Acampamento Olympus

57 Cap. 56 - De Volta ao Acampamento


Notas iniciais
Olá pessoal. Estou me despedindo de vocês nessa Fic. Este é o último capítulo. Espero que gostem do final. Boa leitura.

Passado os dias, a família Jackson se arrumava para voltar pra casa. Mas antes teriam que deixar Percy e Nico no acampamento.

— Estão prontos crianças? – pergunta Peter entrando no carro.

— Estamos prontos pai – diz Percy que estava sentado ao lado de Nico e Tyson que estava na cadeirinha.

— Então vamos lá – disse ele ligando o carro. Eles partem em direção a Long Island.

Chegaram pelo meio da manhã e recebidos pelo Sr Keaton.

— Nico e Percy, sejam bem-vindos, fizeram boa viagem?

— Sim senhor – disse Nico. – É bom estar de volta.

— Fiquem à vontade, seus alojamentos já estão prontos – ele chama um empregado para carregar as bagagens. – A propósito seus amigos já estão aí.

— Obrigado senhor Keaton – disseram os dois em uníssono. E saem correndo até os alojamentos para encontrar os amigos.

Nico entra em seu alojamento e vê Jason arrumando suas coisas no guarda-roupa.

— Jason – ele chama. – E aí cara.

— E aí Nico – disse Jason lhe dando um abraço. – Como foi a sua estadia em Montauk?

— Ótimo eu até perdi o medo da água – disse ele sorrindo. – A família do Percy é muito legal.

— Que bom que se divertiu – disse Jason sorrindo. – E o Percy onde está?

— Está no alojamento dele – disse Nico. – Só não sei quem vai fazer companhia pra ele. O Tyson não veio.

— Já terminei, vai arrumar suas coisas? – Jason pergunta. Nico assente. – Eu vou ver a Piper, até mais – diz ele saindo.

— Até – Nico começa a desfazer a mala e arrumar suas coisas no guarda-roupa.

Enquanto isso, no alojamento de Percy um personagem improvável entra. Percy estava distraído arrumando suas coisas no guarda-roupa e não viu quem entrou.

— Com licença – ele diz. Percy se vira e se depara com um rapaz moreno de estatura mediana e... boca vermelha? – Me mandaram vir pra cá, disseram que tinha uma vaga.

— Ah, claro pode entrar – disse Percy se recompondo. – Você pode arrumar suas coisas do outro lado do guarda-roupa.

— Obrigado – disse o rapaz colocando sua bagagem em cima da cama. – Eu me chamo Dakota Willis prazer.

— Percy Jackson, fique à vontade Dakota – diz Percy continuando a arrumar suas coisas. – É a primeira vez que vem ao acampamento?

— Aqui é a primeira vez, mas eu já frequentava outro acampamento em San Francisco – disse ele. – Acampamento Romano.

— Uau! Deve ser demais! – disse Percy.

— É muito lindo, dá a impressão que você está na antiga Roma – disse ele. – Lá tudo tem a ver com os deuses romanos, cada prédio tem o nome de um deus.

— Aqui não é diferente, você vai ver quando estiver no tour que logo mais vão oferecer – disse Percy. – Aqui tem tudo a ver com os deuses gregos.

— Mal posso esperar – disse ele terminando de arrumar suas coisas.

— Vamos lá pra fora esperar o tour – diz Percy saindo.

Os outros já estavam esperando lá fora.

— Percy – chama Piper o abraçando. – Que bom que já chegou, acabei de encontrar com o Nico.

— E onde ele está? – pergunta.

— Estou aqui – disse Nico se jogando em seus braços e lhe dando um selinho.

Dakota observava tudo de boca aberta.

— Percy, vocês....

— Pessoal, esse é Dakota Willis, meu companheiro de alojamento – diz Percy apresentando. – Dakota, esses são meus amigos Piper e Jason – os dois assentem. – E esse é Nico, meu namorado.

— Olá – Nico cumprimenta.

— Nossa! Prazer em conhecê-los – ele diz ainda surpreso.

Nisso o diretor aparece cumprimentando os campistas e depois eles são levados para conhecerem o acampamento. Os que já conheciam ficam mais atrás deixando espaço para os novatos.

Depois do tour eles se reúnem.

— E então, o que você achou? – pergunta Percy.

— Interessante – disse Dakota. – Você tinha razão, tudo aqui tem a ver com os deuses gregos.

— Espera até o dia da festa, você vai adorar – disse Piper.

— Tenho certeza que sim – disse ele. – Festa é comigo mesmo.

Todos riem.

— Vamos dá uma volta Nico? – Percy convida.

— Vamos – os dois se afastam dos demais e vão em direção à praia.

Percy aspira o ar e sorri.

— Sente só esse cheiro, delicioso – diz ele sorrindo.

— Brisa marinha – diz Nico. – Tudo a ver com você.

Percy olha para ele e lhe abraça.

— O mar me deixa feliz – diz ele. – Toda vez que estou perto dele eu fico feliz.

— Eu fico feliz por você – disse Nico. – Foi aqui diante do mar que nos beijamos pela primeira vez.

