Aconteceu Você...
17 Fim de semana na praia._ Parte II (Rala e rola)
Notas iniciais
Segue um cap. bem quente, do jeito que vocês gostam. Espero que curtam.
Não deixem de ler o aviso no final, é importante!
Beijos, boa leitura!
Obrigada pelos reviews!!!!!!
Acordamos com o meu pai nos chamando.
_ Acordem dorminhocos! Vamos sair pra comer alguma coisa!_ Abri os olhos assustada enquanto ele me sacudia e dava uns tapinhas no ombro do DC.
Me levantei atordoada, olhando pros lados. Já era noite. DC fez uma careta e meio que choramingou quando se mexeu no sofá, abrindo os olhos.
_ Ai meu pescoço._ Colocou as mãos no pescoço e tentou virar a cabeça de um lado para o outro._ Que by Browse to Save\">horas são? Já amanheceu?_ Falou apertando os olhos.
_ Não, ainda são 20:00 e nós estávamos esperando só vocês dois acordarem pra irmos ali jantar ou comer um pizza. Vocês estão aí dormindo desde as 17:00, por isso que o seu pescoço tá doendo.
_ Nossa, eu tô com fome mesmo. Dá tempo de tomar banho, pai?
_ Dá, mas seja rápida._ Olhou pra DC que continuava apertando o pescoço e com cara de dor._ Vem cá, eu tenho um analgésico ótimo pra essas coisas. Vai passar rapidinho.
DC levantou, deu um beijo na minha testa e foi pra cozinha com meu pai, segurando o pescoço. Fui tomar banho e me arrumar para sair, vesti uma batinha rosa e um short jeans, prendi o cabelo num rabo de cavalo e calcei uma rasteirinha rosa que a Magá tinha me dado no Natal. Quando saí do quarto todos estavam na sala, exceto o DC. Até Nimbus tinha acordado e estava conversando com meu pai.
_ Mô, é melhor você sentar._ Ele falou, virando-se para mim._ Seu namorado resolveu tomar banho, aí já sabe né?_ Todos nós rimos.
Fui à cozinha tomar água e quando estava colocando o copo na pia o DC saiu do banheiro, enxugando o cabelo com uma toalha. Me abraçou por trás e deu um beijo no meu pescoço, saindo em seguida para estender a toalha no quintal. Depois entrou rapidamente no quarto para pentear o cabelo e foi para a sala, onde nós o aguardávamos. Ele estava com uma camiseta vermelha e uma bermuda daquele estilo surfista, bem à vontade e perfumado como sempre. Saímos a pé mesmo, procurando algum lugar legal pra comer. Optamos por uma pizzaria tradicionalíssima na região, que ficava a uns poucos metros da praia, nos dando uma bela visão do mar. A noite foi bem agradável, conversamos e rimos muito. Os meus pais e os pais do DC eram amigos de longa data e se davam muito bem, isso era ótimo. Depois da pizza nós fomos dar um volta na praia; nossos pais estavam andando mais à frente conversando, e eu e o meu gatinho estávamos tentando namorar, digo “tentando” porque Nimbus ficou cantando musiquinhas de duplo sentido o tempo todo e falando umas baixariazinhas básicas para a gente só pra abusar.
_ Quero ficar sozinho com você novamente, mas tá difícil, hein?_ Ele falou colocando o braço sobre os meus ombros e beijando o topo da minha cabeça, enquanto caminhávamos.
_ Tá impossível!_ Revirei os olhos._ Mas quem sabe mais tarde a gente não consiga um tempinho a sós?_ Pisquei.
_ Tá pensando no que eu tô pensando?_ Ele levantou a sobrancelha.
_ Jogar Uno! Obaaaaa!_ Falei brincando, fazendo-o revirar os olhos e parar de frente pra mim, aproveitando que nossos pais estavam bem à frente e não estavam olhando pra trás.
Ele segurou minha cintura, apertando levemente e sussurrou no meu ouvido, fazendo com que eu me arrepiasse com o calor da sua respiração.
_Mais tarde. No seu quarto. Você não me escapa._ Sua voz era absurdamente sensual e ele falava pausadamente, me fazendo estremecer. Deu uma mordidinha no lóbulo da minha orelha e eu senti minhas pernas dobrarem. Ele riu e me segurou com firmeza, beijando-me delicadamente em seguida.
