Aconteceu Você...

10 Ih, acabou a luz!


Notas iniciais
Olá!
Este capítulo demorou a ser postado porque eu me dediquei bastante nele e espero que vocês gostem tanto quanto eu. Incluí alguns elementos que vocês sugeriram e aí está! Super big, mas cheio de emoções!
Beijos a todos, boa leitura.

Acordei com o celular despertando e quando levantei para desativar o alarme me assustei. Magá estava sentada na minha cama, com um sorriso bem maníaco no rosto e parecia uma bolinha de ping-pong quicando. Olhei pra ela com desconfiança, desativei o celular e suspirei. Ela não vai me deixar em paz enquanto eu não der o que ela quer. Revirei os olhos e ela sorriu mais ainda. Respirei fundo.

_ Tá bom... O que você quer saber?_ Desabei na cama novamente.

_ Ai amiga, me conta tudo! O que você achou do beijo do DC, o que você sentiu, o que ele te falou depois... Nossa, eu não podia falar ontem porque o Quim tava aqui, mas o DC é gostoso pra caramba! Aquela dancinha erótica que ele fez... Huummm...

Gargalhei e sentei novamente, afinal ela era a minha melhor amiga e eu não tinha por que esconder nada dela. E ainda tinha que agradecê-la pelo empurrãozinho...

_ Ah Magá, foi perfeito!_ Senti meu peito inchar de alegria enquanto lembrava._ Ele é tão doce e tão quente ao mesmo tempo! E o beijo dele é surreal! Nossa, senti coisas que nem imaginava que era possível..._ Suspirei, sentindo os meus olhos ficarem úmidos.

_ Ih amiga, parece que tem um coraçãozinho batendo mais forte por aqui... Sério, vocês formam um casal tão lindo!_ Os olhos dela brilhavam._ E ele gosta muito de você, Mô! Não tenha dúvidas.

Eu sorri e a abracei.

_ Obrigada por tudo, viu? Eu sei que isso foi tudo um plano seu e até desconfio que tinha mais gente envolvida._ Pisquei.

_ Bom, tirando o Cebola e o DC, o resto da galera participou. _ Ela riu._ Combinei com a Marina enquanto vocês preparavam o almoço, só não sabia que até seus pais iam dar uma ajudinha inconsciente!_ Nós duas rimos.

_ Quem diria, Magali criando planos infalíveis! Tá andando muito com o Cebolinha. _ Falei enquanto levantava e procurava uma roupa para ir à escola.

_ A diferença é que os meus dão certo._ Ela fez cara de convencida._ Falando nele, você viu o “nelvosismo” do menino?

_ Ah, Magá! Deixa ele. É o costume de me ver atrás dele, garanto que aquele meu beijo com o DC mexeu com o ego dele. Agora vamos adiantar, porque eu não quero me atrasar denovo.

E assim a manhã se seguiu. Tomamos banho, nos arrumamos e fomos pra escola. O DC estava me esperando na entrada com um sorriso torto muito lindinho, parecia estar envergonhado. Assistimos às aulas, resenhamos sobre a noite anterior no intervalo com a galera, mas não tocamos no assunto do nosso beijo. Durante a aula eu sempre o pegava me olhando e na aula de biologia fizemos a atividade em trio, eu, ele e Magá. Apresentei-o ao professor Eduardo, da atividade de música, e ficou acertado que ele faria um teste na segunda-feira, pra ver se gostava da experiência. Eles se deram muito bem, e o professor conversou um pouco conosco sobre os planos que ele tinha para esse ano letivo. A volta pra casa foi divertida, mais resenhas sobre o jogo e principalmente sobre as perguntas pesadas da Denise. DC corou quando a gente relembrou das perguntas que ela fez a ele e desviou o assunto. Na porta da minha casa nos despedimos com um abraço demorado e um beijo no rosto, ele suspirou e beijou minha mão, disse que era pra eu entrar no MSN de tarde e foi embora. Conversamos à tarde pela internet, mas não falamos sobre o beijo. E desta forma aconteceu o dia seguinte.

