Across the Stars
75 FÚRia
Notas iniciais

N Lucrécia
Eu ouço alguém bater insistentemente na porta o que é estranho porque é muito tarde da noite e a Eu consigo sentir essa presença familiar Eu abro a porta e me deparo com a pessoa que eu nunca mais queria ver em toda a minha vida
Eu acabo derrubando o copo com a bebida que eu estava tomando no choque e guaguejo:
-Mãe?
--------------------------Flash Back ON------------------
-Lucrécia você tem que parar de ler tanto sobre política. Deixa sua cabeça cheia de pensamentos.
Eu tento:
-Mas...
Ela me interrompe com raiva:
-Não discuta comigo sua PESTE IMPRESTÁVEL, vai fazer o que eu digo e sem discutir.
Eu concordo sem opção:
-Sim mãe. Ela resmunga:
-Oque eu fiz para merecer um fardo inútil como essa?
—---------------------------Flash Back OFF--------- Eu pergunto:
-Oque veio fazer aqui?
Ela responde:
-Encontrar a minha filha que finalmente fez algo que preste com a sua vida.
Eu pergunto tentando não me irritar:
—E o seu marido aproveitador?
Ela responde com expressão aliviada:
-Morreu no ano passado.
Eu digo com sarcasmo:
-Eu não sei se te dou meus pêsames ou os meus parabéns.
Ela responde:
-Você me dar um convite para reentrar sua vida.
Bem isso é algo que eu não posso negar porque apesar de tudo é a minha mãe.
E eu Eu concordo:
-Claro.
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N Lucrécia
No dia seguinte eu tive que ir trabalhar e a minha mãe Maryann me acompanhou e eu já estava começando a me arrepender de ter a aceitado de volta, ela está me deixando louca.
Ela diz:
-Quem diria que você se tornou, como a chamam mesmo? Princesa da Democracia?
Eu respondo me segurando para não surtar:
-Rainha Suprema da República e eu não cheguei aqui, graças a você, já que você fez questão de me expulsar.
Ela não pareceu ter sido atingida e disse:
— É verdade eu te derrubei mas você deu a volta por cima. Mas se eu fosse você teria feito as coisas diferentes afinal essa sua nova vida não é perfeita.
É exatamente por isso que eu fiquei hesitante, a única coisa que ela sabe fazer é me criticar e dizer sutilmente que me acha incapaz de fazer qualquer coisa. Eu não sei se vou segurar essa raiva por muito mais tempo
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N Ava
Eu cheguei no escritório da Lucrécia e a encontrei andando de um lado para o outro gritando o meu nome:
-AVA.
Eu digo:
-Calma eu cheguei.
Ela diz com o olhar de pura raiva:
—Finalmente eu estou aqui gritando o seu nome há um minuto e meio. 90 segundos fervendo nessa sala a qual eu poderia estar trabalhando numa nova aliança.
Ela continua:
-Um segundo do meu tempo é 90 vezes mais valioso do que o seu inútil e patético....
Eu não consigo me segurar e grito:
—Não fala assim comigo por favor.
Eu continuo aumentando o tom:
-Eu trabalho tão duro para você. Não faço perguntas, não reclamo e tudo o que você fez agora foi gritar comigo e dizer que eu não sou boa suficiente e é maldoso.
Eu pergunto diminuindo o tom:
-Por que você é tão maldosa?
Ela olhava para mim sem piscar e só aí que eu percebo que acabei de ter um surto de raiva e falei o que eu não queria.
Eu tento consertar:
-Ai minha santa Força. Me desculpe
Eu continuo:
-Eu não queria, eu não sei o que aconteceu, eu surtei eu...
Ela me interrompe:
—Shhhhhhhh.
Ela diz:
-Por favor cancele tudo para hoje. Estamos indo.
Eu pergunto:
-Para onde vamos?
Ela responde:
-Eu vou fugir da minha mãe e quero a sua campainha. Ah e eu também sinto muito pela minha explosão.
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N Ava
Por alguma razão a Lucrécia me levou até um bar e eu pergunto:
-Porque estamos aqui?
Ela responde:
-Dizem que é bom para relaxar e eu nunca vim a um lugar como esse.
Eu pergunto incredula:
-Nunca?
Ela responde:
-Eu só tenho 18 anos e sou ocupada.
Eu sinto uma presença familiar perto como se alguém estivesse me seguido
Eu reconheço e pergunto:
-Por que está me seguindo Anakin?
Ele pareceu surpreso em ser descoberto, se senta ao nosso lado sem convite e responde:
-Mara ficou preocupada com você e me pediu para ficar de olho.
Lucrécia diz o ignorando:
-Ava a questão é : todo mundo fica nervoso, todo mundo e não há nenhuma substância que possa erradicar essa emoção.
Ela continua:
-Eu sei disso porque se existisse eu tomaria igual água.
Eu me sinto muito mal pelo que eu disse e tento de novo me desculpar:
-Lucrécia, eu sinto muito por aquilo.
Ela diz:
-Você se desculpa de mais e isso é um problema que nós duas deveríamos considerar. Não isso é trabalho e raiva.
