Acertando as Contas com o Passado
12 Capítulo 12 – Para você isso é heroísmo, para o resto...
Notas iniciais
Jenny havia acabado de me informar sobre a presença de um atirador. Isso não me surpreendia, muito provavelmente esse cara era para quem McCallister ligara mais cedo. E, seguindo nossa estratégia, ela subiu para detê-lo.
Enquanto isso, McCallister continuava com seu falatório. Tentava de todas as formas provar que estava certo.
Foi quando nossos intercomunicadores soaram com a voz de Abby.
— Oi gente. Oi Gibbs... – ela parecia receosa – eu sei que me mandaram sair do prédio e tudo, mas eu tinha que terminar as análises que a Jenny me pediu. E o resultado não é nada bom. McCallister é pai de Svetlana.
Com essa nova informação eu poderia fazê-lo falar mais do que ele queria.
— Então seu plano final é explodir a NCIS? É colocar um fim em tudo isso? Você acha que vai ser capaz de acabar do tudo?
— Explodir o prédio? Sim. Matar alguns agentes? Também. Acabar com as provas contra mim? Com certeza. Mas tenho plena consciência de que não serei capaz de acabar com a Agência. Mas poderei fazer alguns ajustes quando tudo isso acabar.
— Você quer a direção de uma NCIS em ruinas? – Seu plano era, para dizer pouco, inacreditável.
— Quero o que me foi tirado. Simples assim.
— Tirado?
— Sim, passei anos tentando chegar ao topo, mas sempre vinha alguém e passava na minha frente. Então segui o caminho mais fácil
— Eliminou os agentes que estavam te atrapalhando. Mas isso não foi muito eficiente. Leon está vivo. Jenny também,
— Aquela maldita! – Ele socou o ar. – Aqueles bastardos só tinham uma tarefa, que era eliminá-la, e não fizeram. Mas ela terá o seu fim. Assim como você também.
— E isso vai ser antes ou depois da bomba que você plantou no prédio?
— Você é bom, Jethro. Tenho que admitir isso. Mas eu tenho que resolver algo mais pessoal antes de mandar tudo pelos ares.
— Vai vingar sua filha?
— Sim. É pra isso que quero aquela ruiva morta. – Mas como você chegou... não importa!
— Não foi ela quem a matou. Fui eu. Ela veio atrás de quem não devia. Eu só fiz o deveriam ter feito em 99. O que é estranho. Pois voltamos a você.
— Sim. Eu ordenei Shepard a não puxar o gatilho
— Não podia ver a própria filha morrer, não é? Mas agora não há mais nada. Ela se foi e você, mais cedo ou mais tarde será preso. Valeu a pena?
— Você não tem nada contra mim! Quando eu terminar e você, sua equipe, Vance e a ex-Diretora estiverem mortos, eu vou reescrever os fatos, e vocês serão os vilões da história. Tantos anos prestando serviços ao governo, para acabarem desonrados. Que tal começar por você?
E, mais rápido do que pude registrar ele puxou uma arma e atirou.
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A conversa toda estava tensa, do tom de voz às posturas dos dois. Principalmente depois da revelação de Abby.
— Oi gente. Oi Gibbs – ela parecia receosa, mas também, depois da ordem direta que Jethro dera – eu sei que me mandaram sair do prédio e tudo, mas eu tinha que terminar as análises que a Jenny me pediu. E o resultado não é nada bom. McCallister é pai de Svetlana.
Isso explicava muita coisa. O fato de que tive que deixá-la viva em Paris, mesmo depois de tanto trabalho para localizá-la. E ainda explicava como ela encontrou Decker em LA, como ela sabia que eu estaria no enterro e também o meu endereço em Georgetown. O tempo todo McCallister a protegeu e lhe entregou as informações sigilosas.
O grande problema era que minhas deduções não o colocariam atrás das grades e o fato de ele ser pai dela, não provava nada. E Jethro sabia disso. Sabia tão bem que transformou a conversa em um interrogatório a céu aberto.
Então ele confessou. O plano de matar os agentes que estavam no caminho dele. De matar a equipe principal. E depois assumir a direção da NCIS.
Eu ainda tinha esperanças de que dentro da sua cabeça houvesse um pouco de senso, mas não havia.
Ele realmente tinha intenção assumir a Agência e apagar com todas as provas, como se nada tivesse acontecido? Ele achava que não teríamos nos precavido e guardado as provas?
Enquanto eu questionava a sua sanidade, McCallister puxou a arma e atirou na direção de Jethro.
Eu sempre fora boa atiradora. Mas com armas pequenas. As poucas vezes que tive que usar um rifle, tive até sucesso, mas não eram as minhas armas preferidas. Mas naquela situação, era matá-lo ou deixar Gibbs morrer. E como eu disse a ele mais cedo. Eu posso morrer por ele, mas não vê-lo morrer por mim.
Todos esses pensamentos passaram na velocidade da luz por meu cérebro, e não pestanejei em atirar.
E, antes mesmo que ele acabasse de puxar o gatilho. A bala atravessava suas duas mãos que seguravam a beretta e se encravava na parede externa do prédio.
Só pude observar de relance ele cair no chão gritando de dor. E Jethro muito cinicamente dizendo “Achou mesmo que eu viria sozinho?” Por fim, se dirigindo a mim – “Belo tiro, Jen!”
Nem respondi, peguei o rifle, meu amiguinho imobilizado e desci as escadas. A segunda parte de nosso plano começava agora.
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