Na sexta-feira ele combinou de vir estudar aqui em casa. Cheguei da escola correndo e fui dar um jeito na casa, marcamos às 14:00 horas e por isso o tempo era curto. Quando acabei de deixar tudo em ordem fui tomar banho. Resolvi provoca-lo um pouquinho esta tarde pra ver se ele trazia o assunto do beijo à tona, por isso investi na produção: lavei e hidratei os cabelos, depilei as pernas, esfoliei a pele e usei um hidratante bem perfumado, com cheirinho de Jasmim. Depois escolhi uma roupa um pouco mais provocante que o normal, um short bem curtinho e uma blusa que deixava a minha barriga à mostra. Finalizei a produção com um gloss discreto, e deixei os cabelos soltos, com uma presilha prendendo duas mechas.

Ele chegou pontualmente, ao contrário do que eu esperava já que ele é o Do Contra. Percebi a sua surpresa a me ver vestida daquele jeito e senti seus olhos percorrerem o meu corpo quando fui abrir o portão. Dei um beijo no rosto dele e o mandei entrar. Estudamos e fizemos todas as atividades, deixando o final de semana completamente livre, aí resolvemos assistir a um filme. Eu fui fazer pipoca doce enquanto ele escolhia o que iríamos assistir. Quando saí no quintal pra ver o que estava fazendo o Monicão latir tanto vi que o céu estava muito nublado e parecia que ia cair uma chuva daquelas. Apressei-me para tirar as roupas do varal antes que a chuva começasse. Aí começou a chuviscar e o DC saiu, pegou as roupas que eu já havia recolhido e levou pra dentro, enquanto eu pegava as outras. Aí ele saiu novamente com um biquinho zangado e falou:

_ Nossa, custava você me pedir ajuda? Agora vai ficar aí, toda molhada e correndo o risco de ficar doente! Entra logo!

Nisso a chuva aumentou muito e o tempo fechou de vez, começaram as trovoadas. Coloquei o Monicão dentro de casa e fechei a porta correndo, mas já estávamos os dois molhados. A camisa dele estava ensopada e o moicano estava completamente desfeito, mesmo assim ele continuava muito gato.

_ DC, tira essa camisa que eu vou pegar uma toalha pra você lá em cima.

Subi correndo as escadas e ele ficou na sala, brincando com o Monicão. De repente ouvi um estouro e tudo ficou escuro. Acabou a luz! Droga! Como é que eu vou fazer pra sair daqui? Morro de medo do escuro até hoje, mas ninguém sabe... E agora? O jeito é apelar. Vou ter que chamar o DC...

_ Mô, tudo bem aí em cima?_ Ele gritou antes mesmo de eu chama-lo.

_ Ér... Não. Eu tô com medo. Vem me buscar! _ Falei com uma voz meio dengosa, mas nem foi proposital.

_ Você tá aonde? _ Ele já estava subindo as escadas.

_ No meu quarto. Cuidado pra não cair, viu? _ Falei apreensiva.

Ele deu risada e entrou no meu quarto, iluminando o chão com a luz do celular. Eu estava parada no mesmo lugar em que estava na hora que a luz faltou. A claridade era suficiente apenas para que pudéssemos nos ver.

_ Você tem medo do escuro, lindinha? _ Ele tentou abafar o riso.

Segurou o meu braço e me guiou até a cama. Já estava sem a camisa, mas continuava bem molhado.

_ Tenho, mas não conta pra ninguém._ Nós rimos._ E agora? Tenho que tirar essa roupa molhada, mas não dá pra enxergar nada.

_ Você sabe aonde tem vela?

_ No armário da cozinha, mas eu não quero que você desça. Fica aqui, daqui a pouco a luz volta. _ O puxei pra sentar na cama comigo e entreguei a toalha. _Toma aí e se enxuga, enquanto eu procuro uma roupa pra vestir.