Quando nos separamos vimos que nossos pais e o Nimbus já estavam bem longe. Apostamos uma corridinha para conseguir acompanha-los e pra variar, ele ganhou. Eu já não conseguia mais correr e parei ofegante a uns poucos metros deles. Ele voltou correndo até onde eu estava, me abraçou pela cintura e me levantou, nos fazendo rodar e distribuindo beijos pelo meu rosto, pescoço e ombros. Parou ofegante, me colocando de volta do chão e colando sua testa na minha, ficamos nos olhando por alguns segundos até que eu achei a distância entre os nossos lábios insuportável e roubei-lhe um beijo.
_ Eu te amo, sabia?_ Perguntou, tentando recuperar o ritmo respiratório.
_ Eu também te amo, muito mesmo._ Beijei-o mais uma vez.
_ E aí casal, dá pra a gente chegar em casa hoje ou tá difícil?_ O pai do DC perguntou, fazendo os outros gargalharem.
Coramos e nos afastamos. Ele pegou a minha mão, deu um beijo e entrelaçou nossos dedos. Caminhamos em direção a eles e eu vi que meu pai estava rindo de alguma piada particular. “Lá vem!”
_ Você não enjoa desse cara não, filhinha? Sua boca vai ficar dormente!_ Todos gargalharam.
_ Fica não, pai. Pelo contrário._ Pisquei e DC gargalhou.
Voltamos pra casa e logo o Nimbus foi dormir. Eu e o DC ficamos um tempo na rede da varanda namorando e nossos pais ficaram assistindo televisão. Depois de um tempo entramos e sentamos no sofá. Já estava tarde e ele apertou levemente a minha mão, depois sussurrou no meu ouvido.
_ Observe-me atuar._ Piscou e bocejou um pouco mais alto que o normal.
Ele deitou no sofá, apoiando a cabeça no meu colo e enquanto eu acariciava os seus cabelos ele fingia estar morrendo de sono. Bocejava e coçava os olhos, sua mãe percebeu.
_ Vai logo pra cama, Mauricinho. Você tá quase cochilando aí no colo da Mô.
_ Tô não, mãe._ Bocejou e esfregou os olhos novamente._ Daqui a pouco eu vou.
_ Teimoso como sempre._ Seu pai falou._ Desde pequeno ele fica resistindo ao sono. Antes ele dormia no sofá e eu tinha que carregar pra cama, se fizer isso hoje eu vou deixar ele dormir aí._ Riu.
_ Já vou , pai._ Ele falou com os olhos fechados e começou a falar outra coisa mas sua voz morreu no final, como se ele tivesse dormido. Meus pais riram.
_ Ih Mônica, acho que você vai ter que carregar ele pra botar na cama!_ Minha mãe falou em tom de gozação._ Sério, ele tá muito cansado. Manda ele ir pra cama, filha.
_ É, vou chamar ele._ Bocejei também, entrando no jogo. Dei um beijinho no pescoço dele e comecei a dar uns tapinhas no seu ombro._ Gatinho, acorda!_ Dei outro beijo. (Safado! Está se aproveitando!) _ Vai pra cama, amorzinho._ Dei um beliscãozinho na bunda dele, ele abriu os olhos._ Você tá cochilando aí, vai logo pra cama.
_ Ah..._ Bocejou._ Tá bom, tô morto de sono._ Levantou coçando os olhos, uma encenação perfeita._ Boa noite minha linda, até amanhã._ Me deu um selinho.
_ Boa noite, amor. Também já estou indo dormir. Hoje vou cair na cama igual uma pedra, o mundo vai acabar e eu não acordo._ Bocejei, levantando também. Ele deu um sorrisinho irônico, mas ninguém percebeu.
Demos boa noite aos nossos pais e fomos para os nossos respectivos quartos. Quando ele foi entrando no dele olhou pra mim com um sorriso muito safado e sussurrou: “Me aguarde!”. Entrou no quarto e fechou a porta. Meu coração batia a mil por hora. E agora? Vai dar certo? Eu estava num misto de ansiedade e apreensão. Afinal, estávamos numa casa de praia com os meus pais e os pais dele e estávamos prestes a fazer uma loucura muito grande. Entrei no banheiro e tomei um banho frio na tentativa de esfriar um pouco a cabeça; vesti um short doll (http://www.temestilo.com.br/produtos/imagens/1414/%281414%29short_doll_com_blusa_de_alcas_finas_-_ref_523__full.jpg) e me bati mentalmente por não ter trazido nada mais “apropriado”, mas também, como eu iria imaginar que o Do Contra ia resolver invadir o meu quarto no meio da madrugada? Esse tipo de coisa é típico dele. Surpreender a cada momento.
