a maldade e crueldade de Damon fora causada mesmo que por uma parcela por meu pai, eu prendi a respiração enquanto olhava para o nada. Não podia ser verdade, eu acreditava que não podia ser verdade enquanto a dor se alastrava por meu peito e penetrava a minha alma. Não podia ser verdade.

– Isso não pode ser verdade – eu sussurrei mais para o vento que par a mim mesma. Eu estaria nas mãos do destino agora, eu poderia confiar naquele papel velho empoeirado? Várias de minhas perguntas rondavam a minha mente com um orgulho venenoso. Como o destino poderia ser tão traiçoeiro e cruel, em quem eu deveria confiar, nas palavras de um papel, ou nas palavras das pessoas que eu sempre amei, mas que escondiam tantos segredos, que eu não podia mais ver seus rostos ...

... Damon Salvatore ...

E eu estava lá. Lá a mais de meia hora esperando aonde o maldito do Enzo me indicara para ir, ir ao seu encontro. Ele estava em busca de ajuda por minha conta, e eu em busca de respostas. Eu me perguntava em que diabos ele havia se metido na viagem em que eu lhe mandara em busca da pessoa que desgraçara minhas poucas esperanças quando mais jovem. Mas mais de trinta minutos e nem uma alma viva além de prostitutas pagas pelos insatisfeitos com suas esposas. Eu estava cansado de esperar por algum sinal. Bufei e me pus a andar em direção a saída de trás da boate que trazia aos meus ouvidos um som ensurdecedor, mas movido por meu pouco apego de afeto me encostei na parede mais escura, sentindo o efeito do ar gelado que as sombras proporcionavam. Apenas fechei os olhos e apreciei o show de sons da noite.

Eu costumava a fazer isso, procurando por uma presa indefesa na noite densa. Um grilo não muito longe, o som da boate vibrando como uma molécula, o som do vento falando sua própria língua, o som da noite, os saltos de uma mulher batendo no chão, tão firmes e pretenciosos que me lembraram algo tão desagradável, nostálgico e ao mesmo tempo tão conhecido. E foi quando estes pararam tão perto de meus ouvidos, que tive que abrir os olhos para olhar o que se parecia tanto com ela, o meu doce amargo pesadelo e diante de mim, não pude ter mais surpresa em achar que os meus poros estavam tão corrompidos de impurezas ao ponto de tornar a ter alucinações, mas ela era tão bela a minha frente, quase como se fosse real, meus olhos marejaram de raiva, dor e por mais que me fizesse revirar o estomago, sentimento, tão compactos e comprimidos por tanto tempo.

A minha frente vestida num vestido justo ao seu corpo, modelando todas as suas curvas desdê que me lembrava, mangas longas, comprimento acima do joelho, liso. Seu cabelo bem preso num coque desenhado, apenas deixando uma pequena ondulação de cabelos loiros que formavam uma franja em forma de onda, como na primeira vez que a vi, embolada num casaco de pele, os saltos brancos, o olhar firme impassível marcado pelos azuis verdes de sua cor e os lábios e unhas tão vermelhos quanto o sangue frio que corria em suas veias, tão bela e tão fria como uma boneca de gelo, meu olhar vacilou ao constatar que ela realmente estava ali, parada a minha frente, impassível, meus joelhos cederam por um momento e o meu coração parou, congelado por sua maldade que escorria como um veneno entorpecedor. Katherine estava ali, parada a minha frente, ela sorriu sem dentes, apenas uma curvatura de lábios bem vermelhos e deu um passo a frente.

– Olá Damon – o macio timbre venenoso de sua voz se pronunciou, acariciando meus ouvidos e minha saudade repugnante mesmo depois de tudo o que me causou, mesmo depois de toda a minha dor.

– Katherine – eu pronuncie, a garganta arranhada e seca. Eu podia ver em seus olhos o mar revolto de raiva, ela meneou a cabeça para o lado e se afastou.

– Não sabe porque quanto tempo eu tive que passar por banhos frios pensando em você, não sabe o quanto rabisquei as paredes de pedra frias com pedras, riscando seu nome em cada canto, esperando para te ter perto o bastante para saber se se arrependia de me ter trancafiado naquele lugar asqueroso – ela falou, se afastando de meu campo de visão até que a pudesse ver encostada na parede do outro lado, eu respirei fundo e levantei meu queixo imponente não demonstrando fraqueza.

– E descobriu o que olhando nos meus olhos?

– Que você aprendeu a lição – ela se aproximou e sorriu como se tivesse orgulho após responder na lata sem pensar – Mas que esqueceu de aprender outra – ela estalou os dedos duas vezes e colou seu corpo ao meu, e eu não pude evitar fechar os olhos enquanto sentia sua respiração acariciar a minha, por fim tomado pela magoa, segurei seus braços com força e afastei, esta que tinha um sorriso venenoso como o líquen de uma planta selvagem – Seus sentimentos idiotas vão te levar a ruína Damon – ela disse após se reclinar e lamber meus lábios suavemente, a afastei mais e virei meu rosto, ela riu e se desvencilhou de minhas mãos, enquanto eu estreitava meus olhos em sua direção

– O que você fez com Enzo? – ela riu e colocou o capuz de seu casaco sobre os cabelos quase dourados.

– Ele está bem, mas bem longe daqui, mas quanto a você, não garanto que vai ficar tão bem assim – ela se virou de frente enquanto eu andava em sua direção parando a sua frente.

– O que quer dizer com isso? – uma fisgada em meu pescoço e uma dormência instantânea percorreu meu corpo, eu não tive tempo de reagir a qualquer ato ou palavra vinda dela ou alheia, enquanto eu caia de joelhos ela se aproximou do brutamontes que apareceu no meu campo de visão sonolento.

– Revistem ele, quero alguma pista, ou algo de útil que me sirva para achar aqueles arquivos ou para decair sobre o meu favor – eu tentei me arrastar, mas fui impedida pelo seu salto que pressionou minha garganta com força cadenciada – Seus sentimentos inúteis ainda vão te levar a ruína, tente se lembrar dessas palavras, e quem sabe você não viva o suficiente para saber da verdade – ela colocou suas luvas enquanto minha cabeça tombava em ardência e dor –Como eu sempre digo, um Olá a sua morte, e um adeus a sua alma – ela riu e se virou de costas – Olá Damon, Adeus Damon – ela pronunciou, e foi só o que pude ouvir antes de cair na profunda escuridão, o peito cheio de fúria e a mente com a imagem de seus olhos nos meus mais novos pesadelos. Porque ela nunca me deixaria em paz, ela estava de volta. Katherine estava de volta! ...

... Continua ...

Notas finais
Bem, aqui vai o que seria as notas iniciais. Nossa! Sete Meses! Á sete meses sentindo tanta falta de vocês, e a sete meses com um medo incontrolável de perder vocês. Perdão pelo meu sumiço repentino, mas eu entrei numa onda de depressão terrível, eu estava com o coração ao chão e nenhuma de minhas ideias parecia funcionar para fazer isso certo, mas eu não me desliguei e não abandonei vocês minha pequenas, eu amo vocês demais para partir seus corações como o meu foi partido. Como não estou conseguindo postar nem notas finais e iniciais. Vou postar um capítulo apenas em agredecimento. Este capítulo foi dedicado a todas as que me esperaram e me entenderam, comentando, recomendando ( Fabby, gatelicia) e favoritando, amo vocês. Amo vocês. Obrigada