Acampamento Olympus

52 Cap.51 - Reconciliação


Notas iniciais
Demorou, mas saiu. Aí está mais um capítulo.

Enquanto Percy ainda estava no vestiário, Amelie se aproximou de Peter.

— Peter – ela chama.

Ele se vira e vê sua ex esposa.

— Amelie! – ele diz surpreso.

— Oi – ela cumprimenta. – Tudo bem com você?

— Tudo. Veio ver o Tommy?

— Uhum. Sílvia queria muito ver o irmão – ela diz. – Essa é minha filha Silvia.

Peter olha para a criança que tinha a mesma idade de Tyson. Era bem parecida com a mãe.

— Olá – ele cumprimenta a menina que sorri tímida.

— Oi – ela retribui.

— É uma bela criança Amelie – ele comenta.

— Obrigada – ela agradece sorrindo. – E você veio ver seu filho... Percy, esse é o nome dele, não é?

— Na verdade é Perseu, mas ele gosta que o chamem de Percy – diz ele. – E sim, eu vim vê-lo. Estou com a minha esposa e o irmão do Percy. Venha conhecê-los.

Peter a leva para perto de Sally e Tyson que conversavam com Nico.

— Sally – ele chama.

Sally se aproxima com Tyson e Nico.

— Essa é minha esposa Sally – ele apresenta. – Querida essa é Amelie, mãe do Tommy.

— Como vai, prazer em conhecê-la – diz Sally cumprimentando.
— Prazer – Amelie retribui.

— Esse é Tyson, meu filho mais novo – ele apresenta o garoto que olha para a estranha com um sorriso.

— Olá Tyson – ela cumprimenta.

— Quem é essa menina? – Tyson pergunta.

— Ah, essa é a Silvia, irmã do Tommy – ela diz.

— Oi, meu nome é Silvia – diz a menina.

— O meu é Tyson, prazer Silvia – ele diz tirando sorrisos dos adultos.

Nico se sentiu um pouco deslocado e já ia se retirando a francesa quando Percy aparece.

— Nico – ele chama e dá um abraço nele e um beijo no rosto.

— Pai, mãe – diz ele se aproximando do grupo.

— Irmão! – Tyson grita se jogando nos braços de Percy.

— Olá irmãozinho – Percy abraça o irmão e lhe dá um beijo.

Nisso Tommy também se aproxima.

— Mãe! – ele fala surpreso.

— Olá filho. Parabéns pela vitória – ela diz o abraçando. Tommy ainda surpreso retribui.

— Obrigado – ele agradece. Ele sente alguém lhe cutucar e olha para baixo e vê um par de olhinhos azuis sorridentes.

— Irmão! – diz a menina. Tommy a pega no colo e lhe dá um beijo. A menina retribui. Amelie e os outros só observam.

Nico e Percy se entreolham. Ambos estavam surpresos. Tommy sendo amável? Isso merecia mais atenção.

— Vamos comemorar a vitória dos nossos campeões, vocês me deixaram muito orgulhoso – disse Peter abraçando os dois filhos – Que tal uma pizzaria, vocês precisam repor a energia gasta na piscina.

— É justo, eu estou com muita fome – disse Percy.

— Eu também – disse Tommy sorrindo.

— Então vamos todos – disse Peter alegre.

Na pizzaria as duas famílias se juntaram em uma só mesa. Peter estava feliz porque seus dois filhos competiram juntos e foram vencedores. Sally estava feliz por ver seu marido alegre com a presença do filho mais velho. Tommy estava feliz porque seu pai estava orgulhoso dele, embora tivesse dito a mesma coisa ao irmão. Amelie estava feliz porque seu filho finalmente tinha mudado e voltou a sorrir. Nico estava feliz por todos e esperava que esse sorriso de Tommy fosse verdadeiro e deixasse o Percy em paz. A harmonia era evidente e todos comemoravam.

Depois que terminaram eles saem. Foram até um parque infantil para que as crianças pudessem gastar energia. Percy e Nico sentaram em um banco observando as crianças enquanto os adultos sentavam em outro. Tommy que estava de olho na irmã olhava de lado para o irmão que estava com o namorado. Os dois conversavam e sorriam um para o outro. Ele notou o quanto o irmão era carinhoso com o outro e este sempre ficava corado. Percy tinha o mesmo cuidado com o namorado assim como tinha com o irmão menor.

Depois daquele dia do parque de diversões quando viu os dois juntos com o pai e a esposa e o menor, ele se sentiu muito só. Ainda não se dava bem com a mãe e ignorava a irmã, sua amizade com Robert e John não preenchia o vazio que sentia. Ele sequer tinha uma namorada enquanto seus amigos já estavam comprometidos há um tempão. Sua obsessão em “punir” o irmão o fez ignorar até isso, ele era o único da turma que não tinha ninguém, um dia John, que gostava de azucriná-lo comentou isso.

— E aí Tommy quando vai arranjar uma gata? Se quiser eu falo com a Judy pra te apresentar as amigas dela.

— Não, obrigado – disse evasivo.

— Qual é cara, to te estranhando. Você é o único de nós que não tem uma cara metade.

— Não enche John.

— Ou será que você inclina pro outro lado igual seu irmão? – Tommy lhe dirige um olhar mortal. – Opa, desculpa. Meio-irmão.

Tommy se levanta e pega John pelo colarinho.

— Escuta aqui seu panaca, se você repetir isso de novo eu vou te bater – ameaça. – Eu já to de saco cheio das suas insinuações.

— Calma aí cara eu só tava brincando – disse John se defendendo.

Tommy o larga e se afasta.

— Cara estressado aí – disse John ainda se recompondo.

— Bem feito John. Você é muito chato – disse Robert. – Desde que o Tommy entrou para o nosso grupo que você não para de encher.

