Acaso?

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora de quase um mês para postar o novo capítulo, assim como nas minhas fics, também preciso correr atrás do que é importante pra mim, e por esse motivo, mal tenho tido tempo de dormir direito, então, mais uma vez desculpa e espero que gostem do capítulo ^~^

-Que droga de carro! – Marcelo reclamava enquanto chutava a lataria de seu carro em resposta a fumaça branca que saia por entre as aberturas do capô.

-E pra cá não tem sinal. –Hugo falou enquanto levantava o celular em todas as direções possíveis na tentativa de pegar um risco de sinal.

-Era só o que faltava... –Marcelo voltou para banco do motorista colocando as mãos sobre o volante do carro, somente o vidro separava Marcelo do tapete negro que se entendia em meio os pastos.

-Vamos torcer para que passe pelo menos um único carro... –Hugo falou na tentativa de ser um pouco otimista, mas não deu muito certo, nem mesmo o próprio estava tendo esperanças de que passa-se um único carro nas próximas horas –Olha no que eu nos meti... –Hugo já estava com as mãos na cabeça segurando os fios negros de forma que ficasse rente a cabeça.

-Não é culpa sua. –Marcelo falou colocando a mão na perna do amigo. –É minha, deveria ter checado a água antes de sair.

A mão de Hugo em um ato curioso, pousou sobre a mão de Marcelo, o calor que a mão de Marcelo passava pela calça jeans do menor, era tão real como a sensação que Hugo sentira após o toque, uma mistura de sensações que Hugo já não experimentava há algum tempo.

Mas o toque foi rejeitado, Hugo tirou a mão de Marcelo de sua perna e olhou para a estrada deserta, o tempo começarão a mudar, nuvens espessas cobriam o brilho do sol. Logo as primeiras gotas de chuva começaram a cair, lentamente cobriram o para-brisas.

-Hugo...?

-Fala. –Hugo já estava com a cabeça apoiada no vidro da janela de sua porta.

-O que é isso? –Marcelo falou enquanto puxava um chaveiro na forma de um gato de pelúcia que estava quase pulando para fora de seu bolso.

-Não mexe nisso! –Hugo exclamou se virando com uma cara irritada para o amigo. –Não toque nisso nunca mais! –Hugo falou irritado.

-Desculpa... –Marcelo falou assustado. –Eu não...

-Deixa pra lá. –Hugo falou se virando novamente para a porta após perceber o acesso de fúria que acabará de ter.

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-Hugo! – A senhora exclamou enquanto corria pelo quintal em direção ao moreno.

-Tava com saudades, mãe... –O moreno abraçou a senhora com força.

-Marcelo, como você está meu filho?! –A mulher perguntou enquanto abraçava o maior, sua cabeça não passava do peito de Marcelo.

-Vou bem. –Ele a abraçou.

-Hugo! – A menina exclamou assim ao ver quem era.

Os cabelos negros como os do irmão, esvoaçaram enquanto ela corria pelo quintal em busca dos braços de Hugo que estavam aberto, assim que ela apertou o moreno, lagrimas brotaram do rosto da menina.

-Não chora Di, eu já to aqui... –Hugo falava enquanto afagava os cabelos da menor.

-Um garotinho que dava abaixo da cintura de Hugo vinha correndo, porém seus cabelos eram loiros e seu olho era azul como o céu ao meio dia, como os da sua irmã mais velha e de seu pai.

-Jonas! –Hugo se abaixou para que o menino podes-se abraça-lo.

-Hugo! –O menino gritou quando já estava nos braços do irmão mais velho. –Bem que a mamãe falou que você ia vir...

Jonas era exatamente como seu pai, loiro com os olhos safira, Diana, havia puxado somente os olhos do pai, mas ela e Hugo, compartilhavam as mesmas mexas negras que a sua mãe possuía.

Logo o patriarca apareceu na porta para recepcionar o filho, era alto como Marcelo.

-Meu filho, que bom te ver. –Senhor Duarte falou abraçando o seu filho e dando um beijo em sua testa.

-Também é bom te ver pai. –Hugo disse dando breves palmadinhas nas costas do pai.

-Entrem, entrem! –Sugeria a senhora Duarte.

Marcelo entrou tímido na casa que já havia passado muitas tardes junto a Hugo, deixou as malas perto da porta.

Já passava das quatro horas da tarde, os dois estavam exaustos depois de pegar carona com um caminhoneiro que cheirava a galinha frita e não parava de falar na sorte que ele tinha por ter um família como a dele.

