Aconteceu Na Velha Roma
18 Dezessete
Notas iniciais
Abriu a tenda meio apreensiva e antes que pudesse sequer anunciar sua presença ouviu a voz da namorada dele.
Não sabia o que fazer: se entrava e corria o risco de Piper a reconhecer, o que era quase impossível já que ela estava com sua armadura completa, inclusive capacete, ou esperava até que ela fosse embora, o que provavelmente demoraria.
Optou pela primeira opção e prendeu a respiração ao entrar.
— Com licença, general. O senhor exigiu minha presença depois do jantar.
— Ah, sim. — Ele pigarreou. — Piper, Pode nos dar licença um minuto?
— Claro. Te vejo mais tarde então. Depois continuamos essa conversa...
— Não há nada para continuar. Eu não vou discutir com você por causa da garota mimada do Imperador.
— Você quer dizer a filha dele? Ela tem um nome.
A última frase foi ouvida como se fosse um eco, pois a garota já tinha se retirado.
— Eu não me importo com o nome dela. — Ele diz para si mesmo, como se Piper ainda estivesse ali.
Reyna ficou parada. Como se nada ouvisse. Ela admitia estar um pouco cansada de ouvir o general da Primeira Legião falar mal dela, mesmo que ele não soubesse que ela estava ali.
Ele agaixou-se a procura de algo, enquanto falava:
— Suponho que possa confiar em você, para não falar por ai o que eu acabo de conversar.
— O senhor se refere aos comentários sobre a princesa? — Jason assentiu de leve, final me se levantando e colocando na mesa entre eles duas taças e uma garrafa de vinho. — É... Claro.
— Obrigado. Não são grandes coisas, porém são opiniões pessoais, e eu na gostaria que saíssem comentando por aí esse tipo de coisa. São opiniões que eu só compartilho com amigos.
Só lançou-a um sorriso discreto. Ela limpou a garganta.
— Claro, senhor.
— Não me chame assim. Somos amigos, não?
— Eu não... Quer dizer, o que te...?
— Que somos amigos? Bem, Eu me fiz a mesma pergunta. Amigos são pessoas em que confiamos. Acredito que ganhei sua confiança no momento que você declarou empate. — Ele colocou um pouco de vinho nas taças e ofereceu uma a Reyna, a qual aceitou, mas de nada bebeu. Ela não bebia. Jason prosseguiu, num tom mais áspero, no entanto amigável. — Eu confio em você, Rômulo. Está na hora de você confiar em mim.
O coração de Reyna falhou uma batida.
— E-Eu não... Eu não estou entendendo...
— Ah, vamos lá. Coopere comigo. Eu sei que você esconde algo. — Ele se aproximou dela, contornando a mesa que estava entre eles. — E sabe o que mais? Eu sei o que é.
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