Voltei para a cozinha com a desculpa de beber um copo de água, para verificar se ainda tinha alguém na sala. E eles ainda estavam assistindo alguma coisa lá, voltei pro quarto e deitei na cama, ouvindo atentamente o que se passava na sala para ver que horas eles iriam subir. Passada uma eternidade (na minha cabeça) eu ouvi passos no corredor. Me ajeitei na cama da mesma forma que eu ficava quando dormia e fechei os olhos, fingindo estar dormindo. A porta foi aberta e ouvi meus pais entrando no quarto, falando baixinho para não me acordar.
_ Dormindo como pedra, justamente como ela falou._ Minha mãe falou, arrumando as cortinas que eu tinha esquecido abertas.
_ É, eu até pensei que esses dois iam nos dar trabalho. Sabe como é, a gente fazia isso todas as vezes que eu dormia na sua casa._ Eles riram._ Mas olha só, os dois num sono pesado de dar dó, o menino já tava caindo de sono na hora que estava na sala. Aquele ali não levanta mais pra nada!_ Deu um beijinho na minha testa.
_ Mas a Keiko já tinha me dito isso. Ela falou que aquele ali quando dorme a casa pode cair que ele nem se move, além do mais ele é um menino de ouro!_ Riram baixinho e ouvi seus passos se afastarem._ Você viu que eles estavam em casa sem a gente e não estavam fazendo nada? Chegamos e ela tava mexendo no celular, ele tomando banho e o Nimbus dormindo. É um casal bem comportado. Se fosse a gente na idade deles a história era bem diferente._ Gargalhou._ Nós aprontávamos, né?
A porta foi fechada e ouvi o barulho do interruptor sendo desligado. Por baixo da porta o corredor estava escuro, eles haviam ido dormir. Minha pulsação martelava em meus ouvidos, fiquei tentando escutar para ver se ainda tinha movimentação na casa, mas minha ansiedade estava tornando isso impossível. Respirei fundo e levantei, andando na ponta dos pés. Abri a porta bem devagar e olhei para fora. Tudo escuro, ninguém por perto. A porta do quarto dos meninos continuava fechada, por um momento eu pensei que o DC podia ter pegado no sono. Aguardei uns instantes e nada dele abrir a porta. Desisti e deitei na cama, fiquei olhando pro teto. Peguei o celular e fiquei olhando as fotos que tínhamos tirado na praia, aí chegou um sms:
Aqui a área tá limpa, e aí?
Meus pais vieram conferir se eu tava dormindo mesmo! Kkkkkk
Já tô indo aí pra gente jogar “aquele” uno. ;)
P.S: Se você não quiser, eu não vou.
Respondi imediatamente. A ansiedade tomando conta de cada célula do meu corpo.
Tudo certo por aqui. Meus pais tbm vieram. ;)
Vem cá, pode chegar, deixa de besteira...(8) (N/A: Circulou – Banda Eva)
HAHAHA. :D
Levantei da cama e abri a porta do quarto, na mesma hora ele abriu a porta do quarto dele e olhou para os lados, verificando se tinha alguém acordado ainda. Quando me viu abriu um sorriso imenso e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si silenciosamente. Veio até mim fazendo gracinha, andando na ponta dos pés e olhando para um lado e para o outro, fingindo estar assustado.
_ Ninguém pode saber que eu tô aqui. É segredo, viu? _ Sussurrou e eu ri.
Quando chegou à porta do meu quarto ele segurou meu rosto entre as mãos e me deu um beijo, pressionando seus lábios nos meus com firmeza uma vez; depois recuou e me olhou fixamente com uma expressão séria, sem desviar seus olhos dos meus.
_ Você sabe que pode desistir disso a qualquer momento, não é?_ Eu o fitava, ele estava estranhamente sério._ Se você quiser parar eu não vou me chatear.
_ Por que você está me dizendo isso?
_ Porque eu fiquei com receio de estar forçando a barra, sabe? Me auto convidando para vir pro seu quarto, ainda mais sabendo que é uma situação arriscada. Alguém pode aparecer a qualquer momento.
_ Vem cá, vamos conversar aqui dentro._ Puxei-o pela mão e fechei a porta do quarto, trancando-a em seguida._ Por que essa neura toda, amor? Eu te quero tanto quanto você me quer, não tem essa de forçar a barra. Se eu não quisesse eu simplesmente te diria, e eu tenho o Sansão, lembra?_ Ri, descontraindo o ambiente.
