Notas iniciais
Espero que gostem do novo capítulo!

Corremos pela calçada nos afastando do bar, enquanto, ainda na porta, Brad nos amaldiçoava.

Chegamos na próxima esquina e paramos, ofegantes.
O garoto soltou minha mão e passou a sua pelos seus cabelos bagunçados.
Agora que eu podia vê-lo mais de perto, percebi que ele não era exatamente jovem. Talvez não tivesse minha idade, talvez fosse uns anos mais velho.

Ele era maior que eu. Possuía cabelos negros e olhos de um azul muito claro, quase cinza. Não era muito forte (do tipo maromba), mas consegui percebi pelos botões abertos da camisa xadrez, que ele era definido. É, ele era bonito.

O garoto deve ter percebido que eu olhava pra ele, pois zombou:

– Eu sei que eu sou diabolicamente bonito e super atraente, claro, mas... olhando assim você me assusta... — ele sorriu, exibindo dentes brancos e muito bonitos.

– Eu.. Foi mal...- eu sorri de volta, e começamos a caminhar lado a lado.

– Porque você me ajudou? — perguntei. Estava realmente curiosa pra saber.

–Bom, não sei... Mais precisamente eu estava provocando Brad, nos conhecemos há um tempo já. Ele é muito esquentado e frequentemente faz essas ceninhas no bar. Aliás...- ele pareceu intrigado com alguma coisa — O que você estava fazendo lá, hein? Você não tem cara de que curte essas coisas... Estava procurando um tipo bonitão como eu?

Ergui uma sobrancelha. Caramba, ele era muito convencido.

– Não, na verdade...- E, sem nem entender, contei a ele como eu havia chegado lá. Nem sei porque fiz isso, afinal, eu nem o conhecia! Não que eu confiasse nele mas.. sei lá, ele transmitia confiança.

–Sei.. Seus pais não vão ficar felizes em saber o que você faz em horário de aula, vão? — ele brincou, e eu me senti mal por ter que explicar que eu não tinha pais que se importavam comigo. Mas disse mesmo assim:

–Meus pais, eles... Eu perdi meus pais. — parei um instante. engoli em seco e continuei — Meu pai abandonou à mim e minha mãe alguns meses atrás, e não sei mas não dou a mínima onde quer que ele esteja. Minha mãe ficou comigo mas logo depois faleceu em um acidente de carro. Não que eu ache que tenha sido um acidente... Agora eu moro com minha tia e..

Percebi que estava despejando minha vida em cima de Roadmore, e estava pronta pra me desculpar quando ele disse:

– Eu sei como é.

Devo ter feito cara de quem viu o diabo, pois ele continuou:

–Quero dizer... Bom, eu praticamente vivo sozinho. Minha mãe quase nunca ficava em casa, e eu aposto que não era por culpa do trabalho, afinal, ela troca de namorado como troca de roupa... Ainda mais agora com esse novo namorado que se parece mais um babaca que me quer chamando-o de pai. Minha mãe e ele viajam quase toda semana e quando finalmente voltam, é como se não estivessem lá. É como se eu não tivesse meus pais comigo..

Subitamente, ele pareceu pensar em algo e me perguntou, simplesmente, como se nada daquilo tivesse acontecido:

– Você quer tomar alguma coisa na "Lucy's"?

"Lucy's" era uma lanchonete que havia ali perto. Eu não tinha comido nada quando saí de casa, então achei que seria uma boa.

– Isso é um "primeiro encontro" na primeira vez que nos conhecemos? — Eu brinquei.

Ele sorriu:

– Digamos que sim. Quem sabe no final do dia você não me dá seu telefone?

Dei um leve soco no braço dele e fomos juntos até lá.

é engraçado como fazemos amizade tão rápido.

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Passamos muito tempo conversando depois que saímos da lanchonete, até que tive um sobressalto e me lembrei de uma coisa. Perguntei a ele:

– Você sabe que horas são?

–Hm..- ele olhou em seu relógio — 15h30... Porquê?

– Tenho que voltar pra casa — sorri — você sabe como é. Tá na hora de "voltar do colégio".

Ele sorriu também, e quando eu já estava me afastando, ele perguntou:

–Ei! Você... quer uma carona?

–Carona?

– É claro, já sou maior de idade, tenho minha própria lata-velha.

–Ok então — eu concordei — não farei desfeita.

(..) O carro dele era muito bonito. Se chamava aquilo de lata-velha, não queria ver o que era caro bonito pra ele.
Antes de entrarmos, ele pareceu se lembrar de algo importante e me perguntou:

– A propósito, me desculpe por não perguntar antes, mas... como é o seu nome?

Eu dei risada. Não é que não sabíamos nossos nomes?

– Samantha. Samantha Brookeheart.

– É um bonito nome, Samantha.

– E o seu, se me permite? — eu sorri.

– Lyan. Lyan Roadmore.

Eu sorri e disse:

–é um bonito nome, Lyan.

Então, ele me levou pra casa.

Notas finais
Espero que tenham gostado! O próximo capítulo não tem data marcada pra sair.... Ps.: Comentem o que acharam da história, todas as críticas são bem-vindas. :D