Acaso ou destino

10 Capítulo 9 - Entre a vida e a morte


Dois dias depois, Sarah finalmente retornou ao hospital.

Jacob estacionou a picape diante da entrada principal pouco antes das sete horas. A chuva caía com suavidade sobre Forks, formando uma névoa fina ao redor do edifício.

Durante todo o caminho, Sarah permaneceu em silêncio.

Sentada no banco do passageiro, observava as árvores passarem enquanto tentava se preparar para o primeiro dia de trabalho. Contudo, seus pensamentos não estavam no hospital.

Estavam em Bella.

Na despedida que testemunhara.

No abraço.

E na revelação de Edward sobre o amor que Jacob sentira por ela.

Jacob percebeu o silêncio desde que deixaram a casa. Tentou respeitá-lo durante a primeira parte do trajeto, mas a inquietação provocada pelo imprinting tornou impossível continuar ignorando a mudança no comportamento de Sarah.

— Está nervosa por causa do hospital?

— Não.

— Ainda se sente fraca?

— Não.

— Então está com raiva de mim.

Sarah olhou para ele.

— Por que presume que o problema é você?

— Desde que entrou na picape, respondeu a todas as perguntas com uma única palavra. Normalmente usa frases inteiras quando está irritada com outras pessoas.

Apesar de si mesma, ela quase sorriu.

— Você parece ter muita experiência com mulheres irritadas.

— Tenho duas irmãs.

— E Bella.

O nome eliminou qualquer vestígio de humor.

Jacob diminuiu a velocidade ao se aproximar de um cruzamento.

— Então é isso.

— Isso o quê?

— Você nos viu conversando.

— Vi o abraço.

— Era uma despedida.

— Edward disse a mesma coisa.

Jacob apertou o volante.

— Edward conversou com você sobre Bella e eu?

— Ele percebeu que eu havia entendido apenas parte da situação.

— E decidiu interferir.

— Aparentemente, é um hábito.

— Finalmente concordamos em alguma coisa.

Sarah tornou a olhar pela janela.

Jacob respirou fundo.

— Pergunte.

— Não tenho nada para perguntar.

— Tem muitas coisas para perguntar.

— Você não me deve explicações sobre relacionamentos anteriores.

— Não houve um relacionamento.

— Mas você a amava.

Ele permaneceu em silêncio por alguns segundos.

— Sim.

A honestidade provocou uma dor inesperada em Sarah.

— Ainda ama?

Jacob encostou a picape no acostamento e desligou o motor.

— Por que paramos?

— Porque não quero responder enquanto dirijo.

Ele se virou completamente para ela.

— Eu amei Bella. Durante muito tempo, acreditei que continuaria amando mesmo depois que ela escolhesse Edward e fosse transformada.

Sarah tentou não demonstrar o quanto aquelas palavras a afetavam.

— Mas não continuou.

— Parte de mim sempre terá carinho por ela. Bella foi minha melhor amiga em um momento difícil da minha vida. Isso não desaparece.

— Não foi o que perguntei.

Jacob sustentou seu olhar.

— Não a amo como antes.

— Por causa do imprinting.

— Sarah...

— Se não tivesse me encontrado, ainda a amaria?

A pergunta o fez hesitar.

— Talvez.

Sarah desviou os olhos.

— Então foi o vínculo que mudou seus sentimentos.

— O imprinting mudou a forma como vejo tudo. Mas não inventou aquilo que encontro quando olho para você.

— Você mal me conhece.

— Estou conhecendo.

— Há poucos dias, Bella era o grande amor da sua vida.

— Há poucos dias, eu estava preso a uma história que já havia terminado.

Sarah voltou a olhar para ele.

— E eu devo acreditar que tudo desapareceu no instante em que me viu?

— Não desapareceu. Encontrou o lugar correto.

A resposta a confundiu.

Jacob continuou:

— O que senti por Bella faz parte de quem eu fui. Não preciso odiá-la, esquecer nossa amizade ou fingir que nunca a amei para escolher seguir adiante.

— Escolher?

— Sim. Escolher.

Ele se aproximou um pouco.

— O imprinting fez com que você se tornasse o centro da minha gravidade. Mas sou eu quem decide permanecer, conversar, discutir e tentar conhecer cada parte de você.