_ Tudo bem, você está certa._ Respirou fundo e revirou os olhos._ Eu sou muito neurótico._ Nós rimos, ele já estava completamente descontraído.
Ele se aproximou de mim, fazendo com que eu ficasse encostada na porta, com um sorriso muito safado no rosto. Seus olhos percorreram o meu corpo e ele mordeu o lábio inferior, com uma expressão absolutamente sexy. Colocou uma das mãos na porta e com a outra colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
_ Eu te amo. E você tá me deixando louco com essa roupinha._ Beijou o meu pescoço e se aproximou mais de mim, colando nossos corpos._ Aliás, tudo em você me deixa louco. Seu cheiro, sua boca, essas suas pernas maravilhosas._ Ele riu, passando a mão lentamente na minha coxa._ Cada segundo que eu fico longe de você é insuportável._ Seus lábios roçaram levemente na minha orelha, me fazendo arrepiar. Passei as mãos no seu abdome, suspendendo um pouco a sua camisa e me aproveitando daquele tanquinho tentador. _ Eu queria que esse momento durasse pra sempre.
_ Eu também, meu amor._ Deslizei as mãos por seu peito, voltando à barriga. Ele fechou os olhos e sua respiração acelerou um pouco._ Eu não poderia encontrar alguém mais perfeito. Obrigada por não desistir de mim.
Eu tentei beijá-lo suavemente, posso garantir que tentei; mas a minha intenção se desfez como fumaça e logo estávamos perdidos num beijo sem precedentes. Minhas mãos se emaranharam nos cabelos dele e eu dava leves puxõezinhos, enquanto ele me pressionava mais contra a porta, como se houvesse um modo de nós ficarmos mais próximos. Prendi seu lábio inferior entre meus dentes e deslizei minhas mãos pelo seu tórax, ele gemeu um pouco mais alto do que o normal. Quando perdi o fôlego ele passou a distribuir beijos e mordidinhas pelo meu pescoço e ombro; me agarrei mais à cintura dele, fazendo com que o seu quadril pressionasse o meu, me fazendo sentir o efeito que o beijo estava provocando nele. Ele agarrou a minha cintura, me levantando um pouco e fazendo com que eu entrelaçasse minhas pernas ao redor do seu corpo, usando a porta como apoio. Ele passou a acariciar a minha coxa, deslizando até o joelho e voltando para a minha bunda, que ele apertou, me pegando de surpresa e me fazendo arfar. Pude sentir que um sorriso surgiu em seus lábios enquanto ele me beijava, aí ele passou a acariciar minhas costas, com a mão por baixo da minha blusa; isso fazia com que eu me arrepiasse dos pés à cabeça. Beijei e mordi seu pescoço, enquanto passava levemente as unhas por sua nuca, sentindo os seus cabelos ficarem eriçados. Ele deslizou as alças da minha blusa, distribuindo beijos nos meus ombros e colo, depois voltando ao meu pescoço. Tirei sua camisa e passei a mão lentamente pelo seu peito, chegando à barriga. Ele fechou os olhos e gemeu baixinho.
_ Ahn..._ Ofegou_ Você descobriu meu ponto fraco, hein gata?_ Falou mordendo os lábios.
Então ele me carregou, na mesma posição em que estávamos e me deitou na cama; ficando por cima de mim logo em seguida e me beijando ardentemente. Suas mãos percorriam o meu corpo e ele mordia meus lábios com mais força do que o habitual, eu ofegava e puxava ele de encontro a mim, de forma que ele já estava tendo dificuldades de se equilibrar na cama sem apoiar o seu peso em mim. Percebi que ele estava desconfortável e inverti nossas posições, fazendo-o ficar deitado na cama e ficando meio que sentada em sua barriga, com os joelhos apoiados na cama. Sorri maliciosamente e ele apertou o meu quadril, pressionando-me contra ele. Eu já estava ficando louca com aquela situação, já nem lembrava que a qualquer momento alguém poderia nos pegar no flagra; eu queria ele e ponto final. Deslizei as mãos pela sua barriga novamente até encontrar o cós da bermuda, ele ofegou surpreso. Eu ainda não tinha percebido, mas esta bermuda também tinha botão e velcro, ou seja, além de me dar trabalho ainda ia fazer um barulhão, já que era madrugada e a casa estava completamente silenciosa. Olhei pra ele e sussurrei:
_ Não dava pra você ter vindo com algo mais prático?_ Ele levantou a sobrancelha, sua expressão era engraçada. Eu ri.