— Mas você não acha estranho que ele não tenha ninguém? – perguntou desconfiado.

— Ele não tem ninguém porque a garota que ele gosta está fora do seu alcance – comentou Robert.

— Quem é? – perguntou curioso.

— Diane.

— Puta merda! – disse surpreso. – A namorada do Wilson.

— Essa mesma – disse Robert. – Por isso, deixa ele em paz – pediu.

— Ok – disse ainda surpreso.

Daí em diante Tommy resolveu tomar uma atitude. Resolveu que mudaria as coisas, ou melhor, que consertaria as coisas. A começar com sua família. Quando voltou para casa cumprimentou a mãe e a irmã e se dirigiu para seu quarto. A mãe surpresa devolveu o cumprimento, estranhou, mas deu de ombros e continuou a dar atenção à filha, quando volta para a sala se oferece para olhar a irmã enquanto a mãe vai descansar. Amelie ainda surpresa assente.

— Obrigada filho – ela agradece e sobe para o quarto.

Tommy aproveita para se aproximar da irmã.

— O que você tá fazendo?

— To pintando o coelhinho.

— Ah, e o que o coelhinho tá fazendo?

— Tá comendo cenoura.

— Muito bem.

A menina sorri e volta a pintar o desenho.

Depois desse dia ele passou a cuidar da irmã enquanto a mãe se ocupava com outras coisas. Teve uma conversa franca com ela expondo seus sentimentos. Amelie ficou muito feliz com essa mudança. Mas ainda faltava o pai e o irmão.

Sempre que podia ajudava o irmão a se livrar de alguns garotos inconvenientes. Hector, por exemplo, era o que mais perseguia seu irmão, livrou Percy duas vezes de ser agredido pelo o outro. Nesta última investida o próprio Percy se livrou com a sua calma e firmeza. Agora, vendo-o ali com o namorado passou a entender melhor o irmão, não era culpa dele ser tão popular, era admirado tanto pelas meninas como pelos meninos. Mesmo sabendo disso, ele não era arrogante, pelo contrário, continuava o mesmo de sempre e o fato de preferir um garoto a uma garota não o mudou.

Tommy deu um jeito de se aproximar do irmão, olhou onde a irmã estava e foi até ele.

— Aham – chamou a atenção. – Desculpe incomodar, eu... posso falar com você Percy?

Os dois garotos que estavam conversando olharam para Tommy parado à sua frente. Ambos se entreolham.

— Claro – disse Percy.

— Eu vou ficar de olho nas crianças – disse Nico se retirando.

— Senta Tommy – Percy convida. – O que você quer falar?

Tommy respira fundo.

— Bem, eu quero te pedir desculpas por tudo o que fiz – Percy levanta uma sobrancelha. – Aquele dia no acampamento, eu fiz aquilo porque estava com raiva de você e além do mais era um teste para entrar no grupo do Robert.

— Quer dizer que eu era o seu bilhete de entrada – disse Percy o olhando. – O que você fez foi uma covardia. Eu nem pude me defender. Eu fiquei desacordado um dia inteiro e quando acordei eu mal conseguia respirar – disse com raiva – a dor era intensa.

Tommy permaneceu calado e de cabeça baixa.

— Eu só não contei ao papai porque eu não quero que ele te odeie pelo o que fez – disse – Você ainda é filho dele, eu não queria atrito entre vocês dois, já basta o que houve antes – ele disse olhando na direção do pai que conversava com as duas mulheres. – O papai sentia sua falta, ele ficou muito triste de ter te mandado embora – Tommy o olha surpreso. – Eu ouvi quando ele conversava com a mamãe – ele fez uma pausa. – Ele só fez isso pra te disciplinar pra que você amadurecesse.

Tommy estava arrependido de suas atitudes infantis. Então o pai sentia sua falta? Ele olhou na direção do pai, as lágrimas rolando. Levantou-se, mas Percy o impediu.

— Espere Tommy, eu ainda tenho uma coisa pra te dizer – disse. – Está perdoado – disse sorrindo.

— Obrigado – disse com a voz embargada.

— Vai lá – Percy o incentiva.

Tommy vai em direção ao pai e as duas mulheres. Quando chega perto os três param de conversar e olham para o rapaz que estava com os olhos marejados.

— Pai.

— O que foi filho aconteceu alguma coisa? – Peter pergunta se levantando preocupado. – O que.... – antes que perguntasse novamente ele se vê abraçado pelo filho que começa a chorar. Surpreso Peter retribui o abraço e deixa o garoto se acalmar.

— Me perdoe pai – disse o garoto entre soluços. – Me perdoe pela minha tolice, eu...

— Oh meu filho. É claro que perdoo – disse Peter apertando o filho. – Eu nunca deixei de te amar, fiquei com o coração apertado quando te mandei embora – disse o olhando nos olhos. – Foi para o seu bem. Sua mãe me contou o que você tem feito. Estou muito orgulhoso de você Tommy – deu-lhe um beijo na testa.

As duas mulheres que observavam aquela cena sorriram. Amelie era a mais emocionada, pois ela presenciou a mudança do filho. Finalmente Tommy reconheceu isso. Sally, por outro lado, ficou feliz que o rapaz tenha mudado para melhor e que continuasse assim. Nunca falou ao marido o que Percy lhe contou. Achou melhor não falar, pois Peter por ser protetor demais poderia dar um castigo pior que a expulsão para Tommy e ela não queria que isso acontecesse. Por mais que detestasse as atitudes dele, Tommy ainda era filho de Peter.

Percy que se aproximara de Nico observava a cena e sorriu.

— O que está havendo ali? – perguntou Nico curioso.

— Finalmente as coisas vão melhorar – disse sorrindo.

Notas finais
Até o próximo.