Sarah sentiu o coração acelerar.

— Bella pareceu triste.

— Porque acreditava que uma parte de mim continuaria pertencendo a ela, mesmo depois que escolheu Edward.

— E pertencia?

— Antes de você, talvez.

A resposta deveria tranquilizá-la.

Em vez disso, despertou uma nova pergunta.

— E agora?

Jacob ergueu lentamente a mão, mas parou antes de tocar seu rosto.

— Agora estou tentando descobrir se você permitirá que eu pertença a algum lugar em sua vida.

Sarah olhou para a mão suspensa.

Depois para os olhos dele.

— Ainda não sei.

— Eu sei.

— E não quero ser apenas a mulher que uma força sobrenatural escolheu para você.

— Então não seja.

— Como?

— Deixe que eu escolha de novo. Todos os dias.

Sarah permaneceu em silêncio.

Jacob abaixou a mão.

— A conversa com Bella terminou aquilo que deveria ter terminado há muito tempo. Não houve promessa, beijo ou arrependimento. Apenas uma despedida.

— Edward disse que ela escolheria você novamente.

— Edward ou Bella?

— Bella escolheria Edward novamente.

— Eu sei.

— Isso não machuca?

Jacob refletiu antes de responder.

— Não como antes.

Sarah assentiu.

Não estava completamente livre da insegurança, mas pelo menos compreendia que Jacob não tentava apagar o passado para agradá-la.

— Podemos continuar? — perguntou. — Vou me atrasar.

Um sorriso discreto surgiu nos lábios dele.

— Isso significa que não está mais com raiva?

— Significa que preciso trabalhar.

— Ainda está com raiva.

— Um pouco.

Jacob ligou o motor.

— Consigo lidar com isso.

Carlisle aguardava Sarah na entrada do setor administrativo.

Usava o jaleco branco, e sua aparência era tão perfeitamente humana que ela quase conseguiu ignorar a ausência de respiração e batimentos.

Quase.

— Como está se sentindo? — perguntou.

— Completamente recuperada.

Jacob permaneceu ao lado dela.

— Ela ainda se cansa mais depressa.

Sarah lhe lançou um olhar.

— Não deveria estar na cafeteria?

— Vou depois que tiver certeza de que todos sabem onde encontrá-la.

Carlisle escondeu um sorriso.

— A equipe foi informada de que Jacob permanecerá no hospital por motivos de segurança.

— O que exatamente disse a eles? — Sarah perguntou.

— Que houve ameaças relacionadas a um processo envolvendo um antigo paciente.

— E acreditaram?

— A direção costuma confiar em mim.

— É uma forma elegante de dizer que usa sua influência sobrenatural?

— Não possuo qualquer dom de persuasão além da paciência.

Jacob cruzou os braços.

— Isso é discutível.

Carlisle conduziu Sarah até uma sala de reuniões. A equipe de cardiologia era pequena: dois médicos, uma enfermeira especializada, técnicos e residentes que dividiam funções com a emergência.

Durante a apresentação, Sarah sentiu uma normalidade que não experimentava desde a morte da mãe.

Falar sobre protocolos, escalas e pacientes era reconfortante.

A medicina possuía regras.

Mesmo quando um caso parecia impossível, havia exames, hipóteses e caminhos definidos.

Vampiros, profecias e lobos gigantes não cabiam em nenhum protocolo hospitalar.

Depois da reunião, Carlisle acompanhou Sarah pelos corredores. Jacob permaneceu do lado de fora do setor de atendimento, embora não parecesse satisfeito.

— Ele ficará realmente sentado ali durante todo o seu plantão? — perguntou a enfermeira-chefe.

Sarah olhou através da janela da porta. Jacob já havia escolhido uma cadeira de onde conseguia observar os dois acessos do corredor.

— Provavelmente.

— É seu namorado?

Sarah quase tropeçou.

— Não.

A enfermeira sorriu.

— Entendi.

— Não há nada para entender.

— Claro.

Antes que Sarah insistisse, um alarme soou na emergência.

A mudança em Carlisle foi imediata.

— Parada cardiorrespiratória na sala três — informou uma enfermeira que surgiu no corredor. — Homem, cinquenta e oito anos. Dor torácica súbita, perdeu a consciência durante o transporte.

