Aconteceu Você...
27 Enfim, sós.
Notas iniciais
Quando chegamos em casa o Nimbus estava saindo; ele ia a uma festa com a Marcela e estava pretendendo dormir com ela em algum lugar, ou seja, ficaríamos realmente sozinhos desta vez. Liguei a televisão num canal qualquer enquanto o DC preparava uns sanduíches para nós comermos, estava chovendo e o tempo começou a esfriar, então me encolhi no sofá, abraçando meus joelhos enquanto o esperava voltar da cozinha. Alguns minutos depois ele apareceu na sala com uma toalha e uma cesta de piquenique, o encarei incrédula.
— Jura que nós vamos fazer um piquenique com essa chuva?
— E por que não faríamos?
— Tá chovendo, né seu louco?_ Apontei para a janela.
— E desde quando a chuva pode impedir o Do Contra de fazer um piquenique?_ Ele falou presunçoso._ Faremos o piquenique aqui dentro! Olha só, já temos a toalha, a cesta, os lanches e o principal: eu e você! Pra ficar mais perfeito que isso só se faltasse energia!
— Ai, credo! Esqueceu que eu tenho medo de escuro? Vira essa boca pra lá!
— Esqueceu que eu tô aqui com você? Além do mais, eu tenho lembranças deliciosas do último blecaute do Limoeiro. _ Ele piscou.
Nem preciso dizer que o tal piquenique do DC foi surpreendente, né? Ele fez uma cesta meio italiana, com vinho, queijo, as bruschettas mais deliciosas do mundo, algumas uvas e morangos, chocolatinhos... Enfim, tudo de bom. Comemos sentados no chão, em meio àqueles “mimimis” típicos dos casais apaixonados, dando comidinha um na boca do outro, trocando beijinhos e carinhos e blábláblá.
Estávamos assistindo a um filme muito chato, a única coisa engraçada eram os ataques que o DC tinha quando começava alguma cena muito absurda e ele começava a criticar tudo; me senti o Nimbus no dia que eles assistiram o filme do Armadura Dourada. Cansado de se irritar com o filme ele começou a brincar com os meus dedos dos pés, que estavam apoiados em seu colo; aos poucos suas mãos foram subindo e as carícias em minhas pernas se tornaram mais ousadas. De repente ele me puxou para o seu colo, me fazendo ficar sentada de frente para ele, eu podia sentir a sua excitação crescente entre as minhas pernas enquanto nos beijávamos. Suas mãos entraram por debaixo da minha blusa, à procura do fecho do sutiã, mas ele se atrapalhava todo e não conseguia abri-lo de jeito nenhum. Ele já estava sem camisa, então aproveitei para acariciar e arranhar levemente seu peitoral e seu abdome ligeiramente definido, eu sabia o efeito que isso causava nele e em segundos estávamos no chão. Em meio a beijos, gemidos e mordidas consegui me livrar da sua calça, ele fez o mesmo com a minha blusa; ele segurava meu cabelo com firmeza, assumindo o comando dos nossos beijos enquanto usava a outra mão para apertar a minha coxa. Até que... O telefone tocou! Isso mesmo, o telefone tocou escandalosamente às onze horas da noite!
— Droga, justo agora?_ DC protestou, encerrando nosso beijo.
— Deixa tocar, amor!
— Não dá, baby. É a minha mãe, ela liga todos os dias esse horário pra falar com a gente. Se eu não atender... _ Ele justificou, levantando para atender ao telefone.
Frustrada, sentei no sofá para esperar o DC terminar a longa conversa com minha (até cinco minutos atrás) querida sogra. É claro que ele não contou que eu estava lá, isso renderia problemas para nós dois, para todos os efeitos eu continuava na casa da Magali. Quinze minutos depois eu já não aguentava mais esperar, o clima já tinha sido completamente destruído e o DC se desculpava com o olhar a cada minuto. Resolvi tomar banho, levantei do sofá, dei um beijo em sua testa e sussurrei em seu ouvido que estava indo para o banho; ele assentiu e beijou minha mão. Aproveitei o banho para me cuidar um pouquinho, demorei bastante na esperança de o telefonema do DC acabar e ele subir, o que não aconteceu. Me sequei, hidratei minha pele, penteei os cabelos e nada! Aí eu lembrei que não tinha trazido nenhuma roupa pra dormir, resolvi procurar no guarda roupa dele por alguma camisa que servisse, acabei escolhendo uma camisa branca de botões. Cheguei ao topo da escada e vi que ele continuava no telefone, agora falando com o pai. Ele suspirou pesadamente quando me viu e fez uma carinha tipo sofredor. Voltei para o seu quarto e peguei uma revista para ler na cama enquanto o esperava, mas eu estava com muito sono e acabei adormecendo. DC entrou no quarto muito tempo depois, abriu uma gaveta e entrou no banheiro, demorou alguns minutos com o chuveiro ligado, mas eu não conseguia manter meus olhos abertos por muito tempo, então adormeci novamente. Não vi quando ele deitou ao meu lado, só senti sua respiração quente próxima ao meu pescoço.
