Across the universe - A new world emerges
2 Capítulo 2 - Conhecendo a escolhida
Notas iniciais
Uma bela garota loira, alta com olhos azuis brilhantes, porém tristes arrumava sua mala de viagens. Seu nome era Riley. Estava com sua amiga Audrey, ruiva, com os olhos verdes, branca e linda também. Riley tinha acabado de romper com seu namorado. Com apenas quinze anos, já estava com seu coração partido. Ela estava muito mal, por isso sua amiga sugeriu viajar para Miami. Hesitou bastante, mas como Audrey insistiu muito, ela acabou concordando. Ambas iriam com senhora Nicole, mãe de Audrey.
–Não quero mais arrumar essa mala. – Riley deitou-se na cama ao lado de sua mala vermelha aberta com muitas roupas jogadas na cama.
–Vai se ferrar! A gente vai. Sabe que é meu sonho ir para Miami. – Audrey jogou uma almofada no rosto da amiga, que jogou de volta. – Sem contar que você é minha melhor amiga, e você anda muito pra baixo. Quero ver você animada.
–Animada? Nem se o amor da minha vida aparecesse do meu lado no meio da praia.
–Já pensou que legal se isso acontecer?
–Foi uma brincadeira...
–Eu sei, mas se isso acontecesse ia ser muito legal.
–E impossível.
–Você é pessimista demais, credo. Agora vai, volta a arrumar a mala, a gente viaja amanhã.
–Tá, tanto faz.
Elas terminaram de arrumar as malas tarde da noite. Jantaram, escovaram seus dentes e foram dormir. Eram vizinhas, Riley dormia mais na casa de Audrey do que na dela. Acabou tendo um sonho estranho.
Riley estava em um lugar bonito, no qual era dona. Muitas pessoas eram felizes, o mundo era colorido, bonito e organizado. Como se ela fosse rainha do local. Ela se sentia incrivelmente bem. Tudo era como ela queria. Mas ela governava o lugar, sozinha. Usava uma armadura dourada, incluindo a máscara. Tinha uma lança também dourada e enormes asas brancas.
–O que é esse lugar? – ela se perguntou enquanto caminhava num lindo campo de flores amarelas. Mas de repente apareceu um ser igual a ela, só que com armadura prateada e asas negras. O olhar era azul igual ao seu, porém maligno. – Quem é você? O que desejas em meu mundo? – a criatura continuou calada, apenas encarando, até que resolveu atacar. Ela se defendeu e conseguiu mandar a criatura para longe.
–Finalmente você chegou. Estive esperando durante um longo período, minha cara Dourada. Permita-me que eu me apresente. Sou a Guardiã Prateada, sua maior rival. Eu represento o mal desse mundo. O egoísmo, o ódio. E você, representa o bem, a alegria, o amor. Como pôde perceber, somos opostas. E nascemos por apenas uma razão; Lutarmos até a morte. Entretanto não hoje. Permitirei que conheça melhor seu mundo e suas armas. Retornarei em breve. Aproveite minha criação. – em um piscar de olhos, a Guardiã Prateada sumiu em uma nuvem de fogo. A ‘Guardiã Dourada’ ficou assustada e confusa; Apenas voltou a cuidar de seu mundo, pensando que precisava se preparar para o pior. Mas, logo o dia amanheceu e Riley acordou. Tinha que acordar cedo para poder viajar.
–Que tédio. – ela comentou.
–Relaxa amiga. Logo estaremos em Miami e esse tédio vai passar rapidinho. Vamos ver os gatinhos de lá.
–Gatinhos... Quero só ver se tiver algum.
Foi difícil a mãe de Riley soltá-la, mas ela conseguiu embarcar. Passou um pouco de medo no avião, mas foi tudo tranquilo. Chegou ao hotel e ligou logo o notebook.
–Que isso? Está louca? Vai ligar notebook em plena Miami? Desliga isso agora. Vamos ver a praia. – Audrey brigou.
–Mas a gente acabou de chegar!
–Por isso mesmo, não podemos perder nenhum dia. Anda, coloca um biquíni, estamos de frente para a praia.
–Tá bom...
–Larga esse desânimo. Se anima, está em Miami. Você merece alguém que proteja e ame você de verdade. Aquele cafajeste com certeza não amava. Sem contar que você ainda tem quinze anos, vai ter muitos namorados por aí.
–Tá, tanto faz.
–Você adora falar “tá, tanto faz” mesmo hein? Chega a ser irritante...
As duas foram para a praia. Estava cheia demais.
–Credo, quanta gente. – Riley estava incomodada.
–Deixa de ser antissocial. O pior é que ainda não vi nenhum gatinho.
–Eu falei para ficarmos lá dentro.
–Não começa. Deve ter um pedaço dessa praia que é mais isolado, ou que tenha mais gatos. Vamos continuar andando.
Continuaram andando e realmente acharam um lugar mais vazio.
–Eu sabia! – Audrey gritou. – Podemos fazer o que quiser aqui, ninguém está vendo! – ela começou a pular e sacudir o cabelo e acabou caindo no chão. – Ai meu joelho... E nós não estamos sozinhas...
–Do que você está falando?
Antes que Riley pudesse terminar a pergunta, viu uma menina sentada observando o mar. Quando ela se virou e finalmente mostrou o rosto, até Audrey ficou de boca aberta. A menina era perfeita, pele bem branca, olhos bem azuis, cabelo preto. Sem contar com o belo e desenhado corpo. Olhou para as duas com uma expressão indecifrável e depois de segundos olhou para o outro lado.
–Acho que virei lésbica. – disse Audrey de quatro no chão.
