Acontecimentos II

9 Capítulo 09 - Esse mordomo, engano.


Notas iniciais
Olá, pessoinhas :D
Finalmente consegui achar meu caderno com o capítulo *-*
Espero que gostem!

Ciel POV On

Sou acordado.


- Sebas...?! — não é Sebastian quem me acorda, e sim um dos trigêmeos que servem a Alois.


- Bom-dia, sou Thompson. O senhor Claude mandou eu acordar-lhe hoje. Eu preparei chá de menta com rosas selvagens e o conjunto de chá é Royal Albert. Como acompanhamento eu trouxe pain de campagne.


- Aonde está Sebastian...?? — pergunto. — Hã... eu não sei lhe dizer... — Thompson responde. Tomo um pouco do chá (não está tão ruim assim). — Para o café da manhã, eu preparei bolo inglês, salmão pré-cozido fatiado e scones recheados com creme de damasco com castanha e uvas. O chá é o mesmo de agora... — Thompson diz.


- Troque-me. — digo. — Hã? — Thompson não entende. — Você não sabe onde Sebastian está, idem a mim. Também não sei. Se você pelo menos serviu o meu café, tem de me trocar. — digo. — Tudo bem... — Thompson diz.


...


Após trocar de roupa, seguimos para o corredor lateral que nos leva a um jardim com um gazebo. Lá eu vejo Claude e Sebastian conversando. Corro até lá e dou um tapa no rosto do meu mordomo.

- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO ABANDONANDO O SEU TRABALHO?! — grito. Porém Claude se levanta, me segura pelos ombros, coloca a boca perto do meu ouvido e diz:


- Sebastian Michaelis não existe mais. — essa frase me deixa atônito. O que ele quis dizer com isso? Claude me solta, Sebastian se levanta e me dá um tapa no rosto.


- Faça isso de novo... e eu mandarei meu mordomo repartir você para as aranhas da casa. — Sebastian/Alois diz. Não se mais como reagir. — Olhe para a mão direita dele. — Claude diz. Olho. E vejo um anel de ouro com um diamante vermelho encrustado.


' É o anel... da alma... ele misturou a alma de Alois com a de Sebastian...?! '
- Estamos lhe deixando ficar aqui. Portanto, cale-se e sente-se. — Sebastian/Alois diz. Thompson traz o carrinho de chá e o café da manhã. Porém eu já não estou mais fome. — Ugh... Jo... vem... uh... AAAAAH!! — Sebastian/Alois grita. Me assusto. — Ainda instável, hein... — Claude diz. Corro para cima de Sebastian para tentar arrancar o anel dele, porém recebo um chute no rosto vindo de Thompson.
- Jo... vem... uh... CHEGA! SAIA DE MINHA MANSÃO! — Sebastian/Alois grita.
Claude me pega pelo braço e me puxa até o lado de fora da mansão Trancy.
- DESGRAÇADO! AINDA NÃO ACABOU! — grito, e saio correndo. Sigo pelas ruas de Londres, porém não sei aonde a minha mansão fica. As horas vão se passando. Estou sem dinheiro e com fome. Vou até a um hotel (aparentemente mal-cuidado) e falo com o recepcionista.


- Sou Ciel Phantomhive, sucessor do trono da família Phantomhive e cão de guarda da Rainha. Por favor, poderia oferecer um quarto para eu me hospedar? Mando o dinheiro assim que eu puder. — digo. Essas palavras me fazem sentir um lixo. Porém reparo que o olhar do recepcionista é de ironia e desprezo.
- O que um nobre vem fazer em um hotel assim? Perdeu tudo o que tinha? Saia daqui! que calorosa recepção eu recebo. Saio do hotel e sigo em frente, até que me deparo com um beco. Estou cansado de tanto andar. Vou para lá e me deito no chão.


- Que desconfortável... — acabo dormindo.


- Ei! Ei! — alguém diz, acabo acordando. — Hm...? — ainda estou com sono. — AAH! — me assusto. — Q-quem é você?! — fora uma garota que me acordou. — Hahaha! O que um nobre está fazendo neste beco? — ela diz. Me levanto. — Responda! Quem é você? — pergunto. Ela me olha rindo.


- Sou Mary Ambercastle. Seja bem-vindo ao beco Amber. — ela diz. — Beco Amber...?? — pergunto. — Sim, Beco Amber. — Mary diz. — Tudo bem... poderia especificar mais? — pergunto. — Sociedade dos Amber. Bem, está mais para uma família. Somos uma reunião da classe baixa de East End e toda Londres. — Mary responde. Eu olho em volta. Há sete escadas de emergência. E quatro portas ao longo do beco. Por mais que seja pobre, não está tão sujo, e nem cheira mal. — Vocês se esforçam para manter esse beco todo limpo, certo? — pergunto. Mary sorri e diz:


- Nem tanto. Meu mordomo é quem faz a maior parte. — essas palavras que fazem tremer. — E quem... seria? — pergunto. — Vou apresentá-lo, mas antes vou dar-lhe um aviso. Você pode até ser nobre, mas não é nosso patrão. Não menospreze ninguém, em absoluto. Venha comigo. — ela diz, me levando até uma das portas. Ela abre. Por dentro, é completamente diferente da minha mansão. Poeira, móveis velhos... até que vejo alguém tirando a poeira. Esse alguém se vira e vem até a mim. Ele diz:


- Seja bem-vindo à casa dos Amber. Sou o mordomo daqui, Joseph Ambercastle. — percebo na mesma hora. É um demônio. — Grato... — digo. — Joseph. Sirva um chá para ele... é... qual o seu nome...? — Mary pergunta. — Ciel Phantomhive.

CRASH!

- Quê...?! Você... AAAAAAAHH!! — Mary corre em minha direção, e me joga contra a parede, apertando meu pescoço com as duas mãos. Não consigo respirar.
- Ah... ag... — tento respirar. Porém a mão do mordomo de Mary vai em direção ao braço dela. — Acaalme-se, senhorita-rainha. Ele é apenas filho deles. — Joseph diz. Mary me larga. — O que eu fiz?! — pergunto. Mary se ajoelha, coloca as mãos no rosto, e começa a chorar.


' Como assim... filho "deles"? '


Mary se levanta.


- Você... é filho do casal Phantomhive, certo? — Mary pergunta. — Sim. — respondo. — A sua família... destruiu a minha. Destruiu a família Ambercastle. — Mary diz.

Notas finais
Em breve, décimo capítulo:
Esse mordomo, recuperação.