Lucrécia aconselha:
-Não importa o que aconteça você nunca pode ficar com raiva no trabalho. Especialmente quando se é mulher.
As bebidas chegaram e ela tomou agindo como um passarinho finalmente livre da gaiola
Ela pergunta :
—Você não quer outro?
Eu respondo:
-Não eu ainda nem terminei o primeiro.
Os minutos se passaram e a conversa começou a fluir livremente e Anakin entrou nela.
Anakin diz:
-Raiva é algo poderoso. Uma vez quando o Conselho ficou contra mim eu joguei uma cadeira na janela da sala do Conselho.
Ele esclarece:
—E não, eu não abri o vidro primeiro. Foi aí que eu tive que aprender a me controlar.
Lucrécia pergunta:
-É como você faz?
Anakin responde:
-Tem que achar uma válvula de escape como bater em alguma coisa ou treinar com sabre de luz. Mas a verdadeira chave é...
Ele continua:
-Descobrir o que está te incomodando.
Lucrécia diz para mim:
-Entendi por exemplo : Eu estou furiosa com a minha mãe e descontei em você é aí você ficou brava comigo, mas essa é a parte importante.
Ela continua:
-Você não estava mesmo brava comigo.
Eu discordo:
-Na verdade eu meio que tava.
Anakin diz:
-Não, na verdade Ava você estâ brava com outra coisa e tem que descobrir, tem que encontrar a raiva por trás dessa raiva e precisa descobrir o que está mesmo te deixando nervosa.
Pensando bem faz todo sentido, por alguma razão desconhecida eu estou sempre nervosa e me irrito com pouca coisa.
Mas isso é algo para outra hora.
Eu pergunto:
-Lucrécia porque você está brava com a sua mãe.
Ela responde:
-Porque faz apenas um dia que ela voltou e está me deixando louca. Sempre me criticando e me tratando como se eu não fosse adulta.
Eu pergunto:
-Então por que você ainda a suporta?
Ela responde:
-Porque ela é a minha mãe e é eu estou tentando dar á ela uma segunda chance.
Lucrécia já me contou tudo sobre essa tal Maryann que a expulsou grávida e ainda a fez assumir a culpa pelo assassinato que a mesma cometeu
Eu aconselho:
-Oque ela fez com você, é imperdoável. Ela não agiu como sua mãe e sim como ímpia. Foi muito cruel e você já é adulta e não precisa dela para nada.
Ela pergunta:
-Então eu devo expulsa-la da minha vida igual ela fez comigo. Isso não me faria igual a ela ?
Anakin responde:
-Não necessariamente. Eu já fui um Sith e reconheço maldade quando vejo e você nao é má e apenas uma pessoa que teve que tomar decisões difíceis.
Eu digo:
-Uma mãe não faz o que aquela bruxa fez com você. Mas a escolha é apenas sua.
Ela diz:
-Obrigada a vocês dois. Eu já sei o que fazer.
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No Dia Seguinte---------------
N Ava
Eu chamei Mara para me ajudar a controlar a raiva e ela diz:
-Eu nunca vi Luke ou Anakin tendo problemas para controlar a raiva.
Eu digo:
-Eles são homens, meninas da minha época foram ensinadas a sorrir e se conterem.
Ela diz:
-Ótimo axho que isso vai ser bom para nós duas.
Eu explico:
—Certo, me fala porque tá com raiva e deixa os socos voarem no equipamento.
Nós duas nos posicionamos em frente ao saco de treinamento e Mara começa:
-Eu não suporto o Senador Monello.
Ela dá o primeiro soco e eu digo fazendo o mesmo:
-Eu também não o suporto.
Eu começo a me deixar levar e bater com mais força e desbafando:
-Eu não suporto o jeito que o Krachting age.
Os socos de nós duas começam a ficar mais fortes e Mara desabafa:
-É eu simplesmente não suporto o jeito que o Monello fala de você e dos jedis.
Eu não presto mais atenção no que Mara está dizendo e começo a me concentrar em extravasar a raiva presa.
Gritando e batendo ao mesmo tempo:
-Odeio o fato de eu deixar as minhas emoções me dominarem.
Eu consigo chegar a raiva mais funda e a raiz do problema:
— E eu odeio o fato que eu nunca vou ter uma vida normal.
Com o golpe mais forte e com pura fúria eu quebrei o objeto que eu estava batendo em mil pedaços.
Mara pergunta assustada:
—Ava?
Eu exclamo assustada:
-Ai minha santa Força!!!!!!
Eu continuo:
-Anakin tinha razão, tem raiva por trás dessa raiva.
Mara pergunta preocupada:
-Você está bem?
Eu respondo sinceramente:
-Não, a verdade é que ver você e o Luke juntos me fez pensar que eu nunca vou ter o que voces dois tem.
Mara estava olhando para mim com compreensão e eu continuo:
-Crescendo em Allyndea eu nunca me senti normal, eu sempre pensei que se começasse a usar a Força a minha vida faria sentido.
Eu finalmente entendo o motivo de tudo e confesso:
-Mas percebo que ser eu mesma não me faz sentir normal. Porque a minha vida normal acabou no minuto que a minha mãe me abandonou e isso me deixa tão...
Eu continuo com dificuldade:
-Brava.
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