Riley nada conseguia falar.
–Que menina perfeita. Viu o jeito que ela me esnobou? O que está acontecendo comigo? De repente esqueço os homens de vista. Vou falar com ela.
–Mas você não viu como ela virou a cara?
–Vi...
–Então? Ela não deve ser antipática?
–Não existe antipatia em Miami. Se ela quiser me beijar, finalmente saberei qual é a sensação de beijar uma garota. Você sabe que eu sou muito curiosa...
–Curiosa até demais. Tudo bem vai lá. Mas eu vou esperar aqui. Se ela for simpática, me chame. Se não, volte pra cá enquanto eu jogo a razão na sua cara.
–Tá bom. Mas você vai se arrepender. – ela se aproximou e disse — Oi.
A menina nada disse. Apenas deu um sorriso de canto, sem mostrar os dentes.
–Tudo bom?
–Tudo e você, linda garota?
Audrey ficou tímida.
–Bem... Acha mesmo que eu sou linda?
–Eu não acho. Você é linda.
–Obrigada...
–Parece ser tímida.
–Nem tanto, só estou me sentindo nervosa hoje... Estresse de viagem. Qual é o seu nome, aliás?
–Kaylee. E o seu?
–Audrey.
–Então... Audrey. Foi uma queda muito bonita aquela sua. Estava feliz?
–Ah você viu aquilo? Droga. Eu só achava que eu e minha amiga ali estávamos sozinhas nessa parte da praia.
–É aqui é bem isolado. Por isso que vivo aqui. Sua amiga também é muito linda.
–Ah é.
–Audrey você gostou de mim?
–Por que acha isso?
–Só estou perguntando se me achou uma pessoa legal.
–Ah é isso... Você é muito legal.
–Queria pedir desculpa por ter virado o rosto antes. Não queria que me visse rindo de você.
–Ainda estamos falando sobre a queda?
–Foi fofa.
–Ah. É que você... É tão... Linda.
–Obrigada. Tenho um fraco por ruivas.
–Então você está dizendo que...
–Quer ficar comigo?
–É o QUE? Você é sempre tão direta assim? O que aconteceria se eu fosse uma hétero casada com um pastor e louca?
–Desculpa, mas é que gosto de arriscar. Só acho que a vida é curta demais para não contar o que estou pensando logo de cara. Foi uma pergunta boba, eu sei me perdoa, vamos esquecer isso.
–Não, não é isso. Só estou surpresa... E confusa.
–Entendi sua amiga é ciumenta. Chame-a aqui que eu peço permissão na frente dela.
–Que? Ah, tá bom... RILEY! Vem cá!
Riley olhou meio envergonhada e Audrey chamou-a com a mão falando baixinho que ela era simpática. Ela se aproximou devagar.
–Olá. – Kaylee sorriu.
–Oi... – Riley estava com vergonha.
–Desculpe, eu não conheço você de algum lugar?
–Não, eu nunca te vi. Se bem que seus olhos... São familiares. – ambas se encararam com um olhar desconfiado.
–Gente? Vamos falar de mim? – Audrey interrompeu.
–Ah sim, queria pedir permissão pra ficar com sua amiga.
–Você o que?
–Bom, rolou algo entre nós. Uma atração fatal.
–Deixa Riley?
–Fiquem, ué. Eu não sou sua mãe Audrey. Nem sua...
–Kaylee. Meu nome é Kaylee. – ela sorriu, abraçando Audrey por trás e encostando o rosto no ombro direito da ruiva.
–Prazer, Kaylee. Meu nome é Riley. Você é muito linda.
–Igualmente.
–Eu vou ali ao mar... Vocês duas fiquem aí, não quero segurar vela.
–Boas ondas.
–Nunca beijei uma garota.
–Experimenta para ver se você gosta.
Kaylee beijou Audrey de leve.
–Eu gostei, sou oficialmente bi a partir de hoje.
As duas ficaram se beijando um bom tempo. Até que o telefone de Riley tocou. Era a mãe de Audrey.
–Alô? Oi tia Nicole.
–Audrey está aí na praia com você?
–Está sim...
–Por que ela não atende ao telefone?
–Ah, ela foi entrar um pouco no mar, deve ter deixado o telefone na bolsa.
–Entendi. Vocês duas podem voltar para o hotel? Temos que almoçar. Já fizeram amigos?
–Conhecemos uma garota. Ela é bastante simpática, talvez ela vá almoçar com a gente.
–Qualquer amiga de vocês é bem-vinda. Estou esperando, um beijo e tchau.
–Tchau.
Riley se aproximou das duas que já estavam até deitadas.
–Desculpa interromper o jogo de pac-man, mas... Audrey, sua mãe tá chamando a gente para ir almoçar.
–Kay, vem com a gente?
–Será um prazer.
As três seguiram para o hotel. Riley estava meio quieta. No fundo, havia gostado de Kaylee também. Mas Kaylee gostou de Audrey. Bom pra ela.
–Ei, Riley você parece triste. – Kaylee comentou.
–Eu? Não, só estou cansada da viagem.
–Entendi. Mas fica de boa. É sempre bom conhecer gente nova. E sou confiável. Estou achando que está com ciúmes, mas relaxa não vou roubar Audrey de você.
Que menina! Ela é toda misteriosa. O olhar dela é extremamente profundo e intenso, chega até a ser um pouco frio. Mas ela é tão quente, cheia de calor para espalhar. É muita sensualidade para uma pessoa só.
–Não estou com ciúmes.
–Tudo bem, não tem problema. – ela vestiu um pequeno short e uma blusa branca toda furada e sorriu de canto.
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