Levantei e iluminei o guarda roupa com a luz do celular. Escolhi uma roupa e fui me vestir no banheiro, levando o celular comigo. Me vesti rapidamente e sai do banheiro secando os cabelos com a toalha. Ele estava na janela, olhando a rua. Me aproximei por trás e parei ao seu lado.

_ Parece que o apagão foi geral, Mô. Não tô vendo nenhuma luz aqui no bairro.

_ Ainda bem que você está aqui. Se eu tivesse sozinha nem sei o que seria de mim._ Ele gargalhou.

_ Como pode uma pessoa tão forte e corajosa como você ter medo de escuro, hein?_ Me deu um beijo na testa e fechou a janela._ Bom, agora somos só nós dois, a chuva e o Monicão. Não vai dar pra assistir o filme.

_ Tudo bem, tem alguma sugestão?

_ Eu acho que você não deveria me perguntar uma coisa dessas, gatinha. _ Ele deu um sorriso safado e balançou a cabeça. _ Posso ser bem malvado no escuro.

Agradeci mentalmente ao fato de estar escuro e dele não poder ver o vermelho evidente no meu rosto e falei:

_ Acho que eu adoraria conhecer esse seu lado mau._ Ele sorriu, surpreso e eu pisquei.

_ Não faz isso gatinha... Eu não sou de ferro.

Resolvi não falar mais nada, apenas me aproximei mais dele e coloquei as mãos no seu peito, empurrando-o levemente para que ele encostasse na parede. Depois coloquei meus braços em volta do seu pescoço, ele sorriu e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Colocou as mãos na minha cintura e me puxou mais pra perto, beijando-me docemente em seguida, seus lábios quentes tocavam os meus com delicadeza e ele acariciava toda a extensão das minhas costas, enquanto eu fazia carinho no seu pescoço e nuca, às vezes enroscando os dedos em seu cabelo molhado e dando leves puxõezinhos. Prendi seu lábio inferior entre os dentes e ouvi um som grave, quase um rosnado surgindo da sua garganta; aí ele inverteu nossas posições, prendendo-me na parede, enquanto minhas mãos se emaranhavam nos seus cabelos, puxando-o pra mim como se houvesse algum meio de ficarmos mais próximos. Nos beijávamos num misto de paixão e carinho, quente e doce, como ele. Ele passou a beijar o meu pescoço e dar leves chupões e mordidas, enquanto eu ofegava e arranhava as suas costas, fazendo-o gemer. Senti um calor percorrer todo o meu corpo, até notar uma coisa completamente desconhecida pra mim que o fez se afastar de súbito, encerrando o beijo com um selinho e um suspiro profundo. Olhou pra mim como que pedisse desculpas, com o rosto corado. Sim, ele estava excitado. Por minha causa. Isso fez com que eu me sentisse a mulher mais desejada do mundo. Deixei um sorriso escapar dos meus lábios, lhe dei outro selinho e foi aí que eu percebi que a luz tinha voltado.

_ Desculpe por isso, lindinha. _ Ele olhou pra baixo, como se esperasse que eu o repreendesse. _ Prometo que vou aprender a me controlar melhor.

_ Te desculpar pelo quê, DC? _ Levantei seu rosto com a mão, para que ele olhasse nos meus olhos._ Por esse beijo maravilhoso? _ Sorri e lhe dei outro selinho, senti que ele sorria enquanto pressionava os lábios nos meus.

_ Ah, Mônica... Sonhei tanto com esse momento... _ Suspirou e afagou o meu rosto com o polegar.

Sorri, não tinha condições de respondê-lo. Apenas abri um sorriso imenso e o abracei, sem falar nada. Ficamos assim por um tempo, até eu lembrar que já estava quase no horário dos meus pais chegarem. Olhei pra ele, que estava com os olhos fechados e um sorriso lindo no rosto e falei:

_ É melhor nós descermos, gatinho. Meus pais vão chegar daqui a pouco. Quer jantar comigo?