— Mônica? _ Ele se aproximou do meu ouvido para chamar meu nome._ Você dormiu?
— Hmmm... _ Respondi, meus olhos ainda fechados.
Ele afastou meu cabelo e cheirou meu pescoço, onde ele beijou em seguida e me puxou pela cintura até estar colada ao seu corpo.
— Desculpe pela demora, amor. Está com muito sono?_ Ele deslizou a mão pela minha barriga, por debaixo da camisa, parando a milímetros dos meus seios. Meu corpo respondeu imediatamente ao seu toque e meu baixo ventre contorceu-se levemente.
— Não muito. _ Respondi, me virando até estar de frente para ele.
Ele acariciou meus cabelos e nos beijamos, a princípio calmamente, mas logo cedemos espaço ao desejo que tanto nos consumia quando estávamos juntos. Me dando por vencida subi em seu corpo, encaixando-me perfeitamente a ele; eu estava com minhas pernas dobradas à altura do seu quadril e meu corpo deitado contra o dele. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas levantando a minha blusa e depois descendo. O beijo estava calmo e provocativo, nossas línguas instigando uma à outra com um desejo que aumentava conforme nossos lábios se provavam. Ele mordia e chupava a minha língua e conforme eu gemesse, ele colocava um pouco mais de força. Movi meu quadril contra o dele instintivamente e isso o fez gemer baixo e apertar minha cintura, pressionando ainda mais nossos sexos. Eu ergui meu corpo, parando o beijo abruptamente e o encarei à meia luz. Ele abriu os olhos e seu olhar estava lascivo, seus lábios entreabertos estavam ofegantes como os meus. Eu levei minhas mãos à minha/sua camisa e abri lentamente cada botão, até me livrar completamente da peça. Ele permaneceu ofegante, mas seu olhar desceu para os meus seios e depois de um tempo ele sorriu deliciosamente. Suas mãos logo estavam acariciando ambos enquanto eles reagiam sob seu toque. Ele levantou sentando-se junto a mim e me beijou novamente, ele estava sem camisa e eu passava as unhas provocativamente em suas costas, ele desceu a boca pelo meu pescoço e trilhou um caminho de beijos pelos meus seios. Eu o sentia cada vez mais excitado e isso fazia com que o meu corpo implorasse por um contato maior. Me deitando na cama ele se livrou da única peça que me restava, enquanto distribuía beijos e pequenas mordidas dos meus seios até meu baixo ventre.
— DC... _ Choraminguei enquanto ele beijava e chupava levemente as minhas coxas.
Um arrepio delicioso abalou o meu corpo quando ele roçou os pouquíssimos pelos da sua barba que estava começando a nascer na parte interna das minhas coxas; fiquei de joelhos na cama e me sentei encaixada a ele, envolvendo sua cintura com minhas pernas e nos perdemos num beijo cheio de luxúria e palavras desconexas, suas mãos apertavam a minha bunda, pressionando ainda mais o meu corpo contra o dele; gemidos altos escapavam dos nossos lábios. Logo ele se livrou da sua cueca impacientemente e me empurrou com força na cama, encaixando-se a mim em seguida. Minhas mãos mergulhavam em seus cabelos enquanto ele explorava deliciosamente o meu pescoço, descendo em direção aos meus seios e os mordendo levemente. Logo ele passou a se movimentar, só que de forma irritantemente lenta, grunhi em protesto e ele riu, se retirando de mim. Mordi seus lábios em resposta e abracei o seu quadril com minhas pernas, puxando-o novamente de volta ao meu corpo. Desta vez ele não se fez de rogado e se encaixou em mim firme e rápido, arrancando-me um grito de prazer. Arqueei meu corpo, sem conseguir conter o meu desejo e cravei as unhas em suas costas; ele sussurrava meu nome enquanto se movia dentro de mim, assumindo rapidamente um padrão e não demorou para que estivéssemos afundados num prazer indescritível. Seus gemidos baixos e roucos misturados aos meus, um pouco escandalosos, acordariam qualquer vizinho se o quarto do DC não tivesse proteção acústica, por causa da guitarra. Depois de algum tempo ele nos mudou de posição, fazendo com que eu comandasse o nosso ritmo; fiquei por cima dele, os olhos fechados enquanto ele me estimulava, todo o meu interior se contraiu e eu aumentei a velocidade, gemendo tão alto que cheguei a ficar com vergonha.
— Mônica..._ Ele gemeu meu nome longamente antes que uma explosão de fogos de artifício nos atingisse ao mesmo tempo. Deixei meu corpo cair contra o dele enquanto tentava recuperar meus batimentos cardíacos, ambos suados e ofegantes.
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