— E nos declaramos um ao outro – disse Percy se desvencilhando do abraço. – Eu quero renovar a minha declaração.

— Eu também – disse Nico o olhando nos olhos.

— Eu te amo Nico Di Angelo, meu primeiro e único amor – disse Percy. – Que nosso relacionamento dure por muito tempo. Eu juro diante deste mar que sempre vou te amar.

— Eu te amo Perseu Jackson, meu primeiro e único amor. Que nosso relacionamento dure por muito tempo. Eu juro diante deste mar que sempre vou te amar e que nada, nem ninguém, vai nos separar.

— Que assim seja – disse Percy o beijando apaixonadamente. Nisso um golfinho aparece fazendo festa. Os dois olham para o mar e sorriem.

— Parece que o mar mandou sua resposta – disse Percy apontando para o golfinho. – *Reza a mitologia grega que a deusa do amor Afrodite tomou forma de um golfinho, tornando-se a “mulher do mar”. Por isso o golfinho é considerado um mensageiro do amor.

— Como você sabe de tudo isso? – perguntou Nico admirado.

— Minha mãe me contava muito sobre mitologia – disse Percy. – Eu lembrei essa lenda quando vi o golfinho.

— Então Afrodite nos aprova – disse Nico.

— Parece que sim – disse Percy abraçando Nico. – E Poseidon também. Afinal o mar é território dele.

— Verdade – disse Nico. O golfinho deu uma pirueta e mergulhou deixando a cauda de fora dando um adeus para os dois e sumiu no mar.

Quando voltavam para os alojamentos ouviram vozes. Eles pararam e ficaram escutando. Uma das vozes era conhecida.

— Você promete não pegar no meu pé? – perguntou uma voz feminina.

— Prometo – disse outra.

— Muito bem, eu quero deixar bem claro que não vou tolerar cobranças e muito menos ataques de ciúmes, eu detesto escândalos – disse a primeira voz autoritária.

— Eu prometo tudo que você quiser – disse a outra voz.

— Está bem então. Me encontre mais tarde na fogueira – disse a primeira.

— Ok – disse a outra.

Quando uma delas se afastou a outra que permaneceu no lugar disse:

— Já podem sair os dois – disse ela.

Nico e Percy saíram do esconderijo, surpresos.

— Como sabia que estávamos aqui? – perguntou Percy.

— Esse seu cheiro de mar é muito forte – disse Reyna. – Se eu não te conhecesse eu diria que você tomou banho de perfume.

— Não estávamos bisbilhotando, foi sem querer – disse ele.

— Eu sei você não é disso – disse ela. – Olá Nico.

— Oi – disse ele. – Aquela era a Annabeth?

— Sim – disse ela enfática.

— O que tava rolando aqui? – perguntou Percy. – Eu ouvi parte da conversa.

— Resolvi dá uma chance pra ela – disse Reyna. – Só espero que não me arrependa.

— Ela gosta muito de você – disse Percy. – Não fique tão na defensiva.

— Eu não sou de me apegar a nada e nem a ninguém, não quero que ela saia magoada dessa história – disse ela pensativa.

— Não seja tão durona, dê uma chance pra você mesma – disse ele. – A vida é de erros e acertos. Se não arriscarmos nunca saberemos.

— Eu sei, por isso resolvi arriscar – disse ela. – Vamos ver no que vai dar.

— Dará tudo certo – disse ele.

— Espero que sim – disse ela suspirando.

Os três voltam para perto dos outros.

Os dias foram passando, as semanas também e a vida no acampamento estava as mil maravilhas. Muitos casais se juntaram, dentre eles Reyna e Annabeth que estavam muito bem, obrigada, Leo e Calipso, Silena e Charles, Will e Lou Ellen e outros.

Fora do acampamento a vida também passava. A família Jackson estava na Disneylandia com Tyson que ficava deslumbrado com tudo que via. Amelie, juntamente com Tommy e Silvia, foram para o Havaí passar as férias na casa de praia de um parente de Amelie. Maria, que voltou a ser Patroni, foi para a Itália passar uns tempos com a filha e o genro. Paolo, agora solteiro, continuava sua rotina de sempre, trabalhando para esquecer seus problemas. Vendeu aquele pequeno apartamento e comprou um maior, onde morava somente ele e a filha juntamente com a babá Alberta.

No mais, nossos queridos personagens tiveram altos e baixos, alegrias, tristezas, aventuras, mas tudo isso proporcionou uma boa história e o nosso “casal” central cada vez mais apaixonados. O que posso dizer? Viveram felizes para sempre? Nããõ, isso não é um conto de fadas. O que posso dizer é que eles estão muuuuito felizes! Ainda tem muito caminho para percorrer, mas se depender deles esse caminho ficará mais curto.

FIM

Notas finais
*O golfinho simboliza muitas coisas. Dentre elas o amor. O que o Percy explica eu tirei do blog de Marcelo Dalla - Simbolismo do Golfinho. E aí gostaram? Como eu disse, último capítulo. Então, quero agradecer a vocês leitores que acompanharam desde o começo a história do nosso par favorito. Aguardem a próxima Fic que será com eles também. Então, até quinta.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!