_ Hoje não, minha linda. Meu pai quer conversar alguma coisa comigo e com o Nimbus e pediu pra eu chegar antes das oito._ Beijou minha mão, enquanto descíamos as escadas._ Acho que vou morrer de saudades se tiver que passar o final de semana inteiro sem te ver... _ Fez uma carinha de menino abandonado, com um biquinho muito sexy. Deu vontade de morder.

_ Também vou ficar com saudades de você. Mas nós moramos perto, vamos acabar nos vendo de qualquer maneira. _ Não resisti e lhe dei um selinho um tanto prolongado.

Ele pegou a mochila no sofá e vestiu a camisa, que ainda estava molhada, mas dava pra chegar em casa. Depois me beijou novamente, de uma forma mais calma e devagar. Quando se afastou seus olhos estavam brilhando. Ele sorriu e me abraçou.

_ Vai fazer alguma coisa amanhã à noite?

_ Tenho um encontro com um menino lindo, sexy e charmoso, quer dizer, se ele quiser. _ Pisquei e ele fingiu estar bravo, fazendo uma carinha de magoado.

_ Tudo bem, bom encontro. Diga a esse cara que se não cuidar bem de você eu arrebento ele, não vai sobrar nem um ossinho pra contar a história.

_ Nossa DC! Automutilação é uma coisa feia! Você tem que procurar um psiquiatra! _ Sorri, dando outro selinho nele._ Não pode ficar se auto agredindo por aí. Se não sobrar nem um ossinho de você como é que eu vou me divertir? Quem vai me proteger dos perigos do escuro? _ Ele sorriu e colou sua testa na minha.

_ Essa é uma das coisas que te fazem perfeita. Seu senso de humor. _ Me beijou e deu uma mordidinha no meu lábio inferior. _ Então, posso passar aqui que horas amanhã?

_ Umas sete horas tá bom pra você? Vou à casa da Magali de tarde, mas volto cedo.

_ Pra mim tá mais que perfeito. Vê se não faz muita fofoca lá amanhã, viu?

_ Pode ficar tranquilo. Não vou falar mal de você. Quer dizer, só um pouquinho. _ Gargalhamos.

_ Nossa! Eu sou tão mal assim com você?

_ Pode apostar que sim!

Ele me beijou, depois deu um beijo na minha mão e me abraçou. Eu dei um beijo no seu pescoço e ele suspirou. Fomos até a porta, onde ele me deu mais um selinho e sorriu.

_ Tchau, minha princesa! Não vejo a hora de chegar amanhã. _ Rimos e ele alisou meu rosto._ Tenha uma boa noite, sonhe comigo se possível. Quando eu chegar em casa mando sms avisando, viu?

_ Impossível vai ser eu não sonhar com você! _ Ele sorriu._ Vai com cuidado, viu? E não esqueça o sms._ Nos abraçamos e eu sussurrei no ouvido dele, dando um beijo na sua orelha logo em seguida._ Tchau, meu príncipe! Sonhe comigo também.

_ Eu sempre sonho. _ Ele piscou. _ Nossa! Pra mim nunca foi tão difícil ir pra casa!_ Eu sorri.

_ Pra mim nunca foi tão difícil te deixar ir.

Nos beijamos novamente e eu fui leva-lo ao portão, onde ele me abraçou e beijou minha testa, esperei até ele sair da rua e entrei, com o coração doendo de alegria e ansiosa pelo nosso encontro. Ele me mandou um sms muito fofo, que me deixou com uma cara de boba apaixonada. Passados uns cinco minutos meus pais chegaram, estranharam a minha euforia, mas eu desconversei. Logo que acabou o jantar eu fui dormir, torcendo pro dia amanhecer logo pra eu encontrar o meu príncipe. Meu.

Notas finais
Muitas emoções, hein? *-*
Espero que tenham curtido.
O próximo capítulo será postado no máximo até a segunda-feira, então deixei este maiorzinho pra compensar.
Bom final de semana!