Acampamento Olympus
33 Cap. 32 - Descobrindo a Verdade
Maria acordara cedo, arrumou a mesa do café e esperou o marido descer. Ela pensou na conversa que ouviu no dia anterior. Paolo aprontou algo, pois Donatela não viria pessoalmente atrás dele exigir uma “reparação”.
Que tipo de reparação era essa? Maria estava determinada a descobrir. Esperaria uma oportunidade para fazer isso. Pelo visto ele iria hoje à casa dela. Seu pensamento foi interrompido pela chegada do marido que descia devagar. Parecia pensativo.
— Bom dia querida – disse ele cumprimentando a mulher dando-lhe um beijo no rosto.
— Bom dia – ela retribui.
Paolo se senta e Maria o serve.
— Você vai trabalhar em casa? – ela pergunta.
— Vou, preciso terminar um relatório.
— Bem, se é assim eu vou fazer algumas compras. O aniversário do Nico está chegando, eu quero oferecer uma reunião para ele e seus amigos – disse ela.
— Está bem – disse ele.
— Sabia que o Nico fez amigos naquele acampamento? – ela pergunta. – Eu os conheci no hospital, são jovens maravilhosos. Nico é muito querido – ela comenta.
— Que bom. Assim pelo menos ele não fica tão solitário – disse Paolo.
— É. Graças a Deus ele tem amigos, além do Jason – disse Maria.
— Bem, eu vou para o escritório – diz ele se levantando. – Até mais tarde.
—Até – ela diz vendo-o se dirigir para o escritório. Ela se levanta e pega, sua bolsa e sai. Se dirige até o carro que já estava estacionado. Entra e dá a partida.
Paolo por sua vez vê da janela de seu escritório quando Maria sai. Ele imediatamente liga para Donatela.
— Alô?
— Sou eu, estou indo até sua casa – diz ele desligando. Ele pega sua pasta e sai.
Maria estava à espreita, sabia que o marido mentira quando disse que trabalharia em casa, por isso resolveu que o seguiria. Ela estava estacionada numa rua mais à frente. Sabia que ele teria que passar por ali para pegar a avenida. Ficou esperando até que viu quando o carro dele passou, ligou o motor e o seguiu a uma boa distância para não ser notada.
Paolo saiu assim que desligou o telefone. Entrou em seu carro e seguiu caminho, passou pela rua principal para pegar a avenida. Nem desconfiava que sua mulher o seguia, estava tão concentrado em seu caminho que não percebeu o carro dela.
Maria o seguia atrás de um utilitário à sua frente, preferiu assim, pois ele poderia reconhecer o seu carro. Tentava não perdê-lo de vista, pois a avenida estava cheia. Queria saber o que ele ia fazer, que tipo de assunto ele tinha com Donatela. Tinha que ser algo sério pra que ela viesse pessoalmente ameaçá-lo. Por isso, estava determinada a descobrir.
Paolo vira em uma rua com belas casas. Para em frente de uma delas que tinha uma cerca viva e um belo jardim. Ele desce e vai até a porta e aperta a campainha. Uma mulher morena atende. Ela abre a porta e ele entra.
Maria para do outro lado da rua e vê o marido se dirigir até uma das casas. Uma mulher morena abre, reconheceu Donatela, a irmã de Paolo. Eles entram e Maria sai do carro e vai até a casa, ela vê pela janela que os dois estão na sala, então vai pelos fundos e verifica se a porta da cozinha está destrancada. Não estava, ela entra na casa, tira os sapatos para não fazer barulho e vai até um corredor que dá acesso à sala e fica escutando a conversa.
— Bem, o que tem a me dizer? – pergunta Donatela.
— Eu vou assumir o bebê – disse Paolo. – É o mínimo que posso fazer.
— Muito bem – disse ela. – O que vai dizer pra sua mulher quando chegar com um bebê em sua casa?
— Ainda não pensei nisso – disse ele. – No momento, não vou me preocupar com isso. Onde está a menina?
— Está na escola – disse ela. – Ainda não dá pra perceber nada, por isso é melhor que ela continue na escola.
— Está bem – disse ele se levantando. – Preciso ir, Maria foi fazer compras não deve demorar muito, ela quer fazer uma festinha pro Nico.