_ Quase todas as minhas bermudas são assim. Só se eu viesse de cueca!_ Ele riu._ Mas eu não imaginei que você..._ Pausou e eu corei, colocando as mãos no rosto.
_ Tô sendo muito atirada, não é?
_ Não amor, que é isso! É natural, nós nos amamos._ Ele sorriu e eu retribui com um sorriso bobo.
Voltei a beijá-lo enquanto lutava com o botão da sua bermuda. Nossa! Nunca vi uma pessoa ter tanta dificuldade com botões! Quando consegui abrir olhei pra ele, sua expressão era muito sem vergonha. Deslizei a mão pelo velcro e ele gemeu, ele parecia realmente surpreso com a minha atitude. Aliás, até eu estava surpresa com “essa” atitude. Para provoca-lo um pouquinho mais eu subi as mãos, alisando seu peito novamente, ele me olhou com uma cara de desapontamento e eu sorri. Traçando o caminho inverso. Do peito até o... sim, aonde eu estava. Ele se moveu embaixo de mim, friccionando nossos corpos novamente, eu joguei a cabeça pra trás já saindo de mim de tanto desejo. Ele sentou, me fazendo ficar sentada no seu colo, com as pernas ao redor da sua cintura e me beijou, depois tirou meu cabelo do caminho, segurando-o com uma mão e depositando beijos e chupões no meu pescoço e passando a mão livre na minha coxa, apertando-a. Gemi alto demais, ele se afastou.
_ Shhh!_ Ele falou, tentando segurar o sorriso e colocando o dedo nos meus lábios._ Você vai acabar acordando alguém, gostosa._ Corei com o “elogio” e ele riu, mordendo o lóbulo da minha orelha.
Voltei as mãos para o velcro da sua bermuda, suspirei. Puxei de uma só vez, me preparando para o barulho, mas não foi tão alto assim; acho que ninguém ouviu. Sorri em triunfo, ele deu uma gargalhada baixinha ao ver minha reação. Coloquei a mão em seu peito e o empurrei, fazendo com que ele deitasse na cama. Comecei a tirar sua bermuda, puxando-a pelas suas pernas e ele levantou um pouco os quadris, para facilitar a minha tarefa. Ele estava usando uma cueca boxer vermelha, olhei pra ele e sorri com malícia, deslizando as mãos lentamente pelas suas coxas, seus olhos castanhos pareciam que estavam pegando fogo; quando cheguei ao elástico da cueca ouvi um rosnado selvagem surgir da sua garganta e ele se virou por cima de mim numa velocidade impressionante, o que fez com que nós dois caíssemos no chão, provocando um enorme baque.
_ Aiii! _ Gemi, caída no chão. Ele havia batido a cabeça e estava esfregando a nuca com força.
Ouvimos um barulho vindo do andar superior e vozes lá em cima. Ele me olhou assustado.
_ Agora nós conseguimos acordar a casa inteira!_ Ele levantou rapidamente, e me puxou pela mão pra me ajudar._ E agora? Eles vão descer e me pegar aqui só de cueca! Ferrou!
_ Rápido! Corre pro seu quarto!_ Falei, entregando a sua bermuda e o empurrando pelo quarto.
Ele abriu a porta e olhou pros lados, vimos a lâmpada da escada ser acesa. Ele atravessou o corredor correndo e entrou no quarto, fechando a porta rapidamente. Meu coração estava disparado e a pulsação martelava em meus ouvidos. Ouvi os passos no corredor e nem aguentei esperar eles entrarem no quarto, já fui saindo. Meus pais e os pais do DC estacaram no meio do caminho.
_ Tudo bem, minha filha?_ Meu pai perguntou assustado._ Teve um barulho, você sabe o que foi?_ Ele, assim como os outros, olhava para todos os cantos da casa, na certa procurando o ladrão.
_ Relaxe pai. Eu é que sou lerda e virei pro lado errado da cama, achando que estava em casa. Acabei caindo._ Minha voz estava trêmula, mas acho que convenceu. Eles devem ter pensado que foi o susto por causa da queda.
_ Machucou alguma coisa?_ Minha mãe veio pra perto de mim, me virando pros lados pra ver se tinha alguma contusão ou coisa parecida. Lembrei-me do pescoço, que poderia ter alguma marquinha provocada pelo DC, joguei os cabelos sobre os ombros, tentando esconder.