Sarah e Carlisle correram.

Jacob se levantou, mas permaneceu do lado de fora quando as portas se fecharam.

Na sala de emergência, um homem estava imóvel sobre a maca. Os eletrodos já haviam sido posicionados, e o monitor mostrava uma linha irregular.

— Fibrilação ventricular — informou o residente.

— Carregue o desfibrilador — Sarah ordenou.

Carlisle assumiu a ventilação enquanto ela verificava rapidamente o histórico.

— Afastem-se.

O choque atravessou o corpo do paciente.

O monitor continuou mostrando o ritmo caótico.

— Inicie compressões. Adrenalina, um miligrama.

A equipe obedeceu.

Sarah acompanhava o tempo, a frequência das compressões e a administração dos medicamentos. Após dois minutos, um novo choque foi aplicado.

Nenhuma resposta.

— Continue as compressões.

Carlisle olhou para o rosto de Sarah. Reconhecia a concentração absoluta de uma médica que se recusava a perder um paciente.

O terceiro choque falhou.

O ritmo se transformou em uma linha quase plana.

— Assistolia — anunciou o residente.

— Continue.

Dez minutos.

Quinze.

Vinte.

O corpo do homem não respondia.

A equipe começava a trocar olhares. Todos sabiam o que a ausência prolongada de circulação significava.

Sarah também sabia.

Mesmo que recuperassem os batimentos, as possibilidades de dano cerebral aumentavam a cada minuto.

— Doutora — o residente chamou com cautela.

— Mais um ciclo.

Carlisle ouviu o coração de Sarah acelerar.

— Sarah.

Ela olhou para ele.

Naquela sala, ele era seu colega.

Mas também era a única pessoa que compreenderia o que começava a acontecer.

A marca em seu ombro queimava.

Não como na fronteira.

Mais forte.

O pingente escondido sob o jaleco se aqueceu contra sua pele.

Sarah olhou para o paciente.

Havia alguma coisa ali.

Não conseguia enxergar, ouvir ou tocar, mas sentia uma presença frágil, quase apagada.

Uma centelha.

— Todos para trás — ordenou.

O residente franziu a testa.

— Não há ritmo chocável.

— Eu sei. Afastem-se.

A autoridade em sua voz fez com que obedecessem.

Sarah colocou as duas mãos sobre o peito do paciente.

Carlisle percebeu imediatamente o que pretendia.

— Não faça isso.

— Ainda está aqui.

— Quem?

— Ele.

Sarah fechou os olhos.

Não sabia como usar o poder.

Não compreendia de onde vinha nem o que exigiria de seu corpo. Apenas sentia aquela centelha se afastando.

Concentrou-se no ritmo que deveria existir.

Tum.

Tum.

Tum.

O pingente queimou.

Uma luz prateada surgiu sob as mãos de Sarah, discreta no início e depois intensa o suficiente para iluminar o tecido da roupa do paciente.

Carlisle segurou a borda da maca.

Os profissionais ao redor permaneceram paralisados.

O corpo do homem arqueou.

Sarah sentiu uma força ser arrancada de dentro dela.

Não era sangue.

Era calor.

Energia.

Vida.

O monitor emitiu um único som.

Bip.

Depois outro.

Bip.

Uma sequência lenta começou a se formar.

— Temos pulso — Carlisle anunciou.

A enfermeira aproximou os dedos da carótida.

— Pulso presente.

Sarah abriu os olhos.

As pernas quase cederam, mas Carlisle a segurou antes que caísse.

Do lado de fora, Jacob ouviu a mudança no monitor.

Também percebeu o cheiro.

O aroma do sangue de Sarah não estava no ar, mas outra coisa se espalhou pelo hospital. Uma onda quente e estranhamente familiar atravessou o corredor.

O mesmo poder que fizera o coração de Carlisle bater.

Jacob empurrou as portas.

— Sarah!

Ela estava apoiada em Carlisle.

A visão fez um rosnado surgir em seu peito.

— Afaste-se dela.

— Se eu me afastar, ela cairá — Carlisle respondeu.

Jacob atravessou a sala e tomou Sarah nos braços.