-Eu acabei de fazer um bolinho de cenoura. –Disse a senhora Duarte tirando da forma um bolo que exalava um cheiro delicioso.

-Claro que sim! –Hugo falou correndo para os armários da cozinha atrás de garfo e faca. –Vai querer também Marcelo? –O moreno sorriu.

-Vou sim. –Era nítido o quanto Hugo se sentia bem em estar em casa, e essa alegria de Hugo, acabava contagiando Marcelo.

Hugo não parava de sorrir um minuto se quer, porem a noite foi chegando e com ela a expressão de Hugo começava a pesar no seu semblante. Ele se dirigiu a pequena varando que existia na frente da casa, tirou o mp4 que sempre estava no seu bolso e sentou em uma pequena mureta.

A noite estava fria, mas a lua cheia iluminava a casa e o quintal junto com as estrelas que ofuscavam lentamente. Hugo estava bem, pelo menos era o que ele achava, mas um aperto no coração o fazia indagar-se do que estava acontecendo com ele.

-Hugo? –Marcelo falou ao sair da porta de entrada e chegar aonde o amigo estava sentado.

-To sim. –Hugo respondeu veemente.

-Pois está me parecendo justo o contrario... –Marcelo falou se sentando aos pés do amigo.

-Não é nada... Pronto, já passou. –Hugo falou mostrando o seu sorriso. Marcelo respondeu com um tapa de leve na perna do amigo,

-Vamos entrar, aqui fora ta frio. –Marcelo disse se levantando e colocando as mãos no bolso.

-Já to indo. –Hugo falou ao ver que o amigo já entrava dentro de casa. – Já vou... –Ele repetiu para si mesmo.

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-Boa noite mãe. –Hugo gritou do corredor, na porta que era antigamente, seu quarto.

-Boa noite meu filho. –A senhora respondeu, então Hugo fechou a porta na fechadura.

-Bom, qual lado você quer ficar? –Hugo perguntou a Marcelo que estava deitava na cama de solteiro que havia no quarto.

-Esse ta bom. –Marcelo falou ajeitando o travesseiro, ele estava na parte onde geralmente ficava os pés.

Hugo se ajeitou do contrario de Marcelo e finalmente os dois desejaram uma boa noite.

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Hugo acordou no meio da noite, acabará de ter um pesadelo, Marcelo acordará junto com ele assustado.

-O que houve?! –Marcelo perguntou preocupado.

-Só um pesadelo... –Hugo respondeu sem jeito.

-Você quer que eu durma do seu lado? –Marcelo falou se sentando na beirada da cama, a ponto de mudar de posição.

-Não precisa... –Hugo recusou.

-Mas eu quero. –Marcelo ignorou Hugo e se deitou do lado do amigo passando o braço pela cintura de Hugo.

-Marcelo o que é isso?! –Hugo perguntou assustado com a atitude do amigo.

-Fazia tempo que eu queria fazer isso... –Os lábios de Marcelo encontraram os de Hugo, totalmente assustado, Hugo tentou se desfazer do beijo, mas a boca de Marcelo se encaixava perfeitamente na dele, a cada momento em que as línguas se encontravam, o êxtase tomava conta de Hugo, como se Marcelo fosse a droga em que ele queria se vicia. Somente um pensamento passou pela cabeça de Hugo. “Meu filho não vai ser gay!”...

-Hugo! Hugo! –Marcelo chacoalhava Hugo.

Hugo finalmente abriu os olhos e olhou para os lados, Marcelo estava aos seus pés sentado na cama com o rosto preocupado. Ele olhou em volta e tudo estava perfeitamente igual a antes.

-Fiquei preocupado... Você estava se debatendo na cama e gemendo... –Marcelo respondeu sem jeito por ter acordado o amigo.

-Foi só um pesadelo, é melhor nós voltarmos a dormir... –Hugo disse se cobrindo com o lençol e se virando para onde Marcelo não podia ver seu rosto.

-Tudo bem... –Marcelo falou ainda preocupado se virando para a direção contraria da que Hugo estava.

-Foi só um sonho...Foi só um sonho... –Marcelo repetia para ele mesmo baixinho, seus olhos estavam bem abertos, o sono saíra totalmente e agora ele estava se perguntando, como que foi sonhar uma coisa dessas. –Foi só um sonho...

Notas finais
Então? Gostaram? Não deixem de comentar, é muito importante pra mim saber o que estão achando, até o próximo capítulo ^^