— Ah, Nico, um belo garoto! – disse ela. – Você devia dar mais atenção a seu filho ao invés de correr atrás da filha dos outros – disse ela com olhos estreitos. – Escute bem Paolo, nunca mais encoste na minha filha, depois que essa criança nascer eu quero que você suma de nossas vidas ou eu juro que conto tudo pra Maria. Eu nunca vou te perdoar por isso.
— Está bem, eu já entendi – disse ele na defensiva. – Eu vou assumir o bebê, não vou? Que droga! Eu já me arrependi de ter feito isso.
— Ótimo, é o mínimo que você pode fazer pela violência que cometeu – disse ela. – Eu poderia mandar te prender por abuso de menores, mas isso seria péssimo para os negócios se o nome Di Angelo aparecesse nas manchetes de modo negativo. Por isso, só por isso eu não te denunciei. Portanto, irmãozinho sinta-se grato.
— Obrigado irmã – disse ele sem jeito. – Eu já vou – ele diz dirigindo-se à porta. – Tenha um bom dia.
Maria que ouviu tudo ficou chocada. Então era isso, Paolo abusou de Piera e a menina estava grávida. Por isso ele vivia estressado, aborrecido com tudo e descontava no pobre do Nico. Isso não ia ficar assim. Ela aproveitou que Donatela subiu para seu quarto, saiu por onde entrou e foi para seu carro. Entrou e ficou pensando na conversa.
— Miserável! – disse ela entre dentes. Ligou o carro e foi às compras.
**********
No acampamento, Annabeth está a procura de Reyna, ela estava feliz por ter mais uma informação para dar a ela, precisava encontrá-la e rápido. Desta vez era Piper o alvo, ela era namorada do Jason que era amigo do Nico que era namorado do Percy que era amigo de Reyna, portanto, essa informação era de suma importância.
Ela a encontrou na quadra de basquete jogando com Jason e Piper. Ótimo, a parte interessada estava presente. Ela se aproximou e os chamou.
— Reyna!
Reyna olha na direção da voz e revira os olhos.
— O que quer Annabeth, estou no meio de um jogo.
— Eu não te procuraria se não fosse urgente.
Reyna suspira.
— E que urgência é essa?
— Eu descobri outra trama da Pâmela.
Reyna se empertigou.
— O que é agora?
— Dessa vez é contra a Piper, eu consegui gravar tudo, ela precisa escutar isso.
— Ok, espera aqui – Reyna se afasta e chama Jason e Piper. Os dois vão até Annabeth.
— A Reyna me falou que você quer me mostrar algo – disse Piper.
— Sim, ouça isso – ela liga o celular no áudio e os três ouvem toda a conversa que Pâmela e os seus comparsas estavam tramando. Os olhos de Piper escurecem, essa loura oxigenada estava pedindo. Depois que terminou a gravação os três estavam com uma cara séria.
— Essa garota não se emenda – disse Jason indignado. – Primeiro o Nico e o Percy, agora você Piper.
— Ela quer vingança pelo o que eu fiz com ela no banheiro.
— E também porque ela foi expulsa da gangue – disse Reyna. – O que vai fazer?
— Bem, ela quer me pelar não é? Pois então, vou dar a ela o mesmo tratamento, o que acham?
— É um tanto radical, mas eu to dentro – disse Reyna. – E quanto aos três cúmplices?
— Acho que o Frank vai gostar de dar mais uma liçãozinha neles – disse Jason. – Vamos falar com ele.
— Obrigada pelo aviso Annabeth – disse Piper. – Se não fosse por você eu teria caído na armadilha da Pâmela.
— De nada – disse ela sem jeito. – Se... se precisarem de ajuda....
— A gente avisa – disse Reyna.
— Ok – ela disse sorrindo. – Então, com licença – ela se retira.
Os dois olham para Reyna.
— O que? – ela pergunta.
— Essa garota gosta mesmo de você senão ela não teria falado com você primeiro – disse Piper.
— Não gosto do jeito dela – disse Reyna séria. – Detesto gente arrogante e grudenta.
— Eu acho que ela tá querendo se redimir, por isso está nos ajudando – disse Jason.
— De qualquer forma não tenho nenhum interesse – disse ela.
— Você é quem sabe – disse Piper.
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