_ Não, mãe. Pode ficar tranquila._ Sorri.
Nisso o DC abriu a porta do quarto, com uma cara de quem tinha acabado de acordar, coçando os olhos e nos encarou por um tempo, como se não tivesse entendendo nada.
_ O que foi que aconteceu? Eu pensei ter ouvido um barulho, mas achei que tava sonhando..._ Bocejou, complementando seu disfarce. Sorri discretamente, ele devia tentar ser ator. A globo tá perdendo...
_ Nada não, DC. Fui eu que virei pro lado errado e cai da cama._ Passei na base das minhas costas, que realmente estava doendo.
_ Ah amorzinho._ Ele andou até mim, havia a sugestão de um sorriso nos seus lábios, mas ninguém parece ter percebido._ Machucou alguma coisa? Tá doendo muito?
_ Não gatinho. Só bati as costas, mas tá tudo bem._ Eu estava segurando uma gargalhada, ele atuava muito bem.
_ Bom, agora que nós já vimos que esse barulhão todo foi só a Moniquinha caindo._ Meu pai falou em tom de gozação, fiz bico._ É melhor nós voltarmos a dormir. Se precisar de analgésico tem na cozinha, viu filha? O mesmo que o Maurício tomou.
_ Tá certo pai. Se precisar eu tomo. Boa noite pra vocês._ Bocejei e olhei pro DC._ Vai dormir gatinho. Você tá com cara de que tava no meio de um sono pesado._ Falei com ironia e pisquei.
_ Tava mesmo. Um sonho booom..._ Ele riu._ Vê se não fica fazendo mais estripulia na cama, hein?_ Piscou.
_ Pode deixar. Vou me comportar dessa vez.
_ É bom mesmo, filhinha. Não quero ter que trocar o piso do quarto ainda!_ Todos gargalharam, eu cruzei os braços e fiz bico. Mas acabei não resistindo e comecei a rir também.
O DC veio até mim e me deu um beijo, alisando meu rosto em seguida.
_ Ê casal grudento, nem de madrugada eles dão trégua!_ O pai do DC falou rindo.
_ Vai ser massa é quando um deles pegar amigdalite ou outra coisa do tipo, aí o outro vai pegar automaticamente e nós vamos dividir o valor do antibiótico!_ Meu pai o ajudou, enquanto nossas mães riam.
_ Nhénhénhé!_ Mostrei a língua._ Não esqueça que o Sansão veio, viu pai?_ Levantei a sobrancelha.
_ Tchau gente, boa noite, fui!_ Meu pai falou rindo e arrastando minha mãe pelo corredor, segurando sua mão.
Aos poucos todos foram indo para os seus quartos e logo só restava eu e o DC no corredor. Nos encaramos por um tempo e começamos a rir.
_ A globo tá te perdendo, amor._ Nós rimos.
_ Você também não fica atrás._ Ele piscou e se aproximou de mim, me abraçando por trás._ É uma pena que nós não vamos poder continuar de onde paramos._ Beijou meu pescoço._ Ainda mais agora, que eu lembrei que tô... hãn... desprevenido._ Deu um tapa na testa._ Não imaginei que fosse precisar... você sabe.
_ Tudo bem amor. Não irão faltar oportunidades._ Pisquei. Ele abriu um sorriso lindo e me deu um beijo.
_ Vamos dormir. Você tá com uma carinha de cansada._ Beijou minha testa._ Até amanhã, minha gostosa.
_ Até amanhã, meu gostoso._ Falei rindo.
Nos beijamos novamente e fomos dormir. Eu sabia que o dia seguinte seria cheio e cansativo, pois iríamos voltar para a cidade à noite e eu não gostava muito da ideia de ficar sentada dentro de um carro por três horas e meia. Se bem que com o meu namorado lindo, gostoso e sensual ao meu lado qualquer coisa era agradável. Ele me mandou um sms de boa noite e eu respondi, adormecendo em seguida, sentindo o cheiro dele na minha cama.
Notas finais
Desculpem o atraso dessas últimas postagens, mas o meu cérebro fez greve e minha inspiração tá péssima. Esse cap. por exemplo, eu tenho quatro dias tentando escrever e ele não saia do lugar, tanto que acabei de escrever agora. Estou rezando pra ele ter ficado bom, hahaha.
Agradeço a compreensão,
Beijos! (Até o fim de semana!)
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