Aconteceu Na Velha Roma
7 Sete
Notas iniciais
A garota que um dia fora chamada de princesa, agora jazia parada sobre as pedras próximas ao riacho. Sua toga branca completamente exarcada ficava meia transparente, e ela agradeceu naquele momento por estar completamente sozinha. Com os dedos Reyna suavemente passava as mãos pelo seu cabelo, quando escutou um forte barulho vir das arvores.
Levantou-se rapidamente, os pés descalços contra as pedras lisas. Conseguiu tirar uma adaga de seu recipiente mágico.
Ela apontava para todos os lados, em posição de batalha.
— Quem está ai?
Okay, aquilo podia ser completamente ridiculo. Quer dizer, se houvesse um ladrão, ou um assassino, ou qualquer outra coisa, porque ele responderia? “Ei, olá, sou eu, o cara que quer te matar, desculpe por não avisar minha chegada!”
Reyna percebeu o quanto sua voz parecia aterrorizada, então ela se endireitou, parou de apontar para qualquer lado e subiu em cima de uma pedra alta o suficiente. Manteve a adaga nas mãos.
Sua voz saiu firme e confiante dessa vez:
— Eu vou perguntar mais uma vez! Pronuncie-se!
Dessa vez, ouviu-se mais estalidos, algo se aproximava.
Um homem de armadura completa e com seu capacete nas mãos se mostrou. Um sorriso presunçoso pairava sobre seus lábios.
— Ora, ora… Olhe o que encontrei… Só pode ser meu dia de sorte.
O sorriso em seus lábios aumentou, e o homem fez menção de se aproximar.
Reyna apontou a adaga para ele.
— Nem. Mais. Um. Passo. — Seus dentes estavam semicerrados
— E o que você vai fazer?
— Eu estou avisando. Não chegue perto.- Sua mente girava. Ela precisava inventar alguma coisa. Teve uma ideia insana. Elevou seu tom de voz. — Eu estou avisando, soldado! Você honra e respeita aos deuses? Eu sou abençoada! Sou a escolha pessoal da própria Belona! Chegue perto e enfrente a ira da deusa da guerra!
Ela não estava mentindo, mas nunca se quer ousou pronunciar isso. Era seu segredo. No entanto, era uma emergência.Felizmente, estavam perto do acampamento dos soldados, e o soldado que estava a sua frente estava com armadura completa. Nessa ocasião, quem dominava o campo de guerra era ela. Reyna ganhava qualquer poder que necessitasse em “seu” território.
O soldado soltou uma risada alta.
— Acha mesmo que vai me convencer disso? Todos sabemos o quanto as bençãos são raras. No nosso exército inteiro, apenas o nosso comandante é abençoado.
— Vá em frente. Se não tem medo. Acha que minto? Dê um passo.
Um passo. E depois tudo foi muito rápido. Reyna arremessou a adaga para cima, e, com os poderes que tinha, guiou a adaga até que ela pousasse no ponto entre os pés do soldado.
— Isso foi apenas um aviso, soldado. Eu posso te machucar.
Sem saber o que fazer, ele se virou e desapareceu.
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