— Você usou o poder.

— O paciente estava morrendo.

— Você prometeu.

— Prometi que não faria experimentos.

— Qual é a diferença?

— Ele precisava de ajuda.

— E agora mal consegue ficar em pé.

Os profissionais da equipe observavam a discussão, confusos e assustados.

Carlisle assumiu o controle.

— Todos para fora. O paciente precisa ser estabilizado e esta sala será isolada. Ninguém comentará o que viu até que possamos compreender o ocorrido.

— Doutor, a luz... — começou o residente.

Carlisle sustentou seu olhar.

— Houve uma descarga no equipamento e uma reação inesperada durante a reanimação. É isso que será registrado até concluirmos a análise técnica.

Embora Carlisle não possuísse um dom de persuasão, sua autoridade foi suficiente para fazer a equipe obedecer.

Jacob levou Sarah até uma sala vazia.

— Coloque-me no chão.

— Não.

— Jacob.

— Sua pulsação está fraca.

— Como sabe?

— Consigo ouvir.

Ele a acomodou sobre uma maca.

Carlisle entrou alguns segundos depois.

Jacob se colocou entre os dois.

— O que aconteceu?

— O paciente estava em assistolia havia vários minutos — Sarah explicou. — Os procedimentos convencionais falharam.

— Então você decidiu usar uma coisa que não controla.

— Não foi uma decisão racional.

— Isso deveria me tranquilizar?

— Eu podia senti-lo.

Carlisle se aproximou, respeitando a distância.

— Sentir o quê?

Sarah levou a mão ao próprio peito.

— A vida. Era como uma luz quase apagada. Eu sabia que ele ainda não tinha partido.

— E quando o tocou?

— Tentei alcançar aquela luz.

Carlisle verificou o monitor conectado à parede.

— Precisamos avaliar o paciente. O retorno da circulação pode ter sido consequência tardia das manobras.

Sarah olhou para ele.

— Você não acredita nisso.

— Não.

— Nem eu.

Jacob passou a mão pelos cabelos.

— O que isso fez com ela?

— O mesmo que ocorreu na fronteira, embora em menor intensidade. Sarah transferiu alguma forma de energia para o paciente.

— Energia vital — ela murmurou.

Carlisle assentiu.

— Talvez.

— Então cada vez que cura alguém, perde parte da própria vida? — Jacob perguntou.

— Ainda não sabemos.

— Não vamos descobrir repetindo.

Sarah tentou se sentar.

— O paciente...

— Ficará sob meus cuidados — Carlisle garantiu. — Você precisa descansar.

— Quero ver os exames.

— Depois.

Jacob concordou imediatamente.

— Depois.

Sarah percebeu que discutir com os dois seria inútil.

— Quero pelo menos saber o nome dele.

Carlisle consultou a ficha.

— Thomas Reed. Cinquenta e oito anos.

— A família?

— A esposa está na recepção.

Sarah fechou os olhos.

— Diga que ele está vivo.

Carlisle observou-a por alguns segundos.

— Graças a você.

Quando saiu, Jacob permaneceu ao lado da maca.

— Está com raiva de mim — Sarah afirmou.

— Muito.

— Mas ele está vivo.

— E se você tivesse morrido?

— Não morri.

— Dessa vez.

Sarah ergueu a mão e segurou o braço dele.

A raiva de Jacob diminuiu no mesmo instante, embora não desaparecesse.

— Não poderia ficar parada — explicou. — Tudo em mim sabia que ainda havia tempo.

— Você faria novamente.

Não era uma pergunta.

Sarah não mentiu.

— Faria.

Jacob fechou os olhos.

— Isso vai me enlouquecer.

— Você já não parecia muito equilibrado quando nos conhecemos.

Ele abriu os olhos e encontrou um pequeno sorriso nos lábios dela.

— Não faça piadas agora.

— É uma técnica para aliviar a tensão.

— Não está funcionando.

— Um pouco.

Jacob segurou a mão dela.

— Preciso que prometa uma coisa.

— Depende.

— Se sentir essa centelha novamente, avise Carlisle antes de agir.

— Em uma emergência, talvez não haja tempo.

— Então me avise.

— Como você poderia ajudar?

— Não sei. Mas preciso saber antes que faça alguma coisa capaz de arrancar sua vida.

A vulnerabilidade em sua voz eliminou qualquer resposta irônica.

— Tentarei.

— Não é uma promessa.

— É a mais honesta que posso fazer.

Jacob levou a mão dela até os lábios, mas parou antes de beijá-la, como se temesse ultrapassar um limite.

Sarah percebeu a hesitação.

Foi ela quem reduziu a distância.

Seus dedos tocaram o rosto dele.

Jacob permaneceu imóvel.

— Você disse que me deixaria escolher todos os dias — lembrou.

— Disse.

Sarah aproximou-se e depositou um beijo delicado na face dele, próximo ao canto dos lábios.

O contato durou apenas alguns segundos.

Ainda assim, o coração de Jacob bateu com tanta força que ela pôde senti-lo sob os dedos.

— Hoje escolhi confiar em você — disse.

A raiva desapareceu de seus olhos.

— Só hoje?

— Amanhã terá de merecer novamente.

Um sorriso surgiu no rosto dele.

— Consigo trabalhar com isso.

Pouco depois, Carlisle retornou com os primeiros resultados.

Sarah já conseguia permanecer sentada. Jacob continuava segurando sua mão.

— O eletrocardiograma de Thomas está normal — Carlisle informou.

— Normal depois de uma parada prolongada? — Sarah perguntou.

— Completamente normal.

— E as enzimas cardíacas?

— A primeira coleta não apresentou elevação.

Ela franziu a testa.

— Ele chegou com dor torácica e fibrilação ventricular.

— A angiografia não mostrou obstruções.

— Isso não faz sentido.

— Há mais.

Carlisle colocou uma imagem sobre a mesa.

— O ecocardiograma demonstra função cardíaca preservada, sem qualquer sinal de lesão isquêmica.

Sarah examinou o resultado.

— O coração dele não apresenta danos.

— Nenhum.

— Então eu não apenas o reanimei.

— Você reparou o que provocou a parada.

Jacob olhou para os dois.

— Isso é bom ou ruim?

— Para o paciente, é extraordinário — Sarah respondeu.

Carlisle, porém, continuava sério.

— Para nós, significa que o poder dela é maior do que imaginávamos.

O telefone no bolso dele vibrou.

Carlisle atendeu.

Alice falava do outro lado. Mesmo sem a audição de Jacob, a urgência em sua voz era perceptível.

— Quando? — Carlisle perguntou.

Seu rosto ficou ainda mais imóvel.

— Estamos indo.

Encerrou a ligação.

— O que aconteceu? — Sarah perguntou.

— Alice teve uma visão.

— Dos Volturi?

— Não. Dos vampiros que estão nos observando.

Jacob ficou de pé.

— Onde?

Carlisle olhou para a porta.

— Aqui.

No mesmo instante, as luzes do hospital se apagaram.

Os aparelhos continuaram funcionando graças ao sistema de emergência, mas os corredores mergulharam em uma iluminação vermelha e fraca.

Um grito ecoou no andar inferior.

Jacob se colocou diante de Sarah.

Outro grito foi ouvido.

Mais próximo.

O cheiro adocicado de vampiro começou a se espalhar pelo sistema de ventilação.

— Quantos? — Sarah perguntou.

Jacob aspirou o ar.

— Três.

Carlisle abriu a porta e examinou o corredor.

— Eles não podem atacar diante de tantas pessoas.

— Não vieram atacar — Jacob percebeu.

O sistema de comunicação do hospital chiou.

Uma voz feminina atravessou os alto-falantes:

— Sarah Mitena Ateara.

Ela sentiu o sangue gelar.

— Aro enviou uma resposta ao seu pequeno desafio.

Jacob começou a tremer.

Carlisle segurou seu ombro.

— Não se transforme dentro do hospital.

A voz continuou:

— Ele aceita deixar o trono.

As luzes piscaram.

— Na próxima lua cheia, Aro Volturi irá pessoalmente a Forks para conhecê-la.

Um ruído metálico ecoou pelo corredor.

— E trará sua guarda.

A comunicação foi interrompida.

As luzes retornaram.

Doze dias haviam se transformado em dez.

E os Volturi já